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Vou aprender a falar inglês na Faculdade de LetrasOlá pessoas atenciosas, que escreveram para mim, responderei nesta mensagem o que muitos indagaram no meu artigo “Cursos de Faculdade: Letras e Tradução/Intérprete”, já pedindo desculpas antecipadas, se não o fiz antes. Tenho uma vida super-corrida e apesar do gentil convite do Alessandro, não arrumei tempo para freqüentar assiduamente o maravilhoso blog que ele criou.

Obrigada por suas palavras, sou uma boa profissional, sim, mas é obrigação, não é qualidade. Não poderia lhes indicar uma boa faculdade para que dominem o idioma inglês, pois até onde conheço, não há uma faculdade com este tipo de curso, objetivando a esta qualificação.

No Brasil, como menciono no artigo, as faculdades de TI (Tradução - Interpretação) não estão qualificando os alunos no idioma inglês, mas sim, capacitando os que já possuem inglês na atividade da tradução e/ou interpretação.

Pense nos seus (recentes) professores do ensino médio: eles sabiam falar inglês? Ou apenas ensinaram a gramática e uma traduçãozinha básica? Pois bem, eles foram capacitados a ensinar o inglês escrito e lido, mas não foram qualificados para a fala e a compreensão, razão porque não ensinam estas duas habilidades.

O caminho para o domínio do idioma inglês, ainda é o de matricular-se em cursos livres, ser um EXCELENTE aluno, aquele que se interessa, faz ‘homework’, ouve música com atenção, vê filmes e seriados na TV paga, com foco no desenvolvimento de vocabulário e aprimoramento de compreensão/listening’ praticando a técnica do ler a legenda E SEGUIR o que se fala, para ampliar o vocabulário. Do tipo que quando se lê e está ouvindo, você fala para si mesmo “Ah, é assim que se fala isso…”. Ou seja, você leu e ouviu a expressão: juntou duas coisas importantes. Tem gente que fala: “Mas se leio, não escuto, não presto atenção”. Bom, aqui estou eu dizendo: “Dá pra adquirir a técnica e é ótimo tentar, pois desenvolve mesmo”!

O Alessandro é um exemplo de EXCELENTE aluno, que ama o idioma e provou isto, com a criação deste fantástico blog e mais o fórum que funciona tão bem. Ele sabe o que quero dizer com interessar-se e o quanto esta palavrinha faz diferença, para quem quer aprender inglês.

Costumamos brincar, nós professores, quando vemos um aluno assim interessado e que se destaca em sala de aula: “Estamos formando mais um professor de inglês”. É uma brincadeira, mas cheia de verdade: todo professor de inglês hoje, foi excelente aluno ontem. E cresceu, não tem erro nesta fórmula!

Sobre a força da TV por assinatura, conto aqui uma estorinha para vocês: houve uma época difícil em minha casa, financeiramente falando e tínhamos que optar pelos cursos de desenvolvimento que nossos filhos faziam. Cortamos a escola de inglês, mas optamos por manter a TV por assinatura, pois os filhos estavam desenvolvendo ótimo listening e um excelente inglês falado, só de acompanhar os seriados na TV paga. E após alguns anos, tivemos certeza de que tínhamos acertado.

Conhecem o ditado “casa de ferreiro, espeto de pau”? Pois bem, mesmo sendo professora, teve época que não tinha tempo para dar aulas formais aos meus filhos, optei pela flexibilidade de horário que eles tinham e a TV proporcionava. No final deu certo.

Então, não procurem a faculdade para fazê-los dominar o idioma inglês. Comece ali na esquina, há tantas escolas de inglês. Vão galgando estágios e crescendo e usando o inglês desde a primeira aula. Se forem para uma escola, que lhes informem que aprenderão a falar após algum tempo, ou que isto acontecerá em outro estágio, caiam fora! Aprende-se a falar desde a primeira aula, pode ser uma única frase por aula, mas o aluno sai FALANDO, um pouquinho a cada aula. Não é primeiro a gramática e depois a fala: é tudo junto!

Assim como ‘homework’ é em casa e TODOS OS DIAS! Imprescindível!

