Brasileiros estão usando muitas palavras do inglês?

Hoje você vê live, post, pen drive, youtuber, numa bad, bluetooh, etc.

Será q os brasileiros não estão usando palavras demais do inglês no português? Nós temos palavra originais para muitas dessas coisas em português.

APRESENTAÇÃO PESSOAL EM INGLÊS
Nesta aula, a professora Camila Oliveira ensina como você deve se preparar para fazer uma apresentação pessoal profissional em inglês. O conteúdo dessa aula ajudará você a aproveitar melhor as oportunidades no ambiente corporativo. ACESSAR AULA
4 respostas
Redseahorse 4 38 596
Não acho!
Os estrangeirismos fazem parte do próprio dinamismo da linguagem, eles na verdade, contribuem para a renovação das línguas. Talvez essa percepção da incorporação de um número maior de palavras estrangeiras (Inglês), neste caso, à língua Portuguesa, tenha relação com a globalização e da ascensão tecnológica (note que quase todos os exemplos dados por você, são estreitamente relacionados à tecnologia da informação).
A história nos mostra que antes do Inglês, outras línguas (como o Francês) também já exerceram influência sobre outras. Os estrangeirismos sempre permearam os vocábulos das diferentes línguas; sobretudo as ocidentais.

* Obviamente os "excessos desnecessários" (quando há equivalência de expressões e palavras conhecidos na língua Portuguesa), os estrangeirismos devem ser evitados, por exemplo:

> Fazer uma CALL (Fazer uma chamada/ligação);
> Como usar o TIMING para gerar resultados (Como usar o tempo para gerar resultados);
> Ela é uma INFLUENCER (Ela é uma influenciadora).

Um pequeno adendo informativo... As palavras PEN DRIVE (para referir ao FLASH DRIVE) e NOTEBOOK (para referir ao LAPTOP), são 'invenções brasileiras inglesadas', que não fazem muito sentido fora do Brasil.
PPAULO 6 49 1.3k
Eu entendo o que Jorilaine quizz dizer,... Oops! 'quis dizer'. :-)
De tempos em tempos essa discussão vai e volta, chega até o congresso, outros fóruns e instâncias.
Ocorre que vivemos uma realidade no país, em que temos pouca leitura, cultura e foco na educação como um todo.
Se a vida não pára, então acaba que a população tem que usar o que tem, e como o povo tem senso prático ele forçosamente usará o que lê nos rótulos de produtos, o que vê nos filmes, etc.
Já para aqueles que estudam, tem a questão de a outra línguagem se incorporar no vocabulário (é inevitável até um certo ponto, com músicas 'chiclete', seriados, etc).
Some-se a isto o fato da língua portuguesa não ser tão 'defendida' como em outros países e ainda o espanhol ser lembrado como língua "latina" (digo, da Ameríca Latina, não a antiga línguagem de Roma).
Em casos como "influencer" pode ser que usemos o inglês por 'preguiça de pensar', mas em casos como o "thumb drive" (flash drive/memory stick)
E há ainda outros há momentos que é melhor usá-los e pelo menos manter o fluxo da comunicação (do que dar um branco e a pessoa ficar procurando nas gavetas do cérebro uma palavra subtituta).

Palavras de difícil substituição acontecem até em português, como "ave" que é "bípede emplumado", (após uma ou duas substituições já ficaria repetitivo.)

Que bom que você se preocupa com a crescente 'invasão' dessas palavras. Mas esse processo se deve ao nosso pouco vocabulário (em português) que vai se esboroando e também à praticidade de algumas expressões tais como:
I-Food (onde, dizem, "I" é abreviatura de "Internet")
XRV (modelo de carros) - X significando "cross" o carro é um crossover.
MPFI - (anteriormente) o "I" significava "injeção".
DX ou DLX - era "de luxo".

E por aí vai. De forma, que as nomenclaturas e padrões vindos da indústria automotiva, eletrônica, aérea, de entretenimento e outras termina se estabelecendo no linguajar da população e se espalham pelos países.

E vamos combinar, é bem prático que uma sigla encerre toda uma noção como no caso do X acima. Aí fica mais fácil copiá-la do que explicá-la e fazer uma versão local.
Dizem que até o brasileiro pegou a mania, com o X-tudo, onde o X seria o queijo (vindo da pronúncia do "cheese"). Não sei é lenda urbana ou não.
Donay Mendonça 23 129 1.7k
Concordo com o argumento de que às vezes algumas pessoas (até mesmo em programas de TV, artistas, etc) exageram nos estrangeirismos. Fica a impressão de algo forçado, artificial.

Se você usar na dose certa, você consegue até sofisticar o seu vocabulário. Se exagerar, pode não causar uma boa impressão.

Mas, de uma maneira geral, os estrangeirismos podem fazer bem ao nosso idioma.
PPAULO 6 49 1.3k
I agree with you, sometimes people overdo it. Businessmen, for instance call "fábricas" plantas (an attempt to copy 'plant' from English).
And there are words in Portuguese that are in place for decades, no need to use the English equivalent, most of the time "retorno" would do, instead of "feeback" (unless when using it in a technical setting/context).

Funny thing, when people use an English word it´s okay, just try to wedge a word in German, French or other language.
I myself got a bit startled when I overhead a street vendor (camelô) talking to his buddy and said "s'il vous plait"...I thought - Wow! We have even French citizens being streets vendors now!
If it was English we wouldn´t have such automatic thoughts...I think.