Por que Rainy tem um N e Sunny tem dois Ns?

Ola pessoal, comecei a dar aulas a pouco tempo e tem coisas que não me lembro da explicação de quando eu estava na escola aprendendo. Gostaria muito de saber qual a explicação que eu poderia dar para uma aluna da palavra rainy e sunny, ela me perguntou porque rainy tem um n e sunny tem 2 ns.

Antecipadamente :?:

Muito obrigada

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Tem uma regra sobre isso que foi apelidada no Brasil como a regra do CVC. CVC significa consoante-vogal-consoante. Se alguma palavra monossilábica for terminada em CVC, ela obrigatoriamente tem a última consoante duplicada. Caso tenha mais de uma sílaba, ela só vai dobrar a última consoante caso a palavra seja oxítona — isto é, a sílaba tônica é a última.

Exemplos:
  • RAIn
    = VVC (não termina em consoante-vogal-consoante) — não dobra o N = rainy
  • SUN
    = CVC (monossílaba, consoante-vogal-consoante) — dobra o N = sunny
  • DeVELop
    = CVC — não dobra o P (mais de uma sílaba, só duplicaria se fosse oxítona) = developed, developing
  • PerMIT
    = CVC — dobra o T (mais de uma sílaba, a última sílaba é a sílaba tônica) = permitted, permitting
  • LISten
    = CVC — não dobra N (mais de uma sílaba, a primeira sílaba é que é a tônica) = listened, listening
Aqui tem com mais detalhes.

P.S.: Palavras terminadas em X, como reLAX, não dobram a última consoante — relaxing, relaxed.
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Sometimes it's tricky, but the rule works:

I'm positive everyone is benefiting from these fitting explanations.

'Benefiting' can also be spelled 'benefitting', which to me looks really strange. But it's always 'fitting', never 'fiting.'
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Esse tipo de problema no aprendizado adulto de uma segunda língua mostra um pouco a razão pelo debate sobre a ordem em que as diferentes habilidades (ouvir, falar, ler, escrever) devem ser introduzidas e adquiridas.

A criança que nasce e cresce no ambiente anglofonico ouve e fala primeiro, é óbvio. Aprendem logo, por exemplo, a utilizar dois sons para o "o", que distinguem o significado de muitas palavras oralmente:
hop - hope
pop - pope
cop - cope
lob - lobe

Quando começam a ler, aprendem que aquele "e" final é silencioso, e só existe na escrita para diferenciar a pronúncia entre os pares. É um código, um sinal de como executar a vocalização da palavra. Quando escrevem, assimilam o padrão.

Depois veem as extensões, como em
hopping - hoping
hopped - hoped
etc.

Tem que haver dois p's ali -- ou não dá jeito de distinguir os significados...

Então, para o nativo, saber quando a consoante dobra ou nçao dobra já vem de uma série de experimentos (e experiências) com o desafio de sinalizar no papel o que acontece no oral.

É porisso que é raro encontrar um falante (mais ou menos bem instruido) do inglês que tenha que aplicar (ou mesmo que saiba) a regra CVC. A regra já foi internalizada pela ordem em que as habilidades foram adquiridas.

E mesmo como adulto, se o nosso contato com o inglês fosse totalmente oral até o ponto de se tornar fluente na conversação, e só depois começasse a ler e escrever, não precisariamos de tantas regras ostensivas...

Fica até estranho,não é, ouvir alguém dizer "Eu sou bom na leitura, etc., mas me perco quando tenho que ouvir e falar."