Intercâmbio nos EUA: Considerações finais

Pessoal! Num dos artigos anteriores sobre meu intercâmbio, eu comentei que cada aluno tem um desempenho diferente dependendo da experiência que já teve com o inglês antes da viagem e do quanto se dedica durante o intercâmbio. Então nada mais justo que eu fale pra vocês o que eu senti de evolução no meu próprio inglês. E pra isso vocês precisam saber que eu tenho contato com inglês há bastante tempo (mais de quinze anos), já me formei em alguns cursos, já fiz aula particular, uso bastante o inglês no meu serviço e já fui até convidada pra dar aula. Ou seja, teoricamente eu não precisava estudar “mais” inglês. Tanto que eu pensei em fazer algum outro tipo de curso, mas pelo pouco tempo que eu tinha, e pela data fixa (eu não podia mudar minhas férias no serviço), eu acabei tendo só a opção de estudar inglês mesmo.

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As minhas aulas foram boas; muita coisa foi só revisão, mas também aprendi coisa nova e a professora vivia me corrigindo ‘sutilmente’ por causa da minha pronúncia errada do final “ed” dos verbos no passado. Toda vez que eu falava “organizEd” ela dizia “organizd” e eu ficava repetindo “organizd” baixinho até a gente mudar de assunto eu soltar um “discoverEd” e ela sorrir e dizer “discoverd”… Também aprendi outras dicas de pronúncia, de collocations, de métodos de estudos, aprendi vocabulário novo, e participei de discussões sobre os mais variados assuntos, onde muitas vezes aproveitávamos pra comparar as culturas dos diferentes países de origem dos alunos da turma.

No final das contas, eu não voltei com nada de extremamente “diferente” no meu inglês, pelo menos no que diz respeito àquele inglês ali ensinado dentro da sala de aula. Ou seja, é bem provável que um aluno que tenha menos experiência do que eu com a língua inglesa tenha uma evolução bem mais significativa do que a minha durante um mês de intercâmbio, principalmente em relação à parte estrutural da língua (formação de frases, organização de idéias, etc).

Mas o intercâmbio não se resume a isso, e estar 100% cercada por um ambiente de língua inglesa, e de preferência sem nenhum outro brasileiro por perto, é a grande oportunidade de “botar pra fora todo o inglês que existe dentro de você”. Afinal, você precisa se virar pra se comunicar não só com os nativos mas também com pessoas de outros países e que muitas vezes sabem menos inglês do que você, você tem que fazer compras (eu também descobri que minha pronúncia de “tea” era errada quando a moça do supermercado não entendeu o que eu estava pedindo), fazer uma simples ligação telefônica, comprar um bilhete de metrô, trocar um prato que te serviram errado no restaurante, pedir orientação sobre como chegar em algum lugar… enfim, entender que você fala inglês sim, seja no Brasil, nos States, ou até na Lua.

Ah, lembrei de mais uma: estava eu passeando, com a cabeça nas nuvens (ou talvez lá no Brasil), e uma mulher passou por mim e disse muito rápido alguma coisa parecida com “ ‘r xus ‘n táid”. A minha tecla sap tava meio lenta no dia e eu fiquei sem entender o que a senhora simpática tinha tentado me dizer. Minutos depois, quando eu tropecei, veio a solução do enigma: “your shoes are untied” ;-)

Todos os artigos da série Intercâmbio nos EUA

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Termino aqui a série sobre o meu intercâmbio nos EUA. Espero que vocês tenham gostado.

See you!

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Flávia Magalhães

Flávia Magalhães é estudante de inglês e colabora periodicamente com artigos para o EE. Além disso ela é moderadora do Fórum do English Experts.

30 comentários

  • 20/06/11  
    diana diz: 1

    Flávia, muito interessante ler sobre seu intercâmbio. Um abraço!

  • 21/06/11  
    Claudia Lopes diz: 2

    Muito legal a sua experiência. Acabei me lembrando quando, em 2000, fui para a Itália fazer um intercâmbio de um mês numa cidadezinha linda chamada Gargnano del Garda, no norte. Confesso que no curso não aprendi nada de diferente do que eu já não soubesse, porém, aprendi muito com as pessoas do local que falavam o italiano vivo, atual, a língua de todos os dias. No fundo, depois de 5 anos de universidade de letras, eu não precisava mais de tantas regras para falar, eu precisava somente…FALAR, FALAR, FALAR, errado que fosse, pois o mais importante era a consciência de que eu já tinha, dentro de mim, o “sentimento da língua”, algo que somente com o contato direto com os falantes podemos adquirir.
    Um abraço!

