Intercâmbio nos EUA: Principais questionamentos

Primeiramente agradeço aos comentários do primeiro artigo sobre meu intercâmbio. Alguns colegas fizeram algumas perguntas e vou tentar responde-las aqui.

1 – “Um mês de intercâmbio equivale a quanto tempo de curso no Brasil?”

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Não sei. E, sinceramente, acho que ninguém sabe a resposta dessa pergunta. Primeiro porque cada curso no Brasil tem uma duração diferente, e segundo porque tudo depende do conhecimento prévio de cada um, da desenvoltura de cada um, de como o aluno vai de fato aproveitar as aulas, do curso escolhido, da carga horária, da metodologia da escola, and so forth.

No artigo anterior eu comentei sobre os brasileiros que passam o dia todo juntos e conversando em português. E essa semana uma colega comentou que conheceu um professor brasileiro que está aqui na cidade (em outra escola) pra tirar certificação para professores e que ele é a pessoa mais disciplinada que ela já viu na vida. Passa o dia todo na escola, participa de todas as atividades extra-classe, se infiltra nas aulas dos outros, aproveita ao máximo tudo o que pode. Determinação é tudo, e eu já sou fã desse cara! Eu não sou tão dedicada assim, estou equilibrando um pouco mais, preferi estudar só no período da manhã e explorar a cidade nas horas vagas. Mas não pensem que por isso eu uso menos meu inglês! Já pensou em perder seu celular e ter que falar com um monte de pessoas (in English, of course!) pra tentar encontra-lo? Pois é, até isso eu fiz! Tudo bem, não foi proposital, mas “dá-lhe inglês” pra fazer o povo achar meu celularzinho que depois de oito dias está novamente em minhas mãos.

2 – “Na hora do aperto os brazucas se ajudam” e “Dividir conhecimento com outros brasileiros ajuda a fixar melhor”

A maior prova de que dividir conhecimento ajuda no aprendizado é esse blog aqui. Quanto à aproximação de brasileiros durante o intercâmbio, eu até acho que se fosse ficar mais tempo aqui, seria inevitável me aproximar deles. By the way, semana passada eu estava num restaurante e um grupo de brasileiros na mesa ao lado começou a falar mal do povo de uma determinada região do Brasil. Eu não pude conter o riso (I couldn’t hold back a smile) e um dos rapazes percebeu que eu entendia a língua deles. “Fiquem tranquilos, eu não sou de lá!”, e todos caímos na gargalhada (we burst out laughing). É legal interagir em algumas situações. Mas o fato é que até agora eu não precisei deles, e pra mim é muito mais vantajoso conversar com minha professora americana, passear no parque com a colega suíça, sair pra fazer compras com o espanhol e sair pra tomar um chopp com a japonesa. Além do inglês obrigatório, a troca de informações culturais sobre os diversos países é super enriquecedora (enriching). Minha amiga alemã adorou saber que temos uma pequena “alemanha” em Blumenau e que tem até Oktoberfest!

3 – Quanto tempo você vai ficar e quanto planeja gastar? Qual escola você indica?

Tempo: Só meu mês de férias, infelizmente! Se eu fosse ficar mais tempo talvez não precisasse “correr” tanto pra fazer tudo o que eu quero por aqui, poderia aproveitar melhor meu tempo dentro da escola durante a semana pois eu teria mais finais de semana pra passear.

Custos e escolha do local: O custo varia muito, dependendo do que você deseja. Se eu tivesse vindo somente pra estudar inglês, teria escolhido um lugar menos turístico e com certeza os custos seriam menores. Mas como eu também queria aproveitar pra passear um pouco, acabei indo pra uma cidade relativamente cara, porém foi opção minha. No meu caso, apesar de ter ótimas referências de pessoas que estudaram no Reino Unido, Austrália e Canadá, quis otimizar meu tempo e matar dois coelhos com uma cajadada só: estudar inglês no exterior e conhecer uma cidade que eu sempre quis conhecer: San Francisco, na Califórnia. Logo, se o seu bolso permitir que seu coração escolha o seu destino, faça-o (just do it)!

