Hoje apresento a colaboradora mais antiga do English Experts, a americana Mary Ziller. Falar de Mary é também falar um pouco de como eu – Alessandro - aprendi Inglês via Internet. Em uma época que meu inglês era sofrível foi ela que teve paciência de dar lições valiosas para que eu pudesse dar um salto à frente no aprendizado do inglês. Muitas dessas dicas já foram compartilhadas com vocês através dos posts aqui no blog.
Perdi a conta das vezes que passamos horas praticando Inglês pelo Skype ou MSN. Enquanto eu não conseguia pronunciar uma palavra ou expressão como um americano ela não sossegava. Confesso que às vezes a minha língua dava um nó, mas valeu a pena o esforço.
Veja como o mundo é pequeno. Mary reside na Philadelphia EUA. No ano passado o marido dela – professor doutor em matemática pela universidade da Pennsylvania - veio para o Brasil e ela veio com ele. Por uma coincidência incrível ela acabou conhecendo o meu tio que mora no Rio e trabalha com turismo e hotelaria. Foi muito entraçado quando eles descobriram o amigo em comum.
Seguem abaixo algumas informações interessantes contidas no depoimento de Mary Ziller:
- Eu tinha muito receio de falar em Português pois tinha medo de cometer erros;
- Aprendi muito praticando Português com amigos via MSN.
- Eu fiz alguns cursos de Português. O primeiro com duração de 4 semanas em uma universidade Americana e outro já no Brasil com duração de 8 semanas;
- No Brasil eu utilizava muito o dicionário, por exemplo, quando ia às compras.
Ouça o áudio completo
Teacher Mary, obrigado por tudo. You are top notch!
All the best!
No Podcast de ontem você ouviu a história do Christopher e ficou sabendo como ele aprendeu Português ao ponto de falar quase como um Brasileiro. Hoje apresento para vocês a história de um outro colaborador do English Experts.
O professor Adir mora em Bebedouro/SP e tem uma experiência de 16 anos no ensino de idiomas (Espanhol e Inglês). Os artigos escritos por ele, aqui no blog, sempre fazem muito sucesso entre os leitores.
Seguem abaixo algumas informações interessantes contidas no depoimento do Prof. Adir:
- Eu comecei a estudar Inglês em 1985 com 10 anos de idade, na época a música We are the World havia sido lançada e eu decidi traduzir a letra da musica, foi aí que tudo começou;
- Eu estudei inglês no ginásio, mas em 1989 comecei a estudar Inglês em uma escola de idiomas;
- Em 1992 com 17 anos eu fui convidado para trabalhar na Wizard e vi nisso uma ótima oportunidade.
Ouça o áudio completo
Adir, obrigado pelo podcast. You are top notch!
All the best!
Sempre que um leitor do blog entra em contato por MSN, E-mail ou Chat é inevitável a pergunta: Alessandro, como você aprendeu inglês? Apesar de já ter respondido essa pergunta pelo menos umas 1487 vezes, de acordo com o nosso “departamento de estatística”, acho que ela é bem oportuna.
É muito interessante ouvir histórias de pessoas bem sucedidas em seus objetivos, no nosso caso, o aprendizado de inglês. Pensando nisso eu resolvi convidar alguns Experts para responder a mesma pergunta: Como você aprendeu inglês? (How did you learn English?).
Entretanto, vamos iniciar pelo caminho inverso. Começaremos pela história de um Americano que aprendeu Português e hoje fala tão bem que às vezes o seu sotaque é confundido com o de um carioca da gema. Vocês já o conhecem, o nome dele é Christopher e ele é um dos colaboradores do English Experts.
Seguem abaixo algumas informações interessantes contidas no depoimento do Christopher:
- Aprendi Português na Universidade, porém eu já havia estudado Espanhol no passado;
- Eu fiz um curso intensivo na Brown University, onde atualmente leciona o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Lá tive ótimos professores;
- Na Brown University nós nunca falávamos em Inglês durante as aulas, apenas Português;
- Fui para o Rio de Janeiro através de um programa de Intercâmbio firmado entre a minha universidade e a PUC-RJ. Foi uma experiência fantástica;
- Eu tive muita sorte, pois sempre contei excelentes professores e bons amigos. Eles me ajudaram muito.
