Hey everybody! Nosso post hoje é sobre ensinar inglês para crianças. Além de trabalhar com adultos também trabalho com crianças em duas escolas municipais e como os recursos nem sempre são os que esperamos temos que nos “virar nos 30”. Hoje apresento duas atividades que eu usei com a 1ª série (2º ano) e a 2ª série (3º ano).
1ª série – Com 7 anos de idade a criança ainda está no processo de aquisição da leitura e da escrita, e aprendem muito bem com o que é real e significativo em seu meio, fazendo referência ao sociointeracionismo de Vygostky. O que mais relevante para a criança do que trabalhar com seu próprio nome?
Usando duas folhas sulfite escreva (ou faça no Word) o alfabeto (com hidrocor ou lápis de cor) dividido da letra A a M e na outra folha de N a Z. trabalharemos as cores amarela, verde, vermelha, preta, azul e marrom. Na primeira folha as letras amarelas são A, H, I, L; as verdes são B, C, D, E, G e as vermelhas são F, J, K e M. Na segunda folha as vermelhas são N, S e X; as pretas são O e Y, as verdes são P, T, V e Z e as azuis são Q, U e W. Podemos fazer uma moldura de papel duro e colocar Contact para conservar e usar em outras aulas.
Etapas
1. O professor vai apresentando as letras, com as duas folhas apoiadas ou coladas na lousa, apontando mas não dizendo o nome, e sim dizendo a cor, sem escrever nada na lousa, somente na forma oral. As crianças somente ouvem. O professor faz a apresentação novamente e as crianças repetem as cores.
2. As crianças copiam o alfabeto com as cores correspondentes no seu caderno e depois escrevem seu próprio nome com as cores correspondentes. Assim que forem acabando vêm mostrar ao teacher quais cores seu nome contém. O professor deve sempre repetir as cores com os alunos.
3. As cores novas da segunda parte do alfabeto começam todas com a letra B (black, brown e blue).
4. Numa outra aula o professor pode começar a apresentar o som das letras do alfabeto em inglês, usando o mesmo material dizendo, “Quem aqui tem o nome que começa com a letra A (êi)?”, se não houver ninguém diga, “Nobody?”, “Alguém se lembra o nome da cor da letra A in English?”. É um trabalho que deve ser dividido em várias aulas e revisado constantemente, ativando o conhecimento prévio dos alunos.
5. Lembrem-se, apesar da agitação e de inúmeros fatores que possam perturbar a aula, os pequenos sempre merecem nosso sorriso e muitos “Very good!” “Congratulations”, “Wonderful”. Afinal, quem não gosta de elogios?
6. Último detalhe: a oralidade, a audição e “botar a mão na massa” garantem ótimos resultados. Explore mais seu inglês, dê mais comandos em inglês, exponha seu aluno ao máximo à língua inglesa.
2ª série – Sempre me preocupei muito com a fala de alguns colegas que subestimavam a capacidade de compreensão e produção das crianças. Depois de ler alguns livros do Michael Lewis sobre o Lexical Approach me veio uma idéia e resolvi coloca-la em prática. Meu planejamento continha “períodos do dia”, “refeições” e “atividades diárias” (levantar, ir à escola, etc.). Fiquei pensando, preparei as seguintes “phrases” e coloquei na lousa:
WHEN ? – quando ?
IN THE MORNING – de manhã
IN THE AFTERNOON – de tarde
IN THE EVENING – de noite
GO TO SCHOOL – ir à escola
HAVE LUNCH – almoçar
HAVE DINNER – jantar
PLAY – brincar
GO TO BED – ir dormir
Na 2ª série os alunos copiam um pouco mais rápido (aprox. 20 minutos). Então passamos para a prática oral. Veja:
1. Pergunte aos alunos: “Agora estamos in the morning, in the afternoon ou in the evening”? Peça que repitam, “in the morning”, etc.
2. “Quando vamos à escola? In the morning? Yes or no? In the afternoon? Yes or no?” etc. Vá trocando as palavras para formar uma frase somente em inglês: “Quando nós go to school?”, “Quando do we go to school?”, “When do we go to school?”, sempre dando as opções dos períodos. “Quando tomamos café da manhã?”, daí espera-se a resposta “in the morning”, etc.
3. Faça isso (a seu critério e tempo) com as outras atividades, utilizando mímicas, desenhos na lousa, falando a phrase em uma parte, “Qual é a palavrinha que combina com lunch? Play? Noooo! É have! E com bed, cama, bed, cama! É have? Não, alguém pode vir à lousa e apontar qual palavra é?”
