Eu acredito que o site da BBC é um dos melhores recursos disponíveis na Web para estudantes de Inglês, principalmente para aqueles que gostam do Inglês Britânico. Quando 3 anos atrás eu decidi estudar Inglês pela Internet, esse foi o primeiro site que eu utilizei: o BBC Learning English.Pois bem, eu confesso que o blog vem consumindo boa parte do meu tempo e que acabei deixando de lado algumas leituras que eu fazia com certa periodicidade. Uma delas é o blog de Estudantes e Professores de Inglês da BBC. Ele funciona mais ou menos assim: primeiro um estudante de algum país é eleito o estudando do mês, ele fica responsável por escrever um post quase que diariamente, por fim o texto dele é analisado e corrigido por um Expert em Inglês no blog dos Professores.
Esta semana eu estava dando uma sondada à busca de material para o blog e tive uma grata surpresa. A estudante do mês é uma brasileira chamada Ana Paula e ela mora em Mogi das Cruzes - SP.
Gostei muito de ler os textos da Ana Paula. Ela escreve de forma bem clara e simples, nem por isso deixa de passar o seu recado. Congrats and Go Ahead Ana! Não deixe de ler os textos dela, clique aqui para ler o post onde ela se apresenta (introduce herself). Será que a Ana conhece o English Experts?
Eu já tive a honra de participar de um dos programas de rádio da BBC. Eles responderam um email meu, sobre a diferença entre o Inglês Americano e Britânico. Foi muito engraçado ouvir o locutor se confundindo com meu nome. Ficou curioso? Então clique aqui para ler e ouvir (em Inglês).
That’s all folks,
See you
Oi pessoal, domingo com Fórmula 1 é muito bom. Melhor ainda é ver um Brasileiro vencendo. Talvez esse espírito de patriotismo seja um dos maiores legados do inesquecível campeão Ayrton Senna. Hoje, ao ouvir o tema da vitória veio um momento de nostalgia e saudade daquelas manhãs de domingo do fim da década de 80 e início da década de 90, bons tempos aqueles. Parabéns Felipe Massa!
Agora que eu já terminei o parágrafo de torcedor eu posso voltar ao tema do blog: Dicas de Inglês. Volto hoje a falar de metas e o quanto elas são importantes no processo de aprendizado. Agora, parafraseando o Castelo Ratimbum (nossa to ficando velho): “senta que lá vem a história”.
Muita gente me pergunta no chat do English Experts porque eu gosto tanto de Inglês, eu sempre explico que a língua inglesa é um tema que me atrai desde bem jovem, porém nunca falei dos fatores que despertaram esse meu interesse. Vou resumir em 4 itens básicos: Fórmula 1, Linux, Programação e Sangue.
Fórmula 1 – como vocês puderam perceber no início do texto eu sou fã da Fórmula 1. Eu gosto de ver como as equipes trabalham e a forma como tudo funciona: uma engrenagem em “perfeita simetria” (lembra da música dos Engenheiros dos Hawaii?). Ontem, pela primeira vez (pelo menos que eu me lembre) a Globo transmitiu a coletiva de imprensa depois dos treinos de classificação e foi interessante ouvir Felipe Massa falando em Inglês. De volta ao assunto eu faço a pergunta: qual o idioma oficial da Formula 1?
Linux - eu sempre gostei muito do movimento Open Source. O projeto iniciado por Richard Stallman, o pai do GNU (GNU’s Not Unix!), permitiu que a programação antes dominada pelas grandes empresas se tornasse algo mais “popular” aberto aos seres humanos normais (se é que a gente pode chamar o cara que é programador de normal). Resumindo, em meados do ano 2000 eu tentei entrar no projeto do KDE como colaborador e adivinha o que aconteceu? Eu não consegui porque eu não dominava o Inglês. A partir disso eu deixei o Linux de lado e decidi estudar Inglês. Acabei não voltando para o Linux. Quem sabe um dia!