Escolha da escola: De forma resumida, eu fiz assim: escolhi quatro agências indicadas por conhecidos que já tinham feito intercâmbio e que tinham boas referências, fui nas quatro, pedi orçamento pro período e cidade que eu queria, comparei todos eles em detalhes, fiz um monte de perguntas, pesquisei sobre as escolas na internet, não encontrei nada que desabonasse nenhuma delas e no final optei pela… que limitava a quantidade de alunos por nacionalidade! Simples assim (That simple). Portanto, se você tiver como obter essa informação, just do it!

A escola em questão se chama St. Giles International, é relativamente pequena, diferentemente de outras escolas que tem centenas de filiais. E foi um tiro no escuro mesmo, pois eu não conhecia ninguém que já tivesse estudado aqui. Mas achei tudo muito organizado, os professores são muito bons, e as aulas muito bem planejadas. Alguns professores já falaram de ex-alunos brasileiros, mas ainda não encontrei nenhunzinho no meu caminho! Por outro lado, a tal de “limitação por nacionalidade” parece que não funcionou muito bem com os alunos da Suíça e já vi alguns colegas reclamando da quantidade de pessoas que vieram de lá.

Passagens: as agências de intercâmbio normalmente conseguem descontos pros estudantes, mas mesmo assim eu fiquei acompanhando os preços por algumas semanas nos sites das principais companhias aéreas que atendem Brasil-EUA.

Acomodação: quando eu fiz minhas cotações, ficar em casa de família era bem mais barato, e eu adoraria ter optado pois acho que interagir e participar da rotina de uma família é super importante. Porém, no meu caso em específico, na cidade onde estou a escola fica no centrão da cidade e as pessoas normalmente moram a uns 50 minutos de ônibus/metrô da escola. Como eu tinha pouquinho tempo e já enfrento o trânsito caótico de São Paulo o resto do ano, preferi me hospedar numa residência estudantil perto da escola, o que também me dá bastante oportunidade de aproximação com outros alunos, inclusive de outras escolas.

4 – Homestay x Residência Estudantil e “liberdade de ir e vir”

As pessoas com quem tive contato até agora são na maioria maiores de 25 e portanto relativamente maduras. Das poucas que eu conheço e que estão em homestay, os únicos problemas são aqueles que já lemos na seção de intercâmbio do fórum: dificuldade de adaptação em relação à comida servida, regras na casa, outros intercambistas dividindo o quarto, etc. Em relação à residência estudantil, infelizmente algumas pessoas me passam a impressão de “vou fazer aqui o que meus pais não me deixam fazer em casa”. E isso inclui, sim, muita balada, bebida, e até drogas. Não estou aqui pra julgar ou dizer que vale mais a pena ficar grudado na barra da saia da mamãe, eu acho simplesmente que esse tipo de atitude depende muito da orientação que a tal “criança” teve em casa. Por sorte tem muitos outros adolescentes conscientes e que estão aproveitando bem a oportunidade, já têm planos para continuarem a manter contato com a língua quando voltarem ao país de origem, etc.

6 – Como foi o tal do “planejamento minucioso”? E, afinal, o que você indica?

Quem participa do fórum sabe o quanto eu sou doente por inglês (crazy about English), e com isso eu fui, passo a passo, minuto a minuto, no decorrer de muitos anos, colhendo informações de amigos que viajaram, lendo e compartilhando as dúvidas dos colegas da seção de intercâmbio, lendo sobre a cidade que eu queria visitar, e, principalmente, estudando muito inglês. Quando peguei as cotações das agências, comparei muito a carga horária dos cursos, preços, comentários sobre a escola que li na internet. Não tem muito segredo: pra quem tem intenção de estudar fora, mesmo que seja só daqui muito tempo, o primeiríssimo passo (the very first step) é entrar em contato com uma agência pra ter idéia das opções de curso e também de cu$to, para aí ir moldando o que você quer, o que precisa, e o que tem condições de pagar. Eu posso escrever até um livro sobre as opções que foram melhores pra mim, mas cada um tem necessidades e interesses diferentes, por isso cabe à você (it’s up to you) decidir o melhor tipo de intercâmbio pra v-o-c-ê. À partir daí, é só planejar, planejar, planejar, e enfim, make it come true.

Eis eu e a Golden Gate Bridge:

See you guys somewhere around the world!

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Flávia Magalhães

Flávia Magalhães é estudante de inglês e colabora periodicamente com artigos para o EE. Além disso ela é moderadora do Fórum do English Experts.