4. E assim por diante. É interessante o professor ter seu roteiro de perguntas à mão para não se perder. Como complemento o professor pode trazer alguns flashcards (feitos por ele ou impressos) e também usa-los na aula. Aula com criança sem agitação? Jamais! Prepare-se para problemas de disciplina, crianças dispersas y otras cositas más, que são ossos do oficio.
Separei alguns sites com flashcards prontinhos para aqueles colegas que queiram otimizar seu tempo ou pegar idéias interessantes para trabalhar com os pequenos.
British Council / English-4kids / ESL4kids
É muito rewarding compartilhar as idéias com meus colegas leitores do English Experts e aguardo seus comentários com atividades que deram certo e tiveram resultados bem positivos.
See you next time.
Prof. Adir Ferreira - www.adirferreira.com
Hello, there! Muitos professores me escrevem pedindo dicas de atividades para mudar um pouco a rotina do livro na sala de aula. Escolhi aqui duas atividades: uma de leitura e escrita e outra de escrita e fala.
DICA 1 – LEITURA/ESCRITA
Vamos supor que você trabalha com o livro New Interchange 1, da Cambridge. Lá na unidade 2 há um diálogo, “Daily schedules” que trabalha o Simple Present e preposições de tempo. Vou colocar três falas do diálogo aqui:
Daniel: How do you spend your day, Helen?
Helen: Well, on weekdays I get up around ten. Then I read the paper for an hour and have lunch at about noon.
Daniel: Really? What time do you go to work?
Depois de ter feito a prática oral e de audição o professor pode reforçar o conteúdo do diálogo da seguinte forma: numa folha separada, escreva o diálogo da seguinte assim:
Daniel: howdoyouspendyourdayhelen?
Helen: wellonweekdaysIgetuparoundten.
thenIreadthepaperforanhourandhavelunchatabout noon.
Daniel: really? whattimedoyougotowork?
Faça com que eles reescrevam o diálogo em sua forma completa, também prestando atenção à acentuação. Tal atividade reforça o conceito de estrutura gramatical da língua, sem ficar atendo-se a regras. Depois peça que eles corrijam de acordo com o original e por fim, se houver o texto em audio, passe novamente. Esta técnica pode ser utilizada com qualquer tipo de frase ou texto porém não pode ser muito longo, senão os alunos se cansam e a atividade não rende.
DICA 2 – ESCRITA / FALA
Usando o mesmo diálogo da atividade anterior, você, colega professor, quer fazer uma atividade mais livre, que os alunos usem a linguagem utilizada oralmente e ainda produzam algo por escrito. Depois que eles fizeram a prática oral, da maneira que o teacher´s guide traz ou da forma que você achar mais interessante, coloque um esquema com cues (partes) do diálogo na lousa, assim:
Daniel: how / spend / day?
Helen: weekdays / get up / ten. Read / paper / an hour / have lunch / noon.
Daniel: really? / what time / go to work?
Os alunos reescrevem o diálogo e vão encenar. O importante não é que fique igual ao do livro, e sim que eles sintam que a produção é deles. Como sistematização, pode-se retomar a reescrita do diálogo em sua forma completa, incluindo os conectores e detalhes que faltaram.
Se você, colega professor, tem dicas sobre atividades para “animar” o livro didático, poste aqui ou me escreva que compartilhamos com todos.
See you next time!
Prof. Adir Ferreira - www.adirferreira.com
De forma simplificada um mapa mental é um diagrama utilizado para conectar palavras e idéias a um tema central. Normalmente isso é feito através de desenhos, palavras e linhas posicionadas de forma intuitiva de acordo com o grau de importância ou hierarquia.
Ao ler o conceito você pode ter a percepção de que um mapa mental é uma coisa complicada de se fazer, mas na verdade ele é um excelente método de estudo muito fácil de aprender e utilizar. Tanto é, que eu só consegui passar no vestibular na primeira tentativa, por conta da utilização dessa fantástica ferramenta idealizada pelo psicólogo britânico Tony Buzan.
Fiz o 2º grau técnico de Processamento de Dados, não conte para ninguém, mas isso foi lá pelo ano de 1999. Quando concluí do curso técnico me deparei com um problema, gostaria de ingressar na faculdade de Administração, porém não havia estudado matérias como história e a gramática do Português durante o curso técnico, matérias exigidas no vestibular. O que salvou a minha pele foi um artigo que li na época na revista Super Interessante (recomendadíssima!), o artigo falava de como uma metodologia de estudos que permitia uma maior retenção do conhecimento. Foi a utilização dos mapas mentais que me permitiu fechar (gabaritar) a prova de história e obter ótima pontuação em outras matérias.
