É Sadio Aprender Vários Idiomas Simultaneamente?

Como um jovem curioso, possuidor de uma louca paixão por escrever, falar em público, ensinar e descobrir coisas novas, desde pequeno guardei a vontade de aperfeiçoar-me no que mais tarde descobri ser o estudo da linguística.

Inicialmente me destacando no português, em seguida comecei os meus estudos na língua inglesa. Por influência de meu pai quem sempre tentou com esforço hospedar estrangeiros em nossa residência, entendi com o tempo a necessidade de dominarmos bem um outro idioma, principalmente quando ele é conhecido como o idioma que todos devem saber.

Com o tempo, comecei a participar de uma sociedade a qual me tornei dependente mesmo sem ter notado. Como ativista de software-livre comecei aos poucos acessando a rede de IRC Freenode a qual tem em sua maioria usuários falando a língua inglesa. No intuito de tornar-me parte dessa rede, poder manter um bom diálogo com grandes desenvolvedores e inclusive fazer amigos o hábito de estudar e falar idiomas tornou-se outra das grandes necessidades as quais tento satisfazer no meu dia-a-dia.

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O contato com estrangeiros cada vez mais crescia, até que o espanhol tornou-se uma língua a qual eu também desejara aprender. Desde pequeno meus estudos desbravaram-se sobre diversas línguas como o hebraico, latim, grego e outras já esquecidas pela maioria. Entretanto dessa vez eu estava com uma nova intenção em minha mente: Não só aprender palavras ou frases feitas, mas poder entender o sentido do idioma, como as orações fluem e tornar-me então fluente.

O real objetivo desse artigo encontra-se em um momento recente de minha vida. Na própria rede Freenode conheci um canal de amigos apaixonados por lingüística (#linguistics), o que além de me fascinar com esse estudo, fulminou diversos mitos que eu tinha em minha mente. O fato de saber várias línguas prejudicar o progresso de uma, por exemplo, foi algo que logo notei ser um grande mito. Talvez em um período muito longo o qual você acostumou-se a utilizar uma, traga dificuldades na outra, mas nada que o tempo, estudo ou costume ajudem a corrigir esse problema.

O problema o qual fiquei sujeito só permitiu que eu me desse conta quando já estava inserido no contexto de tantos idiomas. Estava lendo sobre esperanto, estudando o básico do alemão, melhorando o meu espanhol e ainda o meu inglês em uma busca de deixar mais rico meu vocabulário. Será que é possível esse desenvolvimento? Será que é sadio?

O problema quando se tenta abraçar o mundo com as mãos é que você percorre grandes distâncias, avanços notáveis, mas pouco significativos por uma outra perspectiva. Meus argumentos para estudar o esperanto eram bem interessantes, afinal uma língua que utiliza vocabulário e regras anglo-saxãs, latinas e ainda fonética eslava iria ajudar-me em diversas outras línguas de meu interesse. De qualquer modo, a minha produtividade seria insignificante comparado ao estudo concentrado de uma ou duas línguas no máximo, a qual eu já tivesse ao menos em uma um nível avançado.

Logo – ao menos no estudo da lingüística – pode-se ter certeza que não é indicado o estudo de mais de uma língua simultaneamente, uma vez que a produtividade será mínima, além dos problemas que você terá em memorizar tantas palavras e regras parecidas ou díspares demais. Entretanto, se você encontra-se em um ambiente o qual poderia facilitar isso, com medidas precavidas pode ser que o estudo de várias línguas simultaneamente seja possível sem danos.

por Marcel Ribeiro Dantas
email: ribeirodantas at slackware-rn.com.br

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