A diferença entre Falsos Cognatos e Falsos Amigos

Something I have noticed a lot in the world of English teaching is the misuse of the label “false cognate” to describe a pair of words in different languages that have a similar form, but different meanings. For example, many people might call the English word “parents” (pais) and the Portuguese word “parentes” (relatives) a false cognate. However, this is wrong.

Uma coisa que eu percebi muito do mundo de ensinar inglês é o mau uso do rótulo “falso cognato” para descrever um par de palavras em línguas diferentes que tem uma forma semelhante, mas significados diferentes. Por exemplo, muitas pessoas poderiam chamar a palavra inglesa “parents” (pais) e a palavra portuguesa “parentes” (relatives) um cognato falso. Porém isso é errado.

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A cognate is a word that is related to one in its own language, or another language; that is, they share the same root. An example of a cognate in two different languages is the English word “name” and the Portuguese word “nome” which both originate from the Indo-European word “nomen”. “Name” and “nome” mean the same thing, but it’s important to note that a cognate doesn’t necessarily have to share the same meaning.

Um cognato é uma palavra que é relacionada a uma na sua própria língua, ou em outra língua; ou seja, elas vêm da mesma raiz. Um exemplo de um cognato em duas línguas diferentes é a palavra inglesa “name” e a palavra portuguesa “nome” que se originam da palavra indo-européia “nomen”. “Name” e “nome” significam a mesma coisa, mas é importante reparar que um cognato não necessariamente tem que ter o mesmo significado.

A false cognate is a word that shares a similar meaning or form to another, but whose root is different. An example of a false cognate is the English verb “to have” and the Portuguese verb “haver”, which do not have a common root. “To have” comes from the Indo-European word “kap”, while the origin of “haver” is unknown.

Um falso cognato é uma palavra que tem um significado ou forma semelhante a uma outra, mas cujo raiz é diferente. Um exemplo de um falso cognato é a palavra inglesa “to have” e a palavra portuguesa “haver”, que não tem raiz comum. “To have” vem da palavra indo-européia “kap”, enquanto a origem de “haver” é desconhecida.

What English and Portuguese do have a number of are “false friends”. A false friend is a word that looks or sounds similar to a word in another language, but has a different meaning. Take a look at some classic examples of false friends in English and Portuguese:

O que inglês e português têm em abundância são “falsos amigos”. Um falso amigo é uma palavra que tem uma aparência ou som parecido com uma palavra em uma outra língua, mas tem significado diferente. Dá uma olhada em alguns exemplos clássicos de falsos amigos em inglês e português:

ENGLISH PORTUGUÊS
Actually: realmente, na verdade Atualmente: at present, currently
Attend: assistir a, freqüentar Atender: answer, consider
Cigar: charuto Cigarro: cigarette
Comprehensive: completo, total Compreensivo: understanding
Exit: saída Êxito: success
Exquisite: refinado, requintado Esquisito: odd, strange
Fabric: tecido Fábrica: factory, plant
Library: biblioteca Livraria: bookstore
Notice: aviso Notícia: news
Prejudice: preconceito Prejuízo: damage
Push: empurrar Puxe: Pull
Sensible: sensato Sensível: sensitive

O que vocês acharam da dica? Tem alguma crítica ou sugestão de melhoria? Aguardo comentários!

Until the next time! Até a próxima!

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Ashley Smith

Ashley Smith é americana que mora no Brasil desde 2001. Durante os primeiros sete anos aqui ela dava aulas particulares de inglês, e atualmente trabalha como diretora de conteúdo do site meuingles.com.

24 comentários

  • 17/08/09  
    rodolfo diz: 1

    muito boa a dica.. Realmente nao sabia que existia o termo “falsos amigos”. A lista de falso cognatos também foi ótima.

  • 17/08/09  
    andreas diz: 2

    A origem de haver não é o verbo latim habeo, ere?

