Não se preocupe (tanto) com a Gramática

Grammar PoliceOlá, amigos do English Experts! Na semana passada conversei com meu amigo americano, ele é de Seattle – Washington. Como ele vem para o Brasil no mês que vem, ele comentou o seguinte:

– I’ll bring my camera.

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Imediatamente eu perguntei – Não é Take your camera?

Ele ficou indeciso e respondeu dizendo que tanto faz. Para quem quiser saber a diferença, veja aqui no fórum: “Take X Bring X Get“.

Com isso, tive a ideia de compartilhar uma leitura que fiz, sobre a “evolução” do idioma.

Muita vezes ficamos horas e horas estudando a gramática, levando ao pé da letra tudo que aprendemos. Sem nos dar conta que não é bem assim o verdadeiro inglês e muito menos no português. Não estou falando que devemos deixar de aprender a gramática, isso não, mas sim, observar a gramática de uso, o inglês falado.

O discurso jornalístico deve ser escrito na norma padrão, o discurso acadêmico deve ser escrito na norma padrão, mas o discurso literário, não precisa ser necessariamente escrito na norma padrão e assim acontece no Spoken English.

E estão acontecendo muitas coisas no inglês nos últimos anos. As contrações gonna, gotta, wanna que eram usadas apenas como gírias estão sendo usadas frequentemente em música, tv, rádio etc. E fora dos EUA você também encontrará essas palavras. No Canadá, Austrália, Havaí… E não são mais evitadas.

Da mesma forma que a humanidade evolui e se modifica com o passar do tempo, a língua acompanha essa evolução e varia de acordo com os diversos contatos entre os seres pertencentes à comunidade universal. Muito mais agora com a tecnologia que nos aproxima ainda mais.

Abaixo, seguem alguns exemplos que eu notei muitas vezes que tradicionalmente são usadas na forma simples, e agora estão sendo usadas na forma progressiva com mais frequência, talvez, significando uma mudança na gramática. (?)

  • I’m not seeing him.
  • The kids are loving their new game.
  • What they’re needing is more money.
  • I just wasn’t understanding…

O had na frase had better está desaparecendo:

  • You better read it before signing.
  • He better take a decision.
  • You better stay home tonight.
  • You better be quiet.

Está se tornando cada vez mais comum escutar a o pronome de objeto direto usados como sujeito na frase. Segue alguns exemplos:

  • Him and my sister did it.
  • Me and her were the only ones at home at the time.
  • Them and their parents were told to make appointments to see the doctor.

Vocês podem pensar que esses exemplos foram de não nativos, certo? Bem, surpresa! Todos foram falados por gente que fala muito bem inglês, até mesmo professores nativos, que falam inglês.

O idioma está evoluindo, então temos que evoluir também. Muitas escolas de inglês ainda focam na gramática normativa, com tabelas e mais tabelas de regras maçantes gramaticais.

Foque seus estudos na gramática de uso, no dia a dia. Assista filmes, leia muito, e pratique conversação com um professor ou amigo que já fala inglês. Só assim o idioma fluirá.

Não se preocupe (tanto) com a gramática. É essencial, eu sei, porém, o que importa é se comunicar.

Sobre o autor: Pablo Torrens, é brasileiro, fala inglês desde 2003, leciona desde 2005. Estudou inglês por dois anos nos Estados Unidos e atualmente está cursando letras inglês/português.

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Autor Convidado

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17 comentários

  • 01/04/13  
    Marcos Bernardino da Silva diz: 1

    Não seria melhor somente conhecer estas novas estruturas para entendê-las, quando ouvi-las? Acho que usá-las na fala poderia nos colocar em situações complicadas, por exemplo, seria o mesmo que dizer “nós vai” em português. Isso não quer dizer que a gente não seria compreendido, mas é difícil para um não nativo ou para alguém que não more no exterior há muito tempo, saber se estamos sendo extremamente informais e usando um inglês que não deveria ser usado naquela situação. É claro que dificilmente no inglês ou no português a gente usa a norma culta perfeitamente, mas há graus de “correção” e de “incorreção”.

  • 01/04/13  
    sandrom diz: 2

    Este assunto é sempre polêmico no estudo de qualquer língua, mas é de grande importância, pois pode nortear a forma como falamos e como somos entendidos.

    A língua e os seus componentes e recursos também obedecem a lei do uso e do desuso.

    No entanto, saber o que está em desuso e o que está efetivamente errado requer grande discernimento.

