Olá, leitores do English Experts. Acabo de chegar em Londres, na Inglaterra, para um curso de inglês de 30 dias. Resumindo um pouco a minha história, estudei a língua no Brasil por quatro anos, mas quando ainda era garoto. Hoje, mais de uma década depois, percebo que esqueci a maioria das palavras e expressões, restando apenas o básico da fala e da leitura (survivor english). Por ser jornalista, viajo bastante para outros países, onde acabo exercitando um pouco o inglês (fala, escrita e leitura), porém não é o bastante, já que essas viagens duram cerca de sete, dez dias.
Fachada da Burlington School, em Londres, onde estou fazendo meu curso de inglês
Curso de inglês
Bom, depois de chegar à escola e entregar minha documentação, fiz um teste escrito e outro oral para saber em que nível começaria o curso. Ao final, fui indicado para o Elementary 2, logo abaixo do Intermediate. À primeira vista, confesso que me assustei. Quatro anos cursando inglês no Brasil para entrar em uma classe onde se ensina verb to be? Fiquei um pouco decepcionado na hora, mas logo esse sentimento foi embora. Meus colegas são de várias partes do mundo, como Turquia, Coreia do Sul, Colômbia… e todos eles têm algo em comum: sabem razoavelmente gramática. O problema está na fala. Alguns não conseguem pronunciar “How are you doing?” corretamente, para vocês terem uma ideia. E é justamente por este motivo que estão em um nível tão baixo, para exercitar a fala em conjunto com as lições básicas do inglês.
Leia dicas de quem já fez intercâmbio
Dizer na sua língua-mãe que se sabe falar inglês é uma coisa, desenvolver uma conversa em inglês é outra completamente diferente. E é exatamente isso que acontece com quem vai para a escola, escuta o professor falar por 1h ou 2h e depois vai embora falando em português com os amigos. Se você não mergulhar no universo da língua inglesa será apenas um bom ouvinte. Esta não á a intenção, certo?
Homestay
Se você está pensando em fazer um curso de inglês fora do País, escolha ficar na casa de uma família da região (homestay). Esta atitude trará inúmeros benefícios, como, por exemplo, o hábito de pensar em inglês (às vezes é preciso falar logo após se levantar da cama) e o de se relacionar com pessoas que têm hábitos totalmente diferentes dos seus. Não perca esta oportunidade!
Falando um pouco sobre a minha homestay, não penso duas vezes para afirmar que estou com a pessoa certa. Trata-se de uma senhora inglesa aposentada, que fica o dia inteiro em casa. Ela é bastante acessível e atenciosa. Quando falo errado, ela me corrige e mostra o melhor caminho para se falar sobre determinado assunto. Por mais que se deseje conhecer todos os atrativos de um destino, passar algumas horas na “sua casa” pode ser bastante proveitoso.
Conclusão
Ainda falta muito para eu terminar meu curso e, consequentemente, minha estada em Londres, mas já tenho certeza de uma coisa: quando se mora fora do Brasil, o estudante depende única e exclusivamente de si próprio para aprender inglês. Todos à sua volta falam, ensinam, advertem, mas só o seu esforço trará a tão deseja fluência da língua. Acredito que, aliando o curso (não importa o nível, utilize a escola para fazer amizades e exercitar a fala durante todo o dia) à homestay, a carga de informações na sua mente é muito, mas muito maior, o que facilita o aprendizado. Pense nisso!
Bye, bye! See you!
Sobre o autor: Meu nome é Renê Castro, sou jornalista da editora Panrotas (panrotas.com.br), especializada no mercado de turismo. Estou em Londres para relatar a vida de um estudante, além, é claro para aprimorar o inglês. Para isso, foi criado o blog Intercambiando (blog.panrotas.com.br), que conta com atualizações diárias sobre todo o tipo de informação sobre o destino.


Comentários (23)
Olá Valéria Ramos!
Vou falar um pouco da minha experiência p vc que tem o interesse de saber como é um intercâmbio já passando dos 40anos, que é o meu caso. Adoro tb inglês. Trabalho em um Projeto q tem parceria com o Governo da Suíça e tive a oportunidade de passar um mês no Canadá para aprimorar o meu inglês, foi em maio de 2008. Fiquei em Toronto, numa Homestay, a família era do Tibet, mas já morava há anos no Canadá, tinha duas filhas que eram canadenses, fui muito bem recebida por todos, a comida era maravilhosa, tudo foi maravilhoso, não sofri nenhum preconceito. Estudei na ILAC, tinha aula em duas salas, uma era Speaking, nessa sala tinha executivos e até casal, na outra era listing and writing, somente jovens de 19-24 anos, gente de toda parte do mundo, tb não tive problema nenhum para me relacionar. Nessa escola tinha muitos brasileiros e consegui me entrosar com vários, saia com alguns para fazer compras após as aulas, fazia atividades sociais após as aulas tb junto com grupo da escola, e encontrei até pai com filho juntos na escola, eram árabes. Ah, fui até para uma balada, mas somente uma vez, pois sou comprometida, foi muito legal. Na maioria das noites estudava, não saia muito, mas me arrependo por não ter saído mais. Olha, deixa de ter preconceito de vc mesma e se anime para essa aventura, é inesquecível! Qualquer dúvidas meu skype é: ester2022.