55 comentários

  • 24/05/11  
    Frederico diz: 1

    Sua história dos brasileiros falando mal de determinada cidade brasileira, me fez lembrar de um fato semelhante que vivi na África do Sul.

    No trem que partia de Simon’s Town para Cape Town, uma linda jovem de cabelo curto e corpo bonito chamou à atenção dos brasileiros. Era parecia uma sul-africana de origem holandesa ou inglesa. Linda. Um dos meus amigos começou a falar em português que ela era “gostosa” e outras coisas proibidas de escrever nesse espaço. Outro colega mais debochado chegou a sugerir inclusive que ela era lésbica por conta do cabelo curto. Mas era tudo na base da brincadeira. De repente, a jovem sorriu e todos percebemos que elas estava entendendo a conversa desde o início. Ela era uma paulista fazendo curso de intercâmbio em Cape Town.

  • 24/05/11  
    Ayanda diz: 2

    Juro que eu quase chorei quando vc escreveu San Francisco….sempre sonhei como meu destino para intercâmbio. Adorei seu post, super esclarecedor. Thank you very much!

    • 24/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Ayanda, só o que posso dizer é que a cada dia que passa eu descubro um novo ângulo de onde a vista da cidade é ainda mais linda…

  • 24/05/11  
    Naiara Miranda diz: 3

    I’m crazy about english too.. but i’m don’t have maney to travel … but I can dream through your text!
    Very good!

  • 24/05/11  
    Rafaela diz: 4

    St. Giles Lodon, será que é assim como EUA?

    • 24/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Rafaela, eu fiz meu intercâmbio pela CI e de acordo com eles a St. Giles leva muito à sério essa questão de mesclar as nacionalidades; teve até uma época que bloquearam novas matrículas de brasileiros pq já tinham atingido o limite. Imagino que seja assim nas outras unidades tb. Olha, eu não consegui achar, mas me lembro que há um tempinho atrás alguém indicou no fórum uma escola em Londres que não fazia divulgação no Brasil e por isso não tinha brasileiros. Vale uma pesquisa lá na seção de intercâmbio. Bons estudos!

  • 24/05/11  
    Grace Olsson diz: 5

    É complicado esse lance de vc viver num país estranho e sair, apenas, com pessoas que falam seu idioma. Nao compensa. Saiu do Brasil, desembarcou do outro lado do mundo, comeca a se entrosar com o dioma que vc quer aprender.
    Do contráriio, volta pra casa com mochila de conhceimentos vagos.
    Eu tenho minhas limitacoes no idioma, uma ve que eu nao vivo num pais cujo idioma principal é o inglës, mas, uma vez que eu vou para uma Universidade , fazer Mestrado, e falar, apenas, em inglës, eu disse a uma brasileira: OLHA, NAO VAI DAR CERTO FICARMOS NO MESMO GRUPO. ATÉ POR QUE EU NAO vou avancar no idioma…..Sorry …but I´m sure that you understand me…

    Dias felizes!!!

  • 24/05/11  
    Caloã diz: 6

    Estou com passagem marcada para o Canadá em janeiro. Meu mês de férias será lá. Ficarei 6h por dia na escola de inglês. Escolhi Calgary pela pouca incidência de bazucas! Assim me forço a falar o idioma nativo. Ainda estou buscando atividades fora do colégio, para a interação ser a maior possível.
    Como sou praticante de jiu-jitsu, procurei uma academia para treinar lá. Acho que ajuda no aprendizado.

    • 24/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Corajoso, heim, moço? O inverno canadense já é congelante, em Calgary ainda mais! Mas se eu te contar que conheço um casal de brasileiros que mora lá vc acredita? rs… mas vc não vai encontrar eles não! Legal essa de praticar jiu-jitsu, vc viu o post do Daniel há uns dias atrás?

  • 24/05/11  
    Mari diz: 7

    Ola Flavia parabens pelos posts sao muito bons…estou indo p/ SF dia 08/06 e fico ate 05/09 p/ estudar em uma ESL mas como vou por conta propria ainda nao tenho lugar p/ ficar, sera q pode me ajudar com uma homestay ? obrigada
    Mari

    • 24/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Oi Mari! Eu ia estudar numa ESL também, que fica dentro da uma universidade aqui; só mudei de idéia pq eles não tinham curso começando na semana que eu chegava. Eu não tenho como te ajudar com homestay, mas sua escola com certeza oferece esse serviço e provavelmente está incluso no valor que vc está pagando pra eles. Lembrando: as homestays são relativamente longe do centro da cidade. Qual o endereço da sua escola?

