Arquivo para March, 2007

Kid driving car - Baroto dirigindo carroNa semana passada eu e Mary Ziller (parceira do blog) participamos de um chat com Ron Martinez. É isso mesmo galera, nós trocamos algumas idéias com o autor do best seller Como dizer tudo em Inglês. Durante o bate papo ele fez uma analogia interessante entre a dança e o aprendizado de idiomas e eu complementei com outra comparação:When we are driving we don’t realize how many things we are doing simultaneously, when we are talking in English this happens too.

Quando nós estamos dirigindo nós não percebemos quantas coisas estamos fazendo simultaneamente, quando nós estamos falando em Inglês isso deve acontecer também.

Vou detalhar um pouco a idéia. Quem já tirou carteira de motorista vai entender o que eu quero dizer. As primeiras aulas na auto-escola são um tormento para o aluno, parece quase impossível lembrar de tanta coisa ao mesmo tempo - manobras, marchas, pedais, o cinto de segurança, setas – como se não bastasse isso tudo, cada um deve ser “ativado” em uma ordem determinada. Isso para não falar dos outros carros, parecem conspirar contra você, querem atrapalhar de qualquer jeito a sua vida, querem bater no seu carro, verdadeiros inimigos ambulantes. Acho que exagerei um pouco, mas é quase isso que acontece. Depois de algum tempo toda aquela dificuldade inicial, como que num passe de mágica, desaparece. Mas como? Na verdade o nosso cérebro assimila aquilo tudo e transforma em conhecimento permanente, ou seja, em coisas que a gente não precisa “pensar” para fazer. Você pára pra pensar em como vai escovar os dentes? É claro que não!

Com o inglês acontece o mesmo, quando estamos começando a estudar é complicado lembrar de tanta regra e tanto vocabulário novo. O segredo é praticar todos os dias, com o tempo aquele conhecimento se torna tão comum que a gente usa naturalmente. Vou dar um exemplo, observe o diálogo:

Hi. How are you?
I’m fine thank you. And you?
I’m fine too, thank you.

Você parou para tentar traduzir? Provavelmente não, essa é a primeira situação ensinada em qualquer curso de idiomas. De tanto ouvir, provavelmente você já assimilou. Portanto, estude o máximo que puder, até o dia em que conseguir pensar em Inglês, depois é só colher os louros da vitória.

I hope that helps!

Se você gostou desse artigo provavelmente vai apreciar também as dicas abaixo:

- Saudade é a 7ª palavra mais difícil de traduzir
- As palavras mais comuns da língua inglesa
- 400 palavras em inglês num minuto
- Quanto tempo é necessário para aprender Inglês?
- Como encontrar sua “voz inglesa”

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Webcast BBC Callum RobertsonOi pessoal, sexta-feira passada começou a temporada 2007 do BBC Learning English Webcast - Talk About English, o primeiro programa já está disponível para download (clique aqui). Desde 2005 que eu ouço os programas produzidos por eles, em 2006 eu participei ao vivo da transmissão (clique aqui para ler e ouvir). Esse foi o primeiro podcast sobre a língua inglesa que eu tive acesso. Para quem gosta do Inglês Britânico é imperdível.No último programa, apresentado por Callum Robertson, eu ouvi uma expressão muito conhecida: Long time no see! Essa expressão é utilizada quando nos encontramos com pessoas que não vemos há muito tempo. Agora, vamos conhecer mais algumas que podemos usar na mesma situação.

It’s been so long = Nossa! Quanto tempo!
You haven’t changed a bit = Nossa! Você não mudou nada.
How’s everything? = Como vão as coisas?
Long time no see! = Quanto tempo!

Leia a simulação de um diálogo:

John - How long has it been? = Quanto tempo heim?
Mary - Yeah. About 2 years. = Sim. Quase 2 anos.
John – Has it been that long = Isso tudo?
Mary - How time flies! = Como o tempo voa!

That’s all folks,

Comments are welcome. See you!

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Livro Inglês na Ponta da LínguaOi pessoal, conforme prometido, apresento hoje a segunda parte da entrevista com o prof. Denilso. Você vai saber como surgiu a idéia de escrever o livro Inglês na Ponta da Língua e qual é o publico alvo dessa obra. Se você não leu a primeira parte da entrevista confira aqui (Parte 1).

E.E.: Você já foi a algum país de língua inglesa?Denilso: Ai Alessandro, esta pergunta costuma me incomodar, sabe? Pois a resposta é “não, eu nunca fui aos EUA, ou à Inglaterra ou a qualquer outro país de língua inglesa”. Tudo o que sei em questões de inglês – gramática, vocabulário, pronúncia, metodologias e abordagens de ensino, etc – devo à muita curiosidade, força de vontade, motivação e encheção de saco mesmo! Sempre perturbo quem sabe mais que eu! Perturbo com moderação, claro!

