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Professor nativo x Professor não-nativo

Professora de inglêsCertamente uma das vantagens de coordenar a edição de um site de dicas de inglês, mesmo não sendo professor, é que eu não preciso defender nenhuma bandeira (leia: escola de idiomas) ou metodologia. Tudo que publico aqui é resultado dos meus estudos. Se funcionou para mim ou para um leitor, então é publicado.

Por isso, ao invés de site somos um blog, o que permite que o leitor possa expor suas opiniões nos comentários e também saber o que os outros pensam a respeito dos tópicos abordados.

Em 2007 publiquei um texto bastante polêmico enviado por um leitor, nesse texto ele dizia a seguinte frase “escolha de preferência um professor nativo da língua ou pessoa que morou muito tempo (mais de 10 anos) em país de língua inglesa”. Como não poderia deixar de ser, recebi muitas críticas pela publicação, vários professores indignados saíram em defesa da classe e enviaram comentários de protesto.

O bacana disso tudo é que depois do debate chegamos à seguinte conclusão: alguns alunos preferem estudar com professores nativos, isso é fato, porém no quesito didática não importa a nacionalidade. Da mesma forma que existem bons e maus professores de inglês nativos, também existem bons e maus professores de inglês não-nativos.

Os leitores Rogerio Costa e Alessandra Carvalho enviaram uma indicação de um artigo publicado no G1. Nesse artigo o linguista britânico David Graddol ao ser indagado sobre o perfil ideal do professor de idiomas respondeu o seguinte: “o melhor professor é aquele que fala a língua materna de quem está aprendendo o idioma. Também é preciso ser altamente capacitado e ter um ótimo domínio do idioma, claro”.

Qual sua opinião a respeito da  afirmação do David? Aguardo comentários.

See you.

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1.jpg Autor: Alessandro é analista de sistemas e coordenador do English Experts, estudante autodidata, aprendeu inglês por conta própria via Internet. Atualmente trabalha na empresa Inovesys Technologies em projetos na área de comércio eletrônico. Outros textos do autor.


Comentários (72)

1 08/11/09

camilo disse:

realmente concordo com o David. Faco aula particular com um professor nao-nativo, e ja fiz com nativo a um tempo atras e nao troco o nao-nativo pelo nativo nem a pau. Realmente tive a sorte de encontrar um professor de com um nivel alto no idioma, principalmente na parte pedagogica do ingles, fora a experiencia de mais 10 anos na area de ensino e pesquisa. É o david falou ser altamente capacitado que faz a diferença e encontrar esse tipo de professor por aqui é na base da sorte, pagar muito caro para ter aula, ou entrar na fila de espera.
Excelente post, acho que ainda precisamos ter a mente aberta a questao de achar que nativos sao perfeitos, nem sempre. O mesmo eles podem achar de nos nativos do portugues, eu mesmo nao me habilito dar uma aula de portugues, mesmo sendo nativo. Entao isso acontece por lá tb. Quem nao teve pessimos professores de portugues no colegio? Entao ir com essa mente de ter professor nativo, pode cair nessa situacao. Entao o segredo eh avaliar a capacitacao do professor.

excelente post. alessandro.

2 08/11/09

davi disse:

o problema é q o não nativo na maioria das vezes não tem a vivência da lingua e isso vai prejudicar…

só um adendo: bom > mau e bem > mal

3 08/11/09

Yara disse:

Concordo plenamente com o post. Claro que um professor nativo, fala “melhor” o idioma. Porém a didatica independe disso. Sou professora de inglês, nao comparo meu inglês com o de um nativo, mas estudo duro pra melhorar sempre mais, porém a didática que se usa para ensinar o aluno também conta muito. Beijos

4 08/11/09

Priscila disse:

Olá!
Eu descordo completamente da idéia de que
para ser um bom professor de língua estrangeira, é preciso ser nativo do país da língua. Acho que da mesma forma que vemos muitos brasileiros que não falam tão corretamente ou não conhecem a fundo a gramática da própria língua Portuguesa, isso também ocorre nos outros países. Acredito que o bom professor independente de ser nativo, é aquele que se dedica, se interessa e principalmente que gosta de se aprimorar e de ensinar a língua.

5 08/11/09

Marta disse:

o importante é a capacidade do professor que leciona, porém se ele é nativo, ele tem determinadas experiências e etc, para passar para os alunos, principalmente convivência, porque o importante não é apenas ensinar a didática mas também orientar com relação ao modo de vida do país estrangeiro.

6 08/11/09

Thiago disse:

I too.
Essa é um otima afirmação pois um porfessor nativo ele conhecera nao so o idioma formal como simples expressões, gírias, etc do idioma isso facilitará a fluencia do aluno.

7 08/11/09

Delvair disse:

Sou professor de inglês não-nativo e creio que não adianta apenas saber falar (no caso de nativos) para ensinar. Pense no Brasil, qualquer pessoa (ou quase) fala português, e isso quer dizer que podem ensina-lo? Eu mesmo sendo professor de Inglês, não me atrevo a dar aulas de português. O que realmente importa é ter domínio na língua e ter uma boa didática. E existem professores não-nativos que falam inglês melhor do que os nativos, assim como também aqueles que falam português melhor que muitos de nós. Então, o que vale é a competência e a formação do professor.
Obrigado pelo espaço.

8 08/11/09

Dircilene disse:

Não sei se foi intencional, mas, se não foi, uma dica:
bons e “maus” professores
“mal” é contrário de “bem”, é advérbio e não tem plural;
no rastro, outra dica: nativo ou não, um professor de qualquer língua estrangeira tem que conhecer bem a própria língua e a língua que ensina;
a tempo: língua não é vocabulário.

9 08/11/09

Selma Bastos disse:

Olá Alessandro, tudo bem?

