Como agir quando o professor não sabe a palavra em inglês

Gbmr 5
Pessoal!

Vim aqui pedir ajuda mesmo, pois estou trabalhando como professora de inglês ha poucos meses e estou passando por situacoes muito desconfortaveis que não esperava encarar.

Sei que tenho um bom nivel inglês, por isso hoje dou aulas numa grande franquia de escola, mas, apesar de fluente, eu não sei todas as palavras da lingua inglesa. Acredito que professor não tenha obrigação de fazer papel de dicionario, não somos maquinas, mas como vocês reagem a situacoes em que o aluno pergunta como se fala uma determinada palavra/expressão em inglês e você simplesmente não lembra de forma alguma?

O pior de tudo eh que essa situação aconteceu por diversas vezes em uma ultima aula que dei. Acontece que algumas vezes um outro aluno lembra da palavra que eu nao consegui lembrar, isso nao eh horrivel? Gostaria de saber de professores experientes se isso e normal e aceitavel no inicio e como melhor agir para evitar constrangimentos.

Ps. Eu acredito que grande parte do problema se deva ao fato de eu estar lidando com alunos mais avancados sem ter a experiencia necessaria (pois isso quase sempre acontece em turmas avancadas). O que acham?!

Tks!
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7 respostas
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PPAULO 54770 6 43 981
Oi, Gbmr. Não sou professor, mas já vi essa situação pelo menos uma vez em sala de aula (uma vez num curso de conversação).
O professor foi um "sport", ele disse que ia pesquizar e na próxima aula voltaria com alguma resposta, e voltou à aula.
E não o professor não precisa saber tudo principalmente ser "o dicionário" (pra isso é que o dicionário existe), o aluno deve ser parabenizado por buscar conhecimento "on the side", mas há palavras que podem ser menos usadas, jargões profissionais ou gírias que não entraram em uso de maneira "full" na linguagem.
Pode ser isso, e o aluno pode ser informado disso, mas com o conteúdo, os tópicos da aula ele certamente vai poder ter acesso a esse mundo de conhecimento e usar os tais tópicos de uma maneira satisfatória (inclusive usando essas tais palavras). Na próxima aula o professor pode trazer o significado de tal palavra, ou se outro aluno souber, pode explicar o significado dela. Okay, seria uma pequena pausa, e daí se voltaria aos tópicos da aula.
É a minha opinião, e o que eu presenciei em sala, nesse curso.
É até interessante congratular o aluno por ter lido e buscado conhecimento de forma complementar. Mas a palavra talvez não seja suficientemente para que todos os alunos e o público em geral a conheçam, é bom que se faça essa observação parentética para eles.
Podendo até dizer que certamente no futuro esse ou aquele termo deve estar em uso "full", mas que foi bom saber que eles estão estudando, e agora vamos ao assunto que estávamos estudando... (mais ou menos assim, mas com tato, é que eu só quiz aqui passar a ideia).
Boa sorte com o ensino. A passagem de conhecimento é um dom! ;-)
Vamos esperar outras ideias e sugestões.

PPAULO 54770 6 43 981
Ah, reli aqui e vi o caso de palavras que não são novas, mas de uma que não se conseguiu lembrar.
Okay, isso é perfeitamente normal, a gente pode usar o artifício que as crianças fazem, exemplo eles falam "um pé de manga" e os pais lembram que é uma mangueira, ou conceitos como "aquele vento que sobe e forma as nuvens" aí os alunos mais "ligados" vão dizer "corrente convectiva", se for o caso pode-se até olhar para esse aluno nerd e "pedir" ajuda (sem pedir ou pedindo mesmo - com todas as palavras).
Sim, ninguém se lembra das palavras, um termo exato todos os momentos, e ao contrário do que se possa pensar os alunos também ajudam um professor em certas situações de dificuldades.
Ainda que ele professor, sinta que é embaraçoso - que não é; no mundo de hoje com tantas preocupações e tendo que lidar com tantas informações quem nunca esqueceu uma palavra ou duas?
O importante é seguir o fluxo da aula, é igual uma topada, se deve dar um sorriso (amarelo ou não) e seguir em frente.
No caso da "nuvem convectiva" acima, se deve dar "um obrigado" ao aluno e segue-se a aula. Eu como aluno ficaria até feliz de por ter participado de alguma maneira. :-)

Gbmr 5
Olá PPAULO, muito obrigada pelo apoio e contribuição!

Essa ideia de dizer que vai pesquisar sobre o termo e voltar com a resposta na aula seguinte é o mais sensato a se fazer mesmo.

Em relação aos tópicos das aulas eu consigo retirar quaisquer dúvidas sem problemas (até pq as preparo para que saiam com qualidade), porém turmas com alunos muito bons costumam finalizarem o conteúdo do livro antes na metade do tempo. A partir daí a classe entra em conversação de tópicos abertos e daí surgem dúvidas quanto a qualquer tipo de palavra e termo. Ou seja, não tem como eu dizer “vamos voltar ao tópico da aula”.

