Oi Amigos, acabei de chegar de uma viagem que fiz para Miami e Orlando (Disney) e vou relatar como foi essa primeira experiência e como foi falar com um nativo. Antes de começar, tenho que dizer que faço Inglês a uns 3 anos com um professor particular (Brasileiro).
Bom, chegando em Miami peguei um táxi direto para o Porto porque iria fazer um Cruzeiro, a primeira impressão não foi das melhores porque tentei puxar papo com o Taxista e o mesmo era um Ignorante, bem grosseiro mesmo, deixei de lado e não quis mais papo.
Chegando ao Cruzeiro ai o bicho pegou, já digo que se você não sabe nada de inglês nem se arrisque a fazer um Cruzeiro Gringo, 99,99% das pessoas lá dentro são estrangeiros. Só encontrei uns 3 funcionários brasileiros. Ainda bem não é? rsrs.
Bom chegando lá fiquei um pouco assustado, digo que em um primeiro momento fiquei um pouco chateado, comecei a pensar que os 3 anos de inglês não serviram pra nada, as pessoas falando, vomitando palavras e eu entendo 3 ou 4 palavras. Pensei:
- Poxa, aquelas horas que gastei ouvindo podcast não adiantaram? O que esta acontecendo?
Deixei esse pensamento de lado e bola pra frente, tinha que encarar tudo aquilo e tentar me virar, sem medo e foi isso que fiz. Acho que aquele taxista que me levou para o Porto não era americano, porque das pessoas que estavam no Navio a maioria era dos EUA e que povo receptivo, bem humorado, alegre e que gosta de pessoas estrangeiras. Muitas pessoas puxaram papo comigo, nem que fosse pra dizer alguma besteira do tipo …
- Poxa, hoje tá ventando muito!
Com o tempo acho que o ouvido vai se acostumando e comecei a entender melhor o que eles estavam dizendo e conseguia responder normalmente, consegui manter uma boa comunicação. Claro que em algumas horas não dava pra entender, não sei explicar, parece que eles falam palavras juntas. Por exemplo, o café da manhã você pode receber no quarto, e imagine 8 da manha você acorda com o telefone tocando e um cara do outro lado da linha falando:
- Gooooooood Morning, can I deliver your breakfest?
É simples, mas eu tinha acabado de acordar, assustado e quando pego o telefone o cara fala essa simples frase e eu não entendi. Só falei YES ;-)
Em Orlando a mesma coisa, como estava em lua de mel, usei um botton falando “Just Married” e nas filas dos parques muitos americanos vinham dar os parabéns e já puxavam papo, quando falava que era do Brasil demonstravam surpresa. Muito Legal. Mas foi a mesma coisa do Navio, consegui ter comunicação. Às vezes não conseguia entender o que falavam, as vezes tinha que pensar antes de falar em outras situações falava sem pensar e a frase até que saia correta.
Com isso tudo conclui que tenho que continuar estudando muito mais para ter um inglês perfeito, principalmente o Listen. Vou tentar arrumar tempo para ver filmes sem legendas ou com legendas em Inglês e vou trocar de professor. Quero começar aulas com um professor nativo.
Bom é isso, se alguém já passou mais ou menos pela mesma situação e tem alguma sugestão que possa me ajudar fique a vontade para dizer.
Aguardo comentários!
Abraços,
Sobre o Autor: Rafael (Estudante de inglês e participante assíduo do fórum do English Experts).


Comentários (69)
Ainda não tive a oportunidade de ir treinar meu inglês em outro país, mas estudo com um nativo Britânico, e tem me ajudado muitoo, percebo a enorme diferença entre ele e a esposa (que é brasileira, mas já fala inglês a uns 20 anos). O sotaque é completamente diferente, e olha que ela morou um longo tempo em Londres. Espero sentir pouca dificuldade quando for :-)
Eu passei por uma experiência muito parecida tbm. Fiquei 2 meses na Inglaterra trabalhando e morando sozinho. Nas primeiras semanas foi terrível, pois você realmente não entende muito bem e sempre pede mais de uma vez pra pessoa repetir. Mas depois de um tempo é meio que automatico e vc começa a entender melhor tudo. Outra coisa é que muitas frases são tão usadas que a partir de um momento você ouve e fala quase que automaticamente. É realmente uma experiência incrível e estando lá você aprende por osmose o inglês. :D Espero um dia repetir essa experiência.
Olá Rafael!
Interessante! Quando comecei a ler tive uma impressão diferente da de quando terminei…
Qdo. estive pela 1ª vez nos EEUU, mesmo sabendo coisas básicas, quase chorei qdo. um amigo da minha filha começou a falar comigo e eu não entendi nada…
Ficando la por 42 dias fui relaxando e já estava bem melhor quando voltei e minha filha ficou na casa de minha irmã, na Virginia.
