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Christopher, como você aprendeu Português?Sempre que um leitor do blog entra em contato por MSN, E-mail ou Chat é inevitável a pergunta: Alessandro, como você aprendeu inglês? Apesar de já ter respondido essa pergunta pelo menos umas 1487 vezes, de acordo com o nosso “departamento de estatística”, acho que ela é bem oportuna.

É muito interessante ouvir histórias de pessoas bem sucedidas em seus objetivos, no nosso caso, o aprendizado de inglês. Pensando nisso eu resolvi convidar alguns Experts para responder a mesma pergunta: Como você aprendeu inglês? (How did you learn English?).

Entretanto, vamos iniciar pelo caminho inverso. Começaremos pela história de um Americano que aprendeu Português e hoje fala tão bem que às vezes o seu sotaque é confundido com o de um carioca da gema. Vocês já o conhecem, o nome dele é Christopher e ele é um dos colaboradores do English Experts.

Seguem abaixo algumas informações interessantes contidas no depoimento do Christopher:

- Aprendi Português na Universidade, porém eu já havia estudado Espanhol no passado;

- Eu fiz um curso intensivo na Brown University, onde atualmente leciona o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Lá tive ótimos professores;

- Na Brown University nós nunca falávamos em Inglês durante as aulas, apenas Português;

- Fui para o Rio de Janeiro através de um programa de Intercâmbio firmado entre a minha universidade e a PUC-RJ. Foi uma experiência fantástica;

- Eu tive muita sorte, pois sempre contei excelentes professores e bons amigos. Eles me ajudaram muito.

Ouça o áudio completo

Christopher, muito obrigado por ter compartilhado conosco um pouco de sua experiência no aprendizado de um novo idioma.

Best.

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Você se esquece daquilo que escuta, se lembra daquilo que vê e entende aquilo que faz. Hoje ao navegar pelo blog FatorW encontrei a explicação científica para esse famoso ditado. A teoria que deu origem ao ditado foi criada pelo educador Edgar Dale na década de 1960 e se chama Cone of Experience, em bom Português, Cone do Aprendizado.

Em seu trabalho, Dale apresenta o conceito de que quanto mais próximos da prática maior será a capacidade de absorção do conhecimento. Veja abaixo a representação gráfica.

O Cone do Aprendizado

Algumas pessoas questionam a exatidão dos percentuais apresentados na imagem acima. Mas uma coisa é certa, nada melhor do que a prática (doing the real thing) para aprender efetivamente. Alguém aqui já viu algum médico que fez o curso de medicina por correspondência? Claro que não!

Seguem abaixo alguns artigos imperdíveis do blog FatorW.

- Como evitar a procrastinação, ou: pare de enrolar e faça
- Produtividade pessoal e a arte de fazer acontecer
- Quanto tempo leva para se criar um hábito?

I hope that helps!

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É impossível aprender inglês estudando apenas em portuguêsOi pessoal, hoje eu gostaria de fazer um alerta. É impossível aprender Inglês estudando apenas em Português. A frase anterior parece óbvia, mas muitos estudantes ainda não entenderam isso.

Em mais de um ano de atividade o English Experts se destaca por mesclar dicas que vão do nível básico ao avançado. Os leitores de longa data já perceberam que publicamos dicas tanto em Inglês quando em Português, isso tem dado certo. O resultado é o aumento no número de visitantes e de assinantes de feeds, especialmente nos últimos meses. É como diz o ditado: em time que está ganhando não se mexe.

No entanto, um fenômeno muito interessante ocorre, especialmente quando publicamos dicas 100% em inglês. Antes eu pensava que era apenas uma coincidência, porém, com o tempo, observei que quando publicamos textos em Inglês, várias pessoas cancelam a assinatura das dicas diárias.

Talvez este seja o maior problema de alguns estudantes, eles têm medo do idioma e fogem de um texto em inglês como o capeta foge da cruz. No entanto algumas ferramentas poderiam resolver o problema, a começar por um bom dicionário. Aliás, este foi o objetivo principal da inclusão da ferramenta de tradução aqui no blog. Para auxiliar na leitura de textos mais complicados em Inglês.

Aos que fazem parte da turma que evita o contato com o Inglês, lamento informar: você nunca vai aprender. Se você não tem preguiça de consultar o dicionário e não mede esforços para aprender o idioma de Shakespeare, em breve estará colhendo os louros da vitória.

That’s all folks.

See you!

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AnswersAprender inglês de verdade exige muito esforço e perseverança, caso contrário todo mundo estaria hoje falando esse idioma global. Não é nenhuma novidade dizer que a proficiência em qualquer idioma exige o domínio de 4 áreas: leitura (reading), escrita (writing), fala (speaking) e compreensão (listening). Com o Inglês não é diferente, algumas pessoas passam a vida toda tentando dominar as 4 áreas descritas anteriormente e muitas desistem no meio do caminho, frustradas.