  • 17/08/09  
    Eli Carlos Vieira diz: 3

    Another surprising tip!
    I had a class about “False Friends” last week (a thing that I never heard about before [I just knew “False Cognates”])! Now, by here, I’m having this important adding…
    Perfect article! That’s why we are always proud to receive this fundamental mails!

    U all: thx a lot, one more time!
    Success!

  • 17/08/09  
    Maria diz: 4

    Falsos amigos é uma denominação adequada a estas palavras que, pela sua semelhança nas duas línguas, nos induzem em erro.

    A dica é muito boa. Obrigada.

  • 17/08/09  
    Ashley Smith diz: 5

    Oi, Andreas,

    Eu li varias coisas sobre a origem de “haver” e é realmente um mistério.

    E, também, tem que lembrar que até o latim tem raiz!

  • 17/08/09  
    Pablo Albert diz: 6

    Gostei muito da dica. Desconhecia totalmente essa diferença. Obrigado!

  • 17/08/09  
    Alzir diz: 7

    “To have” vem da palavra indo-européia “kap”, enquanto a origem de “haver” é desconhecida.

    Gostaria de sugerir, quanto ao verbo “to have”, que talvez fosse melhor fornecer a origem mais recente da palavra, em vez de simplesmente afirmar, de forma bastante genérica, que é uma palavra indo-européia. Assim, seria preferível dizer que “to have” deriva da forma “habban” (possuir, ter) do inglês antigo (Old English) que, por sua vez, remonta a uma forma hipotética do primitivo germânico “*khaf-“ (*khaf, aspirado, e não kaf). É verdade que, apesar da semelhança, não está relacionado ao verbo português “haver”. Este, no entanto, não tem origem desconhecida, pelo contrário, tem origem certa no verbo latino habere, do qual derivam também o esp. haber, o it. avere e o fr. avoir. Explicações desta natureza são um tanto técnicas e requerem conhecimento especializado. Por isso considero que seria mais prático usar como exemplos palavras que não exijam explicação etimológica complexa.

  • 17/08/09  
    Ben diz: 8

    Muito bom o blog.
    Virei seguidor.
    Além de interessante, parece estar sempre atualizado.

  • 17/08/09  
    João B. L. Ghizoni diz: 9

    May I ask two questions? a) So, in order to know whether two words are false friends or false cognates we have to know their roots. Is this right? b) I found strange the use of “are” in the sentence “What English and Portuguese do have a number of are “false friends”. I thought that “what” was the subject of the verb be here. What about “What they have in common is the roots” or “What they have in common are the roots.” I think IS is the correct form, since I believe WHAT is the subject. Could you please clear this up a bit? Thanks in advance.

  • 17/08/09  
    João B. L. Ghizoni diz: 10

    May I ask two questions? a) So, in order to know whether two words are false cognates or false friends, do we have to know their roots? b) In the sentence “What English and Portuguese do have a number of are “false friends” I thought IS should be used instead of ARE. Isn’t the first part of the sentence (first clause) the subject? Thus, shouldn’t the verb form be IS? Another such sentence: “What I like about you IS your eyes.” (the subject of IS being the first clause). Thanks in advance for the answers.

  • 17/08/09  
    João B. L. Ghizoni diz: 11

    I have two questions, but I’ve been unable to send them. I’ll try to break the message into two parts. Question 1) In order to know whether two words are either false cognates or false friends, do we have to know their roots?

  • 17/08/09  
    João B. L. Ghizoni diz: 12

    (Sorry, it took some time for the message to appear… I was sending it in two parts… but it’s not necessary any longer…)

  • 17/08/09  
    Rozário diz: 13

    Achei a dica ótima. Mande mais false friends for us. Thanks a lot.

  • 18/08/09  
    Ashley Smith diz: 14

    Hi, João! In response to your questions:

    a) “in order to know whether two words are false cognates or false friends, do we have to know their roots?”
    It’s safe to assume that, yes, in order to know the difference we have to know the roots of the words.

    b) In the sentence “What English and Portuguese do have a number of are “false friends” I thought IS should be used instead of ARE.
    The use of a singular verb is more colloquial, and less formal: What is needed in the house is more plants.
    However, the use of a plural noun is a bit more grammatically correct, and is used much more in formal (and written) English: What is needed in the house are more plants.

