Should I stay or should I go? (living abroad – part I)

Se você gosta muito de aprender línguas ou precisa de uma a mais (ou duas, três) para futura carreira, tarefa ou hobby específicos, a idéia de viver em outro país já deve ter passado pela sua mente. E você já deve ter até pensado nos passos básicos:

  • ‘Vou economizar dinheiro’ (muitas vezes a economia parece difícil, então você vende seu carro para investir na sua viagem);
  • ‘Vou organizar meus documentos e fazer meu passaporte’ (o processo todo pode ser bem tranquilo, como pode levar uma eternidade dependendo das exigências do país para onde você quer ir);
  • ‘Vou trancar faculdade ou pedir conta do trabalho’ (um break na faculdade pode ser muito benéfico e quem sabe na volta você consegue seu trabalho de volta ou uma posição melhor?)

Esses são os primeiros arranjos práticos mais importantes. E parecem simples. A não ser que você esteja indo de férias ou esteja sendo financiado pelos seus pais, a decisão de viver em outro país pode não ser tão simples.

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Insista em seus sonhos

Você tem que considerar vários aspectos e ser realista sobre viver lá fora. Não trate isso como ‘passar tempo lá fora’. Sua vida não entra num pause quando se vive em outro país; continua sendo sua vida e é experiência para você.

Se você quer passar um ano ou mais distante do seu país de origem, seu coração pode doer só de pensar em ficar longe de casa, das suas coisinhas, da família, do(a) namorado(a), do gato ou do cachorro, do clima e… da comida. (Eu amo minha família e sinto muito a falta deles, mas muitas vezes sinto falta do sol e das churrascarias do Brasil quase tanto quanto!)

Mas não seja pessimista e negativo. Use a razão, lembre-se que seu sonho está em jogo. A vida sem sonhos é como um jardim sem flores. E jardins com flores são bem mais interessantes.

O caminho das pedras

É normal ter dúvidas e, se bem canalizadas, elas podem te ajudar a encontrar ótimas respostas. Tente obter o máximo de informação possível a respeito do país para onde você quer ir. Não seja apressado e nem vá para um lugar somente porque parece legal e bonito.

Faça uma boa pesquisa sobre o país que te atrai, o melhor local para morar (não considere somente as capitais), entenda mais sobre a história, pesquise sobre instituições onde quer estudar, saiba mais sobre trabalhos voluntários (é uma ótima opção para seu currículo e você pratica a língua), cheque locais para visitar e conheça pessoas que moram lá antes de ir. Cuidado, muita gente pode ter uma visão pessimista ou errônea do local, então não acredite em tudo. Alguns vão reclamar do país por não terem emprego, por não terem as mesmas facilidades do país de origem, por terem dificuldades com inglês ou ainda, por sentir saudade da família. Tudo isso são fases que vão passar.

Por falta de informação e, consequentemente, falta de preparação, muita gente está passando um bocado lá fora. A Irlanda, para citar só um dos exemplos europeus, está em tempos de recessão e não tem sido fácil para os irlandeses; imagina então para os estrangeiros, que não são poucos. (Menciono a Irlanda pois é ainda um país relativamente fácil de entrar como estudante. Muitos desembarcam aqui todos os dias por conta disso. )

Perguntas cruciais

Se você está se preparando para uma viagem longa tenha em mente respostas para perguntas como:

  • ‘Por quanto tempo posso sobreviver sem emprego?’ => emprego pode demorar, como pode vir antes do esperado. Para não se frustrar, garanta alguns meses de sustento sem emprego. E em vários países estudantes não podem trabalhar. Nesse caso, você tem mesmo que viajar com uma boa reserva.
  • ‘Estou tirando o máximo de proveito da situação enquanto o trabalho não vem?’ => como o trabalho pode demorar para aparecer, você não pode perder tempo. É comum algumas pessoas ficarem tão apreensivas por conta da falta de trabalho que perdem um tempo precioso para aprender mais da língua e conhecer pessoas. Resultado, quando o emprego aparece não há mais tanto tempo para estudar e quando sai do trabalho o cansaço e moleza tomam conta. Aí nada (ou bem pouco) de estudar ou praticar a língua.
  • ‘Vou aceitar trabalhos como kitchen porter(1), au pair(2), floor staff(3), cleaner(4), newspaper delivery man/woman(5) ou outra coisa que nunca pensei que faria antes para me sustentar?’ => essa é a realidade para a maioria. É normal os estrangeiros acharem mais vagas em áreas nas quais os cidadãos do país não querem trabalhar. Uma situação que tem mudado bastante devido à recessão. Se você não vem de uma empresa com work permit(6) ou não tem cidadania européia, ou outra para não precisar do visto de estudante, então sua realidade poderá ser um subemprego no início. E muitas vezes, no tempo todo que ficar aqui, pois estudante tem ‘prazo de validade’ no país e restrições para trabalho, o que não interessa para muitas companhias.

Abrace a oportunidade

Como eu não tinha grana para me manter sem trabalho por mais de três meses, eu tive que me virar nos 30 e aceitar as condições do momento. Sabendo de antemão da dificuldade em encontrar trabalho na minha área, eu não tinha muitas ilusões quando cheguei na Irlanda. No entanto, eu não fiquei de braços cruzados e fui atrás de oportunidades. Fiz alguns cursos na biblioteca e li muito enquanto o trabalho não chegava. Conheci gente bem interessante e interessada em me ajudar e dei entrada no reconhecimento de certificados e diplomas.

No entanto, tenho que confessar que foi muito difícil no início. Depois de tanto tempo batalhando no Brasil, me vi exercendo atividades bem distantes e, aparentemente, sem relação com meus estudos e experiência anterior. Você se pergunta: ‘Por que cargas d’água estou fazendo isso sendo que poderia estar numa boa e perto da família?’

Mas é um preço que você paga para algo valioso que você está obtendo. E depois você também vê que a experiência de trabalhar em áreas consideradas ‘subemprego’ te ensinam coisas que de outra maneira você não aprenderia. E você vê os outros de maneira diferente também. É um desafio a seus valores e pré-conceitos.

Reserve, reserve e reserve

Cada caso é um caso. Há os que chegam aqui e conseguem trabalho de atendente no McDonald’s (um trabalho concorrido entre estudantes) mesmo antes de ter seus documentos prontos no país. Mas também há os que passam vários meses procurando trabalho e nada aparece, e então têm que voltar para o país de origem antes do que haviam programado, pois as economias todas já se foram.

O ideal é você se garantir com uma reserva caso tenha que ficar sem trabalho por um bom tempo. E enquanto o trabalho não aparece, estude bastante e expanda sua network(7). Se conseguir dinheiro para se garantir por um ano sem trabalho, melhor ainda. Mas como você provavelmente vai querer fazer viagens, talvez tenha que arranjar um emprego para manter sua idas e vindas. Se você tiver o ‘faz-me-rir’ para estudar e viajar, bem, você não tem com o que se preocupar. Mas tenha juízo: tempo tem que ser administrado para trazer benefício para sua vida. Se você não usar o tempo lá fora para aprender e crescer, vai se arrepender depois e talvez não tenha a mesma chance outra vez. E como há várias opções para te distrair e te atrair para coisas erradas, você pode cair facilmente numa cilada em vez de em uma situação de aprendizado e crescimento pessoal.

Construa sua própria história

Novamente, as experiências variam de indivíduo para indivíduo. Experiências devem ser compartilhadas, mas não devem ser a única coisa na qual você se baseia antes de tomar uma decisão. Aprenda com as experiências dos outros, por favor (algumas delas te livram de várias furadas), mas tenha em mente que, se você não passar por algumas coisas, não saberá nada delas. E deixará de saber muito sobre si mesmo.