Sou uma recém formada Beginner English Teacher. Não tenho nenhuma experiência ou vivência no exterior, mas se escolhi trabalhar nesta área primeiramente é porque amo o que faço e em segundo lugar porque me preparo, e muito, para ministrar minhas aulas.

Quanto a questão de o professor ser ou não nativo, isso não importa. Assim como postou o Camilo, nem todo nativo, seja ele português ou inglês se propõe a dar aulas porque é nativo.

Atualmente mantenho contatos com vários nativos ingleses e britânicos que não querem nem saber de ministrar aulas.

Eu não me sinto nem um pouco a vontade dando aulas de português mesmo tendo cursado uma faculdade de Letras. Tanto é que optei somente pelas aulas de inglês.

Já tive aulas com professores nativos e não-nativos, e o professor não-nativo me surpreendeu pela didática e conhecimento acerca da língua inglesa e seus sotaques variados.

Congratulations pelo excelente post!!!

10 08/11/09

Carmem Regina de Ávila Mendes disse:

Concordo com vocês: minha melhor professora é não nativa e fala muito bem!
OBS:
Desculpe, mas vi no seu texto um erro grave de português – o plural de mau é maus e não mals.
Já vi muita gente confundindo e antônimo de bom -mau com o de bem -mal
Abraços

11 08/11/09

Leonardo disse:

Boa tarde. Concordo e discordo. Falando de forma bastante resumida, acredito que cada professor, nativo e não-nativo cabem melhor em certas horas (bastante generalizado!). Estudo em uma escola de inglês em BH – MG chamada ICBEU (não estou fazendo propaganda, sou apenas aluno ;) mas vale a dica. Lá só tem professor bom de serviço. Em questão de didática, acho que os professores não-nativos são até melhores, de verdade, porque considera-se que sua formação em português é muito boa, e que sua aprendizagem e forma de transmitir seu conhecimento do inglês também é. Já “formei” (apesar de acreditar que não formamos nunca, pois sempre temos algo a mais para aprender) e atualmente faço um curso de tradução nessa mesma escola. Tenho aulas com uma nativa, ela é muito boa de serviço, e inclusive seu português é excelente. Por se tratar de um curso de tradução, ter aulas com essa nativa está sendo muito útil, bastante proveitoso mesmo. Sem entrar em muitos detalhes, mas há diversas formas de falar a mesma coisa, concordam? Mas cada coisa fica melhor em ocasiões específicas. Então acredito que nesse caso, no MEU caso, um professor nativo é bem melhor, pois o profissional já está acustumado com as expressões, com as “colocations”. Bom, essa é minha opinião. Apresentem as suas também!

12 08/11/09

Eliana disse:

Opa! Cuidado com o deslize aí:

maus professores e não mals professores!

mau (com u) contrário de bom
mal (com l) contrário de bem

13 08/11/09

Flavia disse:

Primeiramente, aplausos pelos primeiros parágrafos do artigo. Acho que a idéia de um blog é justamente esta: você tem direito de ter sua opinião, seus leitores têm o direito de ter a opinião deles, nem sempre essas opiniões vão ser as mesmas, e o espaço para comentários deve ser para trocas de idéias construtivas, nunca para aquela coisa de “o que vc escreveu é um absurdo”, e bla bla bla.

Mas vamos ao assunto em questão. Já postei minha opinião à respeito há uns dias atrás, lá no fórum. Mas não custa nada repetir aqui, né?

Já estudei em diversas escolas e com diferentes professores, e tenho amigos próximos que compartilham comigo as experiências deles com outros professores, portanto, posso garantir que:

1. Nem todos os nativos (americanos, britânicos, etc) são bons professores;

2. Nem todos os professores brasileiros são bons o suficiente em língua inglesa a ponto de poderem compartilhar o que sabem com outros brasileiros;

3. Existe sim “professores” brasileiros ensinando inglês errado por aí;

4. Existem brasileiros que nunca puseram o pé fora do país, e que falam inglês melhor do que muito “nativo”;

5. Existem estrangeiros de países não-falantes de português, que falam língua portuguesa melhor do que muito brasileiro (!)

Por isso, insisto que NÃO ADIANTA GENERALIZAR. Antes de escolher um professor, avalie, converse com alunos e ex-alunos, peça opinião de algum colega, e, principalmente, tenha em mente que o aprendizado depende não só do professor, mas também da boa vontade do aluno.

14 08/11/09

Ronaldo disse:

no quesito didática não importa a nacionalidade. Da mesma forma que existem bons e mals professores de inglês nativos, também existem bons e mals professores de inglês não-nativos.

Não seria melhor escrever: bons e maus?

Bem se opõe a mal
Bom se opõe a mau

15 08/11/09

Dativo Marques disse:

Acredito que o melhor professor tem a ver com o melhor aluno, isto é, seria como um tipo de “casamento” ou “a fome com a vontade de comer”. Um com vontade de passar adiante, abrir o caminho, dar apoio enquanto o outro seria possuidor de um desejo incontrolável de aprender, de se desenvolver, de ampliar seus conhecimentos, seja em que matéria for. Pode-se sentir também uma diferença substancial entre o ensino personalizado versus aquele dirigido a uma classe/turma. Mas… já falei/escrevi demais.

16 08/11/09

Lilian Felix disse:

Concordo com a afirmação do David, pois o que realmente importa é a capacidade do professor. Tive a oportunidade de morar fora e comparar, e fico orgulhosa em saber que a qualidade do ensino do idioma no Brasil não deixa nada a desejar com a dos paises em que os professores são nativos da lingua Inglesa. Afinal temos que ter o dobro de empenho e capacidade para aprender e ministrar um idioma que não seja o nosso. Parabéns à todos brasileiros, professores e alunos, que possuem esta capacidade e levam a sério o seu trabalho.

17 08/11/09

Beatriz disse:

Desculpe a correção, eu não quero parecer arrogante mas para Bom é mau com “u” e para Bem é mal com “l”.