Hoje compartilho com vocês o artigo da Super Interessante [Novembro 1996] que mudou a minha forma de estudar e digo, sem exageros, também os rumos da minha vida. Espero que seja útil para você!

A partir dos mapas mentais idealizados pelo matemático e psicólogo inglês Tom Buzzan, o professor Edvaldo Pereira Lima, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, criou um método de estudo chamado Árvore da Criação. A idéia é estimular funções do lado direito do cérebro, sensível a imagens e fantasias. Você pode experimentar a técnica usando o exemplo abaixo. Depois de estabelecer um objetivo (aqui, o governo Getúlio Vargas) e um tempo (2 horas, digamos, com intervalo de 20 minutos), sente-se diante de uma mesa e relaxe. Escreva a palavra-chave em letras maiúsculas no centro de um pedaço de papel e faça um círculo em volta (1). Puxe ramificações para palavras ligadas ao tema, mas escreva-as só com a inicial em letra maiúscula (2). Depois, novas palavras, ligadas às ramificações, devem escritas em minúsculas (segundo Edvaldo, o cérebro tem noção de hierarquia) (3). Folheie o livro de História do Brasil despreocupadamente, anote o que sabe e o que não sabe e faça novas “árvores” se quiser. Aí, feche os olhos e fantasie ao máximo: pode se imaginar voando sobre as páginas do livro e mergulhando nesses temas, vendo sempre um relógio marcando o tempo máximo estabelecido. Depois, é só ler o livro de acordo com a sua “árvore”. Se quiser colorir e desenhar, melhor. O lado direito adora brincar.
Se você quer aprender mais sobre o assunto recomendo que visite o site Mapas Mentais. Faça o download em pdf de alguns modelos e veja como é fácil aprender inglês dessa forma:
- Vocabulário específico de sapatos
- Gramática - Simple Present
- Preposições
- Diferença entre popa e proa (prow/stern)
I hope that helps!
Hoje trago a dica de dois programas que são exibidos na TV e são muito úteis para quem quer melhorar principalmente o listening e/ou sua conversação em inglês.
Look Ahead
Segunda-feira e quinta-feira, 21h às 22h, com reprise às 6h do dia seguinte na TV Escola
Descrição: Look Ahead, curso de inglês produzido pela BBC. Os episódios são comentados por um professor de inglês, que sugere material complementar aos conteúdos exibidos.
Se você está no nível Pré-Intermediário, Intermediário ou Intermediário Avançado poderá tirar bom proveito do conteúdo e situações abordadas por este programa.
Sesame English
Segunda a sexta, às 12h15 e 19h na TV Cultura
Descrição: Um muppet colorido, que atende pelo nome de Tingo, vive um estudante que faz intercâmbio na América e se hospeda na casa da adolescente Niki, que mora no sótão da casa de seus pais e, junto com amigos, formam uma banda musical. Diante de várias situações, Tingo e Niki ensinam letras, números e palavras em inglês, incluindo saudações, despedidas, identificação de pessoas, animais e objetos.
Embora seja bem infantil este programa é muito bom para quem está no nível Básico ou Pré-Intermediário.
Espero que estas duas dicas possam ajudá-los bastante.
See you soon! Take Care!
Dica enviada por Alan Vasconcelos
Se você conhece algum programa de TV que ajuda no aprendizado do Inglês envie nos comentários e colabore conosco.
O objetivo do título é causar impacto mesmo, mas antes de explicar, gostaria de relatar algo que vem acontecendo com freqüência.
Vários leitores têm enviado emails com perguntas sobre diversos temas do Inglês. Eu sempre explico que é impossível responder individualmente, porque isso iria consumir praticamente todo o meu tempo. De forma geral eu peço que a pergunta seja enviada no nosso fórum, para que os colaboradores e leitores possam ajudar a sanar a dúvida. Quase nunca isso acontece.
Veja só a desculpa para não enviar as perguntas no fórum:
“Eu tenho vergonha de perguntar no site”
O medo de se expor é tão grande que as pessoas ficam bloqueadas e por conta disso não aprendem. O aprendizado de um idioma envolve principalmente erros e correções, ou seja, se você não erra, também não aprende. É por isso que as crianças aprendem mais rápido, elas não estão “nem aí” se estão falando certo ou errado, o importante é a comunicação. Será que não é hora de perder a vergonha? Ser um autêntico “sem vergonha” (shameless)?
Existe uma frase em inglês que eu sempre uso: we learn by making mistakes, algo como, nós aprendemos ao cometer erros. Enquanto você fica aí se protegendo do ridículo, o seu colega “sem vergonha” aí do lado pode estar galgando passos importantes para aquela promoção que você sempre sonhou.
Pense nisso!