Se eu me arrependo? Não! E não me lembro de nenhum exemplo de alguém que se arrependeu. Você acaba reconhecendo oportunidades nas situações e sua mente vai se abrindo. Embora você não precise deixar o país para alargar seus horizontes, a experiência de morar fora, quando usada com bom senso e juízo, parece ter o poder de desencadear um punhado de ‘aprendizados’ em pouco tempo.

Should you stay or should you go?

Vale muito a pena ir! E se a viagem já está a caminho ou se você está pensando nisso, desejo-lhe todo o sucesso em cada passo da sua jornada. Vá sim com um frio na barriga, mas também com a vontade e disposição para dar o melhor de si e trazer na bagagem muitas experiências.

lots of English (or Spanish or French or German), of course!

Na próxima trarei alguns outros aspectos e observações da vida aqui fora, como as primeiras semanas no novo país, e te convido a acompanhar a sequência aqui no EE.

Enquanto isso, se você ainda não leu, dê uma lida nesse texto: Free to speak: Minha experiência na Irlanda.

See you then,

Vocabulário

  • 1. kitchen porter = auxiliar de cozinha (e, muitas vezes, auxiliar do resto). Comum para ambos os sexos.
  • 2. au pair = uma especie de babá, que também, muitas vezes, cuida da casa toda. Há também a nanny, que se diferencia da au pair por não ficar tantas horas na casa (é comum a au pair morar com a família). Não há muitos casos, mas há também rapazes que cuidam de crianças. Au pair é uma atividade para estudantes considerada mais bem paga nos EUA.
  • 3. floor staff = atendente, que pode também acabar fazendo outras coisas. Comum para ambos os sexos.
  • 4. cleaner = faxineiro, servente. Comum para ambos os sexos.
  • 5. newspaper delivery man/woman = entregador de jornais. Comum para ambos os sexos.
  • 6. work permit = permissão para trabalhar
  • 7. network = é um grupo de pessoas com interesses parecidos que mantém contato entre si para ajuda e apoio mútuos. Há diversos tipos de network, e isso depende do interesse de cada grupo (business network, job networketc.).

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Erica De Monaco Lowry

Erica De Monaco Lowry has been living in Ireland since 2008. She is a teacher, an interpreter, a translator, a tour guide and an insatiable learner. Her favorite pastimes include reading, travelling, socialising and catching up with her family.

31 comentários

  • 14/05/12  
    Teilor B. dos Santos diz: 1

    Muito bom o post!
    Me identifiquei em partes porque estou indo para Vancouver em 2 meses para uma leve temporada de estudo e trabalho. Enquanto a hora não chega , fico pensando o que me aguarda. Mas também, vejo toda a história por trás desde que decidi fazer a viagem.

    • 15/05/12  
      Erica diz:

      Ola Teilor. Q joia! Vc vai gostar bastante de Vancouver. Estive la durante um mes em 2005. Nao deixe de visitar o Stanley Park e ir ao Storyeum. Ha uma cidadezinha proxima a Vancouver chamada Victoria e la vc pode visitar o Royal Wax Museum e o MIniature World. Sao muito legais. Whistler Blackcomb foi um lugar muito bacana tambem q visitei por la, mas ja nao tinha neve qdo cheguei. Vc tera. Anyway, escolas oferecem passeios e vc conhece gente nova. Have fun!

    • 16/05/12  
      Erica diz:

      Oops, Teilor. O Joao do comentario ai embaixo esta correto. Eu tinha em minha mente q vc partiria em 2 semanas. Vc ira p Vancouver na mesma epoca q eu fui, nao pegara neve. MAs mesmo assim vc ira curtir os lugares q falei, se tiver oportunidade de ir.

    • 18/05/12  
      Teilor B. dos Santos diz:

      Olá Érica!
      Anotado, com certeza visitarei os lugares recomendados. A principio a minha estadia é de 6 meses, ali por meados de novembro e dezembro será que pego uma neve pra um snowboard? Também estou muito ansioso pelos passeios e as experiências que me aguardam. A cada dia as minhas pernas tremem mais hehehe.