18 08/11/09

Maria Alice Sousa disse:

Sem dúvida que o professor não nativo dá de dez a zero no professor nativo). Só um detalhe: o antônimo de bom, é mau. E plural de mau é maus, e não mals (… que existem bons e mals professores de inglês nativos, também existem bons e mals professores…)

19 08/11/09

Guilherme Dias disse:

Olá! Excelente post!
Essa discussão é muito boa e me remete a uma linha que diz que não se pode falar português em uma sala de aula de inglês.
Creio que posso contribuir um pouco com a discussão pela perspectiva de uma escola online.
Costumo dizer que o principal concorrente de um curso de inglês online é a novela das 7. Explico: Nossos alunos chegam em casa após um longo dia de trabalho e têm duas opções: Assistir a novela e estudar inglês.
Claro que é uma metáfora, mas a conclusão a que quero chegar é simples. Em um ambiente de estudos online, trabalhamos todo o tempo com a motivação. Mais fácil que levantar da cadeira e sair de uma sala de aula presencial é clicar no “X”, fechar a janela do browser e ir assistir televisão (ou fazer qualquer outra atividade de lazer).
Então, para o nível básico, em uma aula online é importante que o professor fale o idioma do aluno sim, pois isso irá impactar diretamente em sua motivação e permanência no curso.
Não sei se posso postar o nome da escola aqui, mas não quero fazer propaganda. Trabalhávamos apenas com falantes nativos e hoje, quando disponibilizamos aulas também com professores brasileiros, temos um índice de evasão bem menor e de satisfação nas aulas online com professores.

20 08/11/09

Rosangela Fidelis disse:

ola. adorei este site!!! ja indiquei para varias pessoas. começei fazer ingles faz 2 anos e parei. para mim esta sendo tdo de bom ,estou relembrando e praticando com o pofessor do, site amo a lingua inglesa!! e neste momento por não ter condição financeira para retornar foi o melhor site q me indicaram. quando ao professor acho estes comendarios muito relativo pois quando queremos aprender não precisamos do nativos e sim de um bom professor seja ele nativo ou não,, tambem um aluno que queria aprender..
Obrigado..

21 08/11/09

Rosaly Cardoso disse:

Concordo plenamente com o Professor David e com o comentário acima. E acho sim importante que o professor tenha muito conhecimento da língua e das metodologias. Sinto muito que muitos estrangeiros cheguem no Brasil e já se sintam habilitados para dar aulas de inglês. Isso nem sempre é positivo. E o pior é que muita gente cai nessa. Acho bastante válido pra quem só quer praticar conversação, mas mesmo assim é importante ver que nível a pessoa tem, pois nem sempre o nativo da lingua inglesa, fala um inglês aceitável. Há também muitos de nossos vizinhos da América Latina, que por terem vivido alguns anos nos EUA , acham que podem ser professor de inglês aqui. Isso pode ser bom sim, mas nem sempre.

22 08/11/09

Rodrigo disse:

Acredito que o que realmente faz a diferença é a didática de cada professor. Falo isso com conhecimento de causa. Faça aulas particulares coordenadas por uma escola que trabalha com esquema de rodozio de professores, o que na minha opnião é muito bom. Algumas aulas são com professores nativos e outras com não-nativos e posso afirmar que o fato de ser ou não nativo não implica na qualidade da aula.

23 08/11/09

Joao disse:

Cuidado com o uso de “Bom e Mal”, um nao é o contrário do outro. “Bom é o contrário de Mau” e “Mal é o contrário de Bem”, além disso não temos em português a combinação “ls”, com em “mals”.

Um abraço!

24 08/11/09

Nelson disse:

Olá a todos. Tenho acompanhado na medida do possível esse blog e o mais difícil tem sido participar. Mas hoje não deu pra segurar: tenho que dar um palpite, rs. Eu estudo inglês há alguns anos por conta própria, de acordo com meu próprio ritmo. Desenvolvi meu próprio método de aprendizado, e meu sonho é fazer um teste de proficiência. Sei que ainda tenho muito o que aprender, mas uma coisa muito importante eu aprendi: basta repetir o comentário do sr. David Graddol: o melhor professor é o que conhece a lingua nativa do aluno. Acho que um exemplo clássico é o professor Michael A. Jacobs (autor de ‘Como não aprender inglês’). Ele é inglês, mas conhece bem o portugues, e o seu livro é voltado especificamente para brasileiros, analisando os erros que os alunos brasileiros cometem. Depois de um tempo aprendendo outro idioma, descobrimos que não é uma simples questão de pegar um dicionário e traduzir um texto. A cultura dos dois idiomas está envolvida. E o professor, de preferência dominando os dois idiomas e as duas culturas, terá como IDENTIFICAR as necessidades do aluno.

25 08/11/09

Gilson disse:

Correção:
1 – não existe no portugues a palavra mals – mas sim males, ou seja, bem x mal – bens X males, no caso vc deveria ter usado – bons x máus
2 – para expressar tempo decorrido usa-se “há” – o Camilo disse: “…ja fiz com nativo a um tempo atras …” o correto seria … há um tempo atrás…

26 08/11/09

Lêda disse:

Estou chamando a atenção para o adjetivo MAUS no teu texto.

Um abraço.

27 08/11/09

nelsin disse:

hi, everybody!

Na minha opinião acho que no quesito professor nativo, ele seria ótimo para ensinar as “temidas” phrasal verbs e gírias.

bye!

28 08/11/09

Hellenn Jakeline disse:

Muito este post penso que um nao-nativo ensina muito bem tanto quanto o nativo. E acredito que ensina bem aquele que muito estudou e que ainda estuda com dedicaçao independente de ser nativo ou nao. Da mesma forma que aqui temos professores de portugues mais dedicados a ensinar e outros nem tanto a e porque essa situaçao com os nativos seria diferente? Mesmo nao sendo nativo o professor ensina bem sim, desde que ele queira e ensine com dedicaçao.

