Programas de intercâmbio: será que vale a pena?
Hoje eu recebi um e-mail de um leitor do blog com uma colaboração. O texto escrito por Artur Barros ficou tão bom que eu resolvi dividí-lo em 2. Confira abaixo a primeira parte, sobre programas de intercâmbio.
Primeiramente gostaria de dar uma salva de palmas para o Alessandro por esse brilhante trabalho. Você, que assim como eu é um estudante da língua inglesa não pense que algum cursinho vai fazer você aprender esse idioma. Vai no máximo te dar uma ajudinha, ou melhor, uma “ajudinhazinha”. Você tem uma ferramenta barata e poderosa em suas mãos, a Internet! “So, enjoy it!”
Apesar de querer, não vou ficar aqui criticando as escolas de idiomas, “my point” é incentivar todos a se mandarem para o exterior. Eu sei que antes de qualquer coisa é preciso dinheiro. “But, don’t worry guys”, para tudo existe aquele jeitinho brasileiro. Existem dezenas de programas de intercâmbio que você pode participar, eu garanto que em poucos meses você vai ter o seu dindim de volta.
Eu, por exemplo, sou estudante de agronomia aí no Brasil e atualmente estou participado do CAEP (www.caepinc.org), que é um programa dedicado à área de agricultura. Ou seja, além de aprender inglês estou ganhando também uma experiência profissional. Um ponto a mais no meu currículo. E você, o que está fazendo aí? Corra logo atrás do programa adequado pra você.
A foto acima foi tirada num jogo de football americano, que é realmente um show. Jamais imaginei que os americanos pudessem formar uma torcida tão animada, confesso que é de dar inveja em muito brasileiro. Na foto aparecemos respectivamente eu, Jair e Gustavo. Todos brazucas.
Artur, show de bola, sem trocadilhos, ficou foi seu texto.
See you!
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Autor: Alessandro é analista de sistemas e coordenador do English Experts, estudante autodidata, aprendeu inglês por conta própria via Internet. Atualmente trabalha na empresa Inovesys Technologies em projetos na área de comércio eletrônico. 


Olá pessoal! Eu tenho 16 anos e queria saber mais detalhes sobre o intercambio.. Veja bem, andei conversando com um vizinho meu e ele disse que o intercambio que ele conhece que no caso o filho dele participou foi de 1 ano, que no caso outras pessoas de lá vieram pra casa dele! Eu não queria fazer esse de 1 ano..até pq eu não iria aguentar, eu queria de no máximo 3 meses e ainda se possivel de dezembro há fevereiro para não perder os estudos.. e tb não queria que fosse pessoas para minha casa, meus pais não se sentiriam avontade cm essa idéia! Se vocês souberem me informar um pouco mais sobre issu e se vocês conhecem um tipo de intercambio dessa maneira entrem em contato por favor!
Grata!
Gente estou muito interessada para fazer intercâmbio, mas não sei nem por onde começar a adquirir informações.
Quem poder m ajudar manda uma e-mail.
Olá.
Fui aluna de curso de inglês durante uns oito anos da minha vida. Além disso, sempre tive facilidade com línguas. Estudei inglês mais quatro anos na faculdade (fiz Letras: Inglês / Literaturas na UERJ), além de aprender muito com filmes, música, livros, revistas, internet e TV em geral. Sou hoje professora de inglês e aprendo mais que aprendi a vida inteira preparando aulas e também em sala de aula, com as dúvidas dos meus alunos.
Devo dizer que discordo do comentário de que não se adquire fluência somente em cursinhos de inglês. Creio que são ótimas ferramentas para a aquisição da tão sonhada fluência, mas que a tal depende muito de outros fatores, como o empenho do aluno em estudar, praticar, seu interesse pela língua inglesa (ela está a nossa volta, mas quem não quer não enxerga), sua facilidade em aprender línguas (nunca seria “fluente em matemática”, mesmo se eu morasse no país dos números ou fizesse faculdade de matemática, porque não é a minha), entre outros fatores.
Por outro lado, conheço pessoas que moraram nos EUA, por exemplo, e só conviviam com brasileiros e outros latinos e não usaram, portanto não aprenderam nada de inglês.
Eu, por minha vez, viajei (não morei, mas visitei) para a Inglaterra e creio que a experiência me acrescentou muuuuuuito. Talvez não muito na fluência (até porque fui fazer um Teacher Training Course, já tinha nível avançado, já era fluente e já era proessora), mas no vocabulário, pronúncia, gírias e, acima de tudo, experiência de vida e aquisição cultural.
Acredito, ainda, que o aprendizado está mais em nossas mãos do que na ferramenta utilizada, em si. Com empenho consegue-se quase tudo. Quantas pessoas conheço que se comunicam bem (com alguns erros, claro, pois são parte do aprendizado) em inglês sem tere estudado a língua sequer na escola, quanto mais em algum curso de línguas. Há auto-didatas por aí. Da mesma forma que há pessoas que moraram (conheço um que serviu o exército americano por 6 anos) em países de língua inglesa que não sabem escrever uma palavra, só conseguem se comunicar de forma oral, mas não podem escrever um e-mail para dar notícias aos amigos que ficaram lá.
Não estou tentando defender a classe de professores, nem tampouco meu emprego. O meu ponto é tentar mostrar que há diferentes tipos de alunos, ou aprendizes, assim como diferentes ferramentas ou técnicas que auxiliam no aprendizado. Cada um se adequa melhor a um (ou algumas) delas. Também por isso existem tantas metodologias de ensino. Cada uma, moldada para determinado tipo de aluno, ou público alvo.
Anyway, enjoy your trip, Artur.
Volto à Inglaterra em janeiro para outro curso daquele mencionado. São, sim, muito engrandecedoras nossas experiências abroad, além de darem uma super-força ao nosso aprendizado.
See you.
Equipe do English Experts disse:
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