A Falta que o Acento Faz

A professora convidada Mônica Bicalho explica porque a falta de acentos no inglês, pode ser um problema para os estudantes brasileiros.

Vocês já repararam a falta que faz o acento? Pois é, as palavras em inglês não são acentuadas, com algumas poucas exceções emprestadas do francês como: fiancé(noivo), fiancée(noiva) e resumé (currículo). Para nós, brasileiros, isso pode ser um problema na hora de pronunciar certas palavras corretamente.

Qual é a sílaba tônica? Ou melhor: Qual o “stress”? Se não conhecemos determinadas palavras por já tê-las escutado e nos deparamos com a sua forma escrita essa é uma pergunta que se faz necessária, e como respondê-la? Os dicionários são de grande ajuda nesse momento pois a sílaba tônica é sublinhada (desperate) ou indicada com um sinal (´desperate). “Desperate” (desesperado(a)) é um exemplo dessas palavras comumente confundidas por brasileiros que tendem a pronunciá-la desperate ou até mesmo desesperate pela proximidade com o português.

Uma outra dificuldade quanto à questão da sílaba tônica é a sua mobilidade no caso de adjetivos ou substantivos quando transformados em verbos. Vejamos alguns casos:

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1. He used to be a rebel. (adjetivo)
He rebelled against the situation. (verbo)

2. It’s a great record. (substantivo)
What are you recording? (verbo)

Para complicar as coisas ainda mais, temos a diferença de pronúncia entre inglês americano e inglês britânico. Por exemplo, os ingleses falam ‘contribute, enquanto os americanos falam con‘tribute.

Podemos concluir que há dois caminhos para pronunciarmos corretamente uma palavra. Primeiramente precisamos de muito input auditivo, ouvir, ouvir e ouvir e na hora do sufoco nada como um bom dicionário de inglês para nos salvar também nas questões de pronúncia. E não se sintam mal com isso, afinal de contas até os falantes nativos de vez em quanto precisam usar esse recurso.

Até a próxima!

Mônica

Mônica Bicalho

Mônica Bicalho é brasileira. Além de 20 anos de experiência em sala de aula é examinadora certificada da Universidade de Cambridge. Atualmente trabalha como supervisora pedagógica e professora do curso Meuinglês.

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