Você não queria estar em um hospital em 1860!

Avatar do usuário Ravenna 70 3
Hi everyone,

Você não queria estar em um hospital (como paciente) em 1860, leia o porque & teste seu inglês! ;)

In 1860 you would not have wanted to be a patient in a hospital—es-pecially not to undergo an operation. Hospitals were dark, grimy, and airless. Patients were commonly given beds where the bedclothes were not changed after the previous occupant left—or more probably died. Surgical wards exuded an appalling stench from gangrene and sepsis.

Equally appalling was the death rate from such bacterial infections; at least 40 percent of amputees died from so-called hospital disease. In army hospitals that number approached 70 percent.
Despite the fact that anesthetics had been introduced at the end of 1864, most patients agreed to surgery only as a last resort. Surgical wounds always became infected; accordingly, a surgeon would ensure that the stitches closing an operation site were left long, hanging down toward the ground, so that pus could drain away from the wound. When this happened, it was considered a positive sign, as chances were good that the infection would stay localized and not invade the rest of the body.

Of course, we now know why “hospital disease” was so prevalent and so lethal. It was actually a group of diseases caused by a variety of bacteria that easily passed from patient to patient or even from doctor to a series of patients under unsanitary conditions. When hospital disease became too rife, a physician usually closed down his surgical ward, sent the remaining patients elsewhere, and had the premises fumigated with sulfur candles, the walls whitewashed, and the floors scrubbed. For a while after these precautions infections would be under control— until another outbreak required further attention.

Some surgeons insisted on maintaining constant strict cleanliness, a regime involving lots of cooled boiled water. Others supported the miasma theory, the belief that a poisonous gas generated by drains and sewers was carried in the air and that once a patient was infected, this miasma was transferred through the air to other patients. This miasma theory probably seemed very reasonable at the time. The stench from drains and sewers would have been as bad as the smell of putrefying gangrenous flesh in surgery wards, which would further explain how patients treated at home rather than in a hospital often escaped infection altogether. Various treatments were prescribed to counteract miasma gases, including thymol, salicylic acid, carbon dioxide gas, bitters,raw carrot poultices, zinc sulfate, and boracic acid. The occasional success of any of these remedies was fortuitous and could not be replicated at will.

(Source: Napoleon's Buttons - How 17 molecules changed the history Le Couteur. Burreson)

Agora, pense nas diferenças de um hospital de hoje!!! :D

C-ya!
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Avatar do usuário Marcio_Farias 12350 1 22 206
Ravenna escreveu:[...] Agora, pense nas diferenças de um hospital de hoje!

So what, says this hospital worker. Things may have seemed appaling back in 1860, but not today. Thank God surgeons have devised modern, safe surgical procedures, which have saved (and should continue to save) the lives of millions.
Avatar do usuário Ravenna 70 3
Appalling: adj. chocante, terrível, amedrontador, horrendo ;)
Avatar do usuário Marcio_Farias 12350 1 22 206
That should have read, "appalling." I wrote it minus an "l".
Avatar do usuário Ravenna 70 3
Hi again,

Aqui está a tradução do texto para ajudar você que está começando seus estudos ou tem dúvidas sobre palavras, etc. :)

Em 1890 você não ia querer se internar num hospital – sobretudo, não ia querer se submeter a uma operação. Os hospitais eram escuros, sombrios e sem ventilação. Os pacientes eram acomodados em camas cujos lençóis, em geral, não haviam sido trocados após a alta – ou, mais provavelmente, a morte – do ocupante anterior. As enfermarias cirúrgicas exalavam um medonho cheiro de gangrena e sepsia. Igualmente apavorante era a taxa de mortalidade por infecções bacterianas desse tipo; pelo menos 40% dos amputados morriam da chamada doença hospitalar. Nos hospitais militares esse número aproximava-se dos 70%.
Embora os anestésicos tivessem sido introduzidos no final de 1864, a maioria dos pacientes só concordava em se submeter a uma cirurgia como último recurso. As feridas cirúrgicas sempre ficavam infectadas; assim, os cirurgiões tratavam de deixar os pontos da sutura, por muito tempo, pendendo até o chão, para que o pus pudesse ser drenado da ferida. Quando isso acontecia, era considerado um bom sinal: havia chances de que a infecção permanecesse localizada e não se espalhasse para o restante do corpo.

Hoje sabemos, é claro, por que a “doença hospitalar” era tão generalizada e letal. Tratava-se na realidade de um grupo de doenças causadas por uma variedade de bactérias que passavam facilmente de paciente para paciente ou mesmo de um médico para uma série de pacientes sob condições anti-higiênicas. Quando a doença hospitalar se tornava excessivamente freqüente, os médicos costumavam fechar suas enfermarias cirúrgicas, transferir os pacientes que restavam para outro lugar e providenciar para que as instalações fossem fumigadas com velas de enxofre, as paredes caiadas e os pisos esfregados. Durante algum tempo após essas precauções as infecções ficavam sob controle, até que outra irrupção exigia novos cuidados.

Alguns cirurgiões insistiam em manter permanentemente uma limpeza rigorosa, regime que envolvia grandes quantidades de água fervida esfriada. Outros defendiam a teoria do miasma, a crença em um gás venenoso gerado por escoadouros e esgotos que era transportado no ar e, depois que um paciente era infectado, transferia-se pelo ar para os demais. Provavelmente essa teoria do miasma parecia muito razoável na época. O fedor dos escoadouros e dos esgotos devia ser tão terrível quanto o cheiro da carne gangrenada em putrefação nas enfermarias, e ajudava a explicar por que pacientes tratados em casa, e não num hospital, muitas vezes escapavam por completo de uma infecção. Vários tratamentos eram prescritos para combater os gases miasmáticos, entre os quais timol, ácido salicílico, gás de dióxido de carbono, bitters, cataplasmas de cenoura crua, sulfato de zinco e ácido bórico. Os bons resultados de quaisquer desses remédios eram fortuitos e não podiam ser deliberadamente reproduzidos.


Vocabulário (Sim, aumentar o vocabulário em Português também é essencial)
Gangrena:: morte e putrefação dos tecidos de qualquer parte do organismo
Sepsia: (sépsis) presença de micro-organismos piogênicos e outros organismos patogênicos, ou suas toxinas, na corrente sanguínea ou nos tecidos.
Timol: fenol. Obtido do óleo da planta do gênero Thymus. Usado como antifúngico para matar parasitas etc.
Bitters: Medicamento alcoólico da época.
Cataplasma: papa medicamentosa feita de farinhas, polpas ou pó de raízes e folhas que se aplica sobre alguma parte do corpo dolorida ou inflamada.

(Fonte: Dicionário Houaiss/Wikipédia)

Até a próxima pessoal!

C-ya!
Este post é muito interessante Giulia ;)

Tenho um livro sobre hospícios que recebiam pessoas com tuberculose nos séculos passados - é realmente interessante ler sobre a evolução da medicina. Esse livro que voc?e mencionou como fonte... Vc comprou ou baixou?

See you around (pq c-ya já é sua marca registrada por aqui, né?) :)
Avatar do usuário Ravenna 70 3
Thanks Misha :D

Qual o nome deste livro que você tem? *___* Eu sempre fico curiosa sobre livros lol

Sobre os "Botões de Napoleão" eu tenho um exemplar aqui em casa em Português e outro em Inglês que eu achei na net xD

(heheh c-ya é a minha marca registrada? nem tinha notado...!)

C...you! ;)