Professor nativo x Professor não-nativo
Certamente uma das vantagens de coordenar a edição de um site de dicas de inglês, mesmo não sendo professor, é que eu não preciso defender nenhuma bandeira (leia: escola de idiomas) ou metodologia. Tudo que publico aqui é resultado dos meus estudos. Se funcionou para mim ou para um leitor, então é publicado.
Por isso, ao invés de site somos um blog, o que permite que o leitor possa expor suas opiniões nos comentários e também saber o que os outros pensam a respeito dos tópicos abordados.
Em 2007 publiquei um texto bastante polêmico enviado por um leitor, nesse texto ele dizia a seguinte frase “escolha de preferência um professor nativo da língua ou pessoa que morou muito tempo (mais de 10 anos) em país de língua inglesa”. Como não poderia deixar de ser, recebi muitas críticas pela publicação, vários professores indignados saíram em defesa da classe e enviaram comentários de protesto.
O bacana disso tudo é que depois do debate chegamos à seguinte conclusão: alguns alunos preferem estudar com professores nativos, isso é fato, porém no quesito didática não importa a nacionalidade. Da mesma forma que existem bons e maus professores de inglês nativos, também existem bons e maus professores de inglês não-nativos.
Os leitores Rogerio Costa e Alessandra Carvalho enviaram uma indicação de um artigo publicado no G1. Nesse artigo o linguista britânico David Graddol ao ser indagado sobre o perfil ideal do professor de idiomas respondeu o seguinte: “o melhor professor é aquele que fala a língua materna de quem está aprendendo o idioma. Também é preciso ser altamente capacitado e ter um ótimo domínio do idioma, claro”.
Qual sua opinião a respeito da afirmação do David? Aguardo comentários.
See you.
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Autor: Alessandro é analista de sistemas e coordenador do English Experts, estudante autodidata, aprendeu inglês por conta própria via Internet. Atualmente trabalha na empresa Inovesys Technologies em projetos na área de comércio eletrônico. 


realmente concordo com o David. Faco aula particular com um professor nao-nativo, e ja fiz com nativo a um tempo atras e nao troco o nao-nativo pelo nativo nem a pau. Realmente tive a sorte de encontrar um professor de com um nivel alto no idioma, principalmente na parte pedagogica do ingles, fora a experiencia de mais 10 anos na area de ensino e pesquisa. É o david falou ser altamente capacitado que faz a diferença e encontrar esse tipo de professor por aqui é na base da sorte, pagar muito caro para ter aula, ou entrar na fila de espera.
Excelente post, acho que ainda precisamos ter a mente aberta a questao de achar que nativos sao perfeitos, nem sempre. O mesmo eles podem achar de nos nativos do portugues, eu mesmo nao me habilito dar uma aula de portugues, mesmo sendo nativo. Entao isso acontece por lá tb. Quem nao teve pessimos professores de portugues no colegio? Entao ir com essa mente de ter professor nativo, pode cair nessa situacao. Entao o segredo eh avaliar a capacitacao do professor.
excelente post. alessandro.
o problema é q o não nativo na maioria das vezes não tem a vivência da lingua e isso vai prejudicar…
só um adendo: bom > mau e bem > mal
Concordo plenamente com o post. Claro que um professor nativo, fala “melhor” o idioma. Porém a didatica independe disso. Sou professora de inglês, nao comparo meu inglês com o de um nativo, mas estudo duro pra melhorar sempre mais, porém a didática que se usa para ensinar o aluno também conta muito. Beijos
Olá!
Eu descordo completamente da idéia de que
para ser um bom professor de língua estrangeira, é preciso ser nativo do país da língua. Acho que da mesma forma que vemos muitos brasileiros que não falam tão corretamente ou não conhecem a fundo a gramática da própria língua Portuguesa, isso também ocorre nos outros países. Acredito que o bom professor independente de ser nativo, é aquele que se dedica, se interessa e principalmente que gosta de se aprimorar e de ensinar a língua.
o importante é a capacidade do professor que leciona, porém se ele é nativo, ele tem determinadas experiências e etc, para passar para os alunos, principalmente convivência, porque o importante não é apenas ensinar a didática mas também orientar com relação ao modo de vida do país estrangeiro.
I too.
Essa é um otima afirmação pois um porfessor nativo ele conhecera nao so o idioma formal como simples expressões, gírias, etc do idioma isso facilitará a fluencia do aluno.
Sou professor de inglês não-nativo e creio que não adianta apenas saber falar (no caso de nativos) para ensinar. Pense no Brasil, qualquer pessoa (ou quase) fala português, e isso quer dizer que podem ensina-lo? Eu mesmo sendo professor de Inglês, não me atrevo a dar aulas de português. O que realmente importa é ter domínio na língua e ter uma boa didática. E existem professores não-nativos que falam inglês melhor do que os nativos, assim como também aqueles que falam português melhor que muitos de nós. Então, o que vale é a competência e a formação do professor.
Obrigado pelo espaço.
Não sei se foi intencional, mas, se não foi, uma dica:
bons e “maus” professores
“mal” é contrário de “bem”, é advérbio e não tem plural;
no rastro, outra dica: nativo ou não, um professor de qualquer língua estrangeira tem que conhecer bem a própria língua e a língua que ensina;
a tempo: língua não é vocabulário.
Olá Alessandro, tudo bem?
Sou uma recém formada Beginner English Teacher. Não tenho nenhuma experiência ou vivência no exterior, mas se escolhi trabalhar nesta área primeiramente é porque amo o que faço e em segundo lugar porque me preparo, e muito, para ministrar minhas aulas.
Quanto a questão de o professor ser ou não nativo, isso não importa. Assim como postou o Camilo, nem todo nativo, seja ele português ou inglês se propõe a dar aulas porque é nativo.
Atualmente mantenho contatos com vários nativos ingleses e britânicos que não querem nem saber de ministrar aulas.
Eu não me sinto nem um pouco a vontade dando aulas de português mesmo tendo cursado uma faculdade de Letras. Tanto é que optei somente pelas aulas de inglês.
Já tive aulas com professores nativos e não-nativos, e o professor não-nativo me surpreendeu pela didática e conhecimento acerca da língua inglesa e seus sotaques variados.
Congratulations pelo excelente post!!!
Concordo com vocês: minha melhor professora é não nativa e fala muito bem!
OBS:
Desculpe, mas vi no seu texto um erro grave de português – o plural de mau é maus e não mals.
Já vi muita gente confundindo e antônimo de bom -mau com o de bem -mal
Abraços
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