Oi pessoal, sexta-feira passada eu conversei por MSN com um leitor do blog que está morando na Irlanda. O nome dele é Milton Leal. Ele é jornalista no Brasil e resolveu interromper sua carreira por um ano para aprender inglês e vivenciar novas experiências em um país pouco conhecido no Brasil, mas ao mesmo tempo muito similar. Eu pedi para o Milton escrever um pouco sobre a experiência de morar em um outro país. Segue abaixo o texto enviado por ele.
Small, but fantastic island, welcome to Ireland
“What’s the craic?”, say everyone in Ireland, mainly in Dublin City. Do you know what it means? You probably don’t, just like me when I first arrived here. I couldn’t imagine or even guess what it might mean (I didn’t have a clue), or how many new expressions and customs I would learn. Nowadays lots of Brazilians are coming to study and work in Ireland. The reasons are obvious. This small island (beside the UK) is part of the European Union and it’s growing up a lot every year. Here we’ve got the best salary rates, like 8.65 Euros per hour. Unfortunately, we’ve got the highest cost of living in Europe, but it is possible to earn much more than you spend. Certainly, Ireland isn’t the best place to study English, because the Irish accent is really difficult. But if you study hard and understand the differences in pronunciantion, you can be successful and improve your English. When I came to Ireland I really didn’t speak much English. I remember when I got off the plane, I spent an hour in the airport trying find the exit. I didn’t know how to ask about that. The Irish people are very similar to us. Most of them love parties and drinking. The people are warm and cordial. There’re lots of pubs around the city, like Botequins in Brazil. The traditional beer in Ireland is an Irish black beer called Guinnes. The Irish have been drinking it since 1759. They are very proud of it. If you want to visit Ireland, don’t hesitate. Hop on a plane and come! I’m sure you’ll enjoy yourself. By the way, “What’s the craic” means: “How are you”. Cheers! (Thank you in Ireland and UK)
Valeu pela colaboração.
Texto revisado por Mary Ziller.
Já vai pra 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa Sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, causa em nós aflitos por resultados imediatos (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) uma ansiedade generalizada, porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo. Os suecos discutem, discutem, fazem “n” reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais “slow down.” O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui. E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes;
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare.
Nada mal, não? Pra ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA. Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles.
Vou contar para vocês uma breve história só pra dar noção. A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio leve e nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro… Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã perguntei: “Vocês tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, e estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final…” e ele me respondeu simples assim: “é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar – quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?” Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu pra rever bastante os meus conceitos.
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol -, tem sua base na Itália (o site é muito interessante). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, “curtindo” seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week em sua última edição européia. A base de tudo está no questionamento da “pressa” e da “loucura” gerada pela globalização, pelo apelo à “quantidade do ter” em contraposição à qualidade de vida ou à “qualidade do ser”. Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 horas / semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. Essa chamada “slow attitude” está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do “Fast” (rápido) e do “Do it Now” (faça já). Portanto, essa “atitude sem-pressa” não significa fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais “qualidade” e “produtividade” com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos “stress”. Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer e das pequenas comunidades. Do “local”, presente e concreto, em contraposição ao “global” - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais “leve” e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor.
Nesta semana, gostaria que você pensasse um pouco sobre isso. Será que os velhos ditados “Devagar se vai ao longe” ou ainda “A pressa é inimiga da perfeição” não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura? Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de “qualidade sem-pressa” até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da “qualidade do ser”?
No filme “Perfume de Mulher”, há uma cena inesquecível, em que um personagem cego (vivido por Al Pacino) tira uma moça para dançar e ela responde: “Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos.” “Mas em um momento se vive uma vida” - responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme. Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe. Tempo todo mundo tem por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon… “A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”.
Parabéns por ter lido até o final. Muitos não irão ler esta mensagem até o final, porque não podem “perder” o seu tempo neste mundo globalizado. Pense e reflita: até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família, de ficar com a pessoa amada, de ir à missa nos domingos de manhã, ir pescar no fim de semana? Poderá ser tarde demais…
Eu recebi esse e-mail de um primo e resolvi publicar aqui. Vale a pena para refletirmos a respeito das nossas vidas atribuladas.
Have a nice week!
I thought the whole thing was silly, but there was quite a fight about it on Wikipedia.
In short, the reason why the country is spelled BRAZIL in English is because this is what the country was called when it was founded.