Imagine que você acabou de encontrar uma lâmpada, depois de esfregá-la aparece um gênio (essa história é velha!). Ao invés dos 3 desejos habituais ele te dá direito a apenas um, relacionado ao perfeito domínio de uma das áreas do Inglês. As possíveis escolhas são: leitura (reading), escrita (writing), fala (speaking) e compreensão (listening). Detalhe, você vai dominar apenas a alternativa escolhida, ou seja, se você escolher a “escrita” você vai ser um leigo em todas as outras.

A resposta parece óbvia, todo mundo vai escolher a fala. Mas pare para pensar um pouco, qual é a habilidade mais importante para você? Qual a sua realidade com relação ao Inglês? Você realmente precisa falar em Inglês?

Eu fiz esse exercício e cheguei a seguinte conclusão. Eu escolheria primeiramente a Leitura, depois a Escrita, seguida da Compreensão e por último a Fala. Trabalho com desenvolvimento de sistemas, passo boa parte do dia lendo documentos técnicos. Preciso teclar com muitas pessoas em inglês, daí a necessidade da escrita. A compreensão, utilizo quando assisto a palestras e entrevistas. A fala nunca foi realmente necessária, sempre morei no Brasil, porém passo algum tempo praticando com alguns amigos e principalmente com os colaboradores do blog, via Skype.

Dominar um idioma por completo pode demorar muito tempo – 8 anos para a maioria das pessoas, dominar apenas uma habilidade é muito mais fácil. Quando eu comecei os meus estudos por conta própria escolhi o domínio da leitura como prioridade. Consegui obter avanços significativos em apenas 6 meses. Quer saber como? Essa vai ser a dica de amanhã.

É isso pessoal.

I hope that helps,

Happy New Year!

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por Marcel Ribeiro Dantas
email: ribeirodantas at slackware-rn.com.br

Vários idiomasComo um jovem curioso, possuidor de uma louca paixão por escrever, falar em público, ensinar e descobrir coisas novas, desde pequeno guardei a vontade de aperfeiçoar-me no que mais tarde descobri ser o estudo da lingüística.

Inicialmente me destacando no português, em seguida comecei os meus estudos na língua inglesa. Por influência de meu pai quem sempre tentou com esforço hospedar estrangeiros em nossa residência, entendi com o tempo a necessidade de dominarmos bem um outro idioma, principalmente quando ele é conhecido como o idioma que todos devem saber.

Com o tempo, comecei a participar de uma sociedade a qual me tornei dependente mesmo sem ter notado. Como ativista de software-livre comecei aos poucos acessando a rede de IRC Freenode a qual tem em sua maioria usuários falando a língua inglesa. No intuito de tornar-me parte dessa rede, poder manter um bom diálogo com grandes desenvolvedores e inclusive fazer amigos o hábito de estudar e falar idiomas tornou-se outra das grandes necessidades as quais tento satisfazer no meu dia-a-dia.

O contato com estrangeiros cada vez mais crescia, até que o espanhol tornou-se uma língua a qual eu também desejara aprender. Desde pequeno meus estudos desbravaram-se sobre diversas línguas como o hebraico, latim, grego e outras já esquecidas pela maioria. Entretanto dessa vez eu estava com uma nova intenção em minha mente: Não só aprender palavras ou frases feitas, mas poder entender o sentido do idioma, como as orações fluem e tornar-me então fluente.

O real objetivo desse artigo encontra-se em um momento recente de minha vida. Na própria rede Freenode conheci um canal de amigos apaixonados por lingüística (#linguistics), o que além de me fascinar com esse estudo, fulminou diversos mitos que eu tinha em minha mente. O fato de saber várias línguas prejudicar o progresso de uma, por exemplo, foi algo que logo notei ser um grande mito. Talvez em um período muito longo o qual você acostumou-se a utilizar uma, traga dificuldades na outra, mas nada que o tempo, estudo ou costume ajudem a fixar esse problema.

O problema o qual fiquei sujeito só permitiu que eu me desse conta quando já estava inserido no contexto de tantos idiomas. Estava lendo sobre esperanto, estudando o básico do alemão, melhorando o meu espanhol e ainda o meu inglês em uma busca de deixar mais rico meu vocabulário. Será que é possível esse desenvolvimento? Será que é sadio?

O problema quando se tenta abraçar o mundo com as mãos é que você percorre grandes distâncias, avanços notáveis, mas pouco significativos por uma outra perspectiva. Meus argumentos para estudar o esperanto eram bem interessantes, afinal uma língua que utiliza vocabulário e regras anglo-saxãs, latinas e ainda fonética eslava iria ajudar-me em diversas outras línguas de meu interesse. De qualquer modo, a minha produtividade seria insignificante comparado ao estudo concentrado de uma ou duas línguas no máximo, a qual eu já tivesse ao menos em uma um nível avançado.

Logo - ao menos no estudo da lingüística - pode-se ter certeza que não é indicado o estudo de mais de uma língua simultaneamente, uma vez que a produtividade será mínima, além dos problemas que você terá em memorizar tantas palavras e regras parecidas ou díspares demais. Entretanto, se você encontra-se em um ambiente o qual poderia facilitar isso, com medidas precavidas pode ser que o estudo de várias línguas simultaneamente seja possível sem danos.

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