Professor nativo x Professor não-nativo

Professora de inglêsCertamente uma das vantagens de coordenar a edição de um site de dicas de inglês, mesmo não sendo professor, é que eu não preciso defender nenhuma bandeira (leia: escola de idiomas) ou metodologia. Tudo que publico aqui é resultado dos meus estudos. Se funcionou para mim ou para um leitor, então é publicado.

Por isso, ao invés de site somos um blog, o que permite que o leitor possa expor suas opiniões nos comentários e também saber o que os outros pensam a respeito dos tópicos abordados.

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Em 2007 publiquei um texto bastante polêmico enviado por um leitor, nesse texto ele dizia a seguinte frase “escolha de preferência um professor nativo da língua ou pessoa que morou muito tempo (mais de 10 anos) em país de língua inglesa”. Como não poderia deixar de ser, recebi muitas críticas pela publicação, vários professores indignados saíram em defesa da classe e enviaram comentários de protesto.

O bacana disso tudo é que depois do debate chegamos à seguinte conclusão: alguns alunos preferem estudar com professores nativos, isso é fato, porém no quesito didática não importa a nacionalidade. Da mesma forma que existem bons e maus professores de inglês nativos, também existem bons e maus professores de inglês não-nativos.

Os leitores Rogerio Costa e Alessandra Carvalho enviaram uma indicação de um artigo publicado no G1. Nesse artigo o linguista britânico David Graddol ao ser indagado sobre o perfil ideal do professor de idiomas respondeu o seguinte: “o melhor professor é aquele que fala a língua materna de quem está aprendendo o idioma. Também é preciso ser altamente capacitado e ter um ótimo domínio do idioma, claro”.

Qual sua opinião a respeito da  afirmação do David? Aguardo comentários.

See you.

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Alessandro Brandão

Alessandro Brandão é coordenador do English Experts e do Fórum de idiomas. Trabalha também em projetos na área de Comércio Eletrônico e Ensino a Distância (EaD).

75 comentários

  • 09/11/09  
    João B. L. Ghizoni diz: 1

    Alessandro, se me permite, gostaria de pedir às pessoas que queiram corrigir outras o seguinte: só o façam se realmente souberem a forma correta. Em algum lugar dos comentários alguém tentou fazer correções e escreveu outra forma errada, supondo ser a correta. Isso não deve realmente acontecer. Aproveito para pedir que se alguém for corrigir, que o faça com educação. Acho que é o mínimo que se pode pedir. Concorda?

  • 09/11/09  
    CELINA MURATA diz: 2

    O mais difícil de ensinar inglês no Brasil é fazer entender que o aluno precisa se dedicar, ter disciplina e interesse no idioma. Com certeza aprender com um nativo é sempre muito vantajoso, mas lembre-se falar inglês 24h por dia é realmente complicado no Brasil, familiares, amigos, conhecidos, não falam outra língua, não se compara, VIVER o idioma todos os dias com UM ESTUDANTE DE IDIOMAS, é realmente complicado. Se houvesse por parte das escolas públicas maior incentivo, ou até mesmo intercâmbio por parte das escolas públicas, o aprendizado seria muito mais instigante.
    O que quero dizer é, seja qual o método, se for nativo ou não, lembrar que aprender idiomas está muito mais na questão motivacional .

  • 09/11/09  
    Rondinelli Desteffani diz: 3

    Hi There!

    Eu tiraria o tópico bons e maus professores. Ou trataria qualidade de ensino de linguas em um tópico separado, sendo eles nativos ou não. Qualidade já é requisito em tudo que a gente faz, vende, produz ou tem. Num primeiro momento um professor ruim pode até te enganar por determinado tempo… mas se você for um bom aluno (que gosta de estudar e investiga o que está sendo ensinado) você vai cair na real se o professor não for bom.

    Agora… sobre professor nativo ou não nativo ( com ou sem experiência internacional) segue minha análise:

    Você que é professor, um dia foi aluno.
    Se foi aluno, me responda sinceramente: Quando voce estudava, não queria que seus professores soubessem/ensinassem falar em inglês coisas do tipo:

    – E dai?
    – Pois é, mas eu discordo disso.
    – Cê pode tentar procurando na web
    – Não te disse?
    – Vem cá
    – Roberto tá ai?
    – Vocês (no plural falado = you guys, you all, you both)
    – Alô Maria, Paulo já apareceu por ai?
    – Alô Pedro, vou me atrasar, te apanho no caminho?
    – etc etc etc e tal…

    Não é verdade? Se não é verdade veja a quantidade de tópicos que temos no forum na parte “Como digo isso em inglês”.