Mais ums vez parabens pelo post.

29 08/11/09

Ricardo Campiteli disse:

Eu tive um ano aula na Austrália e, no meu caso, percebí que: para o speaking os nativos ajudam muito por questões óbvias e, como eu era muito iniciante na época, qualquer coisa que eu absorvia era um enorme progresso mas, após seis meses, comecei a perceber a falta de aprofundamento na questão gramatical por parte dos nativos, o que é imprescindível para um estudante iniciante em um idioma estrangeiro.
Hoje continuo meus estudos aquí no Brasil com professores não nativos e o nível no quesito gramatical é ótimo. Pode até ser por pelo motivo de eu ter mais familiaridade com a língua mas, com certeza, os professores nao nativos não deixam a desejar de forma alguma para os nativos. Acho que depende mais mesmo é do interesse do aluno em se aprofundar.

30 08/11/09

Daniele disse:

what a polemic matter humm Alessandro!!! Yeah, teachers need to be able to teach their students, is not important their nationality. I am a teacher that never have studied abroad (yetttttt !!!), but I will as soon as possible, despite I haven’t found problems to teach my students, in all of levels. Competence and skills are the necessary, the rest, is the rest.
Get it?

31 09/11/09

oiam disse:

Eis minha opinião. O que se ensina não é a língua portuguesa e sim a língua inglesa. Jamais um brasileiro, mesmo que tenha vivido alguns anos nos Estados Unidos ou outro país de língua inglesa poderá conhecer tanto quanto um nativo. Entenda-se melhor o que quis dizer o linguista britânico David Graddol ao ser indagado sobre o perfil ideal do professor de idiomas e que respondeu o seguinte: “o melhor professor é aquele que fala a língua materna de quem está aprendendo o idioma. Ora, vejamos: se um professor de inglês (nativo americano) falar o português, mesmo que não o domine muito, será sempre preferível ao professor brasileiro. Já estudei com professores americanos, algumas vezes, e que não eram professores de profissão. Já estudei em cursos e ainda estudo, com professores brasileiros, sendo o referido curso considerado um dos melhores. Não vejo vantagem alguma para mim, que já entrei com algum conhecimento. Só considero um ensino com professor brasileiro, quando o aluno nada, absolutamente nada sabe da língua inglesa, necessitando então de esclarecimentos preliminares na língua materna. Mesmo assim, dê-se preferência ao americano se este souber falar em português. No quesito “pronúncia” ninguém supera, nem mesmo o brasileiro que vive anos lá fora. Aliás, é muito difícil encontrar um brasileiro que pronuncie bem, mesmo quando tem fluência, pois são duas coisas diferentes. Independente desse fato, há outro detalhe que, para mim, tem suma importância. O brasileiro, via de regra, nem fala inglês americano, nem fala inglês britânico. Ele fala uma mistura das duas coisas. Termos usados num e noutro país aparecem aos alunos como sendo de uso comum num mesmo país. E a pronúncia!? é terrível! algumas palavras são pronunciadas como faz o americano e outras como faz o britânico. O pior é que dizem que isso não faz diferença, e estou me referindo a professores. Isso faz diferença. Imaginem se um americano estudasse a língua portuguesa no país dele. Algumas palavras lhe seriam ensinadas a pronunciar conforme conhecemos no Brasil e outras conforme se fala em Portugal. A estrutura gramatical também está incluída nesta crítica. Isso faz diferença sim, com certeza. Isso acontece em cursos de fama e que dizem ensinar o inglês americano. Inúmeros professores, além do que acabo de dizer, pronunciam errado diversas palavras de uso comum, independente do uso americano ou britânico. Na indicação de dicionários, não fazem diferença entre o editado num país ou noutro e isso está errado. Enfim, nada se equipara a um professor americano, mesmo não sendo professor de profissão e não falando português, para quem já tem noções do inglês e pode entender um pouco do que lhe é ensinado. Um abraço a todos.

32 09/11/09

Ademir disse:

Hello Alessandro,

well I already studied with native english speakers and one of them always told me that there are native english speakers that don’t really know their own mother tongue. It’s similar to a brazilian that never studied deeply portuguese try to teach that. I had an american teacher that was always making mistakes, but there are differences in what do you want to study. May be if you want to improve your listening or your conversation fluency, a native english would be better.

I had two american teachers, and both were very good for me. I also had good and bad non-native english teachers.

See you

33 09/11/09

Miguel disse:

Concordo com o post… e principalmente com o comentário do nosso amigo Camilo!
Agora acho importante também comentar: durante o texto do Alessandro é utilizada a palavra “mals”; isso não existe! Se for mal (advérbio, antônimo de bem) não há plural; já mau (adjetivo, antônimo de bom) permite o plural. Abraço e parabéns pelo trabalho.

34 09/11/09

Patrícia disse:

Ao comentário:

“o melhor professor é aquele que fala a língua materna de quem está aprendendo o idioma. Também é preciso ser altamente capacitado e ter um ótimo domínio do idioma, claro”

Acrescento: conhecimento da cultura, porque é super importante para compreender muitas coisas do idioma.

Eu, particularmente, prefiro aula com professor nativo com formação acadêmica por causa da pronúncia e expressões idiomáticas. Mas, já tive aulas com não-nativo sem formação e aprendi muito, e com não-nativo com formação e não aprendi nada…

35 09/11/09

Olir José disse:

Oi pessoal,
Minha opinião é simples: Hoje em dia a Língua Inglesa está muito praticada em todo mundo e para ensina-la basta ter uma boa didática e gostar de ensinar, portando o melhor é aquele que vibra com o crescimento do aluno não importa se é nativo ou não.

