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Caricatura Prof. DenilsoOi pessoal, mais de 43.000* pessoas votaram para escolher o vencedor do prêmio English Experts de Inglês e agora chegou a hora de dizer a famosa frase: and the Oscar goes to… Denilso de Lima do blog Inglês na Ponta da Língua. Por conta da expressiva votação, 49% dos votos, eu convidei o vencedor para uma entrevista, ele educadamente aceitou. Deniso é autodidata (self-taught) e aprendeu inglês sozinho. Como ele conseguiu? A história é longa e eu vou deixar que ele mesmo conte para vocês. A entrevista foi dividida em 2 partes que serão publicadas hoje e amanhã. Espero que gostem!

English Experts: Fale um pouco sobre você como pessoa!Denilso: Bem, é bem complicada esta coisa de falar de nós mesmos! Mas eu sou sonhador e procuro realizar estes sonhos, torná-los reais. Sou brincalhão! Amo ler livros relacionados ao meu trabalho e comportamento humano e coisas assim. Sou uma pessoa normal, acredito. Tenho meus defeitos… Afinal, quem não tem! Me considero um profissional em constante aprendizado e que ama passar adiante aquilo que aprende!

E.E.: Você disse que adora ler livros relacionados ao seu trabalho. Então nos fale um pouco sobre isto: o seu trabalho.

Denilso: Eu sou apaixonado pelo que faço. Sou Professor de Língua Inglesa. Estou dando aulas desde 1994. Já passei por várias escolas: CCAA, CNA, Fisk, Skill, Cultura Inglesa, Instituto Britânico e outras. Na verdade, tudo começou na Follow me, uma escola que acredito não existir mais. Em algumas destas escolas fui Coordenador Pedagógico e Gerente Administrativo. Hoje além de professor, posso também dizer que sou escritor por paixão. Mantenho o blog Inglês na Ponta da Língua e tenho o livro com o mesmo título publicado pela Editora Elsevier/Campus. Dou palestras, treinamentos e workshops para professores de língua inglesa. Presto consultoria em metodologias e abordagens de ensino de línguas para algumas escolas. Enfim, amo muito a língua inglesa e a profissão que resolvi seguir. Para encerrar esta resposta, atualmente realizo um estudo – pesquisa – para entender porque aprender inglês no Brasil é tão difícil e ainda o papel das memórias no aprendizado lexical – de vocabulário – da língua inglesa. Assim, me considero um Lingüista e cientista! Sobre estes outros assuntos, podemos abordá-los mais em outro momento.

E.E.: Muito bem! É uma carreira bem interessante, com certeza! Nos conte um pouco sobre como você aprendeu inglês! Que curso freqüentou? Que estratégias usava? Nos fale a respeito de sua aprendizagem da língua!

Denilso: Falar um pouco sobre como aprendi inglês? Nossa é uma história bem longa, mas posso resumir. Tudo começou quando eu ainda era um bebê… (risos)! Brincadeira! Eu sempre fui curioso por línguas. Quando criança queria aprender grego e hebraico para um dia traduzir a Bíblia ou pelo menos lê-la nas línguas originais. Aos 13 ou 14 anos comecei a estudar inglês por conta própria. Nunca freqüentei um curso de idiomas! Minha família não tinha condições de pagar por isto! Logo, a solução era ficar na biblioteca da escola lendo livros de inglês, contar com a ajuda de alguns amigos que me davam livros e fitas para estudar em casa. Assim, eu ia estudando! Estava o tempo todo com um livro de inglês nas mãos decorando frases e ou palavras isoladas. A pronúncia só era possível porque eu tinha um dicionário que tinha a pronúncia de foram aportuguesada; ou seja, a palavra “hi” vinha com a pronúncia “rai” entre parênteses. Eu lia bastante e escrevia também! Hoje, pego os cadernos daquele tempo e vejo como meu inglês era sofrível.

E.E.: E o Listening! Como você fazia!?

Denilso: Esta é a parte mais hilária da história! Em 1900 e bolinha, não havia tantos recursos como temos hoje: TV a cabo, internet, revistas, podcasts, etc. Eu tinha algumas fitas, mas em casa não tinha como tocá-las! Porém, em casa tínhamos um rádio que sintonizava ondas curtas – hoje isto quase não existe mais – e assim eu conseguia captar o sinal da BBC e ouvia os caras falando inglês. O problema é que além do meu listening ser fraquíssimo o sinal desaparecia freqüentemente. A solução era colocar bombril na antena do rádio para tentar melhorar o sinal. Enfim, uma loucura! Às vezes dava! Mas na maioria das vezes não dava! Sem contar que eu fingia estar entendendo algo!

E.E: E o speaking!? Você falava inglês com alguém?

Denilso: (risos) Eu falava comigo mesmo! Repetia sentenças em voz alta! Do meu modo claro! Contava histórias para mim mesmo em inglês! Tinha um amigo que manjava um pouco de inglês e, vez ou outra, conversávamos em inglês. Mas, acredito que ele não tinha muita paciência com meu inglês e desanimava de falar comigo. Eu também tinha aquela sensação de esta falando besteira! Sei lá! Enfim, listening e speaking eram um tormento para mim! Assim, como eu acho que é para qualquer um que estuda inglês. O importante é não desistir, não ter medo e persistir sempre!

E.E.: Qual foi o momento crucial? O momento em que tudo mudou!