Programação – Já falei de programação no tópico anterior, mas vale a pena detalhar um pouco. Como eu já disse diversas vezes a minha área é a informática e em se tratando de tecnologia, Inglês é básico. Se você quer trabalhar nas grandes do setor (Microsoft, IBM, Google, Dell, etc), pelo menos na área de desenvolvimento e pesquisa, o Inglês deixa de ser diferencial. Muitas vezes pode ser até omitido do currículo, eu digo isso porque trabalhar com desenvolvimento (alto nível é óbvio) sem saber Inglês é a mesma coisa de pleitear uma vaga de motorista sem ter carteira.
Sangue – desde cedo fui influenciado por meu tio (inglês fluente), hoje um dos colaboradores desse projeto. Lembro até hoje da “tonelada” de revistas de informática (em Inglês) que ele me deu. Na época eu não tinha computador e essas revistas acabaram me levando a fazer algumas escolhas: Informática e Inglês. Tenho até hoje a edição da Windows Magazine de Dezembro de 1995. Só Deus sabe o quando eu penei para traduzir os primeiros textos da revista: dicionário na mão e muita paciência. Valeu a pena!
Agora vocês já conhecem os fatores que me motivaram. Tem gente que aprende Inglês porque gosta de algum grupo musical (e.g. U2, Beatles). Algumas pessoas porque querem morar em outro país. E ainda tem aqueles que aprendem por pressão profissional. E você? O que te motiva? A resposta pode ser determinante! Os comentários estão disponíveis para suas observações.
I hope that helps.
Hoje eu gostaria de começar pedindo que você responda algumas perguntinhas mentalmente, ou se preferir use os comentários do blog.What is your heart’s greatest desire?
Qual é o seu grande desejo?
Are you driven by a desire for success or fame?
Você é movido à sucesso ou fama?
Do you have a dream you would like to turn into reality?
Você tem algum sonho que gostaria que se tornasse realidade?
Do you have a plan to reach your goals?
Você tem um plano para alcançar seus objetivos?
De todas as perguntas acredito que a primeira e a última são as mais importantes. Elas envolvem desejo e planejamento. Quem realmente tem um sonho tem que estabelecer metas para alcançá-lo. Se você quer aprender Inglês não adianta estudar passivamente. Você tem que se envolver, dedicar de forma pró-ativa. Ao invés de apenas ler, porque não tentar escrever? Ao invés de apenas ouvir porque não tentar falar? Isso é ser pró-ativo.
Vou dar a você um exemplo do que é perseguir um sonho, observe o perfil: Fábio Ricotta, 21 anos, morador de Itajubá-MG, cursando Ciência da Computação na Universidade Federal de Itajubá. Até aí tudo normal, o que ele tem de diferente é o desejo insano de trabalhar no Google. Mas como conseguir isso? Google, Internet, Buscador. Eureca. É obvio! Criando um site com o endereço www.EuQueroTrabalharNoGoogle.com. Acreditem! Foi exatamente isso que ele fez. Eu dei uma navegada pelo site, inclusive na versão em Inglês (www.IWantWorkAtGoogle.com) e achei a idéia muito original. Apesar do Inglês não ser o forte do site do Fábio eu valorizo muito a sua força de vontade. Leia abaixo um trecho de um post dele.
Hello, my name is Fábio and I have a dream: work at Google. During this year, I will working to reach this dream and after that I can reach all my other dreams. I think is not impossible to get hired by Google, but this is very difficult and complex.
Oi, meu nome é Fábio e eu tenho um sonho: trabalhar no Google. Durante esse ano, eu vou trabalhar para alcançar este sonho e depois disso eu posso alcançar todos os meus outros sonhos. Eu acho que não é impossível ser contratado pelo Google, mas isto é muito difícil e complexo.
Defina bem suas metas, isso será muito importante nos momentos desânimo. Quando eu comecei a estudar Inglês, sempre que eu ficava desmotivado eu me imaginada conversando fluentemente com um nativo e sendo elogiado por ele por causa meu Inglês impecável. Isso ajuda muito.
Antes de terminar, assista ao vídeo abaixo e entenda o que o Google tem de tão especial. O programa Mundo S/A fez uma reportagem sobre o escritório brasileiro do Google e suas técnicas para motivar os funcionários. Vale a pena assistir.
*Se você recebe o English Experts por email acesse o blog para assistir.
