Dominar primeiro a Leitura do Inglês ajuda no aprendizado?

Avatar do usuário Alessandro 2830 3 9 68
Ontem eu comecei a ler um livro do Rubens Queiroz chamado "As Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa". O livro é baseado em um eBook muito famoso já publicado no English Experts.

Uma das ideias apresentadas pelo Rubens é a seguinte:

Dominar um idioma por completo pode demorar muito tempo – 8 anos para a maioria das pessoas, dominar apenas uma habilidade é muito mais fácil.

Ele orienta que a gente domine primeiro as palavras mais comuns e também a leitura. Depois disso o aprendizado das outras habilidades se torna mais fácil.

Você acha que dominar primeiro a leitura (e vocabulário básico) ajuda no restante do processo? Você prefere estudar as 4 habilidades (leitura, escrita, fala e compreensão) juntas?

Aguardo a opinião de vocês!
Avatar do usuário Donay Mendonça 45300 21 69 1022
Alessandro,

No meu caso, por não haver recurso na época, eu acabei dominando primeiro a leitura. Ajudou muito mesmo - eu era o mago da tradução :D . Porém, hoje, como professor, eu ensino as 4 habilidades como forma de motivar e até mesmo ganhar tempo dentro de sala. Para quem estuda sozinho, aprimorar a leitura é uma arma poderosa; para quem dá aula, treinar o 'listening' e o 'speaking' do aluno é uma ferramenta de motivação e ganho de tempo.

Abraços,
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Avatar do usuário Adriano Japan 760 1 17
Ótimo tópico.

Acredito que o vocabulário é a parte principal do idioma, e não um "adicional" que se vai aprendendo ao longo do tempo. Dizem alguns pesquisadores de linguística que a partir do momento que você sabe um determinado número de palavras (se não me lembro, de 3 a 7 mil), você fica completamente fluente neste idioma. Ainda não tirei a prova, então não posso afirmar nada.

Mas sei que vocabulário é um conhecimento vitalício e acumulativo, quanto mais melhor. Ultimamente pra estudar um idioma à noite, preciso de todo um "aparato" pra sentir um aproveitamento total de uma lição: livros, cadernos, computador ligado, dicionários abertos, etc..

Tem dias que não tenho saco pra tudo isto, mas também não quero ir dormir sem ter aprendido nada no dia. Então pego um dicionário, e anoto até 15 palavras novas em um pedaço de papel. Pronto, com 10 vocábulos novos já sinto que o estudo do dia "não passou em branco" e com certeza essas 10 palavras vão me ajudar de alguma forma, amanhã ou daqui a 1 ano. :D
Avatar do usuário Lucas PAYNE 260 7
Acho que a leitura é a habilidade mais facil de dominiar e a principal também.Mas depende de pessoa para pessoa, tem gente que aprende com os ouvidos "Listening" tem gente que aprende com os olhos "Reading".
Eu por exemplo não consigo aprender apenas ouvindo , preciso ler aquilo que estou ouvindo.
Quanto ao numero de palavras , eu uso o LingQ e tenho 5000mil paravras conhecidas e não sou fluente e estou bem longe ainda , como eu já disse antes "Ninguem tem a mesma impressão digital", O que funciona pro fulano não funciona pro ciclano.

Eu estou aprendendo apenas 3 das 4 habilidades , Reading,Listening,speaking, e diferente de milhares de pessoas, o meu problema não é com "listening " e sim "speaking".
Hi, Alessandro!

Sou mais visual e minha habilidade maior sempre foi com o visual, portanto ler e escrever em inglês para mim sempre foi mais fácil. Como sou visual, exploro isso p/ "ver" uma palavra, construir um significado p/ lembrar dela depois e utilizá-la em algum contexto em vez de só ficar na tradução.
Porém, só gramática e leitura 'cansam'... No meio dos meus estudos entre cadernos, livros, dicionários e internet, gosto bastante de usar áudios e vídeos p/ treinar o "listening". Aproveito p/ aprender como se pronuncia e também p/ construir os signicados atrelados ao som e com isso lembrar melhor das palavras depois.

Have a nice weekend.
Vanessa
Avatar do usuário Flavia.lm 3845 1 9 85
Eu acredito que para algumas pessoas realmente não haja uma necessidade tão grande de dominar escuta e fala, por isso somente a leitura bastaria. Mas vejo um risco grande aí, principalmente para aqueles que estudam por conta própria. O foco em leitura nos primeiros meses de aprendizagem pode ajudar a incrementar vocabulário e ir se acostumando com as estruturas das frases, mas, como já temos a língua portuguesa ali "gravada" no nosso cérebro, é muito fácil que se criem "pronúncias" erradas para as palavras em inglês que estamos aprendendo apenas visualmente. E aí, quando surgir a necessidade de falar, terá que reaprender. Ou então, quando escutar aquela palavra já "conhecida", é bem capaz que não reconheça porque imaginava que a pronúncia dela fosse diferente.

Focar numa das quatro habilidades é questão de opção ou necessidade (como foi o caso do Donay). Mas, se limitar à essa única habilidade, a meu ver, é incompatível com a necessidades do tal famoso mundo globalizado que a gente vive.

