Por que o inglês faz parte do currículo escolar brasileiro?

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Por que o inglês faz parte do currículo escolar brasileiro?
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Sumariamente; Para inclusão cultural e social!

A aprendizagem do inglês, tendo em vista o papel hegemônico da língua nas trocas internacionais, desde que haja consciência crítica desse fato, pode colaborar na
Formulação de contra-discursos em relação às desigualdades entre países e entre grupos
Sociais (homens e mulheres, brancos e pretos, falantes de línguas hegemônicas e não hegemônicas, etc.). Assim, os indivíduos passam de meros consumidores passivos de cultura e de conhecimento a criadores ativos: o uso de uma Língua Estrangeira é uma forma de agir no mundo para transformá-lo.
A ausência dessa consciência crítica no processo de ensino e aprendizagem de inglês, no entanto, influi na manutenção do status quo ao invés de cooperar para sua transformação.
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Vale lembrar que a língua Inglesa nem sempre esteve no currículo escolar brasileiro como segunda língua, seja obrigatória ou optativa! Outras línguas já tiveram este papel no passado.
Atualmente ela é obrigatória, mas há possibilidade de outras línguas (optativas) serem ensinadas também.
O ensino de segunda língua nas escolas de ensino fundamental e médio, é algo tradicional em muitos paises.
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Além dos motivos já apontados, o inglês é útil no comércio, turismo, informática e ajuda na comunicação internacional. Um exemplo: se pode mandar o currículo, se candidatar a um emprego numa empresa multinacional em qualquer lugar, diretor, administrador, engenheiro, etc em uma instituição fora do país.
Acredito que o estímulo do "corporate sector" tenha sido instrumental ou teve grande parcela de encorajamento para que os países inserissem o idioma no sistema de educação. Os empregados precisam ter algum conhecimento para poder render mais.
Lembrando que isto não é ruim nem bom em si, uma linguagem 'universal' não é em si sinônimo de sucesso. Quanta gente morando em carros, e na rua nos EUA, e mesmo na Índia (falando inglês) e quanta gente na linha de pobreza no Haití (falando francês). O mesmo com outras línguas.
As decisões tomadas pelas pessoas nas suas vidas (e outros fatores) é o que pode definir emprego, riqueza, felicidade, etc.
O aprendizado de uma línguagem é apenas mais uma ferramenta para que se abra um leque de opções.
Assim é que muitos descendentes de japoneses 'não abandonaram' a linguagem de seus antepassados. E quando a coisa apertou aqui, eles puderam voltar para trabalhar, problema é que a cultura era diferente da que estavam acostumados e a "lei de quem está na terra primeiro" (quem reparte pega a melhor parte), mas aí é outra história...
No mundo de hoje o ensino (e o aprendizado) de línguas é mandatório, a Europa sempre soube disso. Na Suiça, por exemplo, são três línguas que se aprende na escola. Nos países da Africa é comum se falar em inglês e dialetos, e os países Árabes sempre teve bons linguistas, sem contar que falam a própria língua tem "brands" diferentes dependendo do país.