Depois de um tempo sumido, eis que estou de volta. Estava na hora de aparecer. Afinal, a última vez que estive aqui foi para falar sobre “hand” (texto no qual misturei um pouco de inglês, etimologia e história do Brasil). Quero lembrar também que o Inglês na Ponta da Língua (o meu blog) já voltou a ser atualizado, então dê uma passadinha por lá depois, ok?
No parágrafo acima usei alguns dos sentidos da palavra “time” em português. O primeiro é o clássico “tempo”. Mas cuidado! “Time” faz referência ao tempo de horas. Nada tem a ver com o tempo (clima) e muito menos com o tempo de verbos. Para tempo (clima) dizemos “weather” e para tempos verbais usamos “tense”. Sabe aquela frase que diz assim “nossa, como o tempo passa rápido!”? Em inglês dizemos “wow, time flies!”.
Outro sentido de “time” é o de “hora”. Este é moleza, né? Nos níveis básicos aprendemos a perguntar “what time is it?” (que horas são?). Logo, o “time” aí significa hora. Aliás, você sabia que também pode perguntar as horas dizendo “what’s the time” ou “have you got the time?”? Pois é! São modos diferentes para se obter a mesma informação!
Além destas duas, “time” também significa “vez”. Podemos falar sobre a “first time” (primeira vez) de alguém. Ou talvez afirmarmos que esta será a “last time” (última vez) que faremos algo. É possível ainda falar “three times” (três vezes), “four times” (quatro vezes), “five times” (cinco vezes), etc. Tudo vai depender de quantas vezes você faz determinada coisa.
Para os apaixonados por música, “time” refere-se ao “compasso”. Compasso musical! Não o compasso para desenho. Aquele para desenhar cincunferências é conhecido por “compasses” (sempre no plural; pois se você falar apenas “compass” já estará falando de uma bússola). Calma! Vou simplificar: compasso musical = time; compasso para desenho = compasses; bússola = compass. Entendeu?
Estamos quase no fim! Calma! Se você ao ler um texto, depara-se com “in Medieval times”, cuidado! Muita gente tem a mania de traduzir por “nos tempos medievais”. A gente até entende! Porém, ficará melhor se você traduzir por “na era medieval” ou “no período medieval”. O mesmo pode ser dito de “of modern times” (do período contemporâneo) e outras mais.
Para encerrar, vale dizer que “time” também pode ser verbo. Neste caso, pode significar “programar”. Por exemplo, “the meeting has been timed for 2pm” (a reunião foi programada para as duas da tarde). Como verbo pode ser ainda “cronometrar” ou “escolher o momento certo [para]“, vai depender do contexto.
É hora de parar! Lembre-se porém que há ainda outros significados para esta palavrinha. Há também um monte de expressões. Meu conselho é o mesmo de sempre! Abra o olho e veja bem como ela é usada em companhia de outras palavras e divirta-se em aprender muito mais com uma simples palavra.
Denilso de Lima - denilsodelima.blogspot.com
Não é que a série “Ampliando o Vocabulário” tem dado certo! Agradeço aos vários comentários com referência à ela. É bom saber que tem sido útil, curiosa e interessante. Lembre-se, porém, que a intenção aqui é apresentar os vários significados que uma palavra pode ter. Ou seja, não tem nada a ver com expressões idiomáticas (idioms) ou combinações de palavras (collocations). Para saber o que são estes dois, clique aqui.
Pois bem! Hoje vamos falar da palavra “hand”, que geralmente interpretamos como “mão” (parte do corpo humano). Este é o sentido primário da palavra. No inglês arcaico, era “hond” e não “hand”. Enfim, um pouco de etimologia para você.
Por volta de 1590 (noventa anos após Cabral botar a mão no timão e vir parar no Brasil), “hand” começou a ser usada também com o sentido de “trabalhador”. Assim, podemos ter um “factory hand” (operário) ou ainda um “farm hand” (trabalhador rural). Em 1699, começa a ser usada também com o sentido de “taifeiro”, “marujo”; neste caso, é possível vê-la assim “deckhand”. Aliás, foi no ano de 1699 que a coroa portuguesa permite que os brasileiros coloquem as mãos nas moedas de prata de 80, 160, 320 e 640 réis.
Voltando em 1575 (José de Anchieta estava por aqui passando a mão nas cabeças dos índios), encontramos a palavra “hand” fazendo referência aos ponteiros de um relógio. Assim é possível falar sobre o “hour hand” (ponteiro das horas) ou “minute hand” (ponteiro dos minutos).
Talvez por questões de cavalheirismo, ” hand” em 1642 começou a aparecer com o sentido de guiar alguém com as mãos ou oferecer a mão para que uma garota se apóie ao subir ou descer em algum lugar. Cavalheirismo este que anda faltando e muito hoje em dia. Enfim, um exemplo é “hand the lady to the car” (ajude a senhora até o carro). Ainda como verbo, “hand” também significa “passar”, “entregar” (com as mãos). Neste caso, você pode “hand a letter to someone” (entregar uma carta para alguém) ou “hand me the salt, please” (me passe o sal, por favor). Ah sim: 1642 é o ano que a coroa portuguesa monopoliza o tabaco! Só o rei passava a mão no fumo!
