Mitos e Verdades no Aprendizado de Inglês – Parte 1 de 3

Não é nada fácil aprender uma língua estrangeira. E os leitores do EE devem saber bem disso, tanto os autodidatas quanto os que procuraram cursos de inglês ou aulas particulares. Na verdade, falar ou escrever numa língua estrangeira é uma das atividades cognitivas que, segundo pesquisas neurológicas, mais requerem atividade cerebral. Como nosso cérebro trabalha por meio da comunicação entre os dois hemisférios e os processos cognitivos responsáveis pela comunicação em línguas estrangeiras ativam pontos diferentes desses dois hemisférios, a quantidade de sinapses e, diga-se de passagem, a produção de energia elétrica necessárias para desempenhar essas funções são absurdamente superiores à quantidade de sinapses e atividade cerebral necessárias para se falar sua língua materna.

Moral da história: não acredite imediatamente em nenhum método milagroso ou fórmula matemática para se aprender uma língua estrangeira em poucas horas, em alguns dias ou meses.

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Nesta série, vou elencar três mitos relacionados ao aprendizado de línguas estrangeiras, em especial do inglês, confira abaixo o primeiro mito:

MITO 1: Para aprender inglês, preciso aprender a falar o idioma.

Quando se aprende uma língua estrangeira num curso de idiomas, normalmente você receberá treinamento em 4 habilidades básicas – entender, ler, escrever e falar. Duas dessas habilidades são chamadas de “passivas”, ler e entender; as outras duas são “ativas”, escrever e falar. Normalmente, as habilidades ativas são adquiridas mais lentamente e com mais dificuldade que as habilidades passivas. Quero frisar a palavra normalmente porque cada aprendiz pode apresentar maiores ou menores dificuldades/facilidades em quaisquer das 4 habilidades.

Nas escolas (Ensino Fundamental e Médio), de acordo com os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), estudados nas disciplinas de pedagogia das faculdades que oferecem cursos de licenciatura, como é o caso da Faculdade de Letras, a ênfase é no uso instrumental da língua estrangeira. Em outras palavras, nas escolas se ensina leitura.

O que devo fazer? Estudar as 4 habilidades? A resposta mais sensata é – sim, se você tem tempo, material e motivação suficientes para tal. Caso contrário, a resposta é quase sempre não. Aprender inglês é uma atividade com fins bem definidos. É diferente de aprender física ou química na escola, já que a maior parte dos alunos não vê objetivos claros para a aquisição desses conhecimentos. Aprender inglês é diferente – o objetivo é quase sempre bastante diáfano. Você quer/precisa aprender para quê?

  • para viajar;
  • para ler artigos científicos/textos técnicos da minha área de atuação;
  • para namorar gringos(as);
  • para ler revistas e literatura em inglês;
  • para participar de fóruns online;
  • para trabalhar (digamos, com controle de tráfego aéreo, em que a terminologia internacional é toda em inglês);
  • para não perder meu emprego (embora não precise usar o inglês no dia-a-dia);
  • para jogar vídeo-game;
  • para tirar onda na escola/no meu local de trabalho;
  • para receber e acompanhar turistas;
  • para fazer palestras/apresentações orais ou dar aulas;
  • para escrever artigos científicos;
  • para traduzir textos;
  • para desafiar minha capacidade de aprendizado;
  • para me divertir/passar o tempo aprendendo algo novo;
  • para entender filmes/seriados;
  • para aprender mais sobre o mundo/os países anglófonos, para ter acesso à cultura desses países.

Poderia continuar a lista ad nauseam, mas creio que os itens já deem conta de boa parte dos objetivos normais do aprendizado de inglês. Compilei essa lista para que você perceba que, conforme os seus objetivos, provavelmente não será preciso que você desenvolva as quatro habilidades. Não há muita razão para aprender a entender discursos orais ou falar inglês se o seu objetivo é única e exclusivamente ler ou escrever artigos científicos. Se você quer apenas entender seus seriados preferidos, faz pouca diferença aprender a escrever em inglês. Portanto, a escolha de qual habilidade desenvolver vai depender diretamente dos seus objetivos ao aprender o idioma. A primeira pergunta que se deve fazer ao começar a aprender inglês é: “Why am I learning this stuff?”

