Arquivo para a categoria ‘Diferenças Culturais’

Private English PortalO professor Canadense Steve Ford nos explica esta semana sobre algumas diferenças entre o Inglês Americano e o Inglês Britânico. Steve nos conta um pouco da sua experiência de ensino de Inglês como segundo idioma no Canadá, na França e no Brasil:

“Ensinando Inglês tanto no Canadá, quanto na França e no Brasil trabalhei tanto para escolas britânicas quanto americanas. No Brasil, por exemplo, cada escola ensina somente o Inglês americano ou somente o Inglês britânico. Nunca ambos. Assim sendo, eu pude observar no Brasil um fenômeno bastante interessante: muitos alunos que buscavam um conhecimento mais amplo, escolhiam estudar durante seis meses em uma escola americana e, no semestre seguinte, esses mesmos alunos atravessavam a rua e passavam a estudar em uma escola britânica. É muito importante destacar que não existe certo ou errado em se tratando das diferenças entre o Inglês britânico e o americano. Eles apenas são diferentes, assim como o Português do Brasil é diferente do Português de Portugal. Ambos são corretos e ambos são semelhantes, mas cada um contém suas peculiaridades em termos de gramática, vocabulário e pronúncia.

Já quando morei na França, observei outro tipo de realidade: nas escolas onde ensinei em Paris, eu trabalhei eles ensinando o Inglês britânico e o americano ao mesmo tempo. Desse modo, os franceses levam grande vantagem, pois têm a oportunidade de compreender melhor as diferenças e similaridades entre ambos. Isso é muito importante, principalmente no mundo globalizado em que vivemos, no qual estamos cada vez mais em contato com pessoas de todas as partes do mundo. Saber falar e entender apenas o Inglês britânico ou apenas o americano já não é mais uma opção interessante.

Basta falar com os meus alunos no Brasil, da Rússia, de Portugal, da Alemanha, da Franca, da Itália, da Coréia, do Japão, da Polônia, da Turquia, etc. Todos eles, sem exceção, me falam sobre as dificuldades que têm de lidar com pessoas que falam tanto Inglês Britânico quanto Americano, em especial nas universidades, no universo da internet e no mundo dos negócios.

No vídeo abaixo, Steve esclarece algumas dúvidas a respeito das diferenças entre o Inglês britânico e o americano.

Steve Ford - www.privateenglishportal.com

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Segue abaixo a segunda parte da colaboração do Artur, leia a primeira aqui.

Vocabulário de Inglês: Placa Ped XingBom, “the sign” ao lado eu achei um tanto quanto interessante, então tive que “take a picture”! Quem de nós seria capaz de ultrapassar a velocidade limite indicada de 17,5 km/h? Você pode até ultrapassar o limite indicado, mas saiba que não são 17,5km/h. É um pouquinho mais!

Aqui nos EUA praticamente todas as unidades de medidas são diferentes das do Brasil. Velocidade por exemplo é indicado por “milhas por hora”. Mas o motivo que me fez tirar a foto foi justamente o ½. Isso não é nada usual aqui nas ruas públicas, que não é este caso. Foi simplesmente uma “brincadeira” de um hotel aqui numa cidade da Flórida.

PED XING? Alguém já aprendeu o significado disso em alguma aula de inglês? Provavelmente não. E nem vai aprender. Aí é que está a real diferença entre estudar e vivenciar o inglês. Bom, mas para não deixar vocês curiosos eu vou explicar o significado!

PED vem de “pedestrian” e XING de “crossing” (Passagem para pedestres). E o que tem a ver XING com CROSSING? A letra X, por sua forma, nos dá o sentido de cruzamento, travessia. Portanto, é usada para substituir a palavra cross.

O meu email de contato é Artur Barros (tuzaocoluni@hotmail.com). Está aí o meu recado. Take care!

Artur, muito obrigado pela contribuição. Este espaço está à sua disposição!

See you!

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Hoje eu recebi um e-mail de um leitor do blog com uma colaboração. O texto escrito por Artur Barros ficou tão bom que eu resolvi dividí-lo em 2. Confira abaixo a primeira parte, sobre programas de intercâmbio.

Programas de intercâmbio: Artur, Jair e Gustavo

Primeiramente gostaria de dar uma salva de palmas para o Alessandro por esse brilhante trabalho. Você, que assim como eu é um estudante da língua inglesa não pense que algum cursinho vai fazer você aprender esse idioma. Vai no máximo te dar uma ajudinha, ou melhor, uma “ajudinhazinha”. Você tem uma ferramenta barata e poderosa em suas mãos, a Internet! “So, enjoy it!”

Apesar de querer, não vou ficar aqui criticando as escolas de idiomas, “my point” é incentivar todos a se mandarem para o exterior. Eu sei que antes de qualquer coisa é preciso dinheiro. “But, don’t worry guys”, para tudo existe aquele jeitinho brasileiro. Existem dezenas de programas de intercâmbio que você pode participar, eu garanto que em poucos meses você vai ter o seu dindim de volta.

