Aprender inglês sem tradução?

A Importância da Observação e da Prática no Aprendizado da Arte da Tradução

Há certas coisas que se aprende mais vendo como se faz e tentando fazer, ao mesmo tempo em que se vê, do que outras. Creio que o trabalho de tradução seja algo assim. Não é que o estudo teórico e sistematizado do assunto não tenha a sua importância e o seu valor, mas se a tradução é de fato uma arte, mais do que um método ou uma simples técnica, não há nada, de fato, que supere mais em importância para sua aprendizagem do que a observação e a prática.

Lembro-me ainda com admiração do quão bem o meu pai lia e escrevia, apesar de nunca ter pegado uma gramática na vida pra estudar. Qual o seu segredo? Ele simplesmente lia. Lia muito era verdade, mas somente e tão simplesmente isso: Ele lia. Exemplos nesse sentido, na área da música, é o que não faltam. Quantas pessoas não aprendem a tocar divinamente bem determinados instrumentos por terem simplesmente se dedicado a observação e a prática?

Entenda-se, não é que eu esteja, por exemplo, menosprezando ou tentando diminuir a importância do estudo de disciplinas que integram o conteúdo teórico e acadêmico de cursos que visam formar futuros tradutores, até mesmo porque eu creio que cada coisa tem a sua importância e o seu devido lugar, e é justamente por ser essa a minha perspectiva que eu insisto em dizer que toda a atenção dada à observação e a prática em relação à aprendizagem da arte da tradução são poucas...

Tudo mais que se possa levar em consideração em relação ao domínio dessa arte é secundário e acessório e pode até mesmo ser ignorado, contudo sem a observação e a prática, ninguém será capaz de chegar a lugar nenhum, se o seu objetivo for, de fato, o de tornar-se um bom tradutor ou mesmo simplesmente o de apenas dominar bem um determinado idioma.

Mas a que eu me refiro exatamente quando falo da importância da observação e da prática? Em outras palavras, com se daria essa ação de "observação e prática"? Vou tentar responder de forma mais objetiva e concreta possível e para isso nada melhor do que um bom exemplo.

A "observação e a prática", em relação à tradução, podem ser feitas da seguinte forma: baixe da internet, por exemplo, as versões gratuitas em português e francês de alguma obra, como, por exemplo, as versões em português e francês do romance "A Bruxa de Portobello" do Paulo Coelho e, em seguida, reformate ambos os textos, colocando-os paralelamente, período por período. Isso pode ser feito através da aplicação de algumas ferramentas de formatação existentes no programa Word.

Eu costumo formatar os textos de modo a transformá-los em uma tabela do Word, deixando-a com uma única coluna e alternando cada linha desta com períodos correspondentes, em português e francês. Dessa forma fica mais fácil e cômodo observar e comparar a tradução que se tenta realizar com a da versão francesa. Exemplo:

1 - Ninguém acende uma lâmpada para escondê-la atrás da porta: o objetivo de luz é trazer mais luz à sua volta, abrir os olhos, mostrar as maravilhas ao redor.

2 - Personne n’allume une lampe pour la cacher derrière la porte: le but de la lumière, c’est d’apporter davantage de clarté autour de vous, de vous ouvrir les yeux, de vous montrer les merveilles qui vous entourent.

Caso haja dificuldade para formatar os textos com essa disposição ou alguém ache que não vale a pena o trabalho e o esforço para tal, então, simplesmente que se leia pelo menos o livro com as duas versões abertas, à medida que se compara e se tenta traduzir mentalmente alguns trechos do livro para o francês.
Concordo plenamente com o Aderaldo! Desabafou tudo que eu já tinha em mente. Sempre pensei do mesmo jeito. Até mesmo um nativo que tenho aulas pelo Skype me disse pra esquecer traduções e sempre olhar no Google Imagens, mas já tentei de todo jeito, sendo que isso jamais é possível.
Por ex: Como vc vai saber no Google Images que a palavra "better" significa 'melhor' ou que 'seems' significa "parece'.
Uma coisa é vc pesquisar a palavra 'book' e aparecer um monte de livros de cara, por ser um objeto, ou vc pesquisar por 'computer' e aparecer de cara um monte de computador. Agora vc saber o que significa um adjetivo ou saber o que significa um Phrasal Verb por exemplo.. vc tem que pesquisar no tradutor, lógico.
Até vc entender no Google Imagens que 'get up' é 'levantar' e 'wake up' é 'acordar', é complicado. Pq não digitar logo no tradutor e ganhar tempo e entender de cara o significado exato da palavra?
Ou seja, há palavras que é possivel sim só ver no Google, como objetos específicos do dia a dia, mas palavras como adjetivos, sinônimos, presente, passado, futuro, TEM que ter o tradutor. Como o Aderaldo disse, com o tempo SIM vai tar acostumado com a palavra e não precisar nem olhar mais no dicionário.

E tb acho que é a MAIOR tolice essa comparação do aprendizado de um recém-nascido com o nosso quando adulto. É incrível como até nos cursos de idiomas, citam essa comparação tola. Não sabem nem o que estão falando.
O recém-nascido JÁ NASCE com o dom de falar aquela lingua materna após uma certa idade. Ele não estuda e nem traduz nada,e pra completar é um recém-nascido, então como ele consegue depois falar e entender tão perfeito?! Só ouvindo? Coisa de gente tola fazer essa comparação.

Quero ver se só na base do 'listening' a gente consegue falar inglês ou qualquer outro idioma fluente.
Já o recém-nascido consegue.. ou seja, eu, vc, e qualquer ser humano no mundo consegue falar seu idioma materno sem nunca ter estudado, só ouvindo e OLHE LÁ.. ouve e não sabe nem o que outras pessoas estão dizendo. Então jamais existiu aprendizado algum aí, ele já vai falar no automatico pq Deus já deu esse dom ao ser humano de ter esse poder e privilégio de falar seu idioma materno sem estudar.