Minha filha se casou a 5 anos com um americano, depois de ter voltado de lá em 6 meses, dado aulas em várias escolas de ingles, inclusive na Cultura Inglesa e um dia, apos conhecer uma amiga na Carolina do Norte e ido passar o Natal na casa dela, em volta ao Brasil, conheceu o rapaz, com quem fez muita amizade. Ela, que não pretendia mais ir para lá, acabou por ser conquistada por ele e se casou… eu, continuo apavorada quando um americano fala comigo, porque não entendo absolutamente nada, mas resolvi relaxar e comecei a pegar os sentidos importantes das frase, e acabo acostumando que minha filha , ao lado conserta alguma coisa e me ajuda e não me esforço, mas acabei de passar o natal e final de ano lá e meu marido, que teve a mesma experiencia que os brasileiros teem, disse que vai estudar ingles para voltar e conversar decentemente…
É muito verdade que os americanos são receptivos, alegres e adoram o som do portugues. Tive várias experiencias com isso, mas vou me juntar ao meu marido e me esmerar no ingles. Ainda bem que existem sites como este, não é?
Sucesso para você!
Interesting remarks!
I remember the first time that I was face to face with an English native speaker…! I’m very shy to speak English. He was very friendly, but I confess that I was some frustrated and I couldn’t enjoy it enough!
Olá! Sou novo por aqui e dei de cara com este post! Achei muito interessante pois vou passar por tal situação.
Ficarei nos Estados Unidos por seis meses fazendo o HighSchool. Estudo Inglês há dois anos, ainda tenho muito a aprender.
É de fato interessante saber que muitos de nós, brasileiros, passamos quando viajamos ao exterior e precisamos exercitar nosso inglês. Estudei 2 anos na Cultura Inglesa e estou voltando na Berlitz agora para, de fato, “estudar”. Isso porque, estive nos EUA em outubro e,s e não fosse minha cara de pau, teria me atirado no primeiro avião de volta ao Brasil.
Tentei me expressar em inglês da melhor forma possível e fiquei atenta ao que os outros conversavam, para aprender mais. Quando não sabia como me comunicar, pedia ajuda aos próprios americanos, e fui super bem atendida. Por isso mesmo, ESTUDEMOS, pois é necessário!
É por essas e outras que to num plano bizarro de auto-estudo extremo. Fico quase 10 horas por dia, 6 vezes por semana envolvido no idioma, forçando meu cérebro a pensar em inglês. Sempre ouvindo podcasts, lendo artigos de revistas e vendo muitos filmes (com e sem legenda em inglês). Cortando quase que por completo o contato com o português. Tomando uma verdadeira overdose de estudos como mencionado num outro artigo do EE.
Em apenas 2 semanas já consegui certos resultados. Fico imaginando como vou ficar daqui ha 3 meses vivendo nessa loucura. Só do fato de eu conseguir não ter (ou diminuir, que é o mais provável) todo esse sofrimento estando num país gringo, como disseram o pessoal, já terá valido toda a pena.
Passei 30 dias em NY em setembro passado, fui para um albergue da YMCA pois queria um quarto individual, e foi o mais barato e bem localizado que encontrei. Já fazia inglês há muito tempo, porém parei também por um tempo. Quando voltei a estudar, quis por meu inglês à prova. Não quis fazer intercâmbio pois achava que iria encontrar um monte de brasileiros e iria ficar falando português o tempo todo, então, minha idéia era, ficar num albergue, conhecer gente nova e de vários países. Só que não recomendo este albergue pra quem quer fazer amizade, como quase todos os quartos são individuais e não existem ambientes coletivos, demorei muito pra fazer amizade com alguém.
Fiquei um pouco travada no começo, falei várias coisas erradas, e às vezes não os entendia, principalmente dando direções. Mas, um bom guia ajuda muito, me virei bem sozinha. Às vezes também eles não entendem a nossa pronúncia, por mais que vc ache que não tenha muito sotaque…
Só na terceira semana é que conheci uma francesa, que também estava sozinha e fazíamos vários passeios juntas. Foi ótimo conhecê-la, ela morou em Londres por um bom tempo e falava super bem, me corrigia algumas vezes, mas foi ótimo.
Enfim, acho que devemos viajar com uma certa noção sim de inglês, não pra não passar vergonha ou coisa do tipo, mas sim, para aproveitar ao máximo a viagem. E atitude é tudo, não tenham medo de falar, mesmo que errando alguma coisa, os americanos pelo menos são bem gentis e procuram te entender e te ajudar.
Valeu!
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