36 09/11/09

Alessandro (coordenador) disse:

Esses dias vi uma charge muito interessante. Nela 2 blogueiros disputavam quem conseguiria mais comentários em um post publicado no blog. O primeiro escreveu um post maravilhoso e conseguiu 93 comentários, o outro obteve 894 comentários. Qual o segredo? O segundo cometeu de propósito um erro de ortografia no post. Foi exatamente isso que aconteceu aqui em relação às palavras mau x mal. Confesso que não sei usar a crase 100% ;-)

Confira aqui: http://www.englishexperts.com.br/wp-content/uploads/2009/11/como-conseguir-coment%C3%A1rios.jpg

Fiquei muito feliz com todos os comentários enviados. Todos contribuíram um pouco com a discussão. Deus abençoe os blogs. Tenho que certeza que quem chegar aqui depois de alguns meses, além do post terá muito que aprender com os comentários enviados por todos vocês.

Ah! Antes de terminar, o erro ortográfico foi um deslize mesmo, tenho que admitir. Só fico triste com a forma que algumas pessoas criticam. Tem gente que consegue avaliar toda sua vida acadêmica e profissional a partir de um erro ortográfico, essas pessoas são “incríveis”.

Abraços galera!

37 09/11/09

angela disse:

Acredito que ser nativo nao basta, somos nativos do Portugues mas nao podemos ensinar o idioma. Ou melhor, nem todos podem!!!
Para mim um bom professor precisa saber ensinar…sendo ele nativo ou nao. Porem uma vivencia cultural é um bom diferencial. Nao basta aprender uma lingua, temos que saber sua cultura. Entao ser um bom professor, depende do quanto ele está envolvido com o idioma. Seja ele, nativo ou não! Nascer no Brasil em uma colônia alemã nao faz de vc um verdadeiro brasileiro.

38 09/11/09

Susana disse:

Eu tive uma professora de inglês (não nativa) que dizia que pra saber o inglês você deveria saber primeiro o português. E eu concordo com ela.
Claro que um nativo sempre vai falar melhor o inglês justamente por ser seu idioma materno, mas ele não terá o total domínio do português que é a nossa língua materna e talvez por isso, tenha dificuldades em passar para os alunos certas peculiaridades da nossa gramática.
Como alguns já postaram nos comentários anteriores, o bom professor é aquele que se dedica e se aprimora sempre.

Não me canso de dizer o quanto gosto desse blog, é muito legal!!

39 09/11/09

Cássio Gifford disse:

O fato de uma pessoa ser nativa em um determinado idioma não o torna professor. Isso, alias, é um pecado que muitas escolas de inglês cometem ao contratar pessoas que se tornaram “professores” pelo simples fato de terem morado em países de língua inglesa. Eu, por exemplo, 52 anos, brasileiro com cultura a nível de mestrado e bons conhecimentos da língua portuguesa, não posso me intitular “professor de português”. Posso, sim, “ilustrar” as aulas de um professor de português ou ainda, transmitir algumas gírias ou expressões idiomáticas, e só. Pensem nisso. Abraços a todos.

40 09/11/09

Helen disse:

Em minha opinião, professores não-nativos são mais capazes de entender as dificutades no aprendizado de uma nova língua. E, consequentemente, trabalhar melhor isso em seus alunos. Talvez os nativos possam superá-los nas questões gramaticais, mas isso também é muito relativo. Afinal, temos professores de português que deixam muito a desejar.

Abraços,

41 09/11/09

Karina disse:

Absurdas as críticas, não por terem sidos feitas, mas pela forma com que alguns a fizeram. Ninguém está aqui para aprender português. E esse erro é mais uma prova do que foi dito em alguns posts..uma pessoa nativa não quer dizer que tenha competência suficiente para ensinar, pois pode comenter erros, que aliás, até mesmo em português nós todos cometemos. Ah vocês que corrigiram…quem nunca soltou um “mim” no lugar do “eu”, ou quem nunca disse “entrar para dentro”, ou até mesmo “subir para cima”. Convenhamos, aqui ninguém é perfeito. Alertar de um erro ainda vai, se já tinham visto um post avisando, não havia necessidade alguma de falar novamente. Pessoas que querem mostrar seu nível cultural, com uma postura dessas, só mostra a falta de respeito pelo próximo. Hug ‘n kisses …

42 09/11/09

Ludceline disse:

Alguém aqui acha que todo e qualquer brasileiro está apto a ensinar Português para um estrangeiro??
É o mesmo que acontece no exterior, brasileiro acha que porque “está falando com um nativo” este nativo é muuuito melhor que qualquer professor de inglês que seja brasileiro. Dá uma olhada no povo brasileiro, todos sabem falar o português corretamente? falam corretamente no dia-a-dia? Quem nunca falou um “c vai?” ao invés de “você vai?” ou “vou no banheiro” ao invés de “vou ao banheiro” e casos mais tensos né, que muuuuito brasileiro comete do tipo “menas coisas” e “p/ mim fazer”… nativo muitas vezes tem mais erros do que um brasileiro aficcionado por inglês que vive estudando todas as “pegadinhas” e regras da gramática inglesa.

43 09/11/09

adriana tavares disse:

Bem, vou ser repetitiva , concordo com algumas opiniões acima, mas o principal ponto para ser um bom professor é dominar a parte estrutural do idioma tb. Não adianta ter uma pronúncia brilhante, ter todo o domínio de gírias e dia-a-dia do idioma local se não se sabe falar corretamente. Muitos alunos viajam somente com o básico de inglês e voltam depois de um ano se entitulando professores. Se assim fosse quantos professores de português temos espalhados pelo nosso Brasil? Já vi pessoas com inglês fluente, mas com erros gritantes que em português pode ser comparado a: umA dó, pra MIM fazer, nós FOI e assim por diante.
Dou aula de inglês há muitos anos, mas jamais me atreveria dar aula de português. Me sinto a vontade para pesquisar algo que não sei e dar a resposta ao meu aluno. Acho muito válido ter aulas com nativos para treinar o ouvido, assim como também assistir filmes, seriados. Mas o que faz um professor ser um bom professor não é onde ele nasceu e sim como ele consegue facilitar o nascimento de um novo idioma no seu aluno.
Alessandro, obrigada por este site, tenho recomendado sempre e também aprendo muito com ele. Break your leg.