  • 24/05/11  
    Luciana diz: 8

    Flávia, meu coração salta de ler o que você escreve! Achei suas dicas maravilhosas e meu sonho também é fazer um intercâmbio, acredito que o que você está vivendo agora…não tem preço!!!!! Escreva mais até você voltar! Aproveite…

    • 24/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Luciana, não tem preço mesmo. A experiência como um todo tem sido excelente, pessoalmente, profissionalmente, e até espiritualmente. Eu tava precisando ficar um tempo longe de “tudo” pra me achar de novo. O único problema é que agora eu quero ficar aqui, rs!!!
      Caso eu não escreva mais sobre o intercâmbio aqui no blog, e vc queira saber mais alguma coisa, use o seguinte tópico do fórum: http://www.englishexperts.com.br/forum/intercambio-em-sao-francisco-ca-t11356.html

  • 24/05/11  
    Adriana diz: 9

    Uma amiga que trabalhava na Irlanda é loira e tem olhos azuis. Uma vez ela entra no elevador e dois brasileiros começam a falar um monte de baixaria …complete: “vem cá que eu…todinho”. Ela ficou absolutamente atordoada pediu para para o elevador e saiu correndo. Só depois se deu conta que eles não deviam ter sacado que ela é brasileira.

    Brasileiros falando mal de uma região? Posso imaginar de que região eles eram e de que região eles estavam falando. Me choca como as pessoas viajam, viajam conhecem outras culturas etc etc e a mente não alarga. Parece até que fica menor.

    • 24/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Oi Adriana, acho que preciso me corrigir. Eles não estavam falando mal não, estavam só comentando a respeito de um estereótipo específico da região sul. À propósito, de qual região vc achou que eles eram e de qual região vc achou que eles estavam falando? Percebe que sem querer você acabou “estereotipando” também (rs, essa palavra não existe). Eu não sei o que foi que vc pensou, mas o que sei é que existe um bando de paulista metido à besta que se acha melhor que o restante do país, e que adora falar mal principalmente de nordestino. É vergonhoso, mas o que a gente pode fazer? Ah! Eu já estive na lado leste dos EUA e agora estou aqui no lado oeste. E existe um preconceitozinho bem nítido entre o povo de lá e de cá. Ou seja, a gente não pode falar que é só brasileiro que não ‘alarga’ a mente…

    • 25/05/11  
      Duque diz:

      Adriana, quando li pensei a mesma coisa que você, sobre os brasileiros falando mal, e sinto bastante ainda termos tantas pessoas idiotas ao redor do mundo inteiro.

      Flávia, acredito que tenha se explicado mal mesmo, pois você comentou exatamente ( um grupo de brasileiros na mesa ao lado começou a falar mal do povo de uma determinada região do Brasil. ) De uma forma ou de outra isso não caiu bem, of course, não vou julgá-la pois eu não estava lá não escutei nada e tudo que tenho foi o seu comentário o que não me é suficiente para ter uma opinião.

      Mas espero de verdade que seu passeio esteja sendo fantástico e que aproveite todos os minutos…..

  • 24/05/11  
    Gil diz: 10

    Bom post, me tirou algumas dúvidas.

    obs: Flávia, parabéns tu escreve muito bem.

    • 24/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Thank you, Gil!

    • 25/05/11  
      Juliana diz:

      Realmente, você escreve super bem Flávia. Parabéns! Sobre sua experiência, me identifico totalmente com seus relatos. Sou uma beginnner que é louca por inglês e que não sabe como passou tanto tempo sem buscar e pesquisar mais sobre essa língua contagiante. Confesso que meu destino seria totalmente diferente, acredito que Canadá ou Inglaterra me fascinam mais! Mas, por favor, sem exigir muito do seu tempo, porque você realmente tem que aproveitar cada segundo nos escreva sempre mais e mais!
      Pergunta: como são as aulas? Niveladas? Somente gramática?

