Não saber português afeta o ensino da língua estrangeira?

jlmmelo 3080 10 79
NOTAS SOBRE LIVROS BOOKNOTES

O mito, brasileiro não sabe português afeta o ensino da língua estrangeira
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Bagno recusa a noção simplista que separa o uso da língua em " certo" e " errado" , dedicando-se a uma pesquisa mais profunda e refinada dos fenômenos do português falado e escrito no Brasil.

Ao mesmo tempo, convida o leitor a fazer um passeio pela mitologia do preconceito lingüístico, a fim de combater esse preconceito no nosso dia-a-dia, na atividade pedagógica de professores em geral e, particularmente, de professores de língua portuguesa. Para isso. O autor analisa oito mitos inseridos no primeiro capítulo do livro A mitologia do preconceito lingüístico.
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No Mito nº 2 – Brasileiro não sabe português / Só em Portugal se fala bem português, o autor faz uma longa análise levando em conta a história desses dois países e desmistifica mais esse preconceito. Quanto ao ensino do português no Brasil, questão também abordada no Mito nº 3 - Português é muito difícil, o problema é que as regras gramaticais consideradas " certas" são aquelas usadas em Portugal, e como o ensino de língua sempre se baseou na norma gramatical portuguesa, as regras que aprendemos na escola, em boa parte não correspondem à língua que realmente falamos e escrevemos no Brasil. Por isso achamos que português é uma língua difícil. O mito, Brasileiro não sabe português afeta o ensino da língua estrangeira, pois é comum escutar professores dizer: os alunos já não sabem português, imagine se vão conseguir aprender outra língua, fazendo a velha confusão entre a língua e a gramática normativa.
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Preconceito lingüístico – o que é, como se faz
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5 respostas
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Marcio_Farias 12580 1 23 212
Pode não afetar, mas o aluno pode transferir os velhos vícios e erros para a linguagem-alvo. (Os erros que ele cometia na língua nativa, ele pode cometê-los na linguagem-alvo e vice-versa).

Claro, trata-se de uma opinião. E opiniões, sabe-se, variarão.

Donay Mendonça 62310 22 99 1511
Pessoal,

Pode afetar mais ou pode afetar menos. Tudo depende do método, da atitude do professor e da própria vontade e determinação do aluno.

jlmmelo 3080 10 79
O MEC-Ministério da Educação e Cultura distribuiu este ano uma cartilha, para todas as escolas, onde uma das orientações é: O professor pode ensinar aos alunos que é correto dizer: "Nós pesca peixe". Deve ser o primeiro passo para acabar com a conjugação dos verbos no português.

Marcio_Farias 12580 1 23 212
Acabando com a conjugação dos verbos, o segundo passo, provavelmente, envolveria acabar também com a distinção masculino-feminino. (O passo seguinte poderia eliminar a distinção singular-plural. Outras etapas sobreviriam que simplificariam ainda mais a língua como, por exemplo, a eliminação do c cedilha e a supressão de todos os acentos diacríticos(!) Dá pra encarar?!

jlmmelo 3080 10 79
Artigo muito interessante na Revista SUPERinteressante:

Letras ao léu
Falam-se cerca de 6.000 idiomas no mundo. Um novo livro mostra que essa fascinante diversidade e revela que muitos estão próximos da extinção.
por Jeronimo Teixeira / Adriano Samburgo
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a cada duas semanas, uma língua desaparece da Terra.
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A estimativa é de que 90% delas estarão extintas em 2100. Ou seja, 5500 línguas vão morrer neste século.
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Na verdade, do ponto de vista técnico, não existem critérios lingüísticos para diferenciar língua e dialeto.
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Seu objetivo é sacudir a idéia acadêmica de que as línguas são sistemas fixos, cristalizados nas regras da boa gramática. A fala humana é dinâmica. Vive um estado de permanente mudança, no qual as fronteiras são tênues.
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As diferenças entre cada um desses dialetos são muitas vezes maiores do que aquelas que encontramos entre o espanhol e o português.
E no entanto ninguém pensaria em sugerir que o português é um dialeto do espanhol. “Já foi dito que um dialeto torna-se uma língua quando tem um exército e uma marinha para sustentá-lo.
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Um dos mais simples é a erosão fonética: sílabas não-tônicas no meio de uma palavra correm o risco de desaparecer na fala cotidiana.
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Para os falantes nativos, certas noções estão tão arraigadas que é difícil perceber como são supérfluas. A diferença entre ser e estar parece óbvia e obrigatória para todos nós, mas em inglês e alemão há um só verbo (to be e seinen, respectivamente) englobando as duas noções. Inglês, alemão, francês, português têm artigos definidos e indefinidos, que não existem em russo (e não existiam no latim). A ordem “sujeito-verbo-objeto”, que nos parece tão evidente e lógica, tampouco é comum a todas as línguas. Em alemão e em japonês, o verbo vai no fim da frase.
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Línguas de povos que se espalharam por grandes extensões territoriais apresentam a tendência contrária. Como o número de pessoas obrigadas a aprender esses idiomas como segunda língua é grande, com o passar do tempo, a gramática vai se simplificando.
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O estrangeiro é quem sofre para aprender uma nova língua. Você talvez esteja cuspindo no professor de inglês para aprender a pronúncia do “ th” em think, ou está enrolado nas conjugações do francês, ou desistiu do alemão por causa das declinações. Isso ainda não é nada.
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Há dois anos, o lingüista norte-americano Steven Roger Fischer, em entrevista a Veja, chegou a dizer que o português desapareceria, absorvido pelo espanhol. Ele considerava a tendência de diminuição no número de línguas positiva, pois facilitaria a comunicação universal.
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