Aprender inglês é muito mais complexo do que essa simples comparação tola. Pelo amor de Deus né?
Tem que traduzir, tem que procurar entender como funciona cada estrutura gramatical, onde e como usar cada palavra e praticar o certo. Esse lance tb de não estudar gramática é outra tolice. TEM QUE estudar, se não como vc vai saber quando usar uma frase no Present Perfect ou como vai saber escrever aquela frase ou como vai saber se precisar usar um 'Do', 'Did', 'Does', 'Have', 'Has', 'Was, Were'.
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Finalmente do meu jeito... rsrs

Não digo que não exista, mas pelo menos até agora, ainda não encontrei nada sequer parecido com essa ferramenta criada para estudar idiomas. E não importa que você não concorde comigo ou mesmo que você ache que é bobagem o que eu acredito ser o caminho para alcançar finalmente o meu objetivo, qual seja o de me tornar fluente nos idiomas a que me propus estudar, a começar pelo francês.

A ferramenta a que me refiro aqui é um formulário por mim criado com o Editor do Visual Basic do Access 2007 que tem por finalidade essencialmente, entre outras coisas, a de servir de ferramenta para a realização de exercícios de Listening. Ouve-se um trecho de áudio, tantas vezes quanto se o deseje, pressionando-se uma tecla. Em seguida digita-se em uma caixa de texto o conteúdo do áudio ouvido e pressiona-se outra tecla, que fará com que o que foi digitado seja corrigido. Uma vez feitas as correções pelo usuário, caso necessárias, apontadas pelo formulário, passa-se automaticamente adiante, para o próximo trecho de áudio, e assim sucessivamente, até se chegar ao último trecho de áudio do exercício.

É algo extremamente simples, é verdade, mas que está fazendo e fará, eu acredito, toda a diferença para o que eu desejo alcançar. Agora, como se diz: é colocar a mão na massa, fazer a minha parte e deixar que a "natureza" faça o resto! E uma vez alcançado o meu objetivo, da forma mais prática e concreta possível, espero poder voltar aqui, para dizer que de fato, finalmente, encontrei o "caminho das pedras" ... rsrs

P.S.: Os exercícios do formulário são elaborados com material que pode ser tirado da internet, como vídeos com áudios contendo transcrições.

Vídeo demonstrativo: https://www.youtube.com/watch?v=LB2-xjoDGmo
Avatar do usuário PPAULO 35970 4 32 631
Back to the crux, newhisper; voltando à mensagem inicial.
O que vai fazer você "acompanhar" um discurso (fala) ou uma música será se acostumar com o modo de "construção'' das frases em inglês, as sentenças, expressões, etc. Uma das pegadinhas, por exemplo, é o fato de adjetivos trocarem de posição - em relação ao português.
No caso da leitura, pequenos detalhes podem fazer uma diferença enorme! Por exemplo, colocar Mass começando com letra maiúscula vai significar "missa" em português e não "massa/grande número/maioria.
Assim sendo, palavras correlatas passam a ter outro sentido:
all souls Mass missa de finados.
Mass book missal.
to say (celebrate the) Mass celebrar a missa.


O aprendizado de uma língua tem muito a ver com paciência e apreensão de nível de detalhes, além da capacidade de fazer associações, etc...
Algumas vezes quando se fala em "não fazer tradução" ou não, se deve compreender a compreensão desses detalhes, a habilidade de achar similaridades e identificar "falsos cognatos" e até achar pontos obscuros onde a língua materna atrapalha (por exemplo, com a pronúncia).
De modo que, de alguma forma, é fácil de referir (e se equivocar também) a essa dificuldade de transição como a dificuldade de estudantes incipientes na língua em que se quer aprender.
Quando professores citam isso, o que se pretende (acredito) é que o aluno treine e chegue ao seu potencial máximo e consiga não só falar, mas aos poucos abandonar o entendimento ''parcial" da língua. De modo que ele possa entender o que seu interlocutor disse, perguntou, explicou, etc.
E isso vai acontecendo depois de algum tempo, com a experiência e contato com a linguagem em suas diversas formas de aquisição e desenvolvimento.
Tal conselho de um professor seria equivalente a "desapega dos vícios de linguagem e da interferência da tua própria''e bota eles no OLX. É o modo mais sensato para o aluno sair de sua zona de conforto e partir para o teste de suas habilidades, e sair também para aprender e testar novas habilidades, mais intensivamente. ;)
É isso aí ... Rsrs Em outras palavras você está dando enfase ao que nos cursos de idomas e especialmente nos de inglês se chama de "Listening". Eu também estou seguindo por esse caminho, só que talvez de uma forma um pouco mais elaborada, porque também estou dando muita enfase a transcrição dos áudios em relação aos quais, aliás, gostaria de poder contar com a ajuda de alguém com mais fluência do que a minha.
Avatar do usuário PPAULO 35970 4 32 631
In fact, English is the sum of all skills, one helps the other. We, the learner from countries that doesn´t speak English generally have our first contact with written English (or musical form -so to speak.) Then one gets acquainted with "structures". That´s why Newhisper couldn´t sing along, that´s why it seemed to fast!
On the other hand, music has a certain proper vocabulary to it, usually one won´t see a Roberto Carlos´ song dealing with the language of car hacking lingo, or some others subjects.
So, it´s a sum of skills and the directing to the learner needs. For example someone that is going to Orlando for fun doesn´t necessarily need to learn everything that it takes to sit a TOEFL, and vice versa. And last but not the least, English (and others knowledge field in life) are a lifelong thing, since language is dynamic.