Ao contrário do que 9 entre 10 cursos de idiomas anunciam, falar inglês não é, dependendo do seus objetivos, a habilidade mais importante. As propagandas de cursos são quase sempre monocórdicas: “Venha para o nosso curso! Aqui você vai falar inglês!” No caso do brasileiro de classe média (baixa ou alta), que trabalha numa área técnica qualquer e viaja uma ou duas vezes na vida para os Estados Unidos (ou Inglaterra, ou qualquer outro país anglófono), a habilidade falar talvez seja a menos importante das quatro. Para esse brasileiro, é muito mais importante saber ler e interpretar textos em inglês, saber escrever e-mails para seus contatos no exterior, para empresas estrangeiras (muito útil quando aquela sua encomenda da China demora 3 meses para chegar), ou compreender filmes, seriados e vídeos no YouTube para não ficar dependendo das boas almas que legendam esse material. A habilidade falar, portanto, só será usada nos poucos dias em que você ficar no exterior, e muito provavelmente o vocabulário de que você vai precisar se restringirá a uns poucos campos semânticos – hotel, restaurante, guia de turismo, transporte, compras.

Portanto, para aprender inglês, você não precisa falar o idioma, e sim desenvolver as habilidades necessárias para desempenhar as tarefas de acordo com os seus objetivos (e pode ser que falar seja uma [apenas uma] delas).

Amanhã vou falar sobre o mito “Inglês é fácil de se aprender”.

Por enquanto aguardo comentários sobre o assunto abordado hoje.

Até a próxima!

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Sobre o Autor: Rafael Lanzetti é Mestre em Linguística Aplicada/Tradução pela UFRJ, professor de cursos de gradução e pós-graduação nas áreas de Tradução, Linguística e Estudos Culturais. Trabalha com formação de professores de línguas estrangeiras há 10 anos. Nas horas vagas, é músico e produtor de trilhas para filmes e jogos.

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Autor Convidado

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39 comentários

  • 19/09/10  
    Agnaldo diz: 1

    Você tirou uma tonelada de peso das minhas costas agora,eu nunca parei pra pensar porque estou aprendendo inglês.

  • 19/09/10  
    Action diz: 2

    Então para quem gosta de inglês se aprende bem mais rápido, não importando as habilidades. Agora no meu caso, não gosto, mas tenho que aprender fica mais difícel mesmo, mas sou bastante esforçado, e aos poucos estou começando a gostar de Ingles

  • 19/09/10  
    Reginaldo Paiva diz: 3

    Muito bom Artigo!!!

    Acredito que realmente desenvolvemos nossas potencialidades quando objetivamos algo ou especificamos,no meu caso,minha intenção é desenvolver a fala e entendimento,não me apego muito a gramática,porém sei de sua importancia…

    abraços!!!

  • 19/09/10  
    Cris Couto diz: 4

    Adorei o artigo, assim ajuda a identificar qual a habilidade precisamos nos concentrar para atingir os objetivos no aprendizado.

  • 19/09/10  
    Rafael Inacio diz: 5

    Estudar inglês é uma das atividades que mais gosto de fazer.

    Eu compreendo bem através da leitura.

    Mas para mim, falar em inglês é mais do que necessário porque pretendo morar no exterior por algum tempo. Então, precisarei me comunicar.

    Eu treino bastante o listening e o speaking.

    E é FATO! Não é fácil aprender outro idioma! Mas a prática realmente leva a perfeição.

    Eu nunca acreditei em métodos milagrosos!

    Estudo a 1 ano e 9 meses. Não me considero fluente. Estudo sozinho intensamente. Não tem um dia em que eu não tenha contato com a língua, mas mesmo assim não me vejo perto da fluência. Mas uma coisa é certa… Eu estou melhor que muitos por aí que fizeram 4 anos de curso.