    Além disso, o contraste entre a linguagem falada e a escrita é um tema inesgotável e depende das tendências de cada época e lugar.

    Assim, como uso o inglês tanto em situações formais quanto informais, fica a dica: é sempre bom saber a regra gramatical, ainda que, na linguagem falada se admita uma certa flexibilidade (cada vez maior, diga-se de passagem, devido a universalidade do idioma).

    Acredito, desta forma, que se trata mais de uma questão de oportunidade (momento e lugar) do que de certo e errado (limite que é muito dificil distinguir na evolução da linguagem).

  • 01/04/13  
    Chris :D diz: 3

    Assim como em muitas outras facetas de nossa vida, ser Equilibrado(a) traz bons resultados. Se realmente queremos nos “comunicar” em Inglês, gastar horas de aprendizado estudando Gramática PODE atrapalhar o nosso progresso (e muito). On the other hand (por outro lado), deixar a Gramática de lado é um erro. Resumindo o “bom senso” nós ajuda a ser equilibrados. Eu francamente, passei a dar MAIS atenção a gramática quando comecei a ensinar Inglês. Nos dois testes internacionais que fiz, há uma sessão dedicada apenas a “gramática” e eu fui muito bem em ambos. Quando “respirarmos” Inglês, aprender regras gramaticas torna-se apenas detalhe. Chris :D

  • 01/04/13  
    Pablo Cardoso diz: 4

    Eu tive uma professora que nao cobrava muito gramática e deixava a gente conversar, dizia que nos tinhamos que entender a mensagem que o outro que passar.

  • 01/04/13  
    Pedro Alexandre diz: 5

    First of all congrats Pablo. Compartilho com vc sua visão da mudança do idioma, sem descordar de meus colegas acima na questão de equilíbrio e bom senso que, aliás, como em tudo na vida, esses atributos só fazem bem e nos fazem crescer. Bom lembrar que tudo que o ser humano toca, ele muda. É assim que somos: deixamos nossas pegadas e digitais em tudo que fazemos. O inglês é ‘tocado’ por mais de 1.000.000 de pessoas, nativas e não nativas. Natural estar sempre numa evolução em ritmo acelerado. Compete a nós, no nosso melhor, tentar acompanhar essa ‘hectic evolution’.

    Cheers

  • 02/04/13  
    Hud diz: 6

    Entrei nesse site hoje sem querer e fui EXTREMAMENTE surpreendido com o conteúdo rico de informações… estou em São Franscisco a duas semanas estudando inglês (nível intermediário – Kaplan) e estava apavorado com a dificuldade de acompanhar os asiáticos na gramática, e me perguntava o tempo todo, “por que na conversa do dia a dia ou quando vamos as lojas/atrações turísticas eu me saio melhor que eles?” e nesse tópico está a resposta.

    Eles pensam muito para falar, se preocupam em falar bem (no sentido gramatical) e esquecem da dicção, e obviamente quem está ouvindo demora para compreender o que dizem. Entendo que seja bem complicado para eles, tendo em vista que os sons são bem diferente da sua língua de origem, e aliado a isso não possuem o hábito de ouvir músicas americanas por exemplo, entretanto quando eles vão avançando de nível são muito eficientes.

    Para resolver a minha dificuldade em entender a gramática, estou fazendo exatamente o contrário do que me recomendaram, estou consultando tópicos em português para me auxiliar no entendimento, posso estar muito errado mas entendi muita coisa hoje lendo esse site que estava sentindo dificuldade de acompanhar nas aulas.

    Parabéns pelo site!!!
    Serei um fiel seguidor a partir de agora, e durante os 2 meses e meio que me resta aqui nos EUA.

    • 02/04/13  
      Alessandro Brandão diz:

      Oi Hud,

      Obrigado pelo comentário e seja bem-vindo à família do English Experts.

      Bons estudos!

    • 02/04/13  
      Nicoli diz:

      Olá, Hud, tudo bem? Li que você está em San Francisco estudando. Eu também irei em Jun/13 e estudarei na St.Giles. Será que eu posso me corresponder com você por e-mail para tirar algumas dúvidas quanto à cidade, as aulas, as pessoas, enfim?
      Aguardo seu retorno
      Obrigada!

    • 03/04/13  
      Hud diz:

      Oi Nicole!!

      Claro que sim!! fique a vontade…

      Me disseram que a St. Gilles é ótima, mas como já conhecia a Kaplan optei por ela…

      o meu e-mail eh hudton@aol.com

      Pode me fazer quantas perguntas quiser que responderei com prazer…

      A cidade eh ótima, e posso te passa várias dicas sobre transporte, estadia, segurança e etc.