    • 26/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Juliana, eles fazem um teste e uma entrevista no primeiro dia, pra poder saber em qual nível você está. Eu fiquei no avançado, e só fiquei um pouco desapontada qdo soube que ia usar o mesmo livro que eu já usei uma vez num curso no Brasil. Mas as aulas não eram só focadas nesse livro, e a turma estava numa seção do livro que eu ainda não tinha estudado. Não é só gramática não! Tem muita atividade de conversação, pronúncia, filme, jogos, e ontem eu até dei aula! (só uns cinco minutinhos, rs).

  • 24/05/11  
    Isabela diz: 11

    Adorei seu post também, mas o que é mais incrivel é que também vou passar um mes de férias na cidade em que sempre sonhei conhecer, NY. Estou super ansiosa e quando você ia descrevendo suas experiencias foi como se eu estivesse me vendo lá pois também ficarei em um residencia estudantil pelo mesmo problema, as casas de familia são muito longes e em bairros um tanto que perigosos, mas por outro lado estou muuito curiosa para conhecer os outros intercâmbiarios que farei amizade..
    Enfim, estou na espera da minha transformação, afinal todos dizem que você SEMPRE volta diferente depois de uma viagem para o exterior!

  • 24/05/11  
    giovanna diz: 12

    OI FLAVIA!! VOCE SABE COMO FAZEMOS PARA ESTUDAR NUMA ESCOLA PARA IMIGRANTES NOS EUA?? OU SE EXISTE ALGUM CURSO GRATUITO?? DÁ PRÁ ESTUDAR POR 3 MESES COM O VISTO DE TURISTA?? UM ABRAÇO!!
    ps: voce escreve super bem!!!!!

    • 24/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Oi Giovanna,
      Para estudar três meses você precisa do visto de estudante. Quanto à escola pra imigrantes, não sei te responder. Talvez o consulado brasileiro local possa te ajudar com essa questão.

  • 24/05/11  
    Hudson diz: 13

    Ola Flávia, Parabéns pelo post.

    Mas afinal, ‘how much does it cost?’.

    :D

    • 24/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Obrigada, Hudson. Mas como eu já falei o custo do meu intercâmbio vai ser diferente do seu. No site da escola tem os preços de acordo com o curso e período desejado. Comprei minha passagem pela American Airlines, mas é bom comparar com Delta, Continental, Tam. O site decolar.com faz um bom comparativo. Como não fiquei em casa de família, meu custo com alimentação também ficou mais alto. Daí, vai depender se você vai comprar comida no mercado e cozinhar, ou almoçar e jantar fora todos os dias. Trouxe um pouco de dinheiro em espécie e o restante em cartão pré-pago – vale mais a pena depois que aumentaram o IOF do cartão de crédito. Acompanhar a oscilação do dólar também é importante.

  • 25/05/11  
    zaine diz: 14

    Parabens a E. E por dividir conosco vivencias tao humanas. O topico 6. fez toda a diferença. Abçs

  • 25/05/11  
    Donay Mendonça diz: 15

    Flávia,

    Awesome post!

    One of the best ever published here on EE.

    Congratulations!

    • 26/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Tks for the compliment, partner!

  • 25/05/11  
    Michel diz: 16

    Lendo seu post me fez lembrar quando estudei por 18 meses em São Francisco, eu estudei no City College of San Francisco. Muito bom as suas dicas.
    Enjoy it!!

  • 25/05/11  
    Mari diz: 17

    entao eu demorei p/ dizer que ia a escola pq fiquei esperando a Tam me encaixar em um voo ( pontos do cartao fidelidade) ai nao tem mais homestay disponivel; a escola fica Advance English Academy
    1370 Mission Street, Suite 300
    San Francisco, CA 94103
    foi a mais em conta q achei, e disseram q me aceita com visto de turista, ai fica mais em conta ainda….vou acabar ficando em hostel msm, mas isso me desanima um pouco pois terei q mudar de 15 em 15 dia.
    obrigada pela atencao.
    abraco
    Mari

    • 26/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Mari, me preocupa o fato da escola te aceitar com visto de turista pq isso pode te dar problema na imigração. Tenta se informar melhor a respeito disso.