    Se me jogarem num planeta onde só exista o inglês, sei me virar numa boa!

    Ótimo tema!

  • 20/09/10  
    Jonas Dias diz: 6

    Muito bom o artigo.
    tenho uma dúvida. Comecei estudar Inglês a pouco tempo, sou um autodidata muito esforçado em aprender o idioma; não largo meu dicionário de Inglês. Porém não sei como organizar o meu método de estudo e acho que isso dificulta a minha aprendizagem. Preciso saber por qual assunto começar e como estudar.
    Aguardo resposta. Muito obrigado.

  • 20/09/10  
    Braulia diz: 7

    Gostei muito da matéria. Faz pouco tempo que comecei a fazer um curso de inglês. Sempre tive curiosidade e adoro cantar nesse idioma. E quero entender, falar e escrever inglês, estou achando difícil ordenar as frases e pronunciar. Tem algum site que ensine a pronúncia de palavras em inglês?

  • 20/09/10  
    Vitor Ferreira diz: 8

    Muito bom o artigo! Rafael deu um show de português e conhecimento. E ainda me ensinou uma palavra nova: diáfano. Obrigado por compartilhar sua experiência conosco, Rafael e parabéns!
    Não vejo porquê aprender separadamente. Eu ainda não tenho profissão ou emprego definidos, mas acho que é bom aprender tudo em conjunto para não ter um atraso na língua. À medida que você vai escrevendo ou lendo, você vai falando.

  • 20/09/10  
    Flávia Gabriela diz: 9

    É, de fato, falar o inglês ou compreender textos não me dá a sensação de que eu saiba uma língua. Há níveis de complexidade. E isso vai do interesse também e necessidade para ir além. Me sinto uma idiota na frente das séries de tvs e filmes que não entendo. Isso me motiva a prestar mais atenção neles e torcer para que o meu cérebro aprenda alguma coisa que faça a diferença. Me dá auto-estima dominar os 4 aspectos da língua. Isso faz eu me sentir segura e bem comigo mesma, por isso tenho vontade de aprender. E fora que é um charme. Parler le français, comprendre, écrire, lire. Speak english, comprehend, write, read. Isso vale também pro espanhol. Não quer dizer que eu não ache difícil, e também tem o fator tempo e circunstâncias para se exercitar cada quesito. Quanto mais prazer e descontração encontrarmos nesse caminho de aprendizagem tanto melhor e mais naturalmente assimilamos. Que eu passe pelas boas experiências e oportunidades então.

  • 20/09/10  
    Ana Cristina diz: 10

    Excelente artigo! Eu gosto de estudar Inglês e quanto mais estudo mais vejo que existem muitas dificuldades na trajetória de conseguir fluência. Mesmo fazendo um curso, que é o meu caso, é necessário ter muita dedicação e material auxiliar, pois nada acontece por acaso. Acredito que ter estratégia para o estudo baseada nos objetivos de cada um em aprender Inglês seja a melhor maneira de estudar. Abraço a todos!

  • 20/09/10  
    Jéssica diz: 11

    Amei essa matéria…
    olha entrei em um curso de inglês às aulas eram todos os dias e a professora e dos EUA, nativa de lá mesmo, senti muita dificuldade porque ela fala inglês a todo momento(era proibido falar português) às vezes nós não sabia-mos o sentido de tal palavra que conversava-mos e menos de um mês de curso já tinha prova.Achei que se a professora fosse Brasileira seria melhor porque ela entendia as minhas dificuldades e de alguns da turma…e ela dizia que é muito fácil aprender inglês e não precisava de tempo….
    Mas eu não penso dessa forma….

  • 20/09/10  
    Adriano Acioli diz: 12

    Parabéns pelo artigo, adorei a “pequena” lista dos benefícios de estudar inglês.
    Estudo mais porquê assim tenho acesso quase ilimitado a uma enorme diversidade e qualidade de materiais sobre tudo,esporte,Nações Unidas,história,grandes guerras,tecnologia e até no estudo de outras línguas.
    Fazer do inglês sua quase segunda língua materna é ter a história e conhecimento humano mais acessível.
    Me sinto até meio culpado por ser editor “assíduo” da wikipedia inglesa, sendo que se editei 20 artigos em português é muito.