Geralmente, quando respondo a esta pergunta, as pessoas retrucam dizendo algo como “e como você se garante no inglês? Afinal você nunca foi a um país de língua inglesa!”

Bom, eu sempre estabeleci um objetivo! Não estudava apenas por estudar! Tinha sempre algo a mais em mente! Assim em 1998 eu obti o First Certificate in English (FCE); em 1999, o Certificate of Advanced English (CAE); e, em 2001 o Certificate of Proficiency in English (CPE). Todos concedido pela conceituada Universidade de Cambridge, Inglaterra.

Já trabalhei, e ainda trabalho, como intérprete e tradutor. Não é meu ganha-pão principal, pois aqui em Rondônia ainda não há uma procura grande por estes profissionais. Mas quando é necessário meu nome está na lista de pessoas qualificadas para tal! Até hoje, não cometi nenhuma gafe ou causei danos aos meus contratantes. Logo, acredito que o trabalho esteja sendo bem feito e assim posso me garantir no inglês. Você está me entendendo?

E.E.: Sim, claro, perfeitamente! E o livro: Inglês na Ponta da Língua? Como foi a idéia para escrevê-lo? Como tudo começou!

Denilso: Esta é outra longa história! Tudo começou em 2002 quando sai da Cultura Inglesa. Sempre tive um monte de material escrito: aulas, anotações, expressões, dicas, curiosidades, etc! Resolvi organizar tudo baseado no modo como eu havia aprendido. Descrevi um pouco da minha experiência, minhas estratégias, etc. Sempre baseadas no Lexical Approach, uma abordagem de ensino que preza pela aquisição de vocabulário e não da gramática formal – tá aí outra coisa sobre a qual podemos falar. Organizei tudo e enviei a uma editora. Muitos na época me achavam louco; afinal, onde já se viu um sujeito de Rondônia escrever um livro. Praga ou não, a primeira editora negou o livro. Alegaram ser péssimo, sem conteúdo, nada instrutivo, expressões cafonas, etc. Enfim, acabaram comigo. Passado o baque! Ergui a cabeça e reorganizei o material! Meus amigos me incentivaram a enviar tudo para a Editora Campus. Eu relutei, claro. Afinal, a Campus é uma grande editora! Logo, se uma pequena disse não, imagine um gigante de peso, que tem em sua lista de autores nomes como Ron Martinez, Ulisses Wehby de Carvalho, Jack Scholes, Michael Jacobs e outros. No entanto, na terça-feira de carnaval de 2003, eu (regado a um pouco de vinho, claro) enviei o prospecto para a Campus e na sexta-feira da mesma semana eles entraram em contato comigo solicitando o manuscrito. Resumindo, em dezembro de 2003 o livro foi publicado!

E.E.: Sobre o que exatamente é o livro Inglês na Ponta da Língua?

Denilso: Costumo dizer que o Inglês na Ponta da Língua é um livro de auto-ajuda educacional. Lá você vai aprender a aprender inglês. Não é um livro como os outros! Não dou apenas as respostas das dúvidas ou coisas assim! Eu explico ao leitor o que é vocabulário hoje no ensino de línguas. Acredite, vocabulário não é lista de palavras apenas! Falo sobre motivação, auto-avaliação, organização do material, caderno de vocabulário, dicas de memorização de expressões e palavras, aprendizado contínuo. Falo sobre traduzir palavras e expressões de forma significativa. Dou dicas de expressões, palavras isoladas organizadas por campo semântico, phrasal verbs, expressões idiomáticas, etc. Como aprender gramática através das palavras! Como tirar proveito de textos na internet, músicas e filmes. Enfim, é um livro que deixa bem claro ao leitor técnicas e mais técnicas de como se pode tirar proveito do curso de inglês dele ou mesmo como aprender inglês por conta própria. Afinal, os recursos hoje são inúmeros quando comparados ao tempo em que eu penava para aprender inglês. Em resumo, Inglês na Ponta da Língua é um livro bem diferente do que as pessoas estão acostumadas a encontrar por aí. É um livro de um brasileiro para brasileiros que querem aprender inglês de um modo diferente.

E.E.: Para quem o livro é indicado?

