Oi pessoal, seguimos hoje com a segunda parte do artigo escrito por Maria Brasileira. Se você perdeu o primeiro da séria confira aqui: O caminho mais longo para se dominar o Inglês - Parte 1 de 4. Enjoy it.MITO: Repetição é ruim e chato.
MYTH: Repetition is bad and boring.
VERDADE: As crianças pronunciam incorretamente as palavras quando estão aprendendo, nós repetimos a forma correta para elas e elas têm que repetir logo após … a cada vez que elas pronunciam incorretamente nós fazemos isso. Quando elas estão aprendendo a ler e escrever, também copiam as palavras e lêem em voz alta, várias vezes. Essa foi a forma com que nós aprendemos nosso idioma principal, por que deveria ser diferente para um idioma estrangeiro.
TRUTH: Kids mispronounce words when they are learning, and we repeat the right forms for them (model) and have them repeat after us … and every time they mispronounce it we do it again. When they are learning how to read and write, they also copy words and read aloud several times. This was how we learned our native language, why should it be different with a foreign language?
Além disso, se nós pensarmos bem, o aprendizado vem da repetição, ou como diz o ditado, “a prática faz a perfeição”. Você aprender a tocar um instrumento? Você precisa praticar os acordes, repetidamente. Quer ter um corpo escultural? Você tem que praticar diariamente, repetidamente. Quer ser bom em algum esporte? Você vai ter que encarar horas e horas de treino diariamente. Não é diferente com idiomas. Alô, quem disse que iria ser fácil … Este é o momento que os professores entram em cena novamente. Eles foram treinados e fazem questão ( se forem bons) que as aulas sejam não só proveitosas, mas também divertidas. Se o professor é criativo, até mesmo as repetições podem ser divertidas. Eles devem ser acima de tudo, motivadores.
Besides, if we think about it, learning comes from repetition, or as the saying goes, “practice makes perfect”. You want to learn how to play an instrument? Gotta practice those chords and positions, over and over. Wanna have a great body? Gotta do your push-ups daily, again and again. Wanna be good at a sport ? Gotta face hours and hours of daily practice. It´s not different with languages. Hey, no one said it would be easy … This is where teachers come into play once again. They have been trained and they make a point (if they are good teachers) in making lessons not only profitable but also fun. If the teacher is creative, even repetition drills can be a blast. They have to be, above all, motivators.
See you!
Oi pessoal, depois da polêmica de ontem, eu gostaria de ter encerrado o assunto sobre o filme “Turistas”, mas diante do comentário feito por uma Americana que já morou no Brasil isso é impossível (vocês vão entender). Portanto vamos aproveitar este comentário para aprender inglês. Leia com atenção o texto original e a tradução.
Texto original:
When I think of Brazil, I think of beautiful beaches and good food. I think of the botanical garden with its lovely flowers and grand old majestic trees. I think of the lake with its outdoor restaurants with musicians who sing and play romantic music. I think of the numerous taxis and of the busses that act like taxis. You only have to raise your hand to call them. They stop every where; they even stop en route where there is no bus stop. This never happens in the US. I also think of beautiful walks along the beaches and of the sunsets seen from the mountains or the rocks by the sea. I think of swimming in the warm sea and of sunny days. And of the people that fill the beaches, streets, cafés and churches. All of these things I love. But I love them even more for having lived them with my beloved husband, who with all love and tenderness, turned every day into a treasured memory.
Tradução:
Quando penso no Brasil, penso em lindas praias e boa comida. Penso no Jardim Botânico com suas flores lindas e árvores grandes, velhas e majestosas! Penso na Lagoa, com seus retaurantes ao ar livre - com artistas (populares) que cantam e tocam músicas românticas. Penso nos táxis numerosos e nos ônibus que, tal qual táxis, para os pegar, basta a gente levantar a mão, chamando-os . Param mesmo fora do ponto e da rodoviária . Isso não aconteceria nos USA. Lembro, também, das feiras ao ar livre, onde podemos comprar legumes e frutas frescas. O abacaxi do Brasil é mais doce que o dos EUA. Pelo menos do que aqueles daqui onde moro. Recordo os passeios lindos que fiz ao longo da praia e o por do sol observado da montanha ou dos penhascos à beira mar. Penso estar nadando no mar de águas cálidas e recordo os agradáveis dias ensolarados. E na gente que enche as praias, as ruas, os cafés e as igrejas. Todas estas recordações, eu as amo. Mas as amo ainda mais por tê-las vivenciado com meu bem amado esposo. Com todo seu amor e ternura ele fez, de cada dia, um tesouro de lembranças afetivas.
Mary, obrigado por suas palavras. Acredito que nem um brasileiro seria capaz de descrever melhor o seu país. Você é, com certeza, a Norte Americana mais Brasileira que conheço. (You are certainly the most Brazilian North American woman that I know)
Hugs.
Texto original: Mary Ziller (native English speaker)
Colaborador: Nóe (Tradução)
Com o objetivo de melhorar a pronúncia, eu criei o hábito de gravar as conversas que tenho com amigos americanos via Skype ou MSN. Isso é muito interessante, pois posso escutar os diálogos novamente e com isso ir me avaliando. Essa prática já me rendeu uma considerável melhora na fluência.
Alguns dias atrás aconteceu uma situação interessante. Eu mostrei uma dessas gravações para minha irmã, que também está estudando Inglês. Adivinhem o que aconteceu? Ela não reconheceu a minha voz. Eu achei isso interessante e ao ouvir com mais atenção percebi que ela tinha razão, a voz que eu uso para falar em Português é diferente daquela que uso para em Inglês. Esse episódio me lembrou de um artigo escrito por Jason Bermingham na revista Speak Up. Veja o que ele diz:
Portuguese is a more nasal language than English [...] If you are a Brazilian who speaks English, you need to reduce the amount of air entering the nasal cavity. But remember no air is as bad as too much air. If you cut off the flow, it will sound as if you have a stuffy nose.
Traduzindo… O Português é um idioma mais nasal do que o Inglês [...] Se você é um Brasileiro que fala Inglês, você deve reduzir a quantidade de ar que entra na cavidade nasal. Mas lembre-se nenhum ar é tão ruim quanto muito ar. Se você cortar totalmente a corrente de ar, ficará parecendo que você está com o nariz entupido.
Esse mesmo artigo apresenta um teste muito interessante. O teste revela se você tem uma voz nasal (ideal para quem fala Português) ou não (ideal para quem fala Inglês). Siga as instruções: comece a contar em Inglês (é claro) de 1 até 10 (one, two, three…), quando você chegar no 5 (five) feche o nariz e continue contando. Se a mudança for quase imperceptível isso quer dizer que você está pronunciando corretamente. Interessante, não é?
Talvez isso explique porque a nossa voz muda de acordo com o idioma que estamos falando. Só uma dica, não faça esse teste no trabalho. Os seus colegas poderão achar que você está pirando. ;-)
That’s all folks,
Best Regards.
Referência: Revista Speak Up Nº218
Oi pessoal, como vocês já devem ter percebido, eu conto com a ajuda de muitos colaboradores para escrever os artigos do English Experts. São pessoas que vivem no Brasil e nos EUA (native English speakers), todas com elevado conhecimento de Inglês. Hoje vou publicar o artigo escrito por um desses colaboradores.
O texto abaixo é de autoria de Maria Brasileira, o título original é “The longest way to proficiency in English”, que pode ser traduzido como “O caminho mais longo para se dominar o Inglês”. Este artigo foi dividido em (4) quatro partes que serão publicadas semanalmente, começando por hoje. Algumas idéias podem ir de encontro com informações que já apresentei em outros artigos do blog, pessoalmente eu acho isso muito proveitoso, visto que, opiniões divergentes nos ajudam a evoluir. Segue abaixo o artigo e a tradução, parágrafo por parágrafo. So, Enjoy it!
The ideal situation is to learn a foreign language as a child, and by the time you take the College Entrance Exams you should be proficient in at least one foreign language … but unfortunately not everyone is lucky enough to start at a young age. So, we find ourselves, as adults, facing the challenge of having to learn English as fast as possible, either to get a better job, or a promotion, or a position abroad, or to start post-graduate studies. So, we set out to find the fastest method, the fastest course. Well, sorry to disappoint, you, dear reader, but there are NO quick fixes.
A situação ideal é aprender um idioma estrangeiro quando criança, para que quando você for entrar em uma faculdade já tenha dominado pelo menos um idioma estrangeiro. Mas infelizmente nem todo mundo tem a sorte de começar a estudar um idioma quando criança. Então, nós nos encontramos, já adultos, diante do desafio de aprender Inglês o mais rápido possível, ou para conseguir um trabalho melhor, ou uma promoção, ou um emprego no exterior, ou para iniciar uma pós-graduação. Então, nós começamos a procurar os métodos e cursos mais rápidos. Bem, desculpe queridos leitores, esse método não existe.