  • 20/09/10  
    lucivania falcão da silva diz: 13

    nossa muito interessante gostei muito,e gostaria de mais dicas sobre o inglês….

  • 20/09/10  
    Jane R.Moreira diz: 14

    Rafael, parabéns pelo artigo. Muito esclarecedor e reflexivo. Com certeza vai me ajudar muito, não só no processo de aprendizagem do Inglês, mas também em outros aspectos da minha vida. Um abraço.

  • 20/09/10  
    Dicas de Inglês - Mitos e Verdades no Aprendizado de Inglês – Parte 2 de 3 diz: 15

    […] é o segundo artigo da série Mitos e Verdades no Aprendizado de Inglês, recomenda-se a leitura da parte 1 sobre o mito “para aprender inglês, preciso aprender a falar o idioma”. antes de ler o texto […]

  • 21/09/10  
    Thiago R. Moreira da Silva diz: 16

    Rafael, Parabens pelo artigo. Muito Bom mesmo! E o mais importante Esclarecedor!

  • 21/09/10  
    The freedomly. diz: 17

    First of all, i ‘d like to congratulate you all, for these meaningful subjects about the learning areas, this cleared up my mind about the importances kept into the topics.
    I want to highlight, then dimly i had this notion, the how to learn a foreign language, someone’s brain works, of course, not exactly at that point.
    When i first started studying english, i started studying it by my self, i mean, without any help hand, that was in 1986, that time ago there weren’t CDS and internet help, so harsh, appeared frequently, CDS and the internet appeared in the nineteeth, that it was when i boomed into english knowledges, i mean, english flowed like a river to the sea, straight into my mind.
    I ‘d like to mean, that i too much agree with these topics above, i’ve learned a lot with these subjects.
    I ‘ll be lookingforward to the other subjects about mits and i am sure that i ‘ll receive them.
    So i expect to be receiving them.
    I am too glad for receiving them.
    Again thanks, very much.

  • 21/09/10  
    Luciano Teixeira diz: 18

    Concordo. No meu caso eu preciso muito mais aprender a falar e entender é isso mesmo !

    Abraço e parabéns pelo artigo

  • 21/09/10  
    Flávia Magalhães diz: 19

    Rafael,

    Parabéns pelo texto de abordagem tão importante para nós do EE (estudantes, professores e “disseminadores” da importância da língua inglesa nos dias atuais). Eu confesso que fiquei com cara de “como assim?” qdo li o final do seu texto “Portanto, para aprender inglês, você não precisa falar o idioma, e sim desenvolver as habilidades necessárias para desempenhar as tarefas de acordo com os seus objetivos (e pode ser que falar seja uma [apenas uma] delas).” Mas voltei, reli tudo, e entendi o que você quis dizer.

    Mas, o fato de ter entendido não me obriga a concordar plenamente, né? :)

    Tenho certeza de que todos os leitores são sensatos o suficiente para identificarem quais as necessidades que têm em relação à língua. Mas, você mesmo diz no seu segundo texto que “(…)um brasileiro de classe média que nunca estudou inglês na vida conhece cerca de 200 palavras em inglês (embora não as pronuncie corretamente)”.

    Essa questão da pronúncia é um fator importante, não é?

    Por isso me preocupo tanto com quem foca os estudos em leitura e escrita e deixa de lado a parte oral. Eu, particularmente, creio que exista um risco muito grande de se desenvolver uma noção de pronúncia errada, além de gerar “bloqueios” de listening que provavelmente levariam essa pessoa a ter que recomeçar os estudos do zero ao surgir a necessidade de se comunicar verbalmente e descobrir que não consegue nem falar nem entender uma pessoa falando inglês.

    Eu consigo entender alguns documentos em francês que preciso manusear em meu serviço, mas sou incapaz de entender uma pessoa falando qualquer coisa que vá além do “bonjour”. Se eu tivesse aprendido a ler e ouvir ao mesmo tempo não teria me economizado tempo?

