Utilização de inglês em ocasiões improváveis

Olá pessoal! Gostaria de compartilhar com vocês algumas situações que recordei a respeito da necessidade de utilização de inglês em ocasiões não muito usuais. Caso tenham vivenciado ou saibam de alguma situação semelhante, o espaço de comentários is all yours (é todo de vocês).

Situação 1

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Certa vez, enquanto eu aguardava na fila de uma farmácia, vi duas senhoras olhando uns produtos. Uma atendente se aproximou: “May I help you?” e lá se foi um excelente atendimento, que as duas senhoras certamente não estavam esperando receber numa farmácia relativamente simples, num bairro mais simples ainda, de um lugarzinho qualquer, bem no meio do B-r-a-s-i-l.

I have to confess: meu primeiro pensamento foi bem preconceituoso: o que uma moça que fala inglês tão bem está fazendo atrás do balcão de uma farmácia? And, on second thought: trabalhando naquilo que ela gosta, atendendo perfeitamente a necessidade dos clientes dela, o que é a chave de toda e qualquer profissão, além de ser essencial para a satisfação pessoal de qualquer um.

Situação 2

Todo mundo deve se lembrar do professor Denilso contando que trabalhava como fiscal de zona azul quando foi abordado por um americano que precisava de ajuda para ir aos correios. Todos os leitores aqui sabem o excelente profissional que o Denilso se tornou, por isso, alguns podem dizer que ele teve sorte, mas eu chamo isso de oportunidade bem aproveitada.

Situação 3

Certa vez um ex-professor meu se envolveu num acidente de trânsito com um motoboy. No momento de nervosismo, o professor – que é britânico – não conseguia falar diddly-squat (nadinha de nada) em português. A grande surpresa foi que o motoboy falava inglês, conseguiu acalmar meu professor e os dois se entenderam, sem ressentimentos. De fato, podemos precisar do inglês até mesmo em situações de desastre como essa.

Situação 4

Um rapaz trabalhava no teleatendimento de uma seguradora. Pra trabalhar lá, precisava ter ensino médio completo, e só. Nada de exigência de inglês. Um dia, uma italiana foi assaltada aqui no país e um dos itens roubados era segurado pela tal seguradora. Ela descobriu o telefone da filial brasileira e resolveu ligar pra pedir ajuda. O atendente não entendia o que ela falava, mas o colega ao lado falava inglês, conseguiu se comunicar com a estrangeira e resolveu o problema dela. Será que essa simples atitude fez alguma diferença na avaliação de desempenho deste rapaz?

Lógico que isso não é tudo, um bom profissional tem que ter inúmeras outras competências e valores, mas é sempre bom estar preparado para algumas situações que a gente nem imagina que possa acontecer.

Situação 5

Palavras do colega Bill Slayman, do fórum:

Being bilingual or trilingual will be more important as the relative size of the world continues to shrink on a daily basis, therefore all members of this site should try to improve their skills, because you never know what opportunities may present themselves.

(Ser bilíngue ou trilingue se torna mais importante conforme o tamanho relativo do mundo encolhe dia após dia, portanto todos os membros deste site deveriam tentar melhorar suas habilidades, porque nunca se sabe quais oportunidades poderão surgir em seus caminhos).

Sua profissão não exige fluência em inglês? Cabe a você (it’s up to you) saber se quer fazer a diferença ou não.

Take care you all!

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Flávia Magalhães

Flávia Magalhães é estudante de inglês e colabora periodicamente com artigos para o EE. Além disso ela é moderadora do Fórum do English Experts.

25 comentários

  • 01/09/10  
    BrunoCosta diz: 1

    Muito legal Flávia.A única coisa que me lembro é de quando estava em Buenos Aires em que no mesmo quarto do albergue em que fiquei havia um australiano que não falava nada de espanhol(eu também não)mas felizmente pude me comunicar razoavelmente com ele.Estudar inglês para toda e qualquer situação que menos esperamos é dever.

  • 01/09/10  
    Emilio Mansur diz: 2

    Sorte é quando a preparação encontra a oportunidade ;)

    Preparem-se! Você nunca sabe quando a oportunidade pode aparecer pra você!