Na última aula me perguntaram (pavão, beterraba, coxas, madrugada, “colocar de castigo”, fígado dentre outras) essas que citei foram as que não consegui lembrar. Digo lembrar pq sei que já estudei essas palavras antes, mas simplesmente elas não vêm a consciência imediatamente. Penso que isso pode acontecer por eu não ter tanta experiência na área, uma vez que sei que, depois disso, quando me perguntarem dessas mesmas palavras isso não vai acontecer de novo.

Mas não tenho absoluta certeza de que é realmente isso. Se a solução seria, inicialmente, buscar trabalhar com turmas menos avançadas, se o problema é na verdade a conversa aberta que nos coloca em ciladas ou se realmente eu como professora deveria ter a habilidade de lembrar desses termos.

Uma vez que a própria escola me avaliou com nível suficiente para lidar com turmas assim, fico com receio de expor esse meu questionamento à instituição, por isso busquei ajuda aqui.

Obrigada novamente!

PPAULO 54770 6 43 981
Talvez você não lembre por que não fazem parte da sua realidade; explico - não são palavras de tópicos que se repitam toda hora (ou todo dia).
Seu raciocínio me parece sensato, talvez turmas menos avançadas seja uma solução (espero que seja uma opção, pois não sei se prejudicaria em termos financeiros, etc).
Também não sei o nível de "compreensão" de sua instituição, nem mesmo se o fator "nervosismo" com os alunos, devido às experiencias recentes passadas. Isto é, refiro-me aos alunos que trouxeram essas palavras e o próprio fato de as terem trazido "do nada" (apesar que em conversação é assim mesmo meio aleatório).
Uma forma de direcionar a conversa poderia ser colocar videos, filmes, recursos instrucionais sobre um determinado assunto. Por exemplo, uma vez assistimos o filme "phone booth" e depois discutimos sobre o mesmo. Outra vez um filme que envolvia dança, assim meio que equaliza a conversa, mantém o foco.
Também não sei o nível de "companheirismo" dos alunos, ou o nível da relação em sala de aula.
Eu fiz um curso de conversação uma vez e a professora escrevia (pouco mas escrevia) coisas como friday, june. Uma vez eu fiz essa observação de que nomes de dias e meses começam com maiúscula (aqui só um exemplo). Então senti que ela ficou insegura, e após escrever no quadro passou a me perguntar se estava certo (de uma forma normal, não era hostil ou sarcástica ou nada assim).
No final das contas eu não quiz causar embaraço, e nem deixar o professor nervoso, foi não intencional.
Eu levei em conta que o professor após várias horas lecionando em vários lugares na cidade, e com horário família e tal, realmente fica cansado e pode errar. Mas no lado do custo-benefício, ela sabia muito inglês e eu estava aprendendo um monte.
Quanto mais assunto o professor tiver para ensinar, e quanto maior conhecimento e informação relevantes ele trouxer, mais o aluno vai "beber" alí e nem vai se importar de uma palavra ou duas (ou mais) que cause um "glitch" no fluxo da conversa.
Toda pessoa erra, esquece, etc, quem nunca? Tal era minha maturidade como aluno e a relação em sala de aula era legal.

Por outro lado, e aí sempre há dois lados de qualquer história, poderia ser um desafio (e portanto uma oportunidade de aprender bastante, de aumentar o vocabulário, "estar preparado pra tudo", etc).
Aí vai depender do olhar com que se volte para a situação. Uns acharão que é bom, um desafio. Ou que a escola analisou, então a escola pode estar certa.
Outros pensariam que seria estresse, ou que não é interessante, que é melhor ter mais um tempo de treino, etc. E que a escola pode ter superestimado, ou que ela pode até dar esse treino (ou ter um pouco de paciência e aguardar mais um pouco até que se adquira experência).

Veja, essas são apenas ideias, talvez "saídas" minhas para o problema ou desafio em tela. Como se eu estivesse "conversando contigo", portanto além de estar "frio", não envolvido diretamente não sou profissional de educação ou algo relacionado. Só um aluno com alguma experiência aqui.
Mas sugiro que se converse com outros profissionais de sua confiança e chegue à sua própria conclusão (e decisão). Há coisas com alguns graus a mais de cinza, e a gente não pode dizer que se faça X ou Y, que tome essa ou aquela atitude. Ainda mais quando não é pessoalmente, in loco, vendo o que se passa.
Boa sorte na decisão e na solução do "puzzle" (da presente dificuldade).
Obrigado também pelo feedback.

trazom 10
Once a time a teacher of Literature Critic said: A good lawyer isn't that gives the answer in the right time, but, that asks 24 hours to answer it and gives the best answer.

PPAULO 54770 6 43 981
It makes sense, Trazom. The Japanese businessmen also have this wisdom, they don´t give a "yes" or "no" answer right on the spot.
They like to give themselves time to think it over, it somehow contrasts to that thinking of the so-called "West" businessmen that like to decide in a speedy way and then have the eternity to regret it! :-)

PPAULO 54770 6 43 981
A certain author wrote a book named Thinking, Fast and Slow where he tries to balance both systems, if he is successful I don´t know. But other theories certainly will improve that one and will come nearer and nearer to a good one (a good system, I mean).
You guys forgive me for going off topic a bit, this time.

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