    Enfim, se aprender fonética já é difícil pra mim, que tenho estudado há anos e anos, o que será de um aluno que passou, por exemplo, 10 anos da vida dele achando que “beautiful” se pronuncia da forma que escreve?

    Você diz aí em cima: “O que devo fazer? Estudar as 4 habilidades? A resposta mais sensata é – sim, se você tem tempo, material e motivação suficientes para tal.”

    Considerando a “pressa” natural que tem tomado conta do mundo, você não acha que uma pessoa que ler o seu texto possa pensar: “ah, então vou aprender só a ler, depois eu me viro com o resto”. ?

    Considerando a velocidade com as mudanças estão acontecendo no mundo – em questão de educação, economia, tecnologia, etc. – ainda vale a pena aprender “só uma parte” de uma língua, se já é sabido que existe uma grande chance de você vir a precisar das outras partes dentro em breve? Ainda que tudo o que você comentou aí em cima esteja bastante correto, não seria legal rolar um empurrãozinho para que os alunos tentem se esforçar para trabalhar as quatro habilidades, ainda que não as use (ainda)? Poderia comentar a respeito?

    Agradeço antecipadamente e estou aguardando ANSIOSAMENTE pelo artigo sobre “inglês em três meses”.

    Xiii, o comentário ficou maior que o post. Sorry about that!

  • 21/09/10  
    João B. L. Ghizoni diz: 20

    Mr. Lanzetti, congratulations on the text and thanks for giving us so much information about the non-necessity of learning all the four skills.

    It certainly is a fact that not all the skills are necessary for everyone. On the other hand, I also believe that the more skills you know, the better you’ll know that language.

    Congratulations on your studies!

  • 21/09/10  
    vivianne diz: 21

    Nossa! Amei esse artigo, e vi que não estou tão ruim assim, por ter mas facilidade pra ler e falar do que escutar e escrever.

  • 21/09/10  
    Ester diz: 22

    Fantástico, deu um norte para um monte de gente, principalmente para mim.
    Obrigada Rafael!

  • 21/09/10  
    Filomena Maria da C.C. de Souza diz: 23

    Muito bom o artigo.
    tenho uma dúvida. Comecei estudar Inglês a pouco tempo, sou um autodidata muito esforçado em aprender o idioma; Porém não sei como organizar o meu método de estudo e acho que isso dificulta a minha aprendizagem. Preciso saber por qual assunto começar e como estudar.
    Aguardo resposta. Muito obrigado.

  • 21/09/10  
    Vanusa diz: 24

    Muito esclarecedor pq o curso que faço tem como objetivo que eu fale o inglês e um dia desses perguntaram-me para que vc quer falar inglês se tu não tens com quem falar? Realmente eu acho que o ideal para mim seria ler e entender bem o idioma.

  • 21/09/10  
    Rafael Lanzetti diz: 25

    A tod@s: muito obrigado pelos comentários, fico feliz que o artigo tenha sido útil. É um prazer contribuir para este empreendimento fantástico que é o EE.

    @Flávia Magalhães: obrigado pelo comentário, você tem toda a razão. Numa situação ideal, aconselharia a qualquer pessoa a aprender simultaneamente as 4 habilidades. É assim que a coisa é feita em países que já resolveram o problema da educação, como Finlândia, Coreia do Sul, entre outros. Infelizmente, como sabemos todos, há muitas situações em que isso não é exequível no Brasil – como no caso das escolas públicas – dadas as dificuldades de infraestrutura, qualidade da base educacional, qualidade dos professores etc. Aprender uma ou duas habilidades, as que mais lhe importam, é apenas uma alternativa quando aprender as 4 não for possível. E, como disse, é possível pensar em cenários em que um falante de inglês nunca precise escrever textos, ou que um cientista brasileiro nunca precise falar inglês, apenas escrever artigos na língua. A “moral da história” dessa parte é que a formação precisa ser direcionada a objetivos específicos, caso contrário ficamos vagando num mar de conhecimentos total ou razoavelmente inúteis.

