A Chegada: Como Falar Com ETs

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Quem aprende um novo idioma, aprende muito mais do que apenas se comunicar com outros povos. Aprende também a cultura, os costumes e principalmente a forma de pensar. A linguagem, juntamente com seus símbolos, também define a lógica com que nosso cérebro entende o mundo ao nosso redor.

E nesse contexto que o filme A Chegada (Arrival em inglês) lançado em 2016, apensar de ser ficção-científica, aborda de forma delicada e muito bem executada como a comunicação influencia na forma de pensarmos.

É um filme gostoso de assistir por ser belo e também ter um enredo que no início parece não fazer sentido mas que aos poucos os quebra-cabeças vão se encaixando. E o que faz encaixar esse quebra-cabeças é justamente o nosso assunto preferido aqui no English Experts: aprender uma língua para se comunicar e entender outras culturas.

O filme começa contando a tragédia na vida da personagem principal, a Dra. Louise Banks interpretada pela atriz Amy Adams. Rapidamente o foco muda para as notícias sobre a chegada de objetos misteriosos que parecem não pertencer a nosso planeta. O exército dos Estados Unidos então convoca a Doutora Banks professora renomada em linguística, junto com o cientista Ian Donnelly (Jeremy Renner), para descobrir uma forma traduzir o que os visitantes desconhecidos estão dizendo.

Toda trama é então voltada para a descoberta e o entendimento dos símbolos e sons emitidos pelos extraterrestres. Uma cena em particular me chamou atenção. A doutora explica para o coronel Weber (Forest Whitaker), comandante da operação, o processo como ela irá se comunicar quebrando uma simples frase em partes inteligíveis. Quem gosta de gramática vai adorar.

Para não dar spoilers posso dizer que o filme é uma obra prima de altíssima qualidade artística e dramática. Apesar de ter sido filmado em 2015, é mais pertinente do que nunca num mundo onde a construção de muros, nacionalismo e o isolacionismo estão se sobrepondo a troca de informações, ou melhor, o entendimento entre os povos.

Recomendo para todos principalmente quem está buscando aprender uma nova língua ou, como eu, um eterno estudante.

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Avatar do usuário PPAULO 38755 6 32 678
Well done! Thanks for sharing.
I wonder when an American movie script will set some action elsewhere. I mean, ET arrivals would be only in America, why not in Africa? Why not in Japan? Malaysia? Change ETs for any other topic.
Take for example the story of the Hachi dog (Akita), it was about a Japanese professor, but they changed it into an American one, a stretch indeed...Just to mention one.
I am not advocating a bollyood in Orlando, but more fidelity to some stories.
Avatar do usuário André Lima 715 3 18
PPAULO especificamente nesse filme, as naves (ou conchas como os ovnis são chamados no filme) chegam em 12 lugares diferentes do mundo, só um deles nos EUA. O filme, sem querer dar spoiler, fala justamente da necessidade comunicação entre as diversas nações onde eles aparecerem para encontrar uma solução comum. Você vai ver o extenso uso de tradutores em várias cenas.

Mas entendo a sua crítica. É muito estranho, por exemplo, filmes sobre o Egito antigo sem negros no elenco, filmes sobre a China como A Grande Muralha (The Great Wall) onde o Matt Damon interpreta o personagem principal, ao invés de alguém de aparência chinesa.

Existe uma polêmica crescente sobre a diversidade ética dos atores. Hollywood é constantemente criticada por falta de atores negros ou de outras raças em papeis de destaque. E quando estão, como Denzel Washington em que foi indicado ao Oscar 2017 de melhor ator pelo filme Um Limite Entre Nós (Fences), ouve muitas pessoas que acharam uma injustiça ele não ter ganhado.

Enfim, acredito que se os filmes estivessem sendo feitos em outros países aconteceria a mesma coisa. Filmes brasileiros vão privilegiar falar sobre acontecimentos no Brasil, ou mesmo historias escritas em outros países seriam adaptados para a realidade brasileira. Por isso acho que estão no direito deles fazerem da forma que fazem mesmo que não gostemos.
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Yes, perhaps under pressure the Oscar this year is changing focus, even the Emmys have now a Latin representatives, for example. Granted, we have the Projac in Brazil that emulates differents countries and, sometimes they make a unconvincing (to many) characters from other country characters as well.

I give them some slack, but not make it a stablished pattern, from time to time we need variety, it´s just see how the audience in general is receptive to novelties, like we see from examples like those of Bruce Lee, then Jackie Chan, etc. I can see that sometimes it´s not feasible though.
By your account, I am happy that they used such extensive number of translators and the action happens in several countries, that´s really something!
Engraçado você falar sobre isso, justamente no primeiro filme que usei legendas em inglês.

Hehehehe
Muito bom
Avatar do usuário PPAULO 38755 6 32 678
Bem coincidental, mas então isso mostra que nós do site não somos robôs e estamos antenados no que acontece em volta. Rsss. ;-)