    Think of it this way:
    What is needed in the house?
    More plants ARE needed.

    Hope that helped!

  • 18/08/09  
    Ashley Smith diz: 15

    Hi, Alzir!

    Na verdade eu pesquisei bastante a origem de “haver” e percebi que vários textos disseram a mesma coisa, que a origem é desconhecida.
    Lógico pode dizer que “haver” vem do verbo latino “habere”, mas é esse verbo que eles dizem que não tem etimologia conhecida.

    E sim, “to have” vem do German “haben”, mas esse verbo que vem do Gothic “haban” que tem origem no verbo indo-européio “kap-” que significa “to grasp”.

    Tudo bem, eu não sou professora de lingüística, e nunca falei que fui, mas I did my homework antes de escrever esse artigo pois é um assunto que me interessa bastante.

    Basta dizer de novo, eu não sou professora de lingüística! E por isso eu não quis escrever um artigo técnico, porque eu não tenho as qualificações certas. Só quis escrever algo geral, e interessante sobre a diferença entre “false cognates” e “false friends”. Acho que, pelo menos isso, eu consegui fazer bem .

  • 18/08/09  
    João B. L. Ghizoni diz: 16

    Ashley, thanks a lot for your feedback.

    Funny thing is that, because I learned English from books (I taught myself), I tended to learn the more grammatical, more formal way to say and write words, expressions and sentences in English. This time, however, it seems that the opposite happened. Thanks again.

    As to Alzir, he showed to be very knowledgeable about English and wanted to contribute to your text. I’m sure he didn’t mean to diminish your work. Both of you did greatly.

    I’m proud to have to chance to read such a nice blog. Congratulations, Alessandro!

  • 19/08/09  
    Ashley Smith diz: 17

    My pleasure, João!

    And for someone who is a self-taught English learner I’m quite impressed by how well you understand and write it! (I’m sure you must speak it well too, but that I cannot confirm…lol!)

    Thanks for reading my blogs!

  • 19/08/09  
    Ronaldo diz: 18

    Excelente texto, mas me deixou uma dúvida.

    “Kap”.

    Para essa palavra da língua indo-europeia que você menciona não há uma origem mais antiga ainda?
    Se não há é sinal de que “kap” é uma palavra sem origem conhecida, da mesma forma que:

    “habere”, do latim.

    Assim sendo, “have” vem de “kap”, “haver” vem de “habere”, e nenhuma das duas palavras tem uma origem mais antiga. A não ser que você esteja querendo dizer que “kap” foi uma palavra que nasceu dentro da língua indo-europeia, enquanto “habere” tem uma origem anterior ao Latim, porém desconhecida. Seria isso?

    Thanks in advance.

  • 09/09/09  
    Martha diz: 19

    Percebi que várias palavras citadas em seu texto como falsos amigos foram listadas em outro texto deste site, como falsos cognatos. Vc saberia me informar onde posse encontrar uma lista de falsos COGNATOS, ou seja, de palavras com origens diferentes, grafia semelhante e significados diferentes?

  • 22/09/09  
    Paulo diz: 20

    Uma nota sobre “esquisito”:
    Que eu saiba, só em português é que significa “estranho”, com uma conotação negativa.

    Em francês, espanhol ou inglês (por suposição, nas outras línguas com influência latina também), “exquisite”, “exquisito” tem conotação positiva.

  • 20/11/09  
    Ray Pettersson diz: 21

    Great Post! It’s always good to see this level of attention to detail. It shows you’re a truly English Expert! Thanks for sharing!

  • 02/12/09  
    Tathiane diz: 22

    I’d like to know if that words wich you wrote in the box above are source latin.
    I expect answer.

    Thanks.

  • 11/02/10  
    jassica diz: 23

    achei ótimo bem explicado com esse cognito estou aprendendo a bessa no meu trabalho vou tirar um 10?