      A sua escola é super bem localizada, fica perto da principal avenida da cidade e com acesso ao metrô. Eu não sabia que só pode ficar 15 dias em hostel, de qquer forma, te aconselho a procurar um lugar melhor durante os primeiros 15 dias – uma homestay, ou uma residência estudantil, pq com certeza três meses em hostel vai ser bem desgastante.

      Boa sorte e curta bastante a sua viagem!

  • 25/05/11  
    Juliana diz: 18

    Flávia, parabéns pelos comentarios valiosos e pela maneira simples e tranquila com a qual nos passa suas experiencias…
    Eu estive por 1 ano em Sydney… a gente NUNCA mais é o mesmo…. simplesmete alguma coisinha aqui dentro muda. Muda de uma forma deliciosa!!!
    Aproveite muito, pois todo tanto que aproveitares ainda nao vai ser suficiente quando voce voltar…dá aquela saudade!
    Abraços!

  • 25/05/11  
    Vivian diz: 19

    Olá Flávia, amei seu texto!!! também sou louca por inglês, e assim como vc pretendo fazer um intercãmbio nos EUA, concordo com tudo o q vc escreveu!!! Parabéns, e continue nos contando suas experiências aí.
    Xoxo
    Vivian

  • 25/05/11  
    Roberto diz: 20

    Oi Flavia, é de muita valia o seu comentario e dicas, apesar de eu ter 53 years old, eu estudo ingles, estive em London – Ohio , em 2008, e tambem em New York city, somente visitando algumas igrejas evangelicas, mas gostaria de ficar um mes em San Francisco, sei que é uma cidade de Ups and Downs, ou seja nao é uma cidade plana. Am I right?

    • 26/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Roberto, esse é um ponto importantíssimo sobre SF: as ladeiras! Qdo fui visitar a Lombard Street (aquela cheia de curvas), eu desci do bondinho há somente duas quadras de onde eu devia ir, mas quando vi o tamanho da ladeira o desânimo foi geral! O bom é que tem bastante ônibus e dá pra se programar pra não ter que andar tanto!

  • 27/05/11  
    Mari diz: 21

    Obrigada flavia…vou mandar um email hj e confirmar..realmente 3 meses em hostel e osso….vamos ver o q consigo …dia 08 ta ai ja;
    abrc

  • 28/05/11  
    Vania Barazzetti diz: 22

    Oi Flávia
    Adoro ler seus textos, fico ansiosa esperando quando vc vais postar o próximo. Eu e meu noivo vamos passar nossas férias que seráo em Outubro desse ano no Canadá, vamos ficar 04 semanas estudando lá, eu inglês e ele francês. Eu estou super animada, mas ao mesmo tempo hiper insegura. Tenho me dedicado aos estudos, mas tenho medo de esquecer de todas as regras quando chegar lá.
    E suas dicas estão me ajudando muito. Mas queria que vc comentasse como são as provas de nivelamento. Meu inglês é intermediário, e tenho receio de não me sair bem e ficar num nível abaixo do meu ou ficar com adolescentes… que tem estão em outro “time”.
    O foco da viagem é aprender inglês e perder pelo menos um pouco perder um pouco o med o que eu tenho de falar. Preciso muito do inglês no meu trabalho por isso estou investindo nessa imersão. ( Combinei com o meu noivo que só vamos nos comunicar em inglês e optamos por ficar numa casa de familia que o idioma seja inglês).
    Enyoy your trip and thanks for all.
    Vânia

    • 30/05/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Oi Vania, na minha escola a prova de nivelamento tinha várias páginas e eram questões de alternativa, que englobava tanto gramática como vocabulário e no final um texto de uma página + perguntas de interpretação. Começava bem fácil e ia aumentando a dificuldade. A primeira página do teste eram perguntas sobre seu conhecimento da língua, se já estudou antes, quais livros já usou, etc. Durante o teste os professores iam chamando os alunos pro teste oral que era na verdade só um bate-papo, pra mim perguntaram sobre meus estudos de inglês no Brasil, se eu usava inglês no meu serviço, depois perguntaram sobre minha família, etc. Acho que não durou nem 5 minutos.

      Ficar um nível abaixo do seu é bastante comum e vários conhecidos meus já reclamaram disso; mas o fato é que os “nomes” dos níveis são bem relevantes e o que realmente importa é o conteúdo que está sendo aprendido. Eu trabalhei essas últimas semanas com um livro que eu tenho em casa, poderia ter ficado triste por isso, mas as aulas foram muito boas e com certeza aprendi muito mais do que se eu tivesse estudado sozinha com meu livrinho.

