Apenas os professores estão aptos a corrigir?

Corrigir estudanteTradicionalmente professores eram considerados os donos da verdade, eram aqueles que detinham o conhecimento absoluto do conteúdo que lecionavam. Imaginem, então, quão estressante deveria ser quando algum aluno formulava uma pergunta para a qual ele não tinha a resposta naquele momento? Felizmente as coisas evoluíram e passou-se a aceitar a ideia de que o professor na verdade é aquele que sabe “ensinar o caminho das pedras”, ele é um facilitador do processo, já que a informação está cada vez mais ao alcance de todos.

Dentro desse novo contexto surge na pedagogia o que chamamos de “peer correction”, ou seja, colegas corrigindo colegas. Então nos perguntamos, quais são as vantagens dessa forma de lidar com a correção? Como diz Chater: “Se acreditamos na interligação entre linguagem e aprendizado temos que valorizar a linguagem dos nossos alunos. Quando apenas o professor corrige este é visto como um árbitro do inglês correto. É ele que dá o selo de aprovação. Uma divisão de responsabilidades genuína no momento da correção transmite a noção de que tudo aquilo que o aluno fala do seu trabalho e dos colegas tem igual importância.”. Dentro dessa visão temos uma primeira vantagem que é a ideia de responsabilidade e co-responsabilidade pelo aprendizado gerando um maior envolvimento no processo como um todo.

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Trabalhar com “peer correction” além de desenvolver no aluno a auto-confiança trabalha de forma eficaz a habilidade reflexiva, realmente pensar sobre a língua, habilidade esta extremamente útil no processo de aquisição linguística. Tendo sempre o professor como moderador do processo esse também pode se aproveitar dos momentos de “peer correction” para avaliar o quanto cada aluno internalizou as regras gramaticais, o uso de expressões e até a grafia das palavras para o caso de atividades escritas.

Enfim, havendo um clima de respeito, o que deve ser sempre garantido pelo professor, a estratégia de “peer correction” é produtiva e eficaz e deve ser usada como variação da correção professor-aluno em ambientes de sala de aula presenciais ou virtuais.

Mônica

Mônica Bicalho

Mônica Bicalho é brasileira. Além de 20 anos de experiência em sala de aula é examinadora certificada da Universidade de Cambridge. Atualmente trabalha como supervisora pedagógica e professora do curso Meuinglês.

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