Eu, por exemplo, sou estudante de agronomia aí no Brasil e atualmente estou participado do CAEP (www.caepinc.org), que é um programa dedicado à área de agricultura. Ou seja, além de aprender inglês estou ganhando também uma experiência profissional. Um ponto a mais no meu currículo. E você, o que está fazendo aí? Corra logo atrás do programa adequado pra você.

A foto acima foi tirada num jogo de football americano, que é realmente um show. Jamais imaginei que os americanos pudessem formar uma torcida tão animada, confesso que é de dar inveja em muito brasileiro. Na foto aparecemos respectivamente eu, Jair e Gustavo. Todos brazucas.

Artur, show de bola, sem trocadilhos, ficou foi seu texto.

See you!

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DublinOi pessoal, sexta-feira passada eu conversei por MSN com um leitor do blog que está morando na Irlanda. O nome dele é Milton Leal. Ele é jornalista no Brasil e resolveu interromper sua carreira por um ano para aprender inglês e vivenciar novas experiências em um país pouco conhecido no Brasil, mas ao mesmo tempo muito similar. Eu pedi para o Milton escrever um pouco sobre a experiência de morar em um outro país. Segue abaixo o texto enviado por ele.

Small, but fantastic island, welcome to Ireland

“What’s the craic?”, say everyone in Ireland, mainly in Dublin City. Do you know what it means? You probably don’t, just like me when I first arrived here. I couldn’t imagine or even guess what it might mean (I didn’t have a clue), or how many new expressions and customs I would learn. Nowadays lots of Brazilians are coming to study and work in Ireland. The reasons are obvious. This small island (beside the UK) is part of the European Union and it’s growing up a lot every year. Here we’ve got the best salary rates, like 8.65 Euros per hour. Unfortunately, we’ve got the highest cost of living in Europe, but it is possible to earn much more than you spend. Certainly, Ireland isn’t the best place to study English, because the Irish accent is really difficult. But if you study hard and understand the differences in pronunciantion, you can be successful and improve your English. When I came to Ireland I really didn’t speak much English. I remember when I got off the plane, I spent an hour in the airport trying find the exit. I didn’t know how to ask about that. The Irish people are very similar to us. Most of them love parties and drinking. The people are warm and cordial. There’re lots of pubs around the city, like Botequins in Brazil. The traditional beer in Ireland is an Irish black beer called Guinnes. The Irish have been drinking it since 1759. They are very proud of it. If you want to visit Ireland, don’t hesitate. Hop on a plane and come! I’m sure you’ll enjoy yourself. By the way, “What’s the craic” means: “How are you”. Cheers! (Thank you in Ireland and UK)

Valeu pela colaboração.

Texto revisado por Mary Ziller.

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Fast FoodJá vai pra 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa Sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, causa em nós aflitos por resultados imediatos (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) uma ansiedade generalizada, porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo. Os suecos discutem, discutem, fazem “n” reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais “slow down.” O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui. E vejo assim:

1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes;
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare.

Nada mal, não? Pra ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA. Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles.

Vou contar para vocês uma breve história só pra dar noção. A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio leve e nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro… Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã perguntei: “Vocês tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, e estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final…” e ele me respondeu simples assim: “é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar – quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?” Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu pra rever bastante os meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol -, tem sua base na Itália (o site é muito interessante). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, “curtindo” seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week em sua última edição européia. A base de tudo está no questionamento da “pressa” e da “loucura” gerada pela globalização, pelo apelo à “quantidade do ter” em contraposição à qualidade de vida ou à “qualidade do ser”. Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 horas / semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. Essa chamada “slow attitude” está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do “Fast” (rápido) e do “Do it Now” (faça já). Portanto, essa “atitude sem-pressa” não significa fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais “qualidade” e “produtividade” com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos “stress”. Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer e das pequenas comunidades. Do “local”, presente e concreto, em contraposição ao “global” - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais “leve” e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor.

Nesta semana, gostaria que você pensasse um pouco sobre isso. Será que os velhos ditados “Devagar se vai ao longe” ou ainda “A pressa é inimiga da perfeição” não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura? Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de “qualidade sem-pressa” até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da “qualidade do ser”?

No filme “Perfume de Mulher”, há uma cena inesquecível, em que um personagem cego (vivido por Al Pacino) tira uma moça para dançar e ela responde: “Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos.” “Mas em um momento se vive uma vida” - responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme. Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe. Tempo todo mundo tem por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon… “A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”.

Parabéns por ter lido até o final. Muitos não irão ler esta mensagem até o final, porque não podem “perder” o seu tempo neste mundo globalizado. Pense e reflita: até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família, de ficar com a pessoa amada, de ir à missa nos domingos de manhã, ir pescar no fim de semana? Poderá ser tarde demais…

Eu recebi esse e-mail de um primo e resolvi publicar aqui. Vale a pena para refletirmos a respeito das nossas vidas atribuladas.

Have a nice week!

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