      Meu grupo era bem mesclado, as idades variavam de 20 a 40 anos, e na última semana entrou um senhor de mais de 50 anos. Mas a professora sabia usar bem essa diferença de idade pra incentivar as atividades de conversação.

      Boa viagem e bons estudos!

  • 30/05/11  
    Alexandre Goulart diz: 23

    Ana, congrulations for your post ! Sincerely, you are very interest for english matters. Maybe, next year I’ll make a exchange too. Sure, you’ve gaven me some known.
    See you ;)

  • 31/05/11  
    Anielli diz: 24

    Oi Flávia… amei seu post, principalmente quando vi que estava falando sobre San Francisco. Eu vou para lá em dezembro, também só vou ficar durante meu mês de férias e minha agência também é a CI. Mas vou ficar em casa de família e a escola que escolhi é a Converse. Vc conhece? Queria que vc me desse algumas dicas sobre o que posso fazer na cidade de forma barata, pois meu dinheirinho está contado… rsrs. Minha aula começa às 9 da manhã e termina às 3 da tarde. Só na sexta não terei aula à tarde, nem nos finais de semana, é claro. Eu gostaria muito de ir para Los Angeles depois que terminar o curso. Vc chegou a ir para lá? Estou anciosa para vc me contar mais… afinal, nossa viagem tem tanto em comum, não é? Beijos

  • 03/06/11  
    Flávia Magalhães diz: 25

    Oi Anielli,
    Conselho nro 1: leve uma jaqueta que corte vento, pode até ser aqueles de quem anda de moto! Ô lugarzinho que venta!!!

    Tenho uma amiga que estudou na Converse de lá e gostou. Eu só sei que tem mais brasileiro que na St. Giles…

    Tem um tópico sobre San Francisco no fórum aqui do EE, pretendo colocar umas dicas sobre a cidade lá, fique de olho: http://www.englishexperts.com.br/forum/intercambio-em-sao-francisco-ca-t11356.html

    Eu só vi Los Angeles pela janelinha do avião, pois fiz conexão lá na volta, mas alguns colegas foram pra lá em finais de semana, eu achei que ficaria muito corrido e por isso preferi não ir.

  • 05/06/11  
    Vivi diz: 26

    Olá Fávia!
    Vc irá escrever mais posts sobre seu intercâmbio em San Francisco? Estou muito interessada, pois irei em Jan.
    Bjos

  • 13/06/11  
    Dicas de Inglês - Intercâmbio nos EUA: sobre a cidade de San Francisco diz: 27

    […] Já falei um pouquinho sobre minhas primeiras impressões, sobre alguns questionamentos, mas o tempo passou voando e meu intercâmbio já acabou! Snif. E, agora que eu já voltei pro […]

  • 20/06/11  
    Kevin diz: 28

    Que escola vc escolheu para estudar fora do país? E quais são as mais recomendadas?

    • 24/06/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Oi Kevin, a resposta está no post, item 3 / escolha da escola.

  • 20/06/11  
    Dicas de Inglês - Intercâmbio nos EUA: Primeiras impressões diz: 29

    […] Intercâmbio nos EUA – principais questionamentos […]

  • 20/06/11  
    Dicas de Inglês - Intercâmbio nos EUA: Considerações finais diz: 30

    […] Intercâmbio nos EUA – principais questionamentos […]

  • 22/06/11  
    Mariana diz: 31

    Ola Flavia,
    Primeiro gostaria de parabeniza-la pelo seu trabalho aqui no EE… Sinceramente, vc é uma das poucas (ou a unica pessoa) que conseguiu me entreter lendo esses enormes textos (mesmo que seja um assunto de muito interesse meu).
    Na verdade, o tempo ta passando mto rapido, e meu interesse nisso esta aumentando (é mais um desespero, ja q estou velha, opa, 22 anos) e estou atrasadissima nesse ponto. Outro fator que pesa bastante, é q faço facul de Comex, e é ESSENCIAL o ingles.
    Bom, meu interesse nesse contato é realmente conversar com vc sobre milhares de duvidas (e medos) que tenho d um intercambio. Vc pode me passar seu email pessoal, ou msn, para q possamos conversar estantaneamente? Agradeço desde ja, e saiba q vc vai me ajudar mto.
    Thank you dear.
    Best regards!!