Denilso: Tudo mudou no dia em que um gringo me perguntou na rua “do you speak English?” Ao qual eu respondi nervosamente que não mas que poderia ajudá-lo. Ele então me falou em espanhol que precisava de ajuda para chegar ao correio e a uma livraria. Deixei de fazer o que estava fazendo e fui ajudar o sujeito! Depois de ajudá-lo em várias situações, fomos a uma livraria e lá encontramos um sujeito que falava inglês. Este sujeito pode ajudar o gringo muito mais que eu! Nossa que inveja! Prometi a mim mesmo que um dia falaria inglês daquele jeito! Quando eu estava saindo da livraria o gringo me chamou e perguntou o que eu fazia, minha idade (aí eu já estou com 16 anos de idade), e se demoraria para terminar o colegial (hoje, ensino médio). Respondi as perguntas dele e nos despedimos após efusivos agradecimentos. (risos).

Este foi o momento crucial por que logo depois recebi um convite para morar em uma colônia de americanos e aí foi onde a coisa começou a ganhar forma. Aprendi a ouvir inglês! Aprendi a arriscar-me mais no speaking! Adquiri mais vocabulário! Enfim, foi um momento realmente muito importante na minha vida! Não só pelo lado do inglês, mas também na formação do meu caráter, minhas atitudes, na forma de encarar a vida. Enfim, em praticamente muitas coisas!

Clique aqui para ler a segunda parte da entrevista

See you!

* Os últimos 3 zeros foram por minha conta ;-)

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Estudantes PátioHoje eu li uma entrevista bem interessante sobre a expansão do Inglês pelo mundo. Nela a professora e consultora Cristina Schumacher explica porque o estudo do inglês foi mistificado no Brasil, detalhe galera, ela também e fluente em alemão, francês, espanhol e japonês. Um dia eu chego lá! ;-)

À primeira vista (at first glance) parece ser um tema chato (boring), mas se você começar a ler não vai conseguir parar. Para quem não tem tempo eu separei alguns trechos que julguei interessante e importante.

Como o Inglês se tornou tão importante

O que acontece com o inglês é semelhante ao que aconteceu com o latim na época do Império Romano ou com o francês no século passado. A língua mais falada pela maior parte das pessoas num determinado momento do mundo reflete a cultura e a hegemonia de cada época. Hoje, os Estados Unidos fazem as regras do jogo, do ponto de vista econômico, cultural. Era somente no Ocidente, agora é quase em todo o mundo.

Outros fatores que contribuíram para a expansão do Inglês

A Inglaterra teve um papel parecido com o dos Estados Unidos. Foram dois golpes sucessivos de culturas que usam essa língua. A língua vem na esteira de outros movimentos de cunho econômico, social, cultural.

Os erros são aceitáveis dependendo da situação

Tenho níveis de correção que posso obter, independentemente do processo que sigo. Há pessoas que se dedicam ao processo tradicional, têm nível de correção mediano e não conseguem ir além em função da aptidão e do tempo de dedicação. Quando se usa o falante nativo como referência, espera-se que se espelhe sempre nele. O que defendo é tornar aceitáveis os erros; eles já acontecem. O importante é compreender e ser compreendido.

Se a propaganda diz “Aprender Rápido”. Duvide!

Com relação a aprender rápido, duvide de promessas. Ninguém pode dizer que você vai aprender inglês em um ano. É impossível precisar quanto tempo cada pessoa leva em seu aprendizado. Em um ano, você pode chegar a determinados conhecimentos, de estrutura, mas o que vai usar daquilo depende de você. [...] Só se aprende numa situação em que estamos relaxados. O aprendizado deve estar associado a coisas que gerem interesse genuíno no aluno. Há uma angústia: o inglês se transformou em sinônimo de oportunidade profissional.

Todos podem Aprender (Essa foi a parte que mais gostei)

Todas as pessoas podem aprender se tiverem claro que vão estar trocando o ponto de vista da realidade. Uma língua é um ponto de vista da realidade, uma forma de ver as coisas. É outra forma de organizar a comunicação, flexibilizar a visão de mundo. Então, todas as pessoas podem aprender inglês como todas as pessoas podem aquilo que quiserem, desde que estejam motivadas.

A entrevista completa está disponível em: carreiras.emprego.com.br

I hope that helps!

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Oi galera, hoje eu encontrei no YouTube uma entrevista do Jô Soares muito interessante. Eu sei que nem todos que acessam este blog tem Internet com banda larga, mas vale a pena assistir esse vídeo. O Prof. Ulisses Wehby é intérprete e trabalha com tradução simultânea há anos. Aqui ele dá muitas dicas e esclarece erros comuns cometidos pelos Brasileiros que estão aprendendo Inglês. Além de situações engraçadas que ele vivenciou como Intérprete. Simplesmente imperdível.

O vídeo apresentado acima é apenas a primeira parte da entrevista, quem se interessar em assistir o resto veja os links abaixo:

Primeiro Bloco:
http://www.youtube.com/watch?v=Z3Tt136051M (1)
http://www.youtube.com/watch?v=rhnVZ_EJ97g (2)

Segundo Bloco:
http://www.youtube.com/watch?v=u98UmlkjzMc (3)
http://www.youtube.com/watch?v=jTnA1q-Hq1I (4)
http://www.youtube.com/watch?v=0QWCSdkpHlE (5)

I hope that helps,

Have fun.

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