44 09/11/09

adriana tavares disse:

só queria acrescentar um comentário de um aluno que teve aula com um nativo e depois retornou a ter aula na escola onde leciono.
ele disse que sentiu muita dificuldade pq o nativo não conseguia entender o pq que ele não entendia . Esclarecendo , talvez seja mais fácil para o professor brasileiro entender a dificuldade do aluno, por conhecer a sua lingua mãe e entender erros como ” how many years do you have?” talvez o nativo sem saber o português respondesse :”2 of course”, entendendo que o aluno queria saber “how many ears he had”. Bem achei interessante pensar que quem fala português e ensina inglês talvez consiga mais facilmente enxergar a dificuldade do aluno.
thanks again

45 09/11/09

Luca Merlini disse:

Gostei da pergunta inicial, mas achei a criticas dadas na discussão pouco frustradas. Sou professor de inglês e não sou brasileiro, mas não acho que os melhores professores são nativos. Conheci um professor com inglês impecável e boas habilidades educacionais (?) que nunca saiu do país. abs para todos.

46 09/11/09

Lanier Wcr disse:

Eu tenho feito um bom curso de inglês (meuInglês.com – tão bom que merece a propaganda). Ele tem dois professores americanos nativos: Josh e Ash, de quem certo dia eu ouvi: “Foi depois que me tornei fluente em português que consegui ter pleno controle sobre o meu próprio método, em relação à sua eficiência, no ensino do inglês aos estudantes brasileiros.”… Mais ou menos foi isso o que ela disse – o que nos faz mudar o foco da nossa questão aqui:
Professores de suas línguas nativas são os mais indicados, em especial aqueles que dominam também a língua nativa de seus alunos. E é assim, porque isto significa conhecer “a estrutura mental de seus alunos”, e não só em relação ao conteúdo intelectual, também cultural. Daí, enfim, o professor consegue criar a ponte entre as duas línguas — as duas culturas — sem choques ou sem conflitos, de uma maneira que, além de tudo, torna-se gratificante, por respeitar ou levar em conta a “cultura nativa” do aluno, para então promover seu crescimento como um todo.

47 09/11/09

Viviane Matos disse:

Excelente post!
Penso que professores nativos e professores não-nativos são sempre bem-vindos, desde que… tenham duas coisas fundamentais: DIDÁTICA e profundo conhecimento do IDIOMA. Sou professora de inglês e já tive oportunidade de trabalhar em escolas com nativos e não-nativos, bons e maus professores, e as reclamações mais frequentes dos alunos recaem nesses dois quesitos. De nada adianta ser nativo ou ter uma graduação em letras, ou ainda 10 anos de experiência, ou morado no exterior, se o professor não procura estar atualizado tanto com relação à evolução do idioma quanto pedagogicamente. Se o professor é nativo, deve estudar sua própria língua (assim como o fazem os professores de português por aqui), porque – pasmem – existem falantes nativos que não conhecem bem sua língua e cometem erros (sim, por que não? Nós também cometemos, não é? Alguém aí se habilita a lecionar português?). Os não-nativos devem estudar em dobro, óbvio. Claro, em questão de pronúncia, um nativo sempre será melhor. Mas o não-nativo pode compensar isso diversificando as atividades em sala com materiais genuínos em áudio, vídeo, etc. E para ambos, desenvolver competências em técnicas educacionais que facilitem a aprendizagem é fundamental!

48 09/11/09

Ana Paula disse:

Acho este assunto interessante, realmente há bons professores que não são nativos e há excelentes professores que falam o idioma de quem está aprendendo inglês; nesse meio termo há também os alunos autodidatas. O inglês se expandiu pelo mundo e qualquer um pode aprender da forma que quiser, vai do desenvolvimento de cada um, uns devem estar falando para aprender, outros aprendem melhor escrevendo e assim vai.
Beijão para todos.

49 09/11/09

Luciana Dias disse:

na minha opinião eu gostaria de aprender o ingles com um professor que fala a lingua materna pois, ele teria mas capacidade para poder ensinar o ingles e experiencia e claro.

50 09/11/09

Lilian Gaspar disse:

Não há necessidade do professor ter morado fora tanto tempo, mas concordo que ele tem que dominar a língua que ensina e saber sobre a cultura, o que também não é preciso estar lá para conhecer.

51 09/11/09

João B. L. Ghizoni disse:

Alessandro, in this post you dealt with a touchy topic! You were brave to do so. And you did it magnificently! Congratulations!

Unfortunately, I didn’t have time to read all the comments; I just looked over them and could see two points clearly: some of them were really hard on you because of “mals”, weren’t they? And the other point is: many people write criticism on topics they know little about, and this is really bad.

My opinion about this topic is this: if the foreign language teacher knows the learner’s mother tongue it is better for both of them (I have many years’ experience teaching and learning foreign languages). I could go on and comment on some really obtuse ideas, but I think it’s useless; the addressees might not understand it.

That’s it. Congratulations again, Alessandro. Your post is still super.

52 09/11/09

João B. L. Ghizoni disse:

Alessandro, se me permite, gostaria de pedir às pessoas que queiram corrigir outras o seguinte: só o façam se realmente souberem a forma correta. Em algum lugar dos comentários alguém tentou fazer correções e escreveu outra forma errada, supondo ser a correta. Isso não deve realmente acontecer. Aproveito para pedir que se alguém for corrigir, que o faça com educação. Acho que é o mínimo que se pode pedir. Concorda?