  • 14/05/12  
    Fellipe Belisqui diz: 2

    Dica: se vc esta pensando em trancar a faculdade para ir, nao faca isso. Termine e va.. Assim vc nao fica na dependencia de voltar para termina-la. Se a oportunidade aparecer voce pode ate conseguir um visto de trabalho pela sua formacao caso queira ficar mais. Um detalhe a parte, quanto mais o tempo passa, menos paciencia vc tem para estudar! ;)

    • 15/05/12  
      Erica diz:

      Ola Fellipe. Eu mesma viajei no passado durante um curso. Dizer para alguem nao fazer isso seria negar nao so a minha, mas um punhado de experiencias p comprovar q as pessoas se beneficiam muito qdo trancam curso e vao p fora. Vai de cada um. Ha quem resolva, apos um tempo morando fora, q vai terminar a faculdade por la. E uma otima opcao. Mas sim,concordo com vc sobre a questao da paciencia. Ha quem nao tenha muito pique p voltar a estudar. Mas apos ralar no exterior, bem pouca gente vai querer voltar e deixar alguma pendencia. Abraco.

  • 14/05/12  
    Karine Ferreira diz: 3

    Prezados,

    Como não sei um email para enviar essa pergunta, vou enviar via comentário mesmo. Teria como nos fornecer um “sumário de ingles”? Por exemplo: passei um bom tempo me perguntando porque as palavras up, down, get e take apareciam várias vezes em um contexto sem um significado lógico, pelo menos pra mim. Cheguei a querer pesquisar, mas não sabia o que digitar no google. Até que descobri o chamado “phrasal verbs”. Vi então que é meio complicado pesquisar por algo que não se sabe o que é, qual o nome da matéria. Teria como fazer então um “sumarião” da gramática que um estudante de inglês deve estudar? Exemplo: Para inglês básico deve-se estudar:

    Verbo To Be
    Saudações
    Verbo Have
    Números e letras em ingles
    Nacionalidade e nome dos Países…
    Past Simple
    Past Continuos

    Ingles intermediário:
    O uso do “used to”
    Past Tense
    Every, Any, Some, Nothing..
    O uso do “have to”

    Por aí vai. Acho que é meio complicado, mas não custa perguntar…

    • 15/05/12  
      Alessandro diz:

      Oi Karine,

      Já fizemos um sumário bem completo, ele está no fórum: http://www.englishexperts.com.br/forum/gramatica-indice-de-assuntos-ja-discutidos-no-forum-t7151.html

      Para mais questões utilize também o fórum. Tenho certeza que você será bem acolhida pelos membros da comunidade do EE!

      Bons estudos!

    • 15/05/12  
      Erica diz:

      Ola Karine. Aqui no EE vc vai achar bastante coisa. De uma vasculhada. Para saber o q estudar em cada etapa eu recomendo a colecao English Grammar in Use, da Cambridge. E bem completa e cobre todos os pontos gramaticais e agora tambem um livro de pronuncia (http://assets.cambridge.org/052100/1854/sample/0521001854ws.pdf), com CD, bem bom. Vc pode tb checar a colecao English Phrasal Verbs in Use, tb da Cambridge, q e otima e tem em varios niveis. Sao livros q valem o investimento se vc quer aprender ingles. Um abraco e sucesso.

  • 15/05/12  
    Anna Patricia diz: 4

    Muito bom esse post. Parabéns

  • 15/05/12  
    Daniel Figueiredo diz: 5

    Oi pessoal,
    Não pude deixar de contar o caso que aconteceu com um colega de trabalho. Ele fez todas as reservas, pagou o curso, vendeu o carro e pediu demissão do emprego para fazer um curso de Inglês na Escóssia. Chegando lá, foi parado na imigração, que começou a questionar o motivo de ele ter pedido demissão pra passar 6 meses lá e mesmo mostrando o dinheiro economizado e todos os comprovantes do curso pago, ele não foi aceito e teve que retornar ao Brasil. Esse é um risco que não devemos ignorar, devemos avaliar criteriosamente os lugares que pretendemos ir.

