É viável iniciar aprendendo com nativo?

Olá pessoal!

Não sei bem se só é permitido escrever em inglês nesse fórum, mas se não tiver problema, quero tirar uma dúvida com vocês.

Eu estudou estudando inglês há 1 mês e já sei o básico. Sou nivel intermediário. Consigo ler 80%, escrever 70%, falar 30% e entender 30%.
Meus maiores problemas são esses: entender e falar. Ainda tou na etapa de tentar entender palavra por palavra que falam em inglês e tbm travo quando falo, pensando nas palavras que devo usar.

Então estou na 2ª semana de curso com um nativo dos EUA por Skype. É 1h todos os dias de aula pelo Skype que eu pago a ele. Ele é muito paciente por sinal (lógico, tá ganhando), porém como só entendo 30% do que ele fala, acabo às vezes sem entender a explicação dele do "porquê" utilizar tais expressões ou o que significa tais palavras, já que a aula é 100% em inglês.
Essa 1h passa muito rápido e acabo no final de tudo aprendendo pouquissimas coisas. Ele me passa depois uns exercicios que pratico e até aprendo legal depois e pratico c ele na aula seguinte. Mas travo d+ pra falar, penso d+ ainda e não entendo nada do q ele diz... só uns 30%.

Vcs acham que são viáveis essas aulas? Isso é bom mesmo para APRENDER o inglês pra quem é intermediário?
Por favor, me deixem a dica de vocês. Ficarei agradecido!
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Avatar do usuário Redseahorse 7890 1 13 142
Bróta,

Seguinte, há muitas coisas a serem consideradas neste processo, vou tentar resumidamente te dar umas dicas, na forma de itens, acerca do tópico, suportadas basicamente pela minha própria vivência no campo linguístico e do ensino e direcionadas especificamente para o teu caso.

> Para um ensino efetivo de uma língua qualquer, sobretudo como 2ª,3ª,4ª... línguas, NÃO basta ser nativo da língua de origem;
> O "professor" deve ter noções mínimas da pedagogia e/ou didáticas do ensino, ou ainda, de técnicas de treinamentos;
> A performance didática, tanto do ensino qto do aprendizado, não se difere, seja em estudos virtuais ou presenciais;
> O nível educacional e cultural, tanto do professor quanto do aluno, fará toda a diferença no processo de aprendizado;
> O nível de proficiência do professor nativo na língua portuguesa, bem como de conhecimento geral acerca do BR, é fundamental;
> Aulas c/ professores nativos (não falantes do português) são boas p/ estudantes avançados, porém, improdutivas para níveis mais baixos;
> No quesito "improdutividade" p/níveis básicos/intermediários, equiparam-se os cursos presenciais de curta e média duração no exterior.

Isto posto, penso que até que o estudante obtenha um nível de proficiência avançado da língua Inglesa, aulas (as extensivas e as semi-intensivas) com professores nativos (não falantes do português), sejam presenciais, virtuais ou no exterior, são improdutivas, ineficazes: Conseguinte, um investimento perdido.

blz!
"Isto posto, penso que até que o estudante obtenha um nível de proficiência avançado da língua Inglesa, aulas (as extensivas e as semi-intensivas) com professores nativos (não falantes do português), sejam presenciais, virtuais ou no exterior, são improdutivas, ineficazes: Conseguinte, um investimento perdido."

Isto posto, sendo eu pré intermediario, meu investimento de um mês estudando no Canadá vai ser em vão?
Em vão não vai ser jovem, vão seria se não aprendesse nada nesse período.
Avatar do usuário Redseahorse 7890 1 13 142
Não seria em vão, se considerarmos outros aspectos culturais e pessoais envolvidos num período de estadia no exterior. O que é possível afirmar com boa dose de exatidão é que, para fins de estudos apenas, cursos de curta duração como este que você se refere (a carga horária > tempo de exposição efetiva a língua faz toda a diferença), principalmente para estudantes de níveis inferiores aos avançados/fluentes, são inviáveis tanto no aspecto do aprendizado quanto no financeiro.

Honestamente, eu investiria meu dinheiro nisto (estudos de línguas no exterior), quando os estudos não fossem de longa duração, apenas quando eu já estivesse em um nível bem avançado.

É recorrente, o fato de depararmos com alguns alunos, no BR, e observarmos na prática que as aulas no exterior de curta e média duração, para diversos deles tiveram pouquíssima efetividade, devo considerar aqui inclusive aqueles cujos "Inglês de moradias no exterior", não serviram sequer para terem uma performance razoável durante entrevistas de emprego em Inglês; Deste modo, se do ponto de vista pedagógico, geralmente elas são improdutivas, não há como considerar um investimento financeiro viável .

É apenas uma opinião!