Entendendo o básico sobre as Contrações

Quando aprendemos uma segunda língua é comum fazermos um paralelo com a nossa língua materna e em muitos casos isso pode ajudar no aprendizado. Porém, existem situações em que não podemos fazer esse paralelo, e o uso das contrações (contractions) é uma delas, já que não é algo que existe na língua portuguesa. Vamos então entender o seu uso e analisar alguns casos que podem confundir o leitor desavisado.

1. Forma Contrata em Frases Afirmativas

O inglês é uma língua que usa a forma contrata em muitas estruturas tornando-as mais reduzidas. Por exemplo, em vez de dizer “She will come” (Ela virá), o mais comum é dizer “She’ll come”. Além do “will” reduzimos também:

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  • “verb to be” (I am = I’m / He is = He’s / They are = They’re).
  • “have” no present perfect (I have been there. = I’ve been there.).
  • “had” no past perfect (I had never seen it. = I’d never seen it.).
  • “would” (I would love it. = I’d love it.).

2. Forma Contrata em Frases Negativas

Essa redução também acontece em frases na negativa.

  • No presente o “do not” fica “don’t” e o “does not” fica “doesn’t”.
  • No futuro o “will not” vira “won’t”.
  • “Verb to be” (I am not = I’m not / she is not = she isn’t / you are not = you aren’t)
  • Com os modals (I would not like it = I wouldn’t like it, I cannot go. = I can’t go, You must not sit here. = You mustn’t sit here.)

Alguns casos que podem confundir

1. Uso do ‘s

O ‘s pode ser a forma contrata do “is” (She’s nice) e também do “has” (She’s visited London). Nesse caso, para saber se temos o “is” ou o “has” fique atento ao que vem depois, o “has” vai ser sempre seguido de um verbo no past participle.

2. Uso do ‘d

O ‘d pode ser a forma contrata do “would” (I’d love to go) e também do “had” (They’d been to London twice.). Mais uma vez, fique atento ao uso do past participle que deve vir depois do “had”. Sempre depois do would usamos o infinitivo.

Espero que tenham gostado das dicas.

Bons estudos!

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Mônica Bicalho

Mônica Bicalho é brasileira. Além de 20 anos de experiência em sala de aula é examinadora certificada da Universidade de Cambridge. Atualmente trabalha como supervisora pedagógica e professora do curso Meuinglês.

9 comentários

  • 28/08/12  
    Hugo diz: 1

    Existem sim contrações na língua portuguesa, claro que não é da mesma forma que no inglês, mas é errado dizer que não existem contrações no português.

    a (preposição) + a (artigo) = à [houve uma contração, pois perdi letras].

    • 28/08/12  
      sandrom diz:

      Hugo,

      Concordo com você, quando diz que que no português há contrações (e há muitas), mas não são usadas como no inglês.

      Em português, as contrações não são uma opção como no inglês, ou seja, não se pode optar por escrever “à” ou “a a”. A regra e sempre contrair nestes casos. Segue mais alguns exemplos:

      Pelos = por + os (ninguém fala “ele chegou por os próprios meios”)
      No = em + os (também fica estranho falar “em os termos do contrato”)

    • 29/08/12  
      Hugo Ataides diz:

      No caso do “pelos”, é uma combinação, não?

  • 28/08/12  
    sandrom diz: 2

    Mônica, parabéns pela escolha do tema.

    O que aparenta ser algo fácil e sem muita importância para o aprendizado do inglês (pelo menos do ponto de vista de muitos alunos que torcem o nariz quando se fala sobre as contrações, achando desnecessário), demonstra um amadurecimento no conhecimento da língua e das estruturas, as quais, muitas vezes só são identificadas na contextualização (como nos casos que você citou do verbo to be (is) e do presente perfect da terceira pessoa (has) e também do condicional (would) e do past perfect (had).

    Isso exige atenção no ouvido e raciocínio rápido quanto as estruturas, principalmente no inglês falado.

    Acho muito interessante as contrações dos modais, inclusive a do “would” que possibilita a ocorrência de duas contrações de uma vez (embora seja aconselhável evitá-la por conta das confusões que pode criar):

    I´d´ve done. (I would have done)
    I could´ve gone.

    Também tem aquelas que utilizamos quase que instintivamente sem sequer saber o que significam:

    Let´s (let us)
    O´clock (of the clock)
    n´ (and)

    E, ainda tem o caso do “them” que demonstra um nível de conversação avançado:

    She put´em aside.

    Também é válido informar que estas contrações devem ser evitadas na linguagem formal, mas que no inglês do dia-a-dia, principalmente na linguagem falada aproximam muito da forma nativa.

    cheers

    Sandro

    • 04/09/12  
      Mônica Bicalho diz:

      Obrigada, Sandro. Bem lembrado os casos do let’s e da contração do them.

  • 28/08/12  
    Luiz diz: 3

    Fundamental aspects of the English grammar. But, I was wondering if the topics involving simple present, simple past and present perfect at the same time sounds a little bit confuse for learners.
    Please, this is not a critcism at all, but just a doubt.

    Thank you

  • 28/08/12  
    Marcos diz: 4

    ótimo post, muito obrigado.

  • 02/09/12  
    Stan diz: 5

    excellent post to be used in English classes….I want take advantage of it!!!
    tks and hugs

  • 21/09/12  
    nara diz: 6

    muito bom, essas dicas são valiosas