Ouça o áudio completo
Christopher, muito obrigado por ter compartilhado conosco um pouco de sua experiência no aprendizado de um novo idioma.
Best.
Frequentemente eu recebo e-mails de leitores me perguntando se eu tenho alguma entrevista em Inglês feita pelo Jô Soares. Esses dias dando uma pesquisada no YouTube, eu encontrei uma pérola digna de túnel do tempo (1993), ainda da época do Jô Soares 11:30. Bons tempos aqueles! Hoje o programa do Jô possui uma estrutura bem melhor do que em 1993. Atualmente as falas do convidado que fala inglês é traduzida para o público presente por um intérprete, cada um no auditório usa um fone de ouvido acoplado às cadeiras. Quem assiste de casa lê as legendas. Na época, 1993, Jô Soares era obrigado a falar em Inglês e traduzir para a platéia. Muito legal ver como ele se desdobrava para tornar a entrevista interessante. Realmente o produto final era melhor do que hoje. Pelo menos na minha opinião.
Assista abaixo a entrevista do Rick Wakeman no Jô. Wakeman é um tecladista de rock progressivo. Ele é um pianista clássico treinado, e tornou-se bastante famoso por sua virtuosidade. Nos primeiros anos de sua carreira ele foi um pioneiro no uso de teclados eletrônicos e seu nome tornou-se sinônimo de tecladista cercado por uma vasta gama de equipamentos.
I hope you liked it.
Oi pessoal, conforme prometido, apresento hoje a segunda parte da entrevista com o prof. Denilso. Você vai saber como surgiu a idéia de escrever o livro Inglês na Ponta da Língua e qual é o publico alvo dessa obra. Se você não leu a primeira parte da entrevista confira aqui (Parte 1).
E.E.: Você já foi a algum país de língua inglesa?Denilso: Ai Alessandro, esta pergunta costuma me incomodar, sabe? Pois a resposta é “não, eu nunca fui aos EUA, ou à Inglaterra ou a qualquer outro país de língua inglesa”. Tudo o que sei em questões de inglês – gramática, vocabulário, pronúncia, metodologias e abordagens de ensino, etc – devo à muita curiosidade, força de vontade, motivação e encheção de saco mesmo! Sempre perturbo quem sabe mais que eu! Perturbo com moderação, claro!
Geralmente, quando respondo a esta pergunta, as pessoas retrucam dizendo algo como “e como você se garante no inglês? Afinal você nunca foi a um país de língua inglesa!”
Bom, eu sempre estabeleci um objetivo! Não estudava apenas por estudar! Tinha sempre algo a mais em mente! Assim em 1998 eu obti o First Certificate in English (FCE); em 1999, o Certificate of Advanced English (CAE); e, em 2001 o Certificate of Proficiency in English (CPE). Todos concedido pela conceituada Universidade de Cambridge, Inglaterra.
Já trabalhei, e ainda trabalho, como intérprete e tradutor. Não é meu ganha-pão principal, pois aqui em Rondônia ainda não há uma procura grande por estes profissionais. Mas quando é necessário meu nome está na lista de pessoas qualificadas para tal! Até hoje, não cometi nenhuma gafe ou causei danos aos meus contratantes. Logo, acredito que o trabalho esteja sendo bem feito e assim posso me garantir no inglês. Você está me entendendo?
E.E.: Sim, claro, perfeitamente! E o livro: Inglês na Ponta da Língua? Como foi a idéia para escrevê-lo? Como tudo começou!