  • 01/09/10  
    Cynthia diz: 3

    It’s good to read it. Keep us motivated to study English because one day it will be necessary in situations of daily life.
    Unfortunately, I never could do it, but I’m trying hard to learn and practice (through internet) more and more. When a chance like these shows up, I’ll hold on to, without a doubt!

  • 01/09/10  
    Sara diz: 4

    Muito interessante abaordar sobre um assunto que é pouco considerado, os imprevistos no uso de outros idiomas. E eu coloco aqui a situação de muitas empresas que se acham isentas da responsabilidade de ter funcionários bilíngues e desconsideram a possibilidade de possuir um cliente estrangeiro. Além disso as relações entre o Brasil e outros países que possuem o inglês como idioma oficial está cada vez maior, o turismo, por exemplo. Ou seja, as chances de esbarrar com um estrangeiro falando inglês e precisando de ajuda é ascendente.

  • 01/09/10  
    Diego Matias diz: 5

    Então, trabalho com elaboração de mapas e 2/3 dos programas que uso são em inglês. Saber interpretar tutoriais em sites estrangeiros e saber ler arquivos de ajuda ness idioma, faz diferença.

  • 02/09/10  
    Renatho diz: 6

    Well , Thank you Flavia for share it with us, as my teacher told to me that some people think that they won’t never need to speak english, because they live in small cities or will never go abroad, but even here in Brazil We need.

    Thank you Flavia, Thank you EE guys, Bye bye see you.

  • 02/09/10  
    Adriano Acioli diz: 7

    pô cara,pensamento preconceituoso mesmo :/
    além do que,há tempos que o inglês não é mais o “diferencial mais maravilhoso do mundo”,hoje é exigência BÁSICA,como ter um RG.
    E se a pessoa está “atrás de um balcão de farmácia” significa que ela estudou para estar ali,e entende bem mais do que todos nós aqui.
    E mesmo que uma pessoa tenha conhecimentos além do que a profissão exercida exige,não significa que a pessoa está “sendo boba” ali, apenas estuda porquê gosta, usa nos seus hobbies,vida privada,etc..

    Falo japonês/mandarim fluente e italiano/inglês avançado,e nem por isto optei por uma multi-nacional que me pagasse acima dos R$5.000.
    Prefiro onde estou,fazendo traduções apenas de japonês,onde tenho tempo e liberdade suficiente para usar as outras línguas no meu tempo livre.
    Não suporto que venham me encher o saco: “fala isso tudo e tá fazendo o quê lá??”
    Afinal,cada pessoa tem suas razões não acha?

    Abraço!

  • 02/09/10  
    Gênio Ferreira Araujo diz: 8

    Percebemos que o o blog procura não só ensinar, mas como motivar os estudantes a se esforçarem a aprender, muito bom. Estão se superando.

  • 02/09/10  
    Alfredo diz: 9

    Muito bom o post, bem pertinente. A cada postagem me admiro mais com o blog. Parabéns e obrigado, pois o blog tornou-se uma de minhas fontes para aprender inglês.

  • 02/09/10  
    Joao Mapel diz: 10

    Eu estava na praia de camburi (Vitória-ES) andando de Patins com a minha esposa quando derepente…

    Aparece um mulequinho de uns 3 anos bem na minha frente, eu com todo meu jogo de cintura, aquela habilidade de jogador brasileiro, dei aquele desvio para a direita, o garotinho foi para direita, desviei para esquerda, o garotinho foi para esquerda. Quando eu vi que não tinha jeito, tentei levantar uma das pernas e passar por cima dele, o garotinho caiu de cara no chão.

    Adivinhe? Os pais e as crianças eram americanos e não falavam nada de português. A criança ficou com a boca sangrando e a mãe desesperada. Nessa hora, se eu não falasse inglês, acho que eu tinha apanhado.

    O pai ficou tranquilão e levou na boa, eu até que ofereci para ir ao hospital ou procurar um dentista, não precisou, foi só o susto.

    Essa foi a minha situação mais inusitada.

    PS: Eu não tenho grandes habilidades no patins, cabe observar.