  • 21/06/11  
    Rafael Carvalho diz: 3

    poxa! Muito bom Flávia, me faz ficar com muito mais vontade de tentar um intercâmbio! Sou professor de Inglês e ainda não tive uma oportunidade de ir para um país de língua inglesa. Mas tenho muita vontade de “testar” o meu Inglês lá, pois também quero saber se minha pronúncia de “tea” ou qualquer outra coisa é a correta.
    Enfim, obrigado pelos posts sobre sua experiência lá!
    Abraço!

  • 21/06/11  
    Andreia diz: 4

    muito legal ler sobre seu intercambio ! =)

    t++

  • 21/06/11  
    João B. L. Ghizoni diz: 5

    Very nice post — again! — Flávia. You certainly had a great experience. Though I confess I expected that you might complain about some things. But you’re soooo polite, and you didn’t complain about anything. And I say this because in the school where I took a course we spent most of the time reading the grammar rules in the book (each student would read a few lines) and then we would do exercises. I love grammar, but that was so old-fashioned! And we had six teachers. Two of them would come each day, taking turns, but one of them would come to our class every day — she was our core teacher. Luckily, she was the best one!

    • 22/06/11  
      Flávia Magalhães diz:

      haha… I’m not that polite, João. You know, I think that if my classes were that boring I would ‘rodar a baiana’! Come on, go to US to read a grammar book! No way. ;) tks for the comment.

  • 21/06/11  
    Bruno diz: 6

    Flavia,
    assino as dicas de inglês do English Experts e tenho visto seus artigos sobre intercâmbio nos EUA.

    O interessante é que voltei nesta semana de um intercâmbio em Chicago… E minha visão é um pouco diferente da sua…

    Sobre brasileiros, é muito relativo, tem muitos os que vão somente por conta do Pai e aprendem por ficarem “anos” estudando por conta, diferente de nós, pobres mortais que podem abdicar apenas as férias para estudar. Fiz amigos brasileiros e estrangeiros, porém, mesmo sendo brasileiro, desde o primeiro contato, conversei somente em inglês, tive a sorte de fazer amizade com pessoas que queriam o mesmo objetivo que eu. Quando algum brasileiro vinha conversando em português, dizia “sorry…”, e a pessoa já comunicava em inglês mesmo.

    A experiência á maravilhosa e concordo ao falar que a parte mais interessante é estar totalmente imerso ao inglês, tudo a sua volta é em inglês, não tem como fugir, ou você conversar ou conversar :).

    O meu contato não é tão grande como o seu, eu fiz poucas aulas particulares e nunca frequentei cursinho, sempre estudei por conta própria (Rosetta Stone, etc…). A evolução é muito boa, e o resultado é fantástico para continuar estudando na volta…

    Um abraço, só gostaria de expressar minha opinião, parabéns pelos posts.

    • 22/06/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Oi Bruno, obrigada pelo comentário, só não entendi qual a visão que você tem diferente da minha, pois concordo com tudo o que você disse.

    • 28/06/11  
      Flavia diz:

      A única visão diferente é sobre estar cercado de brasileiros :). Eles nem sempre são más companias, só precisam ter o mesmo objetivo.

  • 21/06/11  
    Bruno Corrêa diz: 7

    Adorei acompanhar sua história. Espero em breve poder contar também minhas aventuras pois estou na iminência de fazer uma viagem ao USA.