Abraços
Abraços e boa sorte!
Certamente estudar no exterior e ainda ficar hospedado na casa de um nativo é uma experiência muito proveitosa. Morei nos EUA por alguns anos e aprendi muita coisa. Sem dúvida foi um excelente investimento!
No início tive um choque com a língua, pois apesar de ter estudado por quatro anos em um curso no Brasil tive muitas dificuldades para me comunicar.
No entanto, ter estudado num curso no Brasil e ter feito alguns intercâmbios me ajudaram muito para não chegar na terra dos americanos totalmente despreparado.
Acho que as duas coisas são importantes!
Muito legal seu relato Renê, acho também que a pessoa podendo realizar este tipo de curso fora e morando com uma pessoa nativa do País é muito mas muito proveitoso.
Good luck for you !!
Olá Renê,
Excelente artigo, parabéns! Infelizmente, isso é muito comum, estudamos durante anos em escolas de idiomas e quando chegamos no’ face to face’ acontece isso. Não estou generalizando, mas temos muitos professores com deficit de conhecimento de pronúncia e do próprio idioma.
Acontece que muitos se acostumam a ouvir errado e acabam deixando seus alunos pronunciar de forma equivocada. Outros se empolgam no “explanation” e dão pouquissímas oportunidades para aqueles que querem falar, ou somente pedem respostas daqueles que tem mais de facilidade de se expressar.
Confesso, que quando fui pela primeira vez á Inglaterra, tive dificuldades de entender as pessoas, nesta época já havia me formado do meu curso de idiomas aqui no Brasil, mas nada melhor do que a convivência com pessoas de outras nacionalidades e vivenciar as situações do dia a dia para aprender corretamente, além de cursar um curso.
Hoje, depois de tantos cursos e anos de vivência no Reino Unido, sou uma professora muito exigente e procuro deixar sempre o meu aluno soltar a língua. Somente assim que o aluno aprende, conversando e conversando…
Tenho certeza que sua experiência será maravilhosa!
Boa Sorte,
Luciana
Parabéns pelo texto!!
Estou com planos de fazer um intercambio em Janeiro/2011, mas ainda nao sei o destino.
Visitei o site dessa escola de londre e me interessei muito pelos preços tbm.
como posso fazer , contato e pagamento direto com eles? é seguro?
Tenho medo quanto ao visto, é dificil o visto pra estudar por 6 semanas em londre??alguem tem alguma experiencia com isso?
Obrigado pela ajuda pessoal!!
congratulations on a great post!
Olá Valéria
Tenho 52 anos e o ano passado tive a oportunidade de passar um mês em Toronto. Foi uma experiência maravilhosa! Tinha um bom conhecimento de inglês por anos de estudo na escola e na União Cultural em São Paulo, mas não tinha fluência. Fui recebida por uma casal sem filhos americanos e que moram a 20 anos em Toronto. A experiência não poderia ser melhor, mas sei de estudantes que tiveram problemas de adaptação com a família. Por isso seja bem claro no tipo de pessoas que vc quer conviver. Estudei na ILSC e, na própria escola tem uma agência de viagens que leva os alunos a conhecerem lugares muito legais do Canadá: Montreal, Niagara Falls, Otawa, Quebec. E, por ter o visto americano, também fui a New York. Foi uma viagem que uni aprendizado, vivência e turismo e tudo isso sozinha! Por isso, deixe seu medo de lado e comece a planejar sua viagem, que eu já estou planejando a minha próxima para Irlanda.
Abraços
Cristina
A um mês voltei de um intercâmbio de 4 meses na Austrália (Melbourne) e a experiência que tive lá foi algo muito positivo, pois o objetivo era conseguir perder a timidez na hora de falar inglês, e tornar-me mais natural. Bem, esse objetivo alcancei… e graças as amizades que fiz lá.
Fiquei todo o período em homestay, porém não tive a sorte de pegar uma família muito interessada em ajudar no meu aprendizado (eles não falavam tanto quanto brasileiros, e na maior parte do tempo ficavam fora de casa), tendo essa situação minha primeira atitude não ficar próximo dos outros estudantes brasileiros, mas sim me aproximar das outras nacionalidades. E sem sombra de dúvidas isso foi muito proveitoso o tempo todo, seja pela troca de experiências culturais, quanto no auxilio do aprendizado em inglês, pois querendo ou não o brasileiro tem maior facilidade com o idioma inglês do que coreanos e japoneses, porém estes são mais esforçados e auxiliam em seguir um rotina de estudos e pratica não tão comuns aos brasileiros que vão a Austrália.
Esse comentário foi muito pertinente, pois é exatamente isso que acontece. Ficamos 1 ou 2 horas aprendendo inglês e o restante do tempo falando português, esse é o nosso maior problema não ter o inglês como nossa língua materna.
Estou iniciando no ingles, esta sua narrativa contribuiu muito para que tenha idéia do quanto tempo devo dedicar ao estudo do idioma. Quero muito superar as dificuldades da leitura e da pronúncia. Obrigada
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