  • 02/09/10  
    Amanda diz: 11

    Vou contar aqui minha experiência pessoal.
    Moro em SP, e em 2006, estava a trabalho em Salvador. Voltando do jantar, encontro uma senhora, que veio para uma feira de eventos, na recepção do flat em que fiquei. Ela já estava em agonia e o moço da recepção em agonia junto huahua, pq não falava nada em inglês e a senhora pioro no português. Ele perguntou se eu falava alguma coisa. Falei ki ia tentar entender, pq na época eu achava que o meu inglês era péssimo, mas para minha total surpresa consegui ajudá-la a pedir as informações que ela queria do recepcionista. Consegui entender o que ela estava fazendo no Brasil e até consegui conversar sobre gostos musicais. A Senhora me deu um grande abraço e agradeceu bastante. O atendente do flat também. Subi para o meu flat nas nuvens, feliz da vida por ter sido útil. Nakela situação o meu inglês + ou – fez a diferença. :D
    A partir daí vi como é importante falar inglês e me motivou a estudar de verdade.

    PS: Amei a sua matéria Flávia. Parabéns

    See you
    Bye

  • 02/09/10  
    Sumara diz: 12

    Genial, adorei este texto, é isto mesmo, você vai a diferença, gostaria de relatar um a situação acontecida comigo a pouco tempo:
    Estava dirigindo e ouvindo uma fita em inglês, visando melhorar o meu “listening”, todos os dias tenho contato de alguma maneira com o inglês.
    Vi que a gasolina estava acabando e parei no posto de gasolina e dei a chave para o atendente completar (+/-) o tanque,foi quando para minha surpresa ele dize:- Você fala inglês? e eu meu abobada respondi:- Sim? Porque? E ai ele diz que estava ouvindo no radio a lição de inglês (que esqueci de desligar, quando parei o carro). Nossa fiquei surpresa, um atendente de posto de gasolina, na minha cidade pequenina do interior, falando inglês, foi demais, começamos a falar em inglês e ele me contou que havia trabalhando um tempo em navio turistico e alí teve oportunidade de melhorar seu inglês. Incrível! Veja mais um exemplo, de oportunidade inusitadas.
    Conclusão: O posto ganhou a cliente, vou lá para falar em inglês com ele, sempre aprendo um pouco mais.
    Pessoal, ele é frentista! Não é o dono do posto.
    Sumara

  • 02/09/10  
    Viviane diz: 13

    Comigo já aconteceu uma situação inusitada: trabalho na maior parte do tempo com revisão de texto (em português) e formação de professores, na Academia Nacional de Polícia. Estava trabalhando tranquilamente quando alguém, desesperado, me transferiu uma ligação, dizendo que havia alguém na linha falando inglês e que não estava entendendo nada. Atendi e descobri que se tratava de uma jornalista australiana que gostaria de ter acesso aos arquivos originais de Josef Mengele (que estão em nosso museu). Eu nem sabia que esses arquivos estavam aqui!

  • 02/09/10  
    João B. L. Ghizoni diz: 14

    Adriano, you’re a bit too hard on the post’s author! Come on! She recognizes she was prejudiced, and more or less apologizes for that! And I think she was really sincere when she said that. And she gests a point there! It’s rather natural (though not good!) for these thoughts to come to our minds before we can judge them intelligently, don’t you think? But I must congratulate you on your knowledge of foreign languages! Wow! (No irony meant!)

    Flávia, I did my best to hold back my curiosity and only look at the post’s author’s name after reading it! I started reading without any bias whatsoever, and the more I read, the more I liked it. And when I saw your name at the bottom of the text, my admiration for the text had a kind of match with your name! Your participation here has been great, Flávia. It’s good for all of us to have the chance to read your texts.

  • 02/09/10  
    Dayaninha Novaes diz: 15

    I really love this site and this one was very interesting. We have to try being the best one and learning english is the beginning!

  • 02/09/10  
    Angélica diz: 16

    I worked offshore. Once I was in the airport in Vitória and noticed that there were some guys that didn’t know anything about their flights. They seem desperate! I looked them and they asked me if I spoke English. I said “Yes, I will try”.
    I told them their flights and after I found out that they also worked offshore.
    My flight would be firt of them, so I ask another girl to help them, because her flight was the same.
    I don’t know if she spoke English, but I hope she had helped them!
    We never don’t know when… but we know that we’re gonna need it.

  • 02/09/10  
    Angélica diz: 17

    I have another story. A friend of mine was in a nightclub and met an American guy. She was a little drunk. So they started a big conversation, and it seemed they were understanding each other very well.
    In the end of the night I asked her: I didn’t know you speak English?!?!?
    And she said: I didn’t either.
    So we laughed a lot!