    • 24/06/11  
      Flávia Magalhães diz:

      ih, vc achou meus textos enormes? não sabe o trabalhão que deu pra resumir eles! acho que tenho mais de 70 páginas de word sobre SF :)

      velha é a vovozinha (hehehe), pq eu sou bem mais velha que vc, ok?? meu trabalho também está relacionado com a área de comex, e inglês nessa área é realmente essencial!

      infelizmente eu não teria condições de atender individualmente os colegas aqui do blog (é gente demais!!) mas estou diariamente logada no fórum, fique à vontade pra fazer perguntas sobre intercâmbio ou qualquer outra coisa relacionada à inglês por lá.

  • 22/06/11  
    Andréa Braga diz: 32

    Flávia, não sei se vc já é mãe, mas no seu comentário sobre os adolescentes sem educação nos homestay, gostaria q vc refletisse sobre a educação que muitos pais dão aos filhos e que eles fazem questão de não mostrar, fazendo parecer que não tiveram orientação em casa. Tiveram sim; a falta de educação nem sempre a culpa é dos pais, normalmente é uma escolha rebelde de adolescentes inconsequentes.

    • 24/06/11  
      Flávia Magalhães diz:

      Não, não sou mãe ainda. Mas se prestar atenção verá que eu disse que “algumas pessoas me passam a impressão…”, ou seja, eu não generalizei. Pode ser que eles sejam pobres rebeldes injustiçados, ainda assim do MEU ponto de vista tinha muita falha ali em volta de mim: muito provavelmente a grande parte dos adolescentes que eu via passando o dia falando português e fumando maconha na esquina não tinham renda própria, ou seja, é falha sim dos pais que acham que estão fazendo um mega investimento na educação do filho sendo que na verdade só está afastando o problema da vista deles.

  • 18/01/12  
    Aécio diz: 33

    Olá pessoal, estou em San Francisco há um mês e vou compartilhar algumas informações.

    #1 A cidade é maravilhosa. É bonita, tem muita coisa pra fazer. Tem gente de todo lugar do mundo. É perto de muita coisa legal.

    #2 Se for fazer intercãmbio, e o seu principal objetivo é aprender inglês, talvez uma cidade menor e menos “turistica”seja sua melhor opção. San francisco é uma cidade cara, gente de muito lugar, logo, pouco americano. Coisa rara aqui é escutar inglês.

    #3 Escolha minuciosamente sua escola. Eu pensei em ir pra St Giles que a Flavia citou, mas pensei “putz, 1 milhão de pessoas está lendo isso, em Dezembro todo mundo vai pra St Giles. Daí, optei por outra escola, Kaplan Internacional. Arrependi amargamente. 60% dos estudantes são brasileiros, logo, é complicado.

    #4 Planeje bem a viagem, quanto mais cedo melhor. Provavelmente você conseguirá dividir o seu programa mais vezes. Encontrará passagens mais baratas e quem sabe já compra alguma moeda estrangereira mais cedo.

    #5 Faça parte do meetup.com – ótima ferramente na internet pra conhecer pessoas que vivem no lugar que você está. Show de bola o site.

    #6 Use o Foursquare, ideal pra encontrar bons restaurantes, cafés, bares e cinemas.

    #7 Pesquise muito na internet, sobre o que está rolando na cidade e tal. Não estou falando de Facebook, tô falando de coisa útil.

    Por enquanto é isso aí.

    Abraço

    • 18/01/12  
      Alessandro diz:

      Aécio,

      Muito obrigado por compartilhar conosco essas informações.

      Bons estudos aí!

    • 16/02/12  
      Flávia Magalhães diz:

      Aécio, invejinha branca de vc… eu entro em depressão cada vez q lembro dos meus dias em San Francisco, e já tenha uma lista imensa de coisas pra fazer qdo eu for pra lá novamente!

      Será que a qtde de alunos brasileiros na St. Giles aumentou depois dos meus textos aqui? Que o blog tem zilhões de leitores eu sei, mas… vou ali me informar a respeito ;)
      Abraço