O tópico sobre como dizer renunciar (resign ou step down) em inglês deu o que falar, o motivo é obvio, é um tema relacionado aos recentes acontecimentos no Egito. No entanto a mensagem da leitora Cristina levantou uma questão muito interessante: a diferença entre o inglês formal e coloquial. Compartilho agora com vocês:
Resign é mais formal que “step down”. É normal em inglês existir pelo menos duas formas de expressar a mesma coisa: uma latina (com mais sílabas) e outra anglo-saxônica (com palavras curtas, geralmente monossilábicas, típicas de uma origem primitiva, anterior à invasão dos normandos). Se para nós a forma latina, sempre a mais formal e mais erudita, é a mais fácil, com uma pessoa de língua inglesa ocorre justamente o oposto.
Outro fenômeno do idioma
Qualquer língua é dinâmica, novas palavras e expressões vão surgindo no cotidiano, quase sempre na forma mais coloquial, como é o caso do “step down” como substituta de “resign” (lembra da diferença entre desist e give up?). E isto vem se acelerando incrivelmente com a interação atual em tempo real e sem fronteiras.
Minha Experiência com o Inglês
Passei nove anos da minha vida só falado inglês, quando fui para os EUA eu já era fluente e com o Cambridge Certificate. Mas isto foi há 40 anos. Resultado: meu inglês coloquial é de 40 anos atrás. Na tradução de livros científicos, isto chega a ser uma vantagem, mas para ler jornais e revistas, não, absolutamente não. É claro que eu entenderia “step down” no contexto, mas jamais me ocorreria usá-lo, até porque somente hoje, neste exato momento, tomei conhecimento deste termo com a presente conotação.
As palavras da leitora Cristina são muito interessantes, traz à tona a discussão sobre a tendência de nós brasileiros de utilizar mais palavras de origem latina.
Será que isso torna mais formal o inglês falado por nós brasileiros?
Aguardo comentários!


Comentários (24)
Prezado Alessandro, companheiros e acompanhantes do English Experts.
Como sempre, o assunto sobre o Inglês formal e o coloquial é de suma importância, até mesmo porque há uma tendência de que o Inglês coloquial (que se utiliza do Inglês anglo-saxônico que se utiliza de palavras mais curtas e, de certa forma, mais rápido) seja cada vez mais utilizado pelos falantes do Inglês.
Nós brasileiros gostamos de usar o Inglês baseado na formalidade (origem latina), ou melhor a maioria dos cursos de Inglês no Brasil no ensinam assim, e por isso achamos mais conveniente usarmos palavras e frases longas, as quais, em alguns casos, são completamente desnecessárias.
O mundo tem uma nova velocidade, como o próprio Alessandro nos confirmou, através da sua experiência de 40 anos atrás, quando tinha um aprendizado todo voltado para o Inglês formal (o que se torna uma vantagem se for utilizada para a tradução de livros científicos, mas para a comunicação rápida e eficaz, definitivamente não tem muita relevância).
Mais uma vez, o site nos trouxe mais luz e dinamismo no ensino e no aprendizado dessa língua maravilhosa.
Como sou auto-ditada, aprendi o Inglês da maneira mais simples e por isso me utilizo muito do Inglês coloquial, sem tirar o mérito do Inglês formal. Portanto, esta dica do English Experts traz ainda mais luz para nós, amantes e aprendizes eternos do Inglês.
Thanks, see you around…
Alan,
Obrigado pelo comentário e pelo apoio ao EE.
Bons estudos!
@todos
Obrigado pelos comentários e pela discussão sadia que vocês estabelecem aqui no EE em todos os posts. Vocês são demais (You are top notch!).
Acho que fiquei tão condicionado pelos estudos que chega a me doer nos ouvidos quando ouço os americanos simplesmente ignorarem os verbos auxiliares em perguntas como por exempo:
What you think abou?
ou
you have an answer?
E por incrível que me pareceu vários falam dessa forma. Fiquei tão bitolado pelos estudos que não consigo mais falar assim nem querendo. Até o ain’t tenho dificuldade de usar.
A despeito de toda a discussão, acredito que o melhor é saber se comunicar.
É claro que usar os ‘famosos’ phrasal verbs torna a conversa mais… solta, ainda que a forma latina seja mais próxima de nós, brasileiros… Minha experiência me mostrou que os nativos em inglês se mostram tão amistosos como qualquer latino ao perceberem que alguém está se esforçando para falar o idioma deles…
Certamente, o inglês internacional produzido por brasileiros, franceses, italianos e espanhóis, por exemplo, torna o inglês mais erudito devido ao uso de termos latinos e gregos facilmente encontrados em termos do dia a dia.
O interessante é notar que o inglês erudito é muito valorizado em meios acadêmicos. E grandes empresários e pessoas que querem mostrar erudição e cultura primam por ter um vocabulário diferenciado.
O fato é que o norte-americano com nível educacional baixo tem um vocabulário pobre, não tem os melhores empregos e, consequentemente, recebem menos. O mesmo fenômeno ocorre com o brasileiro com pouco nível educacional. Se você notar, o brasileiro que não prima por ter um vocabulário erudito usa um mesmo verbo, por exemplo, em diversos contextos. Um brasileiro com pouca instrução fala assim: PEGUEI o ônibus. PEGUEI um resfriado. PEGUEI fulano com a boca na botija. Já um brasileiro que prima por ter um vocabulário mais elaborado, vai falar mais ou menos assim: EMBARQUEI no ônibus. CONTRAÍ um resfriado. FLAGREI fulano.
Vocabulário erudito é sinônimo de status em qualquer país ocidental. Os norte-americanos que buscam cargos de liderança e chefia primam por escrever e falar bem.
Quem quiser ter um inglês mais elaborado e erudito, recomendo o curso em MP3 chamado Verbal Advantage. Eu tenho esse curso. Excelente para deixar seu inglês apropriado para falar com norte-americanos líderes em empresa, líderes no governo, líderes no meio acadêmico, líderes no meio cultural.
Lembre-se: brasileiros e norte-americanos que querem crescer profissionalmente se preocupam em ter um vocabulário mais amplo e erudito.
O curso Verbal Advantage pode ser comprado na Amazon.com
Bom dia.
Sou novo neste site, embora já tenha começado a acompanhar seus posts desde o começo do ano. Não pretendo entrar nesta discução (vou recolher mais informações… rsrs), estou apenas me apresentando aqui.
Abraço a todos e até a próxima.
fala amigo sou autodidata como você apredi primeiro o inglês coloquial e algumas girias depois apredi o inglês formal tudo sozinho então decidi entrar numa faculdade de letras não fui bem aceito recebi agumas criticas de colegas e principalmente professores quando usava frases do tipo : ain´t got no money to go for it, i gonna get it for you, gotta go home, got lotta to do buddy etc. imagine se eu tivesse começado pelo formal tava ferrado.
Knocked my socks off with knlowedge!
oie, eu gostei do site, mais ainda não eh isso que eu quero..
Quero mais referencias de palavras coloquiais, faladas no dia-dia, como: u, 2day, 2night, 2me..
essas coisas.
SE vc poder me ajudar..
Agradeço desde agora..
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