Denilso: Esta é outra longa história! Tudo começou em 2002 quando sai da Cultura Inglesa. Sempre tive um monte de material escrito: aulas, anotações, expressões, dicas, curiosidades, etc! Resolvi organizar tudo baseado no modo como eu havia aprendido. Descrevi um pouco da minha experiência, minhas estratégias, etc. Sempre baseadas no Lexical Approach, uma abordagem de ensino que preza pela aquisição de vocabulário e não da gramática formal – tá aí outra coisa sobre a qual podemos falar. Organizei tudo e enviei a uma editora. Muitos na época me achavam louco; afinal, onde já se viu um sujeito de Rondônia escrever um livro. Praga ou não, a primeira editora negou o livro. Alegaram ser péssimo, sem conteúdo, nada instrutivo, expressões cafonas, etc. Enfim, acabaram comigo. Passado o baque! Ergui a cabeça e reorganizei o material! Meus amigos me incentivaram a enviar tudo para a Editora Campus. Eu relutei, claro. Afinal, a Campus é uma grande editora! Logo, se uma pequena disse não, imagine um gigante de peso, que tem em sua lista de autores nomes como Ron Martinez, Ulisses Wehby de Carvalho, Jack Scholes, Michael Jacobs e outros. No entanto, na terça-feira de carnaval de 2003, eu (regado a um pouco de vinho, claro) enviei o prospecto para a Campus e na sexta-feira da mesma semana eles entraram em contato comigo solicitando o manuscrito. Resumindo, em dezembro de 2003 o livro foi publicado!
E.E.: Sobre o que exatamente é o livro Inglês na Ponta da Língua?
Denilso: Costumo dizer que o Inglês na Ponta da Língua é um livro de auto-ajuda educacional. Lá você vai aprender a aprender inglês. Não é um livro como os outros! Não dou apenas as respostas das dúvidas ou coisas assim! Eu explico ao leitor o que é vocabulário hoje no ensino de línguas. Acredite, vocabulário não é lista de palavras apenas! Falo sobre motivação, auto-avaliação, organização do material, caderno de vocabulário, dicas de memorização de expressões e palavras, aprendizado contínuo. Falo sobre traduzir palavras e expressões de forma significativa. Dou dicas de expressões, palavras isoladas organizadas por campo semântico, phrasal verbs, expressões idiomáticas, etc. Como aprender gramática através das palavras! Como tirar proveito de textos na internet, músicas e filmes. Enfim, é um livro que deixa bem claro ao leitor técnicas e mais técnicas de como se pode tirar proveito do curso de inglês dele ou mesmo como aprender inglês por conta própria. Afinal, os recursos hoje são inúmeros quando comparados ao tempo em que eu penava para aprender inglês. Em resumo, Inglês na Ponta da Língua é um livro bem diferente do que as pessoas estão acostumadas a encontrar por aí. É um livro de um brasileiro para brasileiros que querem aprender inglês de um modo diferente.
E.E.: Para quem o livro é indicado?
Denilso: O livro é indicado a alunos de inglês de qualquer nível – básico, intermediário, avançado. É indicado também para professores de língua inglesa, que queiram dicas de como melhor ensinar vocabulário em suas aulas. Alunos dos cursos de letras podem aprender muito com ele também. Todo e qualquer área do conhecimento que necessite do tal inglês pode encontrar sugestões de aprendizagem no Inglês na Ponta da Língua. Pessoas que já se desmotivaram para aprender inglês podem recobrar o ânimo lendo o livro. Enfim, curiosos em geral. O livro está escrito em português, assim qualquer um poderá tirar proveito dele. Eu, da minha parte, me coloco à disposição dos leitores a trocar idéias por meio do meu blog, via e-mail, ou até mesmo pelo Orkut – comunidade e perfil.
E.E.: Professor Denilso, muito obrigado pelo tempo e paciência em responder a nossas perguntas!
Denilso: Sem esta de “professor”, sou ainda um aprendiz que simplesmente colabora com o aprendizado dos demais (risos). Sou eu quem agradeço pela paciência que você teve em ouvir minha história e por dedicar um dia – talvez dois – do seu blog ao meu trabalho. Desejo muito sucesso a você! Torço para que seu trabalho cresça sempre e sempre e que seus leitores continuem sempre te apoiando e aprendendo sempre cada vez mais e mais com você.
É isso aí pessoal. Sempre que possível estarei realizando entrevistas com profissionais gabaritados da área de ensino de idiomas, essa foi apenas a primeira. Aguardem as próximas!
See you soon!