“Hand” também pode significar “aplauso”, “salva de palmas”. Este sentido, porém, só aparece por volta de 1838 (ano que no Brasil, os revoltosos colocam as mãos nas armas para iniciar a Balaiada). Uma frase comum com este sentido pode ser “Let’s give the boy a great big hand” (vamos dar ao rapaz uma grande salva de palmas / vamos aplaudir o rapaz).
Para encerrar, é bom saber também que a partir de 1622 (200 anos antes de D. Pedro I passar a mão na espada e declarar a independência do Brasil), “hand” passou a significar “rodada” (no jogo de cartas). Já em 1630, passa a ser usada com o sentido de “mão”. Calma! Esta mão aí refere-se às cartas que um jogador possui em determinada rodada em um jogo de cartas. Bom, 1630 foi quando 56 navios holandeses chegaram ao litoral pernambucano e teve início o período das invasões holandesas.
Denilso de Lima - denilsodelima.blogspot.com
Muito bem! Depois de sumir por razões laborosas, cá estou de volta a continuar com a série “Ampliando o Vocabulário“. Desta vez, a palavra é “right”. Decidi me arriscar a falar sobre ela, devido ao fato de muita gente achar que ela significa apenas “direito/a” (o contrário de esquerdo). Isto referindo-se à posição (lado), “the right side” (o lado direito).
Acontece que “right”, como muitos devem saber, significa também “certo”, “correto” (o contrário de wrong [errado]). Por isto podemos dizer: “yeah, you’re right” (você está certo) ou ainda “that’s right!” (tá certo!).
Agora a coisa começa a ficar engraçada; pois, “right” pode também fazer referência à “razão”. Calma! Sabe quando queremos dizer algo como “você tem razão”? Nada de dizer “You have reason“! Por favor! O correto é “you’re right!”. O mesmo acontece se alguém quiser dizer “você está com a razão!”. O certo é dizer “you’re right” e não “you are with reason“. Agora se você pretende dizer “você tem toda razão”, então diga “you are absolutely right”.
Para aqueles que gostam de geometria, lebrem-se que “ângulo reto” em inglês é “right angle”. Para os que não lembram, ângulo reto é aquele de 90º.
Outro uso do “right” é nas combinações “right here”, “right there” e “right now”. Respectivamente, significam “bem aqui”, “bem ali” e “agorinha mesmo”. Ou seja, se você tiver que dizer “minha caneta estava bem aqui” basta abrir a boca e dizer “my pen was right here”. Ao solicitar a presença imediata de alguém em algum lugar diga “I need you here right now” (preciso de você agorinha mesmo/neste mesmo instante).
Com a palavra “back”, “right” também dá uma certa ênfase. Basta notar a expressão “I’ll be right back”, que pode ser traduzida como “volto já”, “já já eu volto”, “volto já já” (ou qualquer outra semelhante).
Nossa! “Right” tem vários significados! Faz referência à política, “right wing” (os partidos de direita). Pode assumir o papel de verbo: “consertar”, “endireitar”, “corrigir”. Assim, se você ouvir alguém falar “we have to right the wrong” saiba que a pessoa está dizendo que “nós temos de consertar o erro”. Muitas leitoras que nos lêem neste momento podem estar à procura do “Mr. Right” (o homem perfeito, o príncipe encantado).
Certo pessoal! Acho que chega de “right”, não é? Do contrário, a gente vai começar a enlouquecer. Caso queira mais, então procure um bom dicionário inglês-português e veja como “right” pode significar outras coisas e perceba também o modo como é usado!
Denilso de Lima - denilsodelima.blogspot.com
O autor do comentário que gerou polêmica ontem - encontrou algo que para ele deu super certo. Fico feliz por hoje ele estar aprendendo mais inglês e estar ganhando fluência. Coisa que no Brasil ele não conseguiu! Porém, fico muito triste por saber que ele passou pela mão de péssimos professores aqui no Brasil, péssimas escolas de idiomas, péssimas experiências de aprendizado, péssimas metodologias e por pessoas que prometiam algo e não cumpriam.
Mas vale fazer aqui fazer algumas perguntas: será que no Brasil ele era um bom aluno de inglês? Será que ele fazia as tarefas solicitadas pelos professores? Participava ativamente das aulas? Interessava-se em aprender a língua? Procurava ler, ouvir, falar e escrever quando estava por aqui? Estava realmente a fim de aprender? Motivado e comprometido em aprender? Enfim, que tipo de aluno ele era: péssimo, ruim, meia-boca, bom ou excelente? Estas são algumas das perguntas que discuto no segundo capítulo do meu primeiro livro “Inglês na Ponta da Língua: método inovador para melhorar o seu vocabulário” (páginas 12 a 42). É necessário que cada aluno de língua inglesa se auto-avalie para só depois procurar por culpados pela sua dificuldade de aprendizado.