  • 21/09/10  
    Flávia Magalhães diz: 26

    Rafael,
    Vamos torcer para que a realidade do sistema educacional brasileiro mude!
    Muito obrigada pelo retorno.

  • 21/09/10  
    Mázio Ribeiro de Souza diz: 27

    Amigo Rafael, boa noite!

    Diante da sociedade sabe inglês – ou qualquer outro segundo idioma – quem o fala.

    Já perdi vagas de empregos em locais que aparentemente não necessitaria mais do que o meu reading.

    Um entrevistador me perguntou-me certa vez “você sabe inglês?” e eu respondi que tinha bastante conhecimento de leitura e que compreendia algumas conversas, mas que não falava nada. Ele me retrucou que eu era igual a todo mundo: “não sabe nada de inglês”.

    Muitos colegas no trabalho demonstram certa inquietação quando perguntam se sei falar inglês, simplesmente porque me vêem lendo bem, e recebem um não como resposta.

    Então, o que acredito haver é uma grandessíssima confusão na sequência de aprendizado.
    Se a gente fosse submetido nesses cursinhos que existem por aí, a uma carga pesada de listening, depois de speaking, em seguida de reading e, por fim, de writing, acredito que teríamos menos pessoas frustradas, por passarem 8 anos fazendo curso e mesmo assim não falam o idioma desejado.

    Mázio Ribeiro

  • 21/09/10  
    Mázio Ribeiro de Souza diz: 28

    [Texto Corrigido]

    Amigo Rafael, boa noite!

    Diante da sociedade sabe inglês – ou qualquer outro segundo idioma – quem o fala.

    Já perdi vagas de empregos em locais que aparentemente não necessitaria mais do que o meu reading.

    Um entrevistador perguntou-me certa vez “você sabe inglês?” e eu respondi que tinha bastante conhecimento de leitura e que compreendia algumas conversas, mas que não falava nada. Ele me retrucou que eu era igual a todo mundo: “não sabia nada de inglês”.

    Muitos colegas no trabalho demonstram certa inquietação quando perguntam se sei falar inglês, simplesmente porque me vêem lendo bem, e recebem um não como resposta.

    Então, o que acredito haver é uma grandessíssima confusão na sequência de aprendizado.

    Se a gente fosse submetido nesses cursinhos que existem por aí, a uma carga pesada de listening, depois de speaking, em seguida de reading e, por fim, de writing, acredito que teríamos menos pessoas frustradas, por passarem 8 anos fazendo curso e mesmo assim não falam o idioma desejado.

    Mázio Ribeiro

  • 22/09/10  
    Flávia Magalhães diz: 29

    O depoimento do Mázio resume de forma bem realista a triste realidade da maioria brasileira: o ensino regular é fraco, o mercado de trabalho exige mais do que é necessário para o cargo, e então a gente fica duplamente frustrado.

    Temos uma pergunta interssante no fórum: Should fluency be required in non-English speaking jobs?
    http://www.englishexperts.com.br/forum/should-fluency-be-required-in-non-english-speaking-jobs-t8722.html

  • 22/09/10  
    Marcos Antonio Toledo diz: 30

    procuro aprender inglês por conta própria porque vejo nisso um desafio à minha capacidade de aprendizado sem me importar individualmente com essas quatro habilidades procuro apenas aprender o máximo que posso é difícil é verdade mas devagar eu acho que eu chego lá na verdade eu não tenho muita pressa e também ainda sou um iniciante

  • 22/09/10  
    Dicas de Inglês - Mitos e Verdades no Aprendizado de Inglês – Parte 3 de 3 diz: 31

    […] o segundo artigo da série Mitos e Verdades no Aprendizado de Inglês, recomenda-se a leitura da parte 1 sobre o mito “para aprender inglês, preciso aprender a falar o idioma” e da parte 2 sobre o mito “inglês é fácil de se aprender” antes de ler o texto […]

  • 23/09/10  
    luiz floriano diz: 32

    Mas o legal do inglês é falar

  • 23/09/10  
    Mauricio Sousa diz: 33

    Parabens pelo artigo!