    Todos que estudam uma segunda lingua gostam e querem saber a forma mais natural possivel de falar. E também as formas equivalentes das gírias e expressões.

    Mas você deve ter tido professores (assim como eu) que não sabiam ou que simplismente não ensinavam o inglês que não está na gramatica. Além é claro de ter palavrinhas que só você fala daquele jeito por que um professor não nativo te ensinou assim. E você aprendeu errado por que na verdade… o professor também aprendeu assim. (Pra eu re-aprender a pronuncia de “comfortable” eu penei um ano inteiro e acho que não estou sozinho com relação a esse tipo de equivoco) – Não podemos negar que é um risco que se corre quando o professor não é nativo ou não tem experiencia internacional.

    Pense nisso e responda a pergunta abaixo honestamente:

    1- Quero inglês pra fazer concurso, pra usar no trabalho, pra simplesmente exercitar o cérebro, ou pra viajar?

    (Dependendo do tipo de resposta, voce pode até ter um professor que nunca saiu do Brasil, concorda? Dependendo do tipo de resposta seria também indicado ter alguem com experiência internacional ou quem sabe um nativo falante de Inglês)

    Uma grande parte dos alunos de cursinho dizem (do intermediário para o avançado) que se sentem impotentes por que entendem tudo, leêm, escrevem mas NÃO FALAM como deveria ser. Não tem fluencia, não sabem como dizer isso ou aquilo e o pior: Não conseguem estabelecer uma linha de raciocínio sobre um assunto e conectando frases explicativas ou narrativas sobre determinado tema. Na frente do professor(a) tudo bem… mas na hora de falar com algum estrangeiro dizem não entender, travar, dar branco e por ai vai.

    Baseado nesses argumentos (por que a grande maioria que vai pra um cursinho de ingles sonha em falar fluentemente com todomundo) eu afirmo que é MUUUUUITO melhor ter um professor com experiência internacional ou um nativo falante de inglês. Mas não é condição “sine qua non” para aprender inglês escrito, lido, ouvido. Isso dá pra aprender com um professor de qualquer nacionalidade que não seja nativo de inglês.

    A internet hoje é uma grande aliada das pessoas que querem aprender inglês falado tão bem quanto escrito, lido , ouvido.

    Ate mais!
    Rondinelli

  • 09/11/09  
    Jane Helena diz: 4

    Prezados senhores,
    Tenho recebido seus emails com dicas interessantes, principalmente para mim que sou professora de português e inglês.
    Entretanto, gostaria de fazer uma observação no que compete ao português, tenho observado erros na grafia e classe das palavras,
    como a o que aconteceu no de hoje” mal e mals. Mal é um advérbio e, portanto, jamais vai para o plural. mal=bem. bom=mau.
    bom= bons ou ruins, mal “mal”só pode incidir sobvre um verbo por se tratar de um advérbio. Então bons e maus professores, e não
    bons e mals.
    atenciosamente,
    Jane Helena Bazzan

    • 09/11/09  
      Alessandro diz:

      Jane,

      Leia comentário 58.

  • 09/11/09  
    Alebasi diz: 5

    Acho opniao do linguista bastante relevante.

    Quanto ao texto redigido no blog, penso que quem o redigiu deveria lembrar da língua portuguesa. Já que não existe “mals” e sim males em oposição a bens e, ainda, maus em oposição a bons.

    • 09/11/09  
      Alessandro diz:

      Alebasi,

      Leia o comentário 35. Aliás, é sempre uma boa prática ler os comentários anteriores antes de enviar o seu ok?
      Fica a sugestão!

      Abraço,

  • 09/11/09  
    Marion diz: 6

    Concordo que um professor que fala a lingua materna de quem está aprendendo é muito mais fácil de explicar ao aluno e compreender suas dificuldades. Um professor que a lingua materna é ingles e a do aluno é portugues, não vai compreender as dificuldades do aluno com certas pronuncias. Falta-lhe vivência na lingua materna do aluno.

  • 09/11/09  
    Luciana diz: 7

    Com certeza um professor nativo e um não-nativo, mas que morou muitos anos fora, são melhores, pois abrange a aula para outros focos que poderão faltar no “simples” professor de inglês que sempre morou no Brasil. Sou professora de inglês e nunca morei fora, porém, o mais breve possível estarei indo em busca disco, nao só com o intuito de melhorar a aula, mas porque é quesito em muitas escolas.