Denilso: O livro é indicado a alunos de inglês de qualquer nível – básico, intermediário, avançado. É indicado também para professores de língua inglesa, que queiram dicas de como melhor ensinar vocabulário em suas aulas. Alunos dos cursos de letras podem aprender muito com ele também. Todo e qualquer área do conhecimento que necessite do tal inglês pode encontrar sugestões de aprendizagem no Inglês na Ponta da Língua. Pessoas que já se desmotivaram para aprender inglês podem recobrar o ânimo lendo o livro. Enfim, curiosos em geral. O livro está escrito em português, assim qualquer um poderá tirar proveito dele. Eu, da minha parte, me coloco à disposição dos leitores a trocar idéias por meio do meu blog, via e-mail, ou até mesmo pelo Orkut – comunidade e perfil.

E.E.: Professor Denilso, muito obrigado pelo tempo e paciência em responder a nossas perguntas!

Denilso: Sem esta de “professor”, sou ainda um aprendiz que simplesmente colabora com o aprendizado dos demais (risos). Sou eu quem agradeço pela paciência que você teve em ouvir minha história e por dedicar um dia – talvez dois – do seu blog ao meu trabalho. Desejo muito sucesso a você! Torço para que seu trabalho cresça sempre e sempre e que seus leitores continuem sempre te apoiando e aprendendo sempre cada vez mais e mais com você.

É isso aí pessoal. Sempre que possível estarei realizando entrevistas com profissionais gabaritados da área de ensino de idiomas, essa foi apenas a primeira. Aguardem as próximas!

See you soon!

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Caricatura Prof. DenilsoOi pessoal, mais de 43.000* pessoas votaram para escolher o vencedor do prêmio English Experts de Inglês e agora chegou a hora de dizer a famosa frase: and the Oscar goes to… Denilso de Lima do blog Inglês na Ponta da Língua. Por conta da expressiva votação, 49% dos votos, eu convidei o vencedor para uma entrevista, ele educadamente aceitou. Deniso é autodidata (self-taught) e aprendeu inglês sozinho. Como ele conseguiu? A história é longa e eu vou deixar que ele mesmo conte para vocês. A entrevista foi dividida em 2 partes que serão publicadas hoje e amanhã. Espero que gostem!

English Experts: Fale um pouco sobre você como pessoa!Denilso: Bem, é bem complicada esta coisa de falar de nós mesmos! Mas eu sou sonhador e procuro realizar estes sonhos, torná-los reais. Sou brincalhão! Amo ler livros relacionados ao meu trabalho e comportamento humano e coisas assim. Sou uma pessoa normal, acredito. Tenho meus defeitos… Afinal, quem não tem! Me considero um profissional em constante aprendizado e que ama passar adiante aquilo que aprende!

E.E.: Você disse que adora ler livros relacionados ao seu trabalho. Então nos fale um pouco sobre isto: o seu trabalho.

Denilso: Eu sou apaixonado pelo que faço. Sou Professor de Língua Inglesa. Estou dando aulas desde 1994. Já passei por várias escolas: CCAA, CNA, Fisk, Skill, Cultura Inglesa, Instituto Britânico e outras. Na verdade, tudo começou na Follow me, uma escola que acredito não existir mais. Em algumas destas escolas fui Coordenador Pedagógico e Gerente Administrativo. Hoje além de professor, posso também dizer que sou escritor por paixão. Mantenho o blog Inglês na Ponta da Língua e tenho o livro com o mesmo título publicado pela Editora Elsevier/Campus. Dou palestras, treinamentos e workshops para professores de língua inglesa. Presto consultoria em metodologias e abordagens de ensino de línguas para algumas escolas. Enfim, amo muito a língua inglesa e a profissão que resolvi seguir. Para encerrar esta resposta, atualmente realizo um estudo – pesquisa – para entender porque aprender inglês no Brasil é tão difícil e ainda o papel das memórias no aprendizado lexical – de vocabulário – da língua inglesa. Assim, me considero um Lingüista e cientista! Sobre estes outros assuntos, podemos abordá-los mais em outro momento.

E.E.: Muito bem! É uma carreira bem interessante, com certeza! Nos conte um pouco sobre como você aprendeu inglês! Que curso freqüentou? Que estratégias usava? Nos fale a respeito de sua aprendizagem da língua!

Denilso: Falar um pouco sobre como aprendi inglês? Nossa é uma história bem longa, mas posso resumir. Tudo começou quando eu ainda era um bebê… (risos)! Brincadeira! Eu sempre fui curioso por línguas. Quando criança queria aprender grego e hebraico para um dia traduzir a Bíblia ou pelo menos lê-la nas línguas originais. Aos 13 ou 14 anos comecei a estudar inglês por conta própria. Nunca freqüentei um curso de idiomas! Minha família não tinha condições de pagar por isto! Logo, a solução era ficar na biblioteca da escola lendo livros de inglês, contar com a ajuda de alguns amigos que me davam livros e fitas para estudar em casa. Assim, eu ia estudando! Estava o tempo todo com um livro de inglês nas mãos decorando frases e ou palavras isoladas. A pronúncia só era possível porque eu tinha um dicionário que tinha a pronúncia de foram aportuguesada; ou seja, a palavra “hi” vinha com a pronúncia “rai” entre parênteses. Eu lia bastante e escrevia também! Hoje, pego os cadernos daquele tempo e vejo como meu inglês era sofrível.