I hope I helped some people with my words.

xoxo (hugs and kisses)

Nilza - Aba Textos - Tradução Revisão e Digitação

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Olá pessoal. Escrevi há dias sobre gostar de inglês e não ter tempo para estudar inglês. Hoje escrevo sobre a formação para os cursos de Letras e Tradução / Interpretação. O curso de Letras, que no Brasil forma os professores de inglês das escolares regulares, não ensina as quatro habilidades que se procura ter em um idioma, para sermos competentes: a Máquina de Escreverescrita, a leitura, a fala e a compreensão (writing, reading, speaking and listening). Nossas salas de aula de ensino médio e fundamental estão abastecidas com professores que têm metade do conhecimento exigido para desenvolver-se um idioma. Dominam a gramática para escrever e ler, mas não são proficientes para falar e compreender, portanto não têm formação para ensinar speaking e listening, apenas writing e reading. E no entanto, ganham o diploma de professores de inglês. Uma pena, pois desta forma incompleta, o professor não pode nos ajudar a aprender um idioma em 8OITO – longos anos de banco escolar, o que seria mais do que suficiente para ensinar as quatro habilidades de inglês. Num país onde o conhecimento de inglês é peça chave para conseguir bons empregos e sucesso numa carreira profissional, os alunos saem das escolas normais sem saber se comunicar, cansados de ver e rever a gramática que vai e volta ano após ano, de tal forma monotonamente ensinada, sem propósito de utilidade, que afugenta os alunos ao invés de os estimular a conhecer mais.

O curso de Tradução/Interpretação pressupõe que você já tenha uma boa vivência do idioma para se tornar melhor profissional. Apesar das faculdades não exigirem proficiência no idioma escolhido (exige apenas que se passe no vestibular, onde não é exigido um nível maior de conhecimentos específicos de idiomas), os alunos que não forem conhecedores do idioma, realmente estarão sempre um passo atrás daqueles que já conhecem o idioma. Há no currículo aulas de gramática (a gramática já é iniciada em nível intermediário, não se começa do nível básico, para ensinar o beabá) e há aulas de tradução propriamente ditas, no idioma escolhido, mas sem um bom conhecimento prévio, o aluno se sentirá sempre aluno de curso de inglês, mas num banco de faculdade e não aluno de tradução, pois este último pressupõe familiaridade com o idioma. Por isso é que em geral, os cursos são Letras com ênfase em Tradução/Interpretação. Há faculdades que oferecem cursos de Tradução/Interpretação como curso sequencial, pós-graduação, exigindo como pré-requisito que o aluno já tenha domínio do idioma em questão.

Bom, espero ter ajudado algumas pessoas que pensam na formação dessas profissões, a terem uma idéia do que as espera ao ingressarem nesses cursos. Vê-se no banco da faculdade, a surpresa dos alunos que dizem, “mas eu achei que ia aprender inglês aqui…”. Aprenderá sim, parcialmente, sairá um profissional incompleto, apesar do diploma na mão… Portanto, sendo mais direta: não, não sairá fluente de um curso desses. Terá que procurar um bom curso de inglês fora do banco da faculdade, para ser fluente e terá que fazer muitas traduções e tê-las avaliadas para poder ser bom tradutor. É isso.

See you!

ps.: Esse post foi baseado na pergunta enviada por E-mail por Klicia: “Gostaria muito de saber, se o curso Tradutor/Interprete exige que o aluno saiba um nível intermediario ou avançado de ingles e se o curso de Letras, dá ao aluno a fluência na lingua inglesa.”

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Ontem escrevi sobre gostar, não gostar de inglês. E fiquei de falar sobre a mais freqüente desculpa que se ouve: “Não tenho tempo para estudar inglês.”

Quando se pensa no modelo de calendário que normalmente abraçamos, trabalhar das 8 às 18 h. (pensando em um padrão) e depois ir para a escola das 19 às 23 h., de fato, há que se perguntar ‘Onde está o tempo para colocar aí um curso de inglês, por mais que se necessite de um?’Bom, se você for a uma escola de inglês comum, perguntar preços e carga horária de seus cursos, terá como informação algo como 100 horas por semestre. Cuidado, aí estão computadas as atividades extras em dias que você raramente vai poder ir… mas estão computadas nas 100 horas, tá? Pois do contrário seriam 66 horas (2 aulas semanais de 1,5 h.) ou 88 horas (2 aulas semanais de 2 h.).

Ora, mas você não tem tempo, por que estou insistindo??? Porque digo que você tem tempo sim, de fazer no mínimo 66 horas de inglês num semestre, ou se for mais esforçado as 88 horas! Como?