Infelizmente, é muito comum ver brasileiros que nada aprendem, tacar pedras nos professores brasileiros. Sim, reconheço que há péssimos profissionais na área! Mas também não se pode generalizar! Veja bem: a maioria das pessoas que estão lendo este meu artigo agora falam português, mas será que todos se habilitam a ensinar português? O Hélio se arriscaria a dar aulas de português para estrangeiros? Acho que já dei meu recado neste ponto! Caso tenha ficado obscuro podem perguntar aí na área de comentários!
Lá onde nosso amigo Hélio está - nos States - ele acorda e dorme ouvindo inglês. Ou seja, o cérebro dele só tem uma opção: aprender inglês. Quer queira, quer não! “Ou aprende ou morre de fome, meu amigo“, como diria um grande amigo meu. Notem que aqui no Brasil não era preciso forçar os neurônios para aprender ou usar o inglês! Aqui era tudo oba oba… Aqui talvez era algo mais ou menos assim:
“Inglês iscuto só na sala di aula! Escrevê inglês!? Pra quê!? Eu moru nu Brasiu! Falá inglês cum quem!? I si falá ainda vamu falá erradu mesmu! Então, dexa pra lá! Ouvi inglês!? Só as músicas mesmu e us filmi! Ainda assim quandu é filmi eu colocu legenda que é pra entendê melhó!”
Com atitudes assim percebe-se que o inglês não é vivenciado pelo aprendiz dentro do Brasil. E ele - o idioma a ser aprendido - deve ser vivenciado em todos os aspectos. Afinal, trata-se de uma língua viva! Que sofre alterações! Palavras antigas voltam a ser usadas. Às vezes, com o mesmo significado de antes; outras, com significados diferentes e novos. É preciso observar a língua sendo usada por eles. Ver a gramática sob uma perspectiva diferente. Correr atrás! Forçar o cérebro a ouvir e ler inglês! É preciso ter atitude!
É por isto que muitas pessoas aprendem inglês perfeitamente - sotaque, pronúncia, entonação, vocabulário (nuances e tudo mais), gramática do dia-a-dia, gírias, expressões, etc - sem nunca terem saído do Brasil! Se dedicam! Têm atitude! Demonstram interesse! Estão altamente motivadas! Correm atrás!
Afinal, sem as qualidades de um EXCELENTE aprendiz nem o MAIS FANTÁSTICO dos professores será capaz de ajudar você a aprender inglês. Seja no Brasil, seja nos States, seja na England, na Australia, no Canada, wherever! English is a “thing” to be part of you! And to be part of you, you have to dedicate yourself as much as you can, otherwise only a fairy will be able to help you!
Era isto o que tinha para dizer!
Denilso de Lima - ELT Professional, Teacher Trainer, Methodologist e acima de tudo um eterno aprendiz sem nunca ter saído do Brasil.
Por mais simples que possa parecer a palavra “play” costuma deixar muita gente confusa. Geralmente, ela evoca o sentido de “jogar” ou até mesmo “brincar”. Talvez sejam estes os significados (acepções) mais comuns.
Afinal, podemos entender simplesmente “play soccer” (jogar futebol) , “play chess” (jogar xadrez), “play basketball” (jogar basquete), “play checkers” (jogar damas), “play volleyball” (jogar vôlei)… Isto no mundo dos esportes. Já no mundo infantil poderíamos dizer “play toy car” (brincar de carrinho), “play house” (brincar de casinha), “play hide-and-seek” (brincar de pique esconde), “playboy” (brincar de menino! rsrsrsrs… Brincadeira viu!)
Mas acontece que “play” quando combinada com outras palavras (collocations) pode ter outros sentidos. Com instrumentos musicais, vai significar “tocar”: “play the piano” (tocar piano), “play the drums”(tocar bateria), “play the guitar” (tocar violão), “play the saxophone” (tocar saxofone), etc.
Algumas vezes podemos dizer algo assim “Tim Robbins plays a banker named Andy…” Veja que aí “play” vai significar “interpretar”, “fazer o papel de”, “atuar como”. A tradução então será “Tim Robbins faz o papel de um banqueiro chamado Andy…” Por favor, nada de dizer “Tim Robbins makes the paper of a banker…” Se for um ator interpretando certa personagem use “play” sem medo de errar!
Estes são os principais usos da palavra “play” como verbo. Já como substantiv, esta palavrinha pode significar ainda “peça” (de teatro), “brincadeira” (de criança), “folga” (em uma corda, em um parafuso, ou algo que deveria estar apertado mas não está [menos roupas]) e tantos outros significados possíveis. Com um bom dicionário e um pouco atenção ao contexto você saberá o que “play” significará em determinado momento. Porém, os significados principais estão incluídos no artigo e eles com certeza já quebrarão o maior galho.
Até mais pessoal.
Denilso de Lima - denilsodelima.blogspot.com