      Aguardo seu e-mail

      Abs.
      Hud

  • 02/04/13  
    Nicoli diz: 7

    Oi, galera!
    Já assisto a bastantes filme sem a legenda para uma melhor compreensão do inglês falado. Porém, gostaria de recomendações de leituras onde posso ter acesso a essas novas evoluções do inglês.
    Se alguém puder me dar um help, agradeço!
    :D

  • 02/04/13  
    Danielle Macedo diz: 8

    Esse é um assunto bem complicado, mas eu acredito muito no bom senso do estudante de idiomas em saber equilibar essas informações. Quando iniciei o ingles, há 4 anos atrás, eu foquei muito em gramática mas não sabia desenvolver na hora da pronuncia, acabei desistindo pois não via evolução. Há 7 meses voltei a fazer inglês e mudei totalmente a forma de estudo, pratico mais listening, claro que estudo a gramática, mas a minha evolução comparando com a primeira vez que tentei aprender inglês é perceptível e é muito legal quando você consegue ” se fazer entender “.
    Parabéns pelo artigo.

  • 02/04/13  
    Marcos Bernardino da Silva diz: 9

    Concordo que não existe somente a gramática normativa e que as línguas evoluem. Também concordo que o estudo de um idioma não envolve somente o estudo da gramática normativa, mas escutar, escrever, falar, ler, aprender sons que não existem na nossa língua etc. Porém, penso também que há uma banalização da gramática do uso, somente se dizendo que uma estrutura é usada, sem levar em conta contexto, meio e região que ela é usada. Bem, não sou linguista, mas acho que atualmente tudo no ensino está sendo simplificado para as classes populares, enquanto quem tem dinheiro tem uma educação de qualidade e tem acesso a melhores oportunidades devido a saber bem os conteúdos necessários para o mercado de trabalho, vida acadêmica e o cotidiano da vida moderna.

  • 03/04/13  
    Cezar Ribeiro diz: 10

    Este artigo resume bem o que está acontecendo hoje em dia mesmo no aprendizado do Inglês, principalmente online. Estou aprendendo Inglês através de lições de listening de um curso chamado Effortless English Club, do A.J. Hoge, que é realmente excelente. A.J. mesmo fala sempre pra gente não se ligar em grammar text books e sim se ligar no spoken English, ou seja, ouvir o inglês falado no dia-a-dia, principalmente ouvir o Real English falado pelo nativo dos países de Língua Inglesa. Parabéns aos administradores e colaboradores do site English Experts, que tem sido uma ferramenta muito útil pra mim no meu aprendizado do Inglês. Obrigado a todos!

  • 05/04/13  
    Vanessa diz: 11

    Concordo que também precisamos evoluir na comunicação. Às vezes demoramos a responder algo por ter que pensar na estrutura da frase que estamos falando. Porém, devemos conhecer os dois lados da comunicação: O Informal e o Formal. Pois se nos acostumarmos a falar sempre de maneira mais descontraída, podemos um dia passar por momentos delicados como uma entrevista de Emprego.
    Por isso, penso que tais termos devem ser utilizados apenas como uma segunda opção na nossa comunicação.

  • 05/04/13  
    Eri diz: 12

    Eu não entendi o que foge da gramática nos dois primeiros grupos de frases. No primeiro eu realmente não sei onde está o erro. Será que eu já aprendi errado? :)
    Thanks in advance for any explanation.

    • 09/04/13  
      Mario Moraes diz:

      Olá Eri …
      No primeiro caso o que dita a regra é que verbos chamados de ‘percepção’, como nos exemplos = see, love, need, understand … os mesmos não seriam usados na forma contínua, ou seja, não diríamos em inglês ‘estou vendo’, estamos amando, não estou entendendo e por aí vai – o que, segundo o Pablo está mudando, pela própria dinâmica da lingua. No segundo caso o que estaria faltando na frase é “‘d” ou seja a forma contraída de ‘had’, uma vez que a frase original seria ‘had better’ quase sempre utilizada na forma “You’d better’, por exemplo. É isso … Espero que tenha ajudado.

  • 09/04/13  
    Evandro diz: 13

    Já faz um tempo que procuro um post assim, que seja voltado para a comunicação “relação entre as pessoas” e não somente sobre regras que alguém inventou “gramaticais”. Estou farto de estudar gramática sempre digo isso na escola Thank you very much indeed.