    • 16/05/12  
      Erica diz:

      E verdade, Daniel. Tem que avaliar tudo. Apesar de a Irlanda ser um pais relativamente facil de entrar, ja vi casos de pessoas sendo barradas do nada. E importante lembrar que muitas vezes depende de quem te atende na imigracao. Espero que seu amigo tenha tido outra oportunidade e nao tenha perdido todo o investimento.

  • 15/05/12  
    emerson diz: 6

    E bem nesssas mesmo, morei na Australia por 5 meses, queria ter ficado mais tempo, mais dinheiro acabou , acabei so conseguindo job-casual, acredito que nao tive sorte, pois vi pessoas chegando e no primeiro mês arrumando emprego, depende de centenas de coisas como nivel de ingles, indicacao, sorte e por ai vai…

    Mas trabalhei como garçom( mais dificil, cada festa era um novo desafio), pedreiro(dinheiro mais suado que ja ganhei na vida), limpador de karpetes e vidro, e lixeiro(talvez este o que mais aprendi, nunca jogue lixo no chão rsrS ) de todos eu tirei aprendizado e a experiencia no exterior foi fantastica,ainda mais aonde as coisas funcionam e as pessoas te respeitam, espero num futuro voltar a outro pais,.

    Quem tiver duvidas da Australia pode me mandar mensagem no forum.
    Abraço a todos.

    • 17/05/12  
      Erica diz:

      tiro meu chapeu para vc, Emerson. A gente acaba receonhecendo mais o proprio valor. Na Irlanda a Australia e uma opcao p bastante gente q precisa fazer uns € a mais em tempos de recessao. Qdo vc esteve la?

  • 15/05/12  
    João B. L. Ghizoni diz: 7

    I had a doubt (I prefer to write in English, since this is a blog for learners of English): is Teilor really going to see snow in Vancouver in July? Isn’t it summertime there then? I was in Alberta in May some years ago and it wasn’t that cold any longer… let alone in July!

    • 16/05/12  
      Erica diz:

      Hi, Joao. You’re right. He might see the same amount of snow that I did (nly a tiny bit here and there). I don’t know why, but I had in my mind 2 weeks, not 2 months as he mentioned. Thank you.

  • 15/05/12  
    Karine Ferreira diz: 8

    Clap, Clap, Clap, Clap, Clap. Palmas para esse site!! Nunca nos deixa na mão.

  • 15/05/12  
    Karine Ferreira diz: 9

    Valeu, Érica!

    • 16/05/12  
      Erica diz:

      Valeu, Karine. Q bom q o EE nao te deixa na mao. Claps p a equipe do EE!

  • 15/05/12  
    Camila diz: 10

    Hi there!
    Eu sou au pair por quase dois anos aqui nos EUA. Já morei em DC e agora moro na Califórnia. Passei por poucas e boas mas sabem do que? RECOMENDO PRA QUALQUER PESSOA NESSE MUNDO!!! Você abre sua cabeça numa imensidão que talvez nunca fosse capaz se estivesse na sua zona de conforto ao lado do papai e da mamãe.
    Larguei um emprego publico (eu era professora concursada na prefeitura de São Paulo) e uma vida de 24 anos pra me aventurar como au pair. Nao me arrependo sequer por um minuto!!! Faria tudo de novo!
    Sua vida muda completamente… É clichê mas é muito verdade aquela frase que diz “a mente que se expande nunca volta ao seu tamanho original”… E como é verdade!!!
    Já limpei casa aqui também, já lavei roupa por um dinheiro extra, cuidei de criança em quinta, sexta, sábado a noite… Tudo vale a pena!
    Meu conselho: SE JOGA!!!!
    :)

    • 16/05/12  
      Erica diz:

      Q joia, Camila. Gostei da sua sinceridade. Q bom q vc compartilhou sua experiencia! Se a gente nao compartilha isso, muitas vezes, as coisas ficam no ar ou o preconceito impera. Concordo com cada palavra. E cliche e cliche, geralmente, porque e verdade. Abraco e sucesso p vc!