Here is a quotation from an editor on Wikipedia to try to put an end to this silly debate:
Since many people interested in this debate are foreigners and thus don’t have in-depth knowledge of Brazilian History, I want to add Brazil used to be officially called “Imperio do Brazil”. To check this information, see the 1824 Brazilian Constitution in http://www.presidencia.gov.br/legislacao/constituicao where it’s published with the original grammar.
After the Republic was established, the country officially adopted “Republica dos Estados Unidos do Brazil” as its name. Yes, that’s right. Brazil with a “Z”. It surely gives us a very good explanation to why Brazil is spelt with a “z” in English - it’s the way it was originally spelt in Brazilian Portuguese too. Later, of course, “Brasil” was incorporated by grammar reforms and “Brazil” was scrapped, though in other languages (like English) the original spelling was maintained.
Ironically, turns out spelling Brazil with a “z” actually supports the original Brazilian Portuguese roots and therefore in no way diminishes Brazilian culture.
Anyhow, the etymologies of words in English or any language are complex, and it just takes a little digging. Another word, macaw, is the English word for arara. A Brazilian told me, why do you change the word totally for this word? I looked it up in an etymology dictionary and found the word comes from an old Portuguese word - macao. So there you go.
Finally, you should remember, you call the city of London, Londres and nobody there in London cares :)
Oi pessoal, eu gosto de utilizar grupos de discussão (Yahoo Groups) para praticar Inglês. Essa semana eu estava consultando alguns arquivos antigos e acabei encontrando uma explicação sobre um assunto que acredito ser interesse de todos. Nos primeiros anos de estudo de Inglês, sempre que eu queria que alguém me explicasse algo eu dizia: “I have a doubt”. Depois que um participante do grupo Estudar Inglês (Marcus Herrmann) me alertou sobre a correta utilização dessa frase eu nunca mais a utilizei com esse sentido. Segue abaixo o e-mail enviado por ele.
Parece que a dúvida sobre o uso de “doubt” ou “question” é geral, por isso vou tentar explicar em português o que já comentei em inglês. No Brasil, quando dizemos “Eu tenho uma dúvida”, normalmente esperamos que as pessoas que nos ouvem esclareçam a dúvida. Esta é uma questão cultural nossa que vem desde os primeiros anos do ensino básico. O correto deveria ser dizermos “Eu tenho uma pergunta”, e se possível dizermos para quem se dirige a pergunta.
A diferença cultural é importante aqui, pois chega a influenciar o uso das palavras. Quando um americano tem uma dúvida, se ele não pedir conselho ou ajuda, ou ainda se não expressá-la na forma de uma pergunta, não se espera que alguém “dê palpite”.
Responder a uma pergunta não formulada é indelicado, pois fere o conceito de individualidade, que para nós não é tão levado a sério. Assim, se você disser:
- “I have one doubt” (literalmente “Eu tenho uma dúvida”) - é problema seu. Não espere ajuda.
- “I am in doubt” (literalmente “Eu estou em dúvida”) - Quem escuta isso pode até ouvir o que você tem a dizer, mas provavelmente vai limitar-se a escutá-lo. Só algum amigo que já o conheça bem faria sugestões sobre que decisão tomar.
- “I have a question” (literalmente “Eu tenho uma pergunta”) - Esta é uma das formas de pedir que alguém responda ou tente responder a suas inquietudes. Desta forma, você tem mais chance de obter ajuda.
Espero que tenha ajudado a esclarecer.
Desejo a todos uma ótima semana. Amanhã tem mais!
Estou começando o curso de inglês e minha teacher solicitou que fizéssemos uma pesquisa referente a acentuação gráfica. Com a seguinte pergunta: Porque café e resumé têm acentos se na língua inglesa as palavras não são acentuadas? Você poderia me ajudar? Fico agradecida desde já.
Juliana,
A resposta é simples. É por causa da origem das palavras. Café, por exemplo é de origem Francesa. Os Americanos acabaram mantendo a escrita. Se não me engano no Reino Unido eles escrevem coffee. A mesma explicação serve para resumé.
Veja o que eu encontrei na Wikipedia, sobre o tema.
The most common spelling café is the French spelling, and was adopted by English-speaking countries in the late 19th century [1]. The word comes from the name of coffee itself. Café can also be spelt caffè (the Italian spelling), especially if in Italy or if the café is owned by Italians [2]. In southern England, especially around London in the 1950s, the French pronunciation was often shortened to [kæf] and spelt caff [3]. As English words generally lack accent marks, the spelling cafe has also become very common.
I hope that helps.