Convidei o profissional que interpretou Tom Cruise durante a coletiva de impressa sobre o filme Operação Valquíria para nos contar como foi este trabalho.
Caros leitores! Se tem uma profissão que admiro é a de intérprete. O profissional que exerce essa atividade tem que obrigatoriamente possuir muito conhecimento em várias áreas, fora o jogo de cintura para sair de situações complicadas. Isso sem citar um domínio fora do comum do idioma que se interpreta.
Domingo passado dei um pulo da poltrona ao ver o meu amigo Walter Estella no Fantástico. A reportagem falava da coletiva de imprensa que Tom Cruise concedeu no Rio de Janeiro. É claro que eu não perdi a oportunidade e pedi para ele nos contar um pouco sobre como foi este trabalho. Segue abaixo o texto enviado pelo Walter para publicação aqui no EE.
Há mais de 10 anos venho trabalhando com a Fox Films e com a Warner traduzindo as coletivas de imprensa concedidas por atores e diretores que vem ao Brasil lançar seus filmes. O primeiro deles foi Bill Pullman, que esteve em São Paulo para o lançamento de “Independence Day”. Depois dele vieram também Morgan Freeman, Sandra Bullock, Viggo Mortensen, Chris O’Donnell, entre outros.
Meu trabalho mais recente foi com o ator Tom Cruise, que esteve no Rio de Janeiro para o Lançamento do filme “Operação Valquíria” (Valkyrie). Sempre muito educado, e com uma pronúncia muito clara – o que facilitou em muito o meu trabalho – o ator falou sobre o filme, suas impressões sobre o Brasil e a paixão pela profissão.
Na verdade, foram duas coletivas de imprensa. A primeira, em que traduzi do inglês para o espanhol para um grupo de jornalistas sul-americanos, já que o Brasil foi o único país da região a ser incluído na turnê de lançamento. A segunda foi com a imprensa brasileira, que compareceu em peso.
Mais tarde, no cine Odeon, centro da cidade, Tom Cruise passou uma hora e meia dando autógrafos e tirando fotos com os fãs antes de entrar no cinema para a pré-estreia de seu filme.
Walter, obrigado pela colaboração. Keep up the good work!
Abraço,


Comentários (12)
Fiquei feliz por ter lido tantas coisas sobre quem quer seguir essa carreira.Eu tenho muitas, mas digo mesmo muuitas dúvidas sobre a carreira de intérprete.
Talvez eu esteja no caminho inverso de algumas pessoas que postaram aqui. Estou estudando inglês, mas não tenho faculdade.
Moro na Inglaterra e tenho dúvidas sobre o mercado de trabalho de intérpretes no Brasil. Tenho a impressão da grande exigência para essa área e se há mesmo uma possibilidade de emprego aí. Também não sei se os cursos de faculdades são bons mesmo, porque na minha opinião, as faculdades deveriam formular uma prova de conhecimentos de inglês muito bem feita para identificar se a pessoa que quer ingressar na faculdade estaria mesmo apta ou não para o curso. Afinal curso de letras não deve ser para ensinar inglês.
Leio essa matéria sobre o Walter, mas não sei ainda como é ser um intérprete em uma situação cotidiano, sem atros internacionais ou grandes conferencias.
Camila, na minha opinião… se você conseguir estudar tudo junto é ótimo.
Mas se você estiver se perdendo muito nas aulas, tranca a facul pelo menos por alguns meses, estuda inglês todos os dias, dá o seu sangue e depois quando você voltar você vai se sentir muito mais segura e com certeza aproveitar o curso muito mais. Alguns meses fora da faculdade não vai ser perda de tempo, porque você não vai estar parada. Muito pelo contrário.
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