Se depois de assistir ao vídeo você também está com vontade de trabalhar na Google Brasil. É só seguir os passos nos seguintes links:
Como se tornar um engenheiro do Google – Em Português
25 coisas para conhecer no GooglePlex antes de morrer - Em Inglês
Se você quiser saber como aprender Inglês com o mecanismo de busca do google eu já escrevi dois artigos sobre isso. Um em Português e outro em Inglês.
That’s all for today!
I hope that helps.
Olá pessoal. Escrevi há dias sobre gostar de inglês e não ter tempo para estudar inglês. Hoje escrevo sobre a formação para os cursos de Letras e Tradução / Interpretação. O curso de Letras, que no Brasil forma os professores de inglês das escolares regulares, não ensina as quatro habilidades que se procura ter em um idioma, para sermos competentes: a
escrita, a leitura, a fala e a compreensão (writing, reading, speaking and listening). Nossas salas de aula de ensino médio e fundamental estão abastecidas com professores que têm metade do conhecimento exigido para desenvolver-se um idioma. Dominam a gramática para escrever e ler, mas não são proficientes para falar e compreender, portanto não têm formação para ensinar speaking e listening, apenas writing e reading. E no entanto, ganham o diploma de professores de inglês. Uma pena, pois desta forma incompleta, o professor não pode nos ajudar a aprender um idioma em 8 – OITO – longos anos de banco escolar, o que seria mais do que suficiente para ensinar as quatro habilidades de inglês. Num país onde o conhecimento de inglês é peça chave para conseguir bons empregos e sucesso numa carreira profissional, os alunos saem das escolas normais sem saber se comunicar, cansados de ver e rever a gramática que vai e volta ano após ano, de tal forma monotonamente ensinada, sem propósito de utilidade, que afugenta os alunos ao invés de os estimular a conhecer mais.
O curso de Tradução/Interpretação pressupõe que você já tenha uma boa vivência do idioma para se tornar melhor profissional. Apesar das faculdades não exigirem proficiência no idioma escolhido (exige apenas que se passe no vestibular, onde não é exigido um nível maior de conhecimentos específicos de idiomas), os alunos que não forem conhecedores do idioma, realmente estarão sempre um passo atrás daqueles que já conhecem o idioma. Há no currículo aulas de gramática (a gramática já é iniciada em nível intermediário, não se começa do nível básico, para ensinar o beabá) e há aulas de tradução propriamente ditas, no idioma escolhido, mas sem um bom conhecimento prévio, o aluno se sentirá sempre aluno de curso de inglês, mas num banco de faculdade e não aluno de tradução, pois este último pressupõe familiaridade com o idioma. Por isso é que em geral, os cursos são Letras com ênfase em Tradução/Interpretação. Há faculdades que oferecem cursos de Tradução/Interpretação como curso sequencial, pós-graduação, exigindo como pré-requisito que o aluno já tenha domínio do idioma em questão.
Bom, espero ter ajudado algumas pessoas que pensam na formação dessas profissões, a terem uma idéia do que as espera ao ingressarem nesses cursos. Vê-se no banco da faculdade, a surpresa dos alunos que dizem, “mas eu achei que ia aprender inglês aqui…”. Aprenderá sim, parcialmente, sairá um profissional incompleto, apesar do diploma na mão… Portanto, sendo mais direta: não, não sairá fluente de um curso desses. Terá que procurar um bom curso de inglês fora do banco da faculdade, para ser fluente e terá que fazer muitas traduções e tê-las avaliadas para poder ser bom tradutor. É isso.
See you!
ps.: Esse post foi baseado na pergunta enviada por E-mail por Klicia: “Gostaria muito de saber, se o curso Tradutor/Interprete exige que o aluno saiba um nível intermediario ou avançado de ingles e se o curso de Letras, dá ao aluno a fluência na lingua inglesa.”
Algumas fotos são bem legais. Essa aí ao lado foi do dia que ele encontrou os repórteres da Rede Globo, ele acabou dando uma entrevista. “Poxa, o cara tá podendo”, como diria um amigo meu.
E você? Qual é o seu objetivo com o Inglês? Para onde você quer viajar? O que você está fazendo para realizar o seu sonho? Conte-nos aí nos comentários.
See you!