O Lucas fez um comentário bem pertinente. Ele só consegue estudar listening se estiver acompanhando a transcrição. Vejam que o inverso não acontece, ele provavelmente não tem necessidade de escutar o que está lendo, daí o risco de "imaginar" uma pronúncia diferente da correta.

Mas, eu ainda não li o livro do Rubens Queiroz, então não sei os argumentos dele.

Very nice discussion...
Eu acho que a Flavia falou tudo! Não adianta saber ler e não entender quando escutar.
Avatar do usuário PPAULO 36030 4 32 632
Isso vai depender de alguns fatores. Acho que para a maioria das pessoas, principalmente nas grandes cidades, e mais ainda no mundo globalizado em que estamos precisará sim de aprender as quatro (ou mais, quem sabe) habilidades.

Por outro lado, o livro citado deve ser de um tempo em que a Internet (por exemplo) e os audiovisuais (revistas com CDs, ou revistas-curso, por exemplo) não eram tão difundidos a ponto de hoje ser imprescindível. Só pra citar esse exemplo, ninguém imagina tais revistas sem o audiovisual.

E em segundo lugar, em outros tempos, haviam livros em que se lia e repetia os conceitos dados. Daí que, só ler já era não era um método, como se pode inferir do título do tópico aqui. Se o aluno lia, e digamos, não repetisse oralmente, talvez os livros tivessem "drills" onde haviam frases a completar, questões de múltipla escolha ou de duas opções para se escolher uma etc, daí que não era só ler, teria que escrever para fixar. Claro, ninguém iria escrever uma "précis", aí já era outro tipo de livro.
Para mim, é como emprego, antigamente um concurso ou emprego exigia o 2o grau, hoje faculdade é (quase) uma regra. Antes para aprender inglês, precisava saber ler, hoje saber ler (inclusive em inglês) é, de certa forma, o mínimo desejável.
Contudo, pra muita gente por esse Brasil afora, as ideias do autor (Rubens) são válidas. Digamos, muita gente vai aprender por ler, vem aqui nesse site e outros e tem um começo que não teria de outra forma. Já outros virão pra treinar, participar, se informar, se divertir, à negócios (digo, pelo inglês técnico ou instrumental etc), pra saber particularidades culturais etc...dependendo do nível.

Então, a resposta seria sim, não e... Depende do que o autor quiz dizer e do que o leitor interpreta.

E relembrando as palavras do Rubens, e já torcendo-as um pouco...dominar uma habilidade é muito mais fácil. Contudo isso não quer dizer que "é muito fácil".

Só pra lembrar!
Avatar do usuário Sypher 945 1 1 23
Por ter aprendido primeiramente a ler em inglês, acabei achando que em qualquer língua a ser aprendida o mais importante era, antes de mais nada, entender sua forma escrita. Apliquei essa regra ao francês quando o estive estudando e deu certo. Mas então, um certo dia, resolvi aprender japonês e tudo mudou, hahaha!

Acho que a regra do Rubens é muito bem vinda para o aprendizado de qualquer idioma que utilize a mesma forma escrita que a nossa, ou seja, o alfabeto latino. Porém, quando você muda de alfabeto, aprender antes a forma oral e depois a forma escrita é uma passo menos complicado que o aposto.

Quando estamos aprendendo qualquer idioma que utilize o alfabeto latino, a forma escrita é reconhecível por mais que tenhamos dificuldades com a fonética e atribuição de significados. Já quando a grafia não é mais a latina, ao menos pra mim, o problema da fonética deixou de existir porque eu não tinha mais um ponto de partida para atribuir sons à palavras (no começo, sempre lemos o inglês, o francês ou alemão como se se estivéssemos lendo o português, não é?). O kanji (alfabeto japonês de origem chinesa) não dava me dava "pista" alguma de como aquele conjunto de caracteres poderia soar. Além disso, a organização sintática das frases era outra. Eu não conseguia definir onde ficava a separação entre as palavras, só pra você ter uma idéia.

Já na forma falada esse problema não existe, obviamente. As palavras são separadas e os fonemas são "audiveis e repetiveis", até mais que o inglês, na minha opinião. Então, me utilizando de alguns métodos para iniciação da forma oral (que, aliás, funcionam para qualquer idioma), como o Michael Tomas e o Pimsleur, consegui me virar. E só então, após ter um entendimento razoável do japonês falado (que me ajudou a encontrar a posição das palavras dentro das frases), é que voltei a me aventurar no japonês escrito, um mundo completamente a parte que merece um outro post :)
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Avatar do usuário PPAULO 36030 4 32 632
Isso é verdade, Sypher. Indubitavelmente saber ler (em português ou inglês), não é suficiente para línguas "hieróglifas'' tais como Hindi, Russo, Japonês, Mandarim, Polonês, Turco etc. Faço excessão para o Alemão, por que é mais parecido com inglês, de onde se pode, pela linguística (e algumas vezes pela fonética parecida), se começar a entender.

Me parece que Japonês, as diversas versões de Árabe e chinês, por exemplo, se
parte de outros conceitos lógicos e cognitivos.

Alguns até dizem que tais processos cognitivos, no caso do Chinês, até dão vantagem em matérias como matemática em relação aos alunos do outro lado do oceano (incluíndo aqui alunos dos EUA).
Me desculpem por ter saido um pouco do assunto...e partido pra linguística!
Foi tudo culpa do Sypher! :lol: