Hi there, EE followers! Escrevo-lhes diretamente dos United States of America, aka Terra do Tio Sam. Ficarei aqui por algumas poucas semanas, curtindo férias e, obviamente, aproveitando pra estudar um pouquinho de inglês (taking the opportunity to study a bit of English).
Desde quando comecei a planejar minha viagem pensei em várias coisas pra compartilhar com vocês aqui no blog, mas acabei percebendo (I ended up realizing) que eu seria bastante repetitiva porque muito já foi dito à respeito, principalmente na seção de Intercâmbio do fórum. O investimento é realmente alto, por isso é preciso muito planejamento, uma agência de confiança, saber exatamente o que você precisa ou deseja, e pesquisar sobre escolas e opções de acomodação. Não pretendo focar nestes pontos mas fiquem à vontade pra perguntar a respeito deles no campo de comentários.
O que eu quero mesmo compartilhar aqui é sobre a atitude de alguns estudantes. Pode ser que alguns colegas discordem de mim, mas eu, particularmente, não recomendaria a um aluno de nível básico vir aos Estados Unidos por poucas semanas pra “aprender” inglês. Pode ser que funcione com algumas pessoas, e principalmente se forem ficar um período mais longo, mas a impressão que eu tenho é que nos primeiros sinais de dificuldade esse aluno correria pro primeiro brasileiro que tivesse em volta e não desgrudaria mais do pé dele. Ou então poderia até mesmo se isolar, naturalmente, por não conseguir interagir. Eu tive essa nítida impressão no meu primeiro dia de aula aqui na escola, onde todos os novos alunos foram reunidos numa sala para receber instruções sobre os cursos. Aqueles que não tinham muito conhecimento prévio da língua ficavam de cabeça baixa, tentando ler alguma coisa nos papéis, mas não conseguiam entender o que estava sendo explicado. Esse tipo de aluno provavelmente não vai se aventurar a pegar um ônibus e atravessar a cidade sem um “tradutor” ao lado, vai ter receio de ir no mercado comprar alguma coisa, ou seja, não vai “viver” o idioma, que é justamente o objetivo de todo e qualquer intercambista.
A internet tem sido minha grande aliada tanto para me auxiliar a me locomover na cidade como também pra reduzir alguns custos de passeios que estou fazendo nas horas vagas. Às vezes eu preciso usar o dicionário online, também. E nem preciso falar que muito do que li de outros colegas aqui no EE também me ajudou bastante nos meses anteriores à minha viagem. Mas o que eu percebi é que muitos dos alunos não “se desconectam” nem mesmo durante a aula. Basta o professor dar cinco minutinhos de intervalo que ele já corre pro computador pra entrar em contato com alguém do país de origem. Enquanto eles estão no computador, tem dezenas de estudantes ali no snack bar planejando um passeio no final de semana, ou então um professor querendo saber sobre os principais campeonatos esportivos do seu país, querendo saber sobre sua vida e seus planos, mas… você não está ali pra contar pra ele.
Eu tive bastante sorte de não encontrar nenhum brasileiro na escola – na verdade, só consegui isso por conta do planejamento ultra-mega-minucioso que fiz, e que talvez tivesse sido muito mais difícil se eu não já falasse inglês. Mas por outro lado (on the other hand) não tive a mesma sorte no “residence club” onde estou hospedada. É super natural encontrar gente conversando em português no elevador ou na mesa do café da manhã. Eu me limito a dizer “bom dia, galera” e vou sentar ao lado da minha nova colega alemã. Prefiro ganhar a fama de “brasileira metida que não se enturma” do que jogar fora meu suado dinheirinho praticando língua portuguesa à milhas e milhas do Brasil!
Eu ainda estou meio abobalhada (dumbfounded) com o fato de estar tendo uma oportunidade tão gratificante, e, mesmo tendo um nível avançado de inglês por conta dos meus estudos no Brasil, estou aprendendo bastante coisa nova e principalmente vivenciando muitas situações que normalmente não se usa na sala de aula.
By the way, hora de ir pra aula! See you soon!
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Comentários (61)
Parabéns Flávia por esse esforço que vc fez para encontrar uma escola que não tivesse brasileiros. No meu caso fui p Toronto, passei somente um mês, mas na escola que estudei lá, tinha muuuuiitos brasileiros, acabei me enturmando com eles, e já viu né?! Como sou muito tímida, dificultou ainda mais o meu aprendizado.
Shame on you, Ester!
Just joking ;)
Obrigada pela sinceridade, vc é a prova do que eu falei ali em cima: infelizmente, é preciso ter muito cuidado com esse tipo de aproximação, principalmente qdo vamos ficar tão pouco tempo!
OI gente … nossa Flavia isso que voce disse e super VERDADE … eu quando cheguei aqui nos EUA estava com o nivel intermediario e mesmo assim foi super dificil pra me comunicar eu evitava ao maximo ter contato com americanos a nao ser com os americanos que eu convivo junto mas eu nao ia a supermercados nem pegava onibus e quando eu achava um brasileiro queria logo fazer amizade agora ja fazem 4 meses que eu estou aqui e so a um mes atras eu comecei a sair sozinha.. e correr de brasileiro… entao essa dica e super importante, pessoas com nivel basico e perda de tempo vir para ca pra aprimorar e nivel intermediario como foi o meu caso so se for para ficar mais de 6 meses…
Olá Flávia, que legal sua iniciativa de compartilhar sua vivência conosco, fiquei um mês no Canada estudando a língua inglesa e 4 dias em Nova York, assim que cheguei no Canada tive esta mesma impressão. Pra falar a verdade me vi tentada a ficar com brasileiros e até mesmo me isolar, mesmo tendo uma boa base do inglês quando você se vê obrigada a se comunicar em outra língua em um país totalmente diferente do nosso parece que você não sabe nada, mas no mesmo instante lembrei do meu maior objetivo e investimento de uma viagem como esta, que não é todo dia que podemos fazer. Foi muuuuito bom pra mim, sinto que estou muito melhor no meu inglês. E gente vale muuuito a pena. Aproveita bastante o seu tempo aí Flavia e boa sorte.
[...] agradeço aos comentários do primeiro artigo sobre meu intercâmbio. Alguns colegas fizeram algumas perguntas e vou tentar responde-las [...]
[...] Já falei um pouquinho sobre minhas primeiras impressões, sobre alguns questionamentos, mas o tempo passou voando e meu intercâmbio já acabou! Snif. E, [...]
[...] Intercâmbio nos EUA – primeiras impressões [...]
Gostei do teu post. Uma coisa que vc disse é verdade, ir para fazer intercambio e ficar falando portugues é tenso.
Boa sorte.
Oi, ótimas dicas! Queria saber como foi a sua superminuciosa pesquisa, tb quero estudar sem jogar o meu rico $ fora… Estou indecisa sobre se é mais importante praticar o inglês dentro da sala de aula ou nas ruas, se o número de alunos na sala realmente importa ou deixa a aula cansativa… Please help me! : )
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