  • 09/11/09  
    Cida Stan diz: 8

    para os alunos do “advanced”, talvez, o ideal seriam bons prôs nativos….e para os alunos do “basic”, os bons prôs não-nativos…
    TO BE OR NOT TO BE…THAT IS THE QUESTION….rsrs
    hugs!!!tks

  • 10/11/09  
    marcos facuri diz: 9

    the expression ” break your leg” is incorrect; one should say “break a leg”.
    that’s it.

  • 10/11/09  
    Rafael diz: 10

    Faço Inglês particular uns 3 anos com um professor não nativo. Aprendi bastante com ele, mas as vezes acho que aprendi mais pelo meu auto estudo. As aulas no começo eram boas mas passaram a ficar “Chatas” de uns tempos pra ca, pq tudo que ele fala eu entendo, pq claro já me acostumei com ele. Estou com um contato de um professor de Londres que mora aqui no Brasil e não fala nada de português. Estou pensando em trocar. No meu caso, vcs acham que seria uma boa ideia ?

  • 10/11/09  
    Ichy diz: 11

    Um professor bom é um bom professor. Já fui ensinado por nativos e por brasileiros, e prefiro os brasileiros.

    É claro que ***conversar*** com nativos é muito melhor.

  • 11/11/09  
    Douglas Leocádio diz: 12

    Como o autor Alessandro, também sou auto didata no idioma (inglês). Concordo parcialmente com ambas as informações: A vantagem do professor nativo é a fluência/vivência do idioma; do professor não nativo, mas de mesma língua do aluno, há como facilitador a cultura, que são as mesmas e o consequente”entendimento” mais fácil do que o aluno quer dizer. Porém, indubitavelmente, a didática influencia significativamente para a eficácia do aprendizado.
    All the best..

  • 11/11/09  
    Fernando Kaisermann diz: 13

    Olá a todos,

    Esse é um assunto que gera e gerará polêmica, pois uns preferem professores nativos e outros os não-nativos, e cada um com sua opinião ou argumento formado com relação a isso.

    Independente da nacionalidade do professor o que importa é como o aluno aprende, e isso é pedagogia, método eficiente nas aulas.

    Conheço nativos que tiraram notas baixas em testes de proficiência, em comparação brasileiros que atingem alta pontuação. E isso é fato, ser nativo não significa que domina todo o conhecimento da língua, e isso serve para nós não-nativos também, ou será que alguém aqui conhece o português em seus pormenores?

    Creio que a pronuncia é importante na língua inglesa, mas quem disse que o aluno precisa falar como um americano ou britânico???

    English for all!

  • 12/11/09  
    mario diz: 14

    Professor bom é aquele que atende minhas demandas.

  • 13/11/09  
    juliana diz: 15

    Olá, sempre leio o newsletter mas nunca escrevi nada aqui (por preguiça, hehe). Mas esse assunto é interessante…
    Acho que no começo, realmente é melhor procurar um profissinal que seja nativo na língua de quem está aprendendo. É mais fácil estabelecer uma compreensão mútua quando aluno e professor conseguem conversar.
    Mas em casos como o que eu atravesso agora, de falar bem inglês e só precisar aprimorar desenvoltura, termos técnicos de engenharia e algumas regras chatinhas que a gente sempre esquece, acho altamente recomendável achar um professor nativo em língua inglesa, e que tenha formação na área. É como alguém falou nuns posts acima: todos brasileiros falam portugues, mas com certeza não podem lecionar.
    Um abraço.

  • 16/11/09  
    Marcelo Silva diz: 16

    Ola, a respeito do assunto acima, acredito que para se aprender ingles nao seja necessario ter restritamente um professor nativo, creio eu ,que primeiramente ‘e necessario que se tenha uma formacao ou pelo menos um otimo preparo para ensinar qualquer coisa. Me formei e letras e sempre planejei morar fora do pais, hj estou em Nova Iorque e, se comunicar diretamente com um nativo da lingua inglesa e ter aula tbm com o mesmo me ajuda muito a ter um feedback com respeito ao meu sotaque, da maneira como estou usando a lingua no dia-dia e tbm a ter uma pronuncia mais precisa, mas de fato, principalmente para iniciantes, um professor que fale a lingua do aluno seria o mais adequado.

  • 16/11/09  
    Jonã Machado diz: 17

    Estudei em uma escola de idiomas com ambas opções e era fácil notar as diferenças, principalmente quando já se é um aluno intermediário buscando aperfeiçoar ao máximo o Spoken English. O que eu percebia é que os professores brasileiros falavam algo que chamo de ‘brazilian english’, um inglês com toda a estrutura do pensamento do brasileiro, não sei explicar muito bem agora, mas é um inglês meio arroz com feijão, limitado pela falta de convivência, enfim, era ruim.