  • 16/05/12  
    Alan diz: 11

    Parabéns pelo post, é sempre bom ler sobre as experiências de outras pessoas no exterior para que possamos nos decidir se realmente vale a pena ir ou não, ou apenas para matar a curiosidade de como as coisas funcionam fora da nossa terra tupiniquim.
    Quem puder, faça como a Erica, compartilhe suas experiências.

  • 17/05/12  
    Ana diz: 12

    Ótimo texto! Quem dera se encontrássemos só textos desse nível nas pesquisas que fazemos na internet sobre vida no exterior…. A vida dos intercambistas seria muito mais fácil! Aguardarei ansiosamente os próximos posts da série!

    • 17/05/12  
      Erica diz:

      Q joia Ana. Compartilhar experiencias e o q ha. A vida no exterior pode ser diferente em determinados aspectos de uma pessoa p a outra, mas no geral tem aspectos muito semelhantes p todo mundo. Abraco.

  • 17/05/12  
    dvsmartins diz: 13

    Olá Erica!
    Muito esclarecedor o seu post.
    Eu estou justamente nesse momento de “should I stay, or should I go…”
    Tenho um emprego estável, mais sinto que falta algo. Não é dinheiro nem nada…mas sim, vivência, experiência, cultura…Algo que é bem dificil de se adquirir com essa vida louca que a gente vive aqui no Brasil.
    O que muita vezes falta para que a gente tome a decisão, é apoio emocional. E muitas das vezes a gente fica com medo do que os outros vão pensar. Tipo,”fulano vai trocar a vida que tem aqui: casa, carro, familia e emprego pra lavar prato…”
    Mais do que adianta ter tudo isso se a gente não tem o que é mais importante, felicidade.
    Eu quero MUITO aprender outras linguas, conhecer lugares diferentes, pessoas diferentes e estou quase vendendo o meu carro e pedindo as contas em troca de tudo isso…sair um pouquinho da asa da mamãe né?

    • 17/05/12  
      Erica diz:

      Ola, dvsmartins. O q a Camila e o Emerson compartilharam e verdade nao so para eles, mas para todo mundo em busca de crescimento individual. O q acontece e q vc corre o risco de nao querer voltar mais p o Brasil depois q gosta da experiencia de morar fora. No final das contas e a sua vida e a familia acaba entendendo. No Brasil eu precisava de carro, mas aqui na Europa, dependendo do lugar onde vc mora, vc nao precisa de um e nem vai querer. Vc aprende a economizar e viver com menos. Quer mais e gastar com viagens e cultura. A experiencia com pessoas e culturas diferentes compensam o investimento na viagem. Vc aprende a ser mais tolerante e a olhar p o mundo de forma diferente. A gente precisa de bem menos do q imagina p ser feliz.

  • 19/05/12  
    Danusa diz: 14

    Erica muito legal o seu texto! Confesso que estava quase desistindo de ter uma experiência no exterior pela falta de grana para investir nisso. Mas seu post me animou de novo! Além de trazer informações importantes sobre a vida no exterior. Obrigada! =)

    • 20/05/12  
      Erica diz:

      Q bacana Danusa. Desejo todo sucesso p vc. :-)

    • 21/05/12  
      Danusa diz:

      Obrigada Erica! =)

  • 24/05/12  
    Claudia diz: 15

    Muito bom!
    Realmente acredito que aqui no Brasil há uma ‘pirâmide’ de profissões, quem está com os ‘subempregos’ é super desvalorizado e menosprezado socialmente.
    As pessoas que conheço e que trabalharam nesse tipo de emprego fora do país (Canadá e Inglaterra nesse caso) disseram que o tratamento é bem diferente lá fora, o pessoal tem consciência da importância desses empregos para manter o sistema.

    Valeu mesmo pelas dicas =D

    • 26/05/12  
      Erica Lowry diz:

      E isso ai. Viva o ‘subemprego’. Se nao fosse por esses trabalhadores o mundo pararia. ;-)