  • 02/09/10  
    108minutos diz: 18

    Nunca estive em uma situação em que eu precisasse falar inglês.
    No entanto, sempre fiquei imaginando o que faria nessa hora. Se eu conseguiria entender o que a outra pessoa diria. Se meu inglês seria insuficiente para uma conversa simples.
    Acredito que ainda posso vivenciar uma situação dessas, mesmo que só na copa do mundo de 2014.

  • 02/09/10  
    ICENAURO diz: 19

    really, it is very good read about the life experiences with englis.

  • 02/09/10  
    Flávia Magalhães diz: 20

    @ Emílio (comment#2): Adorei a frase! Encontrei a versão em inglês dela, veja: “Luck is what happens when preparation meets with the opportunity.” – Seneca.
    Fica aí a sugestão para o Alessandro, para estampar nas futuras camisetas do EE.

    @ Adriano (comment#7): Sim, cada um tem suas razões, e admiro sua atitude na escolha que fez. Obrigada pelo comentário.

    @ Viviane (comment #13): estou preparando um próximo texto e tem a ver com seu comentário. Stay tuned! ;)

    @ João (comment #14): Thank you for defending me against Adriano, but I hadn’t really felt offended by him. Actually I guess he only meant to reinforce that that was a rather negative attitude of me, even though I “corrected” it afterwards. By the way, this was my intention: to show that we have prejudicial attitudes sometimes, even when we don’t intend to.
    And thank your for your compliment. Your participation here in the comments is great as well.

    Agradeço a todos por compartilharem suas experiências/situações. Vocês me ajudaram a provar que o inglês é importante não só na carreira, mas também na VIDA das pessoas (seja na recepção do hotel, no aeroporto, no posto de gasolina, bêbada na balada, e até andando de patins!)

    Cheers!

  • 03/09/10  
    Julio Cesar diz: 21

    Que bacana isso Flávia… isso q vc postou funciona como combustivel p as pessoas q estão nesse processo de aprendizado da lingua inglesa.
    Mas isso vc já sabe tenho certeza e por isso postou.
    Parabéns pela atitude bonita e obrigado pelo incentivo!!!

  • 03/09/10  
    Vera Martins diz: 22

    Achei fantástico o estudo da Flávia Magalhães. Esse tipo de relato nos incentiva ainda mais a buscar aprender mais e mais. Parabéns!

  • 03/09/10  
    daniel (mineirinho) diz: 23

    Nossa Flávia, show de bola esse tópico.
    Tenho na lembrança um dia em que estava em uma fila dos correios, entrou uma senhora e se dirigiu ao balcão para enviar sua carta, mas para surpresa de todos ela não falava portugues ou pelo menos tentava se expressar de alguma forma. Como sempre fui apaixonado por essa idéia de comunicação com outras línguas, fiquei apenas de longe olhando pois não havia iniciado meus estudos do idioma (inglês), e pior aconteceu, rsrsr, ninguém pode se comunicar com a senhora, e como sempre nesses casos, a tendência (de quem está tentando dialogar) é falar alto pois inconscientemente da a impressão de que a pessoa não está ouvindo quando na realidade não esta entendendo, rsrsr, foi essa a reação das balconistas. Infelizmente, eu fiquei muito triste do episódio, e a senhorinha também ficou pois não conseguiu tirar suas dúvidas para envio de sua carta. Da próxima vez não vacilarei, rsrsr , tenho certeza que pelo menos no básico poderei oferecer algum suporte.

    Parabéns novamente pelo post Flavia.

    Conheço outra historia muito legal (na área profissional) mas vai ficar muito grande o comentario, deixa pra proxima.

  • 03/09/10  
    Adriano Acioli diz: 24

    You’re right João.
    “Rereading”(←does this word even exists??) my post today,it seems a bit too harsh,when actually it wasn’t my intention (ou seria purpose?).
    Flávia brought us a nice article, broading different situations english was useful yet well applied. :)
    She even retracted about her first thought in the very next words.

    Flávia, keep bringing us the best of your stories,I’m looking forward to hear them ;)

  • 21/09/10  
    leandro diz: 25

    muito legal essas situações, pode -se perceber que a qualquer momento é necessário saber inglês, ainda mais nesse mundo tão globalizado.