53 09/11/09

CELINA MURATA disse:

O mais difícil de ensinar inglês no Brasil é fazer entender que o aluno precisa se dedicar, ter disciplina e interesse no idioma. Com certeza aprender com um nativo é sempre muito vantajoso, mas lembre-se falar inglês 24h por dia é realmente complicado no Brasil, familiares, amigos, conhecidos, não falam outra língua, não se compara, VIVER o idioma todos os dias com UM ESTUDANTE DE IDIOMAS, é realmente complicado. Se houvesse por parte das escolas públicas maior incentivo, ou até mesmo intercâmbio por parte das escolas públicas, o aprendizado seria muito mais instigante.
O que quero dizer é, seja qual o método, se for nativo ou não, lembrar que aprender idiomas está muito mais na questão motivacional .

54 09/11/09

Rondinelli Desteffani disse:

Hi There!

Eu tiraria o tópico bons e maus professores. Ou trataria qualidade de ensino de linguas em um tópico separado, sendo eles nativos ou não. Qualidade já é requisito em tudo que a gente faz, vende, produz ou tem. Num primeiro momento um professor ruim pode até te enganar por determinado tempo… mas se você for um bom aluno (que gosta de estudar e investiga o que está sendo ensinado) você vai cair na real se o professor não for bom.

Agora… sobre professor nativo ou não nativo ( com ou sem experiência internacional) segue minha análise:

Você que é professor, um dia foi aluno.
Se foi aluno, me responda sinceramente: Quando voce estudava, não queria que seus professores soubessem/ensinassem falar em inglês coisas do tipo:

- E dai?
- Pois é, mas eu discordo disso.
- Cê pode tentar procurando na web
- Não te disse?
- Vem cá
- Roberto tá ai?
- Vocês (no plural falado = you guys, you all, you both)
- Alô Maria, Paulo já apareceu por ai?
- Alô Pedro, vou me atrasar, te apanho no caminho?
- etc etc etc e tal…

Não é verdade? Se não é verdade veja a quantidade de tópicos que temos no forum na parte “Como digo isso em inglês”.

Todos que estudam uma segunda lingua gostam e querem saber a forma mais natural possivel de falar. E também as formas equivalentes das gírias e expressões.

Mas você deve ter tido professores (assim como eu) que não sabiam ou que simplismente não ensinavam o inglês que não está na gramatica. Além é claro de ter palavrinhas que só você fala daquele jeito por que um professor não nativo te ensinou assim. E você aprendeu errado por que na verdade… o professor também aprendeu assim. (Pra eu re-aprender a pronuncia de “comfortable” eu penei um ano inteiro e acho que não estou sozinho com relação a esse tipo de equivoco) – Não podemos negar que é um risco que se corre quando o professor não é nativo ou não tem experiencia internacional.

Pense nisso e responda a pergunta abaixo honestamente:

1- Quero inglês pra fazer concurso, pra usar no trabalho, pra simplesmente exercitar o cérebro, ou pra viajar?

(Dependendo do tipo de resposta, voce pode até ter um professor que nunca saiu do Brasil, concorda? Dependendo do tipo de resposta seria também indicado ter alguem com experiência internacional ou quem sabe um nativo falante de Inglês)

Uma grande parte dos alunos de cursinho dizem (do intermediário para o avançado) que se sentem impotentes por que entendem tudo, leêm, escrevem mas NÃO FALAM como deveria ser. Não tem fluencia, não sabem como dizer isso ou aquilo e o pior: Não conseguem estabelecer uma linha de raciocínio sobre um assunto e conectando frases explicativas ou narrativas sobre determinado tema. Na frente do professor(a) tudo bem… mas na hora de falar com algum estrangeiro dizem não entender, travar, dar branco e por ai vai.

Baseado nesses argumentos (por que a grande maioria que vai pra um cursinho de ingles sonha em falar fluentemente com todomundo) eu afirmo que é MUUUUUITO melhor ter um professor com experiência internacional ou um nativo falante de inglês. Mas não é condição “sine qua non” para aprender inglês escrito, lido, ouvido. Isso dá pra aprender com um professor de qualquer nacionalidade que não seja nativo de inglês.

A internet hoje é uma grande aliada das pessoas que querem aprender inglês falado tão bem quanto escrito, lido , ouvido.

Ate mais!
Rondinelli

55 09/11/09

Jane Helena disse:

Prezados senhores,
Tenho recebido seus emails com dicas interessantes, principalmente para mim que sou professora de português e inglês.
Entretanto, gostaria de fazer uma observação no que compete ao português, tenho observado erros na grafia e classe das palavras,
como a o que aconteceu no de hoje” mal e mals. Mal é um advérbio e, portanto, jamais vai para o plural. mal=bem. bom=mau.
bom= bons ou ruins, mal “mal”só pode incidir sobvre um verbo por se tratar de um advérbio. Então bons e maus professores, e não
bons e mals.
atenciosamente,
Jane Helena Bazzan

56 09/11/09

Alebasi disse:

Acho opniao do linguista bastante relevante.

Quanto ao texto redigido no blog, penso que quem o redigiu deveria lembrar da língua portuguesa. Já que não existe “mals” e sim males em oposição a bens e, ainda, maus em oposição a bons.

57 09/11/09

Marion disse:

Concordo que um professor que fala a lingua materna de quem está aprendendo é muito mais fácil de explicar ao aluno e compreender suas dificuldades. Um professor que a lingua materna é ingles e a do aluno é portugues, não vai compreender as dificuldades do aluno com certas pronuncias. Falta-lhe vivência na lingua materna do aluno.

