Por que Rainy tem um N e Sunny tem dois Ns?

Ola pessoal, comecei a dar aulas a pouco tempo e tem coisas que não me lembro da explicação de quando eu estava na escola aprendendo. Gostaria muito de saber qual a explicação que eu poderia dar para uma aluna da palavra rainy e sunny, ela me perguntou porque rainy tem um n e sunny tem 2 ns.

Antecipadamente :?:

Muito obrigada

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Avatar do usuário tharsim 675 1 14
Tem uma regra sobre isso que foi apelidada no Brasil como a regra do CVC. CVC significa consoante-vogal-consoante. Se alguma palavra monossilábica for terminada em CVC, ela obrigatoriamente tem a última consoante duplicada. Caso tenha mais de uma sílaba, ela só vai dobrar a última consoante caso a palavra seja oxítona — isto é, a sílaba tônica é a última.

Exemplos:

  • RAIn
    = VVC (não termina em consoante-vogal-consoante) — não dobra o N = rainy
  • SUN
    = CVC (monossílaba, consoante-vogal-consoante) — dobra o N = sunny

  • DeVELop
    = CVC — não dobra o P (mais de uma sílaba, só duplicaria se fosse oxítona) = developed, developing
  • PerMIT
    = CVC — dobra o T (mais de uma sílaba, a última sílaba é a sílaba tônica) = permitted, permitting
  • LISten
    = CVC — não dobra N (mais de uma sílaba, a primeira sílaba é que é a tônica) = listened, listening
Aqui tem com mais detalhes.

P.S.: Palavras terminadas em X, como reLAX, não dobram a última consoante — relaxing, relaxed.
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Avatar do usuário Henry Cunha 9970 2 17 177
Sometimes it's tricky, but the rule works:

I'm positive everyone is benefiting from these fitting explanations.

'Benefiting' can also be spelled 'benefitting', which to me looks really strange. But it's always 'fitting', never 'fiting.'
Avatar do usuário Henry Cunha 9970 2 17 177
Esse tipo de problema no aprendizado adulto de uma segunda língua mostra um pouco a razão pelo debate sobre a ordem em que as diferentes habilidades (ouvir, falar, ler, escrever) devem ser introduzidas e adquiridas.

A criança que nasce e cresce no ambiente anglofonico ouve e fala primeiro, é óbvio. Aprendem logo, por exemplo, a utilizar dois sons para o "o", que distinguem o significado de muitas palavras oralmente:
hop - hope
pop - pope
cop - cope
lob - lobe

Quando começam a ler, aprendem que aquele "e" final é silencioso, e só existe na escrita para diferenciar a pronúncia entre os pares. É um código, um sinal de como executar a vocalização da palavra. Quando escrevem, assimilam o padrão.

Depois veem as extensões, como em
hopping - hoping
hopped - hoped
etc.

Tem que haver dois p's ali -- ou não dá jeito de distinguir os significados...

Então, para o nativo, saber quando a consoante dobra ou nçao dobra já vem de uma série de experimentos (e experiências) com o desafio de sinalizar no papel o que acontece no oral.

É porisso que é raro encontrar um falante (mais ou menos bem instruido) do inglês que tenha que aplicar (ou mesmo que saiba) a regra CVC. A regra já foi internalizada pela ordem em que as habilidades foram adquiridas.

E mesmo como adulto, se o nosso contato com o inglês fosse totalmente oral até o ponto de se tornar fluente na conversação, e só depois começasse a ler e escrever, não precisariamos de tantas regras ostensivas...

Fica até estranho,não é, ouvir alguém dizer "Eu sou bom na leitura, etc., mas me perco quando tenho que ouvir e falar."