E.E.: E o Listening! Como você fazia!?

Denilso: Esta é a parte mais hilária da história! Em 1900 e bolinha, não havia tantos recursos como temos hoje: TV a cabo, internet, revistas, podcasts, etc. Eu tinha algumas fitas, mas em casa não tinha como tocá-las! Porém, em casa tínhamos um rádio que sintonizava ondas curtas – hoje isto quase não existe mais – e assim eu conseguia captar o sinal da BBC e ouvia os caras falando inglês. O problema é que além do meu listening ser fraquíssimo o sinal desaparecia freqüentemente. A solução era colocar bombril na antena do rádio para tentar melhorar o sinal. Enfim, uma loucura! Às vezes dava! Mas na maioria das vezes não dava! Sem contar que eu fingia estar entendendo algo!

E.E: E o speaking!? Você falava inglês com alguém?

Denilso: (risos) Eu falava comigo mesmo! Repetia sentenças em voz alta! Do meu modo claro! Contava histórias para mim mesmo em inglês! Tinha um amigo que manjava um pouco de inglês e, vez ou outra, conversávamos em inglês. Mas, acredito que ele não tinha muita paciência com meu inglês e desanimava de falar comigo. Eu também tinha aquela sensação de esta falando besteira! Sei lá! Enfim, listening e speaking eram um tormento para mim! Assim, como eu acho que é para qualquer um que estuda inglês. O importante é não desistir, não ter medo e persistir sempre!

E.E.: Qual foi o momento crucial? O momento em que tudo mudou!

Denilso: Tudo mudou no dia em que um gringo me perguntou na rua “do you speak English?” Ao qual eu respondi nervosamente que não mas que poderia ajudá-lo. Ele então me falou em espanhol que precisava de ajuda para chegar ao correio e a uma livraria. Deixei de fazer o que estava fazendo e fui ajudar o sujeito! Depois de ajudá-lo em várias situações, fomos a uma livraria e lá encontramos um sujeito que falava inglês. Este sujeito pode ajudar o gringo muito mais que eu! Nossa que inveja! Prometi a mim mesmo que um dia falaria inglês daquele jeito! Quando eu estava saindo da livraria o gringo me chamou e perguntou o que eu fazia, minha idade (aí eu já estou com 16 anos de idade), e se demoraria para terminar o colegial (hoje, ensino médio). Respondi as perguntas dele e nos despedimos após efusivos agradecimentos. (risos).

Este foi o momento crucial por que logo depois recebi um convite para morar em uma colônia de americanos e aí foi onde a coisa começou a ganhar forma. Aprendi a ouvir inglês! Aprendi a arriscar-me mais no speaking! Adquiri mais vocabulário! Enfim, foi um momento realmente muito importante na minha vida! Não só pelo lado do inglês, mas também na formação do meu caráter, minhas atitudes, na forma de encarar a vida. Enfim, em praticamente muitas coisas!

Clique aqui para ler a segunda parte da entrevista

See you!

* Os últimos 3 zeros foram por minha conta ;-)

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Oi pessoal, hoje eu recebi uma pergunta da Juliana. Leia abaixo.

Estou começando o curso de inglês e minha teacher solicitou que fizéssemos uma pesquisa referente a acentuação gráfica. Com a seguinte pergunta: Porque café e resumé têm acentos se na língua inglesa as palavras não são acentuadas? Você poderia me ajudar? Fico agradecida desde já.

Juliana,

A resposta é simples. É por causa da origem das palavras. Café, por exemplo é de origem Francesa. Os Americanos acabaram mantendo a escrita. Se não me engano no Reino Unido eles escrevem coffee. A mesma explicação serve para resumé.

Veja o que eu encontrei na Wikipedia, sobre o tema.

The most common spelling café is the French spelling, and was adopted by English-speaking countries in the late 19th century [1]. The word comes from the name of coffee itself. Café can also be spelt caffè (the Italian spelling), especially if in Italy or if the café is owned by Italians [2]. In southern England, especially around London in the 1950s, the French pronunciation was often shortened to [kæf] and spelt caff [3]. As English words generally lack accent marks, the spelling cafe has also become very common.

I hope that helps.

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