Ouvir... uma questão de tempo.

Henry, I don't know if what I'm about to say is true, it's only a theory that I thought of. Anyway, I've read some reviews that say when we're reading a text or sentence we don't need to read the entire word, i.e. all the letters of the word, to make us able to understand what the word means. It's said we just read the first letter, the last one, and maybe something in the middle, and then the context itself tells us which word it's.

Well, my theory is that it may be part truth about listening. Most of the time we don't listen to the conversations so well because of the noise, the people voice themselves, another sort of difficult at listenning and so forth. But I figured out that even not being able to "listen all the letters" of what is said, we can understand it using the context and the intonation.

My guess is that when you're really used to that intonation, the process of listening becomes incredible simple. It'd explain why native English speakers can understand Donald Duck sayings so well :lol:
Avatar do usuário Henry Cunha 9900 2 17 177
Hi Duccini,

Yes, I agree with you. If you´re a native speaker, so much of what you receive is already the expected and you hardly work at "decoding" all of it. Incidentally, it´s what makes proverbs and saying so interesting: they jolt you with an unexpected meaning. For example, "Time is a great teacher, but it kills all its pupils." Of course "killing time" is a common expression (matar o tempo?), reversed on us here.

For the second language learner, however, as you say, it´s a bit of a different task, because that person may actually not know all the words or expressions being said. But with some experience in global listening skills, and context, you can feel your way through the gaps. Is there a book yet by the title "Guess Your Way To Better English?"

Regards
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Olá pessoal do english experts, estou começando a estudar inglês agora, participei do desafio de 30 dias da fabiana lara e me motivou muito a continuar estudando inglês sozinho pela internet, ela me indicou o site e achei muito bom.

Bom como eu estou começando a estudar inglês agora eu não sei nada ainda. mas uma dúvida que eu tenho é se eu ouvir muito em inglês no caso de filmes, músicas etc.. mesmo que eu não etenda. isso ajuda de alguma forma?

eu sempre estou assistindo filmes, desenhos e seriados no justin.tv, e lá os os canais que eu assisto em inglês não tem legenda nenhuma.

tambem passei a assistir a cnn pela internet.. mas como eu disse eu não compreendo nada. mas isso estaria ajudando de alguma forma?
Avatar do usuário Donay Mendonça 45275 21 69 1022
Olá Flávio,

Com certeza ajuda,todo tipo de contato com o idioma pode trazer benefícios.Acredito que no caso de ouvir muita coisa sem entender,apesar de ter seus benefícios,pode te trazer uma certa frustração,o ideal seria por exemplo você alugar um filme que gosta ou quer assistir e configurar as legendas em inglês e o áudio em português,depois as legendas em português e o áudio em inglês,dessa forma acredito haver mais proveito e mais estímulo para o aprendizado. ;)

Boa sorte!
Avatar do usuário Flavia.lm 3835 1 9 85
Hi Flavio

Definitivamente, sim! Você vai perceber que o input é extremamente importante não somente para você acostumar seu ouvido com a entonação usada pelos nativos, mas também para adquirir "sem querer" bastante vocabulário.
Mas lembre-se: não prenda-se somente ao listening; faça exercícios, estude sim a "chata" gramática, leia textos em voz alta, freqüente o fórum do EE :), etc.
Avatar do usuário Henry Cunha 9900 2 17 177
Olá Pessoal

Uma outra razão para não ficar por demais preocupado com a taxa de aproveitamento (que, ao meu ver, dificilmente se determina, de qualquer maneira), depende de entender a diferença entre RECALL (se lembrar, utilizar ativamente) e RECOGNITION (reconhecer passivamente). A nossa capacidade de ir à memória e trazer uma expressão ou termo léxico para usar num contexto é infinitamente menor do que a nossa capacidade de reonhecer o mesmo quando ouvimos (ou lemos), vindo de outros.

Steven Rose em The Future of the Brain (pp 208-09) discute esse fenômeno de maneira interessante, citando como ficamos meio perdidos quando alguem nos pede para descrever alguem que não vemos há muito tempo, pessoas que, contudo, instantaneamente reconhecemos quando encontramos. Numa experiencia (conhecida como Kim's Game), em que são mostrados, brevemente, uns vinte objetos, a maioria das pessoas só consegue se lembrar de uns doze a quinze. No entanto, numa outra famosa experiencia dos anos 50, Lionel Standing mostrou à voluntários uma série de slides ou fotos de palavras e coisas, cada uma só por alguns segundos, e, depois de dois dias, apresentou às mesmas pessoas as fotos lado a lado com outras anteriormente não vistas:

"Their task was simply to point to which of each of the pairs they had seen previously. To Standing's surprise, they were able to make almost error-free choices up to the astonishing number of ten thousand, after which presumably the experimenter got as bored as the volunteers. Even more surprisingly, the error rate did not increase with the number of slides shwn. So, unlike recall memory, recognition memory seems essentially infinite, unbounded. How can this be? No one knows."

Tudo isso para enfatizar que muito que pensamos ser tempo perdido em estudo de línguas, na verdade resulta em aquisição não percebida, mas que eventualmente produz lucros inesperados!

Regards