  • 21/06/11  
    Vivi diz: 8

    Flávia obrigada por compartilhar suas experiências. Vc foi para o mesmo lugar e para mesma escola que fui, espero conseguir melhorar meu inglês que diferente do seu não é tão avançado – rsrsrs Eu preciso falar, tenho medo, mas lá não terei opção. As vezes bate um frio na barriga, medo mesmo, mas tô ansiosa pra chegar logo a hora. Se tiver dicas de locais BBB para comer e tal, eu agradeceria. Um bjão

  • 21/06/11  
    Vivi diz: 9

    Desculpe, eu ainda VOU, eu não fui :)
    Bjos

    • 22/06/11  
      Flávia Magalhães diz:

      haha.. eu fiquei mesmo confusa: ela foi ou ainda vai? obrigada por esclarecer! Vc vai pra St. Giles? Legal! depois acrescente seus comentários no post da escola (link acima). Lá tem almoço por $6.00, era um das opções mais baratas e a comida era boa – todo dia tinha salada, às vezes tinha arroz, às vezes macarrão, frango, carne moída com legumes, etc. Ou seja, comida de gente normal :) Fora da escola tinham restaurantes muito bons, mas não tão baratos.

  • 21/06/11  
    Tacila diz: 10

    gostei muito! aguardem que daqui a 10 dias eu
    estou indo a Miami fazer o meu intercâmbio.
    conto tudo para voces!

  • 21/06/11  
    Amanda diz: 11

    Achei super interessante suas conclusões a respeito do intercambio. Nunca tinha ouvido nada a respeito.

  • 21/06/11  
    Marlon diz: 12

    Obrigado por compartilhar suas experiências! Excelente série de posts! Sou louco pra conhecer San Francisco, ainda vou lá ;) Essa do ‘r xus ‘n táid’ foi ótimo rsrs Abraços

  • 21/06/11  
    taatianny diz: 13

    muito legal todas essas experiências nos motivão cada vez mais,espero um dia poder contar minha propria experiência,parabéns.EE.

  • 23/06/11  
    Marcio Alessandro diz: 14

    Olá Flávia,

    Curioso vc frequentar sobre essa correção da sua professora quanto a pronúncia errada do final “ed” dos verbos no passado, pois eu frequento aulas de inglês oferecidas por missionários americanos, e sempre pergunto a eles quais são os erros mais comuns que eles veem os brasileiros cometerem em termos de pronúncia que mais os incomoda, e sempre obtenho a mesma resposta; a pronúncia errada dos verbos no passado terminados em “ed”.

    Lógico isso sem contar os já famigerados sons de th, vogais longas e curtas.

    t+

    • 23/06/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Márcio,
      Obrigada pelo comentário. Uma coisa que achei legal era a dificuldade por nacionalidade, ex: eu e o rapaz da Espanha cometíamos erros muito semelhantes, provavelmente por termos língua nativa semelhantes (português e espanhol).
      A gente tem dificuldade pra pronunciar o th, mas os franceses têm mais dificuldade ainda.
      O que eu achei mais interessante foi que pra mim era muito nítida a diferença do j com som de j e o j com som de /dz/ (como em ‘jeans’). Muito fácil pra mim, mas a japonesa da turma não conseguia identificar a diferença, proavavelmente porque o fonema não existe na língua dela. Interesting, uh?

  • 23/06/11  
    Caroline diz: 15

    Muito legal a experiencia Flavia! Atualmente moro na Australia e mesmo depois de anos me dedicando ao estudo da lingua ainda passo por algumas situacoes que me deixam “puzzled” e meio “down” (geralmente palavras que por algum motivo nao pegamos a pronuncia certa etc). Por exemplo, qdo vivemos em outra lingua coisas simples como o atender telefone ou comprar um hamburguer pode ser uma tarefa e tanto…Mesmo pra quem ja estudou ingles fervorosamente no Brasil – nao adianta – ‘e diferente neh? O feeling de ter todo mundo falando em ingles, uma coisa meio de filme rsrs

    O bom ( e ruim) de ja estar em nivel avancado ‘e que vc sabe exatamente quando e onde errou e ai fica se mordendo de raiva (meu caso) de ter errado….Por exemplo, qdo vc disse da sua professora corrigindo sua pronuncia nos -eds, com certeza vc ja sabia rs, mas na hora saiu daquele jeito…Enfim same here rs

    So ainda nao me acostumei quando olham para mim com cara de curiosidade pra saber de onde sou qdo comeco a falar…Ou entao qdo assumem que nao vou entender algo por que nao sou do lugar :(

    Mas fazer o que neh? ‘E incrivel como sempre estamos aprendendo coisas novas no ingles e esquecendo de algumas que nao usamos com frequencia :)

    Parabens pelo post!

    • 23/06/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Caroline, eu sempre defendi aqui no EE a idéia de que é possível sim se tornar fluente sem sair do país. Mas você tem razão qdo diz que algumas coisas a gente só nota quando está no exterior. Eu provavelmente pronunciava o final ed errado na frente dos meus professores brasileiros, e eles não me corrigiam porque talvez não lhes parecesse errado…

  • 23/06/11  
    Cristiano Tavares diz: 16

    Flávia,

    Seu relato é muito interessante para as pessoas que pretendem fazer um intercâmbio. Realmente a pessoa que passa alguns dias ou meses no exterior com o objetivo de aperfeiçoar o inglês precisa ser proativa e tomar a iniciativa de interagir com os native speakers na rua. É um grande erro o estudante passar a maior parte do tempo cercado de brasileiros.

  • 24/06/11  
    Alexandra Lima diz: 17

    Olá Flávia! Saiba que suas experiências neste intercâmbio me ajudam e muito, muito mesmo a me decidir e me aventurar no idioma. Adorei estudar ingles, mas decidi também viver o inglês em todos as oportunidades que tiver. Agradeço imensamente o compartilhar de vivências, que me ajudarão quando lá estiver. Penso que são nesses momentos que temos oportunidade de expandir nossos horizontes, de vencer desafios e fazer acontecer. Um grande beijo, e em 2012, quando eu voltar do intercâmbio, te conto as novidades também. Parabéns!

  • 25/06/11  
    Altamir Ferreira diz: 18

    Olha vivência no exterior é sim muito importante, estudei e trabalhei em London por 6 anos e mais 3 nos USA. Sei dizer de cadeira o quanto é importante, estou terminando o tecnologo em meio ambiente e sei que o ingles irá me ajudar muito na minha profissão.

  • 10/07/11  
    Victor diz: 19

    Muito interessante o seu post contando suas experiências… tenho 19 anos e eu estou nos EUA faz 5 meses e progredi muito desde que cheguei, até porque eu cheguei aqui e quase não falava. The main problem now é que estou ficando entediado aqui e com saudade do Brasil. Num vejo a hora de voltar e estou relaxando no english faz um tempinho… anyway, congratulations!

  • 28/07/11  
    Túlio Lucas da Silva diz: 20

    Oi Flávia,

    muito bom seus artigos =)

    Eu tenho 28 anos, estou indo para SF em outubro, estudar inglês. É a minha primeira vez fora do pais e possuo o inglês bem básico e técnico.

    A apreensão é grande, mas a ansiedade para me aventurar também.

    Abraço grande!

  • 16/08/11  
    Vivi diz: 21

    Flavia!
    Vou ficar na Kaplan de San Francisco, vc poderia me dizer se não for indelicadeza o qto vc levou para passar 1 mês lá? Fez viagens?Comida muito cara?
    Bjokas
    Vc tem msn?

  • 27/08/11  
    Helo diz: 22

    Flavia,

    Muito interessante seus posts eles tem me ajudado a tomar certas decisoes quanto ao meu intercambio, porem tem duas coisas que gostaria de perguntar como ainda estou na duvida onde estudar, entao pela sua experiencia voce acredita que a St Giles par mim que estou buscando fluencia na lingua inglesa, com nivel intermediario, pode ser mesmo uma boa opcao? E aoutra seria acomodacao, voce ficou onde? e onde ficou gostou?
    obrigada pelas dicas

  • 01/09/11  
    Leandro Tonetto diz: 23

    Que legal, adorei esse post, vi meio tarde mas mesmo assim ta de parabens, conheço a pouco tempo esse site, estou fazendo curso de inglês e preciso de muita ajuda, vejo que tenho dificuldade no meu inglês… vc nao passaria seu msn né?
    Abss

  • 07/11/11  
    Vivi diz: 24

    Olá Flávia!
    Vou para Kaplan em jan/12 e queria passar um final de semana em LA, mas estou na dúvida de comprar passagens e reservar hotel para um findi, pois não sei se a escola tem eventos legais nos finais de semana, vc sabe se eles costumam fazer algo nos finais de semana?
    Bjokas