Voltando ao padrão de horário, você deve não trabalhar o sábado todo, ou parte dele. Pronto! Já arrumei tempo para estudar no sábado! E o domingo então, que está livrinho? Mais um dia para estudar inglês. Bendito calendário que, aliado à MINHA BOA VONTADE DE PROGREDIR, me permitirá sim, estudar inglês!

Mas espera aí! E o professor? e o método? e a pronúncia? A Nilza deve estar louquinha, esqueceu disso…Não , não estou. Voltando ao fato de estarmos rodeados, envolvidos por esse idioma tão gostoso, o que há de possibilidades para se lançar a estudar sozinho, é de se admirar! Veja, o próprio Blog English Experts, é um excelente exemplo dessa possibilidade. Sem sair daqui você aprenderia com o Denilso a arrumar força de vontade e estímulo, com as sugestões de Podcasts do Alessandro, teria áudio e conquistaria por repetição e esforço uma boa pronúncia, as dicas de expressões, gramática, enfim, estão aqui. Mas o próprio Blog lhe encaminha a visitar outros links super-hiper úteis… Gente, só não estuda inglês quem não quer ou não tem acesso à Internet. Não é o seu caso, que está aqui me lendo.

Converse consigo mesmo, reveja suas metas de vida, inglês está lá entre suas conquistas? Até há alguns minutos, você achava que não tinha tempo? Acho que agora já viu que tem, não é? Então tentarei ajudar, voltarei a falar sobre temas que o façam refletir sobre essa necessidade do inglês para progredir profissionalmente. Ou para viajar e saber se virar, pedir comida, divertir-se ao invés de se esconder.

Bom, espero encontrar você aqui de novo, para seguirmos nesse papo. E quem sabe você já não terá comprado um caderninho para sentar-se à frente do computador e começar a anotar suas primeiras lições de inglês? Vá à luta! Estamos aqui para ajudar. O Blog e a Internet inteiiiiirinha!

Até a próxima. See you!

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Oi pessoal, hoje apresento a nova colaboradora do blog English Experts, o nome dela é Nilza Dimambro e ela é tradutora e professora de Inglês. Ela é proprietária da Aba Textos - Tradução Revisão e Digitação [www.abatextostraducoes.com.br] e tem 10 anos de experiência com tradução, 15 anos com teaching. O resto da apresentação fica por conta dela. Nilza, welcome to the English Experts.Logo Aba Textos

Olá pessoal. Gosto de inglês. Começo desta forma para já ficar claro qual será o tom das ‘conversas’ que manteremos aqui no Blog do Alessandro, que tão gentilmente me cedeu espaço. Posso até ver alguns ‘virarem o nariz’, pois imaginam que não gostam de inglês. Talvez tenham visitado a página do English Experts, porque sabem que precisam de inglês, tanto quanto precisam do diploma da faculdade, para serem bem sucedidos em carreiras que cresçam e apareçam. Entretanto devem pensar que não gostam de inglês.

Bom, costumo dizer a meus alunos que será difícil apontar-me um brasileiro metropolitano que não goste de inglês. Estamos envolvidos demais com esse idioma para pensarmos que não gostamos. Gostamos sim, da musicalidade da língua, da entonação, nos encantamos com o que nos soa como uma intensidade exagerada de entonação, tendendo a um ‘bit’ de drama, nos divertimos com isso e simpatizamos a ponto de querer imitar mesmo inconscientemente. Tenho visto os alunos repetirem essa situação vezes sem conta. Chegam falando ‘preciso, mas não gosto…’ E eu repito: gosta sim, só passou pelo professor errado… Diz aí, quando estudava matemática e não entendia, dizia que não gostava; no outro ano trocava o professor, vinha um cara legal, explicava legal e você dizia ‘eu não gostava de matemática, mas estou começando a gostar muito…’

Pois é, estamos envolvidos por música, filmes, seriados, documentários, tudo isso porque o som é agradável a nossos ouvidos. Há países onde tudo é dublado, quase não se ouve o inglês. Isto não acontece aqui porque o público gosta (e que bom, pois assim temos ‘plenty of’ material para estudar e aprender).

Começarei falando da maior desculpa que se ouve por aí: “Não tenho tempo para estudar inglês.” Vejo mais narizes torcidos…

“Preciso tanto, mas 4 anos de facul pela frente, trabalhando, não vai ser possível…”

Então não deixe de ler meu próximo post, pois vou falar sobre isso e provar para você que você tem tempo, sim!

Um grande abraço! (Brazilian way)

Take care. (American way)

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