  • 20/11/09  
    KARINE DANTAS diz: 18

    APOIADO !!
    TENHO A MESMA OPINIÃO SUA.
    JÁ VI MUITO CARA (QUE SE DIZ O BOM) FAZER CADA CACA. QUEM É BOM MESMO, FALA, FAZ E FICA NA DELE.
    É COMO UMA FRASE DE UMA MÚSICA FAMOSA: “FALA DEMAIS QUEM NÃO TEM NADA A DIZER”.

    BYE !

  • 20/12/09  
    raimundo nonato diz: 19

    em minha opiniao e importante primeiro aprender a falar o idioma depois vem a escrita foi assim que aprendi alguns professores brasileiro sao habitolados em livros e deixa muito a desejar na linguagem pricipalmente a informal que e mais usada no dia a dia e muito importante na hora de se fechar negocio as girias os dialetos etc. coisas que nao se aprende em escolas nem univercidades brasileira

  • 21/12/09  
    Juliano diz: 20

    Dear friends…

    Actualmente estou na Cambridge School em Lisboa, na oportunidade de algumas pesquisas que fiz na internet descobri esse fórum, que muito me vai ajudar na minha cruzada do aprendizado em inglês, não querendo desfazer dos nossos professores brasileiros, que posso dizer terem boa qualidade para ensinar o inglês.
    Penso que actualmente o que passa no ensino fundamental no Brazil é que o inglês não é dado com tanta intensidade exigindo mais dos alunos.
    Quando ao facto do professor ser nativo ou não é o que mais me impressiona aqui em Portugal, pois meu professor é britânico e pelo contrário não sabe nem pedir um copo de água em português, por vezes quando ele cria alguma situação dando um exemplo na aula, ás vezes somo nós alunos é que o dizemos alguns adjectivos em português, para ele saber do que se trata. Em certo ponto é interessante a aula assim, pois ele exige muito do nosso estudo e somos obrigados a realmente saber a maneira correcta de pedir ajuda e coisas do tipo. O que quero expressar é que se por exemplo o professor falasse português nós alunos começamos a perguntar em português, sempre criando uma situação de ficar traduzindo, pelo que, estou vendo agora é que ficar sempre traduzindo as situações em sala de aula atrapalha o desenvolvimento do aprendizado.
    Será?? Comentem, opinem…
    Cumprimentos, JMM

  • 16/05/10  
    Thiago diz: 21

    Imagine um brasileiro que nunca foi à escola ou que estudou somente até o Ensino médio, ensinar Português no exterior (…) Ele fala Português fluente porque nasceu no Brasil , mas não pode ser considerado professor, me poupe! profissão professor é coisa séria e não devemos nos render a um vislumbre momentâneo que nos trará mais frustração que aprendizado! O que eu vejo acontecer muito aqui no Brasil é um americano falido, às vezes pertencente à escória norte americana ou de outro país encontrar no Brasil um jeitinho de ganhar dinheiro no país dos tolos! Não são professores, muitas vezes são pessoas que não encontrava trabalho de qualquer espécie no exterior e vem de mãos abanando ao Brasil assumir uma profissão seríssima no terceiro mundo, lamentável! Deveria ter órgãos para avaliar este tipo de acontecimento, pois educação é coisa séria!

    Os professores de Inglês do exterior recebem muito bem no país deles, será que eles largariam suas regalias para lecionar no Brasil ganhando 10 reais por hora nas escolinhas da vida? que tipo de pessoa larga os States e Inglaterra pra se sujeitar a isso? Uma pergunta retórica para reflexão geral! Estes professores os quais citei no início do parágrafo até vem ao Brasil, mas em uma situação de opção pessoal e ganam de 50 a 60 reais por hora ( SIC) pois tem formação para isso, comprometimento e conteúdo muito além do nascer lá fora ( são professores) e escola para pagá-los são caras demais já que devem arcar com custo alto de contratação e pagamento de aulas (…) Cabe agora a todos vocês justificarem que tipo de professor nativos estamos falando! Professor de verdade ou um atendente do Mcdonald ….O cara tem vivência, oks, o dia que educação for só vivência minha avó será professora de Português!!!!!

    Um professor bom é aquele que ensina e se ensina é porque alguém aprendeu, lógico, e que domina o discurso oral e escrito, mas tem didática e intenção de ensinar pelos valores cívicos morais e éticos, cursos no exterior são bem vindos, vivência é interessante, mas chamar de professor de Inglês oportunistas é rebaixar o valor da profissão e da língua concernente!

    nada mais!

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