58 09/11/09

Luciana disse:

Com certeza um professor nativo e um não-nativo, mas que morou muitos anos fora, são melhores, pois abrange a aula para outros focos que poderão faltar no “simples” professor de inglês que sempre morou no Brasil. Sou professora de inglês e nunca morei fora, porém, o mais breve possível estarei indo em busca disco, nao só com o intuito de melhorar a aula, mas porque é quesito em muitas escolas.

59 09/11/09

Cida Stan disse:

para os alunos do “advanced”, talvez, o ideal seriam bons prôs nativos….e para os alunos do “basic”, os bons prôs não-nativos…
TO BE OR NOT TO BE…THAT IS THE QUESTION….rsrs
hugs!!!tks

60 09/11/09

Alessandro (coordenador) disse:

Alebasi,

Leia o comentário 35. Aliás, é sempre uma boa prática ler os comentários anteriores antes de enviar o seu ok?
Fica a sugestão!

Abraço,

61 09/11/09

Alessandro (coordenador) disse:

Jane,

Leia comentário 58.

62 09/11/09

Alessandro (coordenador) disse:

Adriana,

Obrigado pelo comentário. Adorei a expressão “Break your leg” (boa sorte). Mais uma para o meu repertório.

Abraços,

63 10/11/09

marcos facuri disse:

the expression ” break your leg” is incorrect; one should say “break a leg”.
that’s it.

64 10/11/09

Rafael disse:

Faço Inglês particular uns 3 anos com um professor não nativo. Aprendi bastante com ele, mas as vezes acho que aprendi mais pelo meu auto estudo. As aulas no começo eram boas mas passaram a ficar “Chatas” de uns tempos pra ca, pq tudo que ele fala eu entendo, pq claro já me acostumei com ele. Estou com um contato de um professor de Londres que mora aqui no Brasil e não fala nada de português. Estou pensando em trocar. No meu caso, vcs acham que seria uma boa ideia ?

65 10/11/09

Ichy disse:

Um professor bom é um bom professor. Já fui ensinado por nativos e por brasileiros, e prefiro os brasileiros.

É claro que ***conversar*** com nativos é muito melhor.

66 11/11/09

Douglas Leocádio disse:

Como o autor Alessandro, também sou auto didata no idioma (inglês). Concordo parcialmente com ambas as informações: A vantagem do professor nativo é a fluência/vivência do idioma; do professor não nativo, mas de mesma língua do aluno, há como facilitador a cultura, que são as mesmas e o consequente”entendimento” mais fácil do que o aluno quer dizer. Porém, indubitavelmente, a didática influencia significativamente para a eficácia do aprendizado.
All the best..

67 11/11/09

Fernando Kaisermann disse:

Olá a todos,

Esse é um assunto que gera e gerará polêmica, pois uns preferem professores nativos e outros os não-nativos, e cada um com sua opinião ou argumento formado com relação a isso.

Independente da nacionalidade do professor o que importa é como o aluno aprende, e isso é pedagogia, método eficiente nas aulas.

Conheço nativos que tiraram notas baixas em testes de proficiência, em comparação brasileiros que atingem alta pontuação. E isso é fato, ser nativo não significa que domina todo o conhecimento da língua, e isso serve para nós não-nativos também, ou será que alguém aqui conhece o português em seus pormenores?

Creio que a pronuncia é importante na língua inglesa, mas quem disse que o aluno precisa falar como um americano ou britânico???

English for all!

68 12/11/09

mario disse:

Professor bom é aquele que atende minhas demandas.

69 13/11/09

juliana disse:

Olá, sempre leio o newsletter mas nunca escrevi nada aqui (por preguiça, hehe). Mas esse assunto é interessante…
Acho que no começo, realmente é melhor procurar um profissinal que seja nativo na língua de quem está aprendendo. É mais fácil estabelecer uma compreensão mútua quando aluno e professor conseguem conversar.
Mas em casos como o que eu atravesso agora, de falar bem inglês e só precisar aprimorar desenvoltura, termos técnicos de engenharia e algumas regras chatinhas que a gente sempre esquece, acho altamente recomendável achar um professor nativo em língua inglesa, e que tenha formação na área. É como alguém falou nuns posts acima: todos brasileiros falam portugues, mas com certeza não podem lecionar.
Um abraço.

70 16/11/09

Marcelo Silva disse:

Ola, a respeito do assunto acima, acredito que para se aprender ingles nao seja necessario ter restritamente um professor nativo, creio eu ,que primeiramente ‘e necessario que se tenha uma formacao ou pelo menos um otimo preparo para ensinar qualquer coisa. Me formei e letras e sempre planejei morar fora do pais, hj estou em Nova Iorque e, se comunicar diretamente com um nativo da lingua inglesa e ter aula tbm com o mesmo me ajuda muito a ter um feedback com respeito ao meu sotaque, da maneira como estou usando a lingua no dia-dia e tbm a ter uma pronuncia mais precisa, mas de fato, principalmente para iniciantes, um professor que fale a lingua do aluno seria o mais adequado.

71 16/11/09

Jonã Machado disse:

Estudei em uma escola de idiomas com ambas opções e era fácil notar as diferenças, principalmente quando já se é um aluno intermediário buscando aperfeiçoar ao máximo o Spoken English. O que eu percebia é que os professores brasileiros falavam algo que chamo de ‘brazilian english’, um inglês com toda a estrutura do pensamento do brasileiro, não sei explicar muito bem agora, mas é um inglês meio arroz com feijão, limitado pela falta de convivência, enfim, era ruim.

72 20/11/09

KARINE DANTAS disse:

APOIADO !!
TENHO A MESMA OPINIÃO SUA.
JÁ VI MUITO CARA (QUE SE DIZ O BOM) FAZER CADA CACA. QUEM É BOM MESMO, FALA, FAZ E FICA NA DELE.
É COMO UMA FRASE DE UMA MÚSICA FAMOSA: “FALA DEMAIS QUEM NÃO TEM NADA A DIZER”.

BYE !

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