"The camera don't lie" Tell me why! (rimou)

"You had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day"

http://www.vagalume.com.br/daniel-powte ... z1YtpImz00

Não entendi porque na frase em destaque o autor usou "The camera don't lie". O certo não seria "The camera doesn't lie"?

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7 respostas
Bem, eu realmente não sei o porquê. Ás vezes, impressionantemente, a resposta pode ser simples: está errado. Contudo, não estou afirmando nada. Não é a primeira vez que me deparo com isso...

"How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much
" ...Whatever - Oasis

"But, if you're thinking about my baby
It don't matter if you're black or white
" ...Black or White - Michael Jackson
Vou tentar falar com meu amigo de UK que eu ajudo a prender português e respondo aqui.
Henry Cunha 3 18 190
São linhas de cinco sílabas que mantêm o ritmo. "Doesn't" adicionaria praticamente um som a mais, interferindo com o ritmo.

A progressão é duas linhas de cinco sílabas, seguidas de uma de onze.

Estudo gramatical não é oportuno aqui. É a necessidade artistica que vale.
Eu fiquei pensando sobre isso, e nas músicas em português os artistas fazem isso e a gente não percebe bem. Muitas vezes eu falo "é eu" ou "é três coisas" e os professores ficam corrigindo: acho que a língua é a gente quem faz então não tem problema nenhum você falar errado com seus amigos e não ter que ficar se preocupando se tem um chato te corrigindo.
Bem observado, Henry. A estrutura das frases ganham um novo sentido quando o fator que as originalizou é considerado, difícil é enxergar o mesmo. Ainda assim, gramaticamente, é um erro e causará um certo impacto. Parece-nos óbvio que tais artistas sabiam qual seria a forma gramatical conveniente, mesmo assim não a utilizaram.

Sim, sei que é um fórum de Inglês, mas sendo o Português o caminho pelo o qual é aprendido o Inglês, é importante analisar a forma como é vista a linguagem. Acima de tudo, como sabemos, o importante é compreender e ser compreendido, ser capaz de transmitir e receber ideias através do "código" utilizado.

Algumas "erros" são tão comumente cometidos que o impacto maior é causado quando eles não o são, estranho...mas verdadeiro. Linguagens são criadas dentro de um idioma, tornando-se uma identificação de certa forma. Nesse caso, nós fazemos a língua, mas ela já possui um padrão e regras bem definidas, modificá-las nem sempre é oportuno. Essa é a tarefa dos professores: manter o padrão.

O problema disso tudo é que nem sempre podemos controlar quando nos comunicar "corretamente ou não". Geralmente o que é dito entre amigos é o que é padronizado e formulado pela pessoa, ou seja, será dito em outros lugares menos apropriados. Se sabemos e conseguimos controlar tal tendência, sabendo as formas gramaticais corretas (como certamente sabiam os artistas citados), estaremos mais "naturalizados" linguisticamente. ;)
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Henry Cunha 3 18 190
A análise gramatical é de pouco valor em muitos casos. Há coisa demais que a gramática não explica. Neste caso, a variação é banal (doesn't - don't), e se explica com outros parâmetros. Quem quer estudar inglês com letra de música popular tem que manter em vista outros fatores além da gramática. E aprende-se outras coisas, tb, por exemplo, como decifrar os sons com a leitura, uma habilidade valiosa.
Donay Mendonça 23 129 1.7k
Complemento:
Estudo gramatical não é oportuno aqui. É a necessidade artistica que vale
É um caso típico de licença poética.

''A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor"). A licença poetica é permitida para que o escritor tenha toda a liberdade para manipular as palavras, para que ele possa passar tudo o que pensa ao leitor.'' - Wikipedia