  • 23/09/10  
    Dulcineia diz: 34

    Rafael, inglês realmente é uma lingua complexa, procuro estudar sempre, mas todo dia descubro uma porção de coisas que ainda não havia aprendido, dai me sinto frustada, digo sempre que meu inglês é pobre, gostaria de um dia me tornar uma boa professora, mas parece que o sonho está distante.
    Abço.

  • 23/09/10  
    Marcio Rodrigues diz: 35

    Estou procurando aprender as quatro habilidades do ingles, seis que vou conseguir, se Deus quiser….

  • 24/09/10  
    olga diz: 36

    Na sequencia natural da vida, você aprende primeiro a falar, depois a ler e escrever.

  • 24/09/10  
    João B. L. Ghizoni diz: 37

    Dulcineia, nosso aprendizado é diário, independentemente de quão bom somos no nosso trabalho. Todos temos algo a aprender — sempre. É preciso dedicação todos os dias. Não há como fugir disso se queremos progredir. Não desanime; lute sempre!

    Olga, aprender língua estrangeira não é o mesmo que aprender a língua materna. (Esse papo já foi debatido à exaustão aqui.) Ao aprender a língua materna, somos rodeados por ela oito, dez, doze quinze horas POR DIA. Com a língua estrangeira nosso contato é de duas, três, quatro HORAS por SEMANA. Então a FORMA de aprender não pode ser a mesma. Não estou dizendo que a escrita ou a leitura tem de vir primeiro; só estou dizendo que a forma de aprender NÃO PODE SER A MESMA. Esse papo de dizer que aprendemos a língua materna sem gramática então podemos aprender a estrangeira da mesma forma é teoria barata, geralmente adotada por quem não é professor formado. Duvido que algum licenciado leve a sério essa teoria!

    Desculpem-me pela franqueza, mas é exatamente isso que penso! Já vi tanta gente não habilitada “dando aula” de inglês que fico vermelho ao ouvir certas coisas que eles “ensinam”. Não, não acho que seja NECESSÁRIO ser licenciado, mas é muito menos provável que alguém que cursou quatro anos de uma licenciatura em Letras cometa tantos disparates como os que tenho visto.

  • 12/10/10  
    Ricardo diz: 38

    Desculpa mas vou discordar …
    Acho que se você não tem o mínimo de habilidade em um dos 4 pontos que você citou, você não pode dizer que sabe inglês ou qualquer outra lingua, e como alguém já disse em uma das respostas, se o seu intuito é se diferenciar dos restantes aprendendo uma lingua nova, você tem que aprender a falar sim, senão você vai ser apenas mais um, gente que sabe “ler” inglês tem de monte …
    E esse negócio de estudar gramatica também, a pior coisa que existe, o tempo de estudo da gramática deve ser minimo, tipo uns 10% do tempo total, Eu via na Austrália esses estudantes que passaram 5 anos estudando inglês nessas escolas no Brasil e que quando chegavam lá não conseguiam falar quase nada, pronúncia ruim, e não conseguiam sequer formular uma frase, ou demoravam anos para concluir um pensamento, tudo por que? nas escolas só estudaram gramática, e toda vez que vão falar ficam pensando em bolar frases gramaticalmente corretas o que atrapalham e muito na fluidez.
    Está mais que provado que o sistema atual de ensino de linguas está errado, ensinar gramática pra uma pessoa que está começando e bombardear por completo sua auto-estima e motivação para aprender a lingua.

  • 14/10/10  
    Thaisa diz: 39

    Olá, será que existe algum autor que defenda a importância da gramática inglesa para o aprendizado do idioma? porque sei que dificilmente vamos dominar a gramática..nem em língua Portuguesa conseguimos! mas acredito que estudar a gramática facilita o aluno a falar inglês.Não podendo somente enfatizá-la, para não ficar enfadonho, mas incluir quando estamos aprendendo vocabulário.