There are many people out there promising miracles, but the truth is, how long it will take you to learn will depend on several factors, but mostly, on your own motivation and commitment, meaning how much time you can devote to language learning. There are a few myths that have to be abandoned right from the start, pre-conceived ideas can get you to waste time, and time is everything for adult learners.
Existem muitas pessoas lá fora prometendo milagres, mas a verdade é que o tempo que você levará pra aprender vai depender de diversos fatores, mas na maioria das vezes, de sua própria motivação e comprometimento, definindo quanto tempo você pode se dedicar a aprender um idioma. Existem alguns mitos que devem ser deixados de lado logo no início, idéias pré-concebidas que podem levá-lo a perder tempo, e tempo é tudo para estudantes adultos.
MYTH: I don’t need teachers to learn a language.
MITO: Eu não preciso de professores para aprender Inglês.
TRUTH: Not everyone can be self-taught. And even the ones who can, don’t know enough about language learning to teach themselves. For example: Language acquisition depends on how you are exposed to the target language. The input has to be carefully chosen and the order of structures should be subtly graded, because our brains have to process new information based on old (already known) information. If all information is new, the brain loses its frame of reference and you just don’t assimilate the information. Sorting out which material you should be exposed to and facilitating your learning by creating the conditions for your brain to process and retain information is something only a trained professional can do efficiently. If you are resolved (determined) to do it on your own, then you should do some reading on applied linguistics, language acquisition, natural order and some educational theories such as Vygotsky’s. That might help you out, but you will have to devote twice the time to learning, since you will be studying how to learn and the language itself.
VERDADE: Nem todo mundo pode ser autodidata. Até mesmo aqueles que podem, não sabem o bastante sobre o aprendizado de idiomas para aprender sozinhos. Por exemplo: a aquisição da linguagem depende de como você é exposto ao idioma alvo. O input deve ser cuidadosamente escolhido e a ordem das estruturas deveria ser sutilmente graduada, porque nosso cérebro deve processar as novas informações baseadas nas antigas (o que já sabemos). Se todas as informações são novas, o cérebro perde a sua referência e você não consegue assimilar a informação. A classificação de qual material você devera ser exposto e facilitar seu aprendizado através da criação de condições para que o seu cérebro processe que retenha as informações, é algo que somente um profissional treinado pode fazer de forma eficiente. Se você está determinado a fazer isso sozinho, então você deverá fazer algumas leituras sobre lingüística aplicada, aquisição de linguagem, ordem natural e algumas teorias educacionais como Vygotsky’s. Isso pode te ajudar, mas saiba que você levará o dobro do tempo para aprender, visto que estará estudando como aprender e só depois efetivamente aprendendo.
Por hoje é só,
See you tomorrow!
Que aprender a pensar em outro idioma não é apenas um processo mental: é uma habilidade que depende da respiração, coordenação motora, oxigenação do cérebro e velocidade do pensamento? Como exemplo ilustrativo, podemos analisar a célebre frase “The book is on the table”, cujo significado em português é “O livro está sobre a mesa”. Compare a quantidade de letras das duas frases – 19 letras em inglês e 20 letras em português – e compare também a quantidade de sílabas – 6 em inglês e 10 em português! Levando em conta a respiração, a frase em português é mais longa, pois possui mais sons (sílabas), do que a sua versão em inglês. Se coordenarmos o pensamento com a linguagem, certamente teremos que pensar mais rapidamente para falar em inglês, pois a frase é falada em menos tempo (sílabas). E essa mudança de velocidade de fala e pensamento é o que mais dificulta o desenvolvimento da competência de aprender a pensar em inglês, pois será necessário alterar um condicionamento antigo e acelerar a velocidade do próprio pensamento.Source: www.idph.net
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Did you know that learning to think in another language is not just a mental process. It is an ability that depends on respiration, motor coordination, ventilation in the brain, and the speed of thought? As an illustrative example, we can analyse the famous sentence “The book is on the table” which means “O livro está sobre a mesa”, in Portuguese. Compare the number of letters in the two sentences - 19 letters in English and 20 in Portuguese. Also compare the number of syllables - 6 in English and 10 in Portuguese! Taking respiration into account, the sentence in Portuguese is longer, since it has more sounds (syllables) than the English version. If we coordinate thought with language, we certainly have to think more rapidly to think in English since the sentence is spoken in less time (fewer syllables). And this change in the speed of speaking and thought is what is most difficult in developing competency in learning and thinking in English, since it is necessary to alter an old conditioning and accelerate the speed of one’s thoughts.
Translated into English by: Mary Ziller