Erros Mais Comuns do Brasileiro – Parte II

Erros Mais Comuns do Brasileiro – Parte II

Dando continuidade ao tema “Erros mais comuns dos brasileiros falando inglês” hoje vou focar nas questões de uso de vocabulário. Vemos que a influência da língua materna continua sendo o maior problema enfrentado por quem quer aprender uma segunda língua. Gostaria de ressaltar algumas situações em especial:

1. Palavras diferentes com a mesma tradução para o português acabam tendo o seu uso confundido. Um exemplo típico é dos verbos “to lose” e “to miss” que podem ser traduzidos por perder, mas na verdade têm usos distintos. Você diz:

I lost my keys. (Eu perdi as minhas chaves.)

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Mas diz:

I missed the bus. (Eu perdi o ônibus.)

No entanto, é comum ouvirmos brasileiros dizendo “I lost the bus”. O mesmo acontece com os verbos “to do” e “to make”. Ambos podem ser traduzidos por fazer, mas “to do” é usado para falar de ações e “to make” é usado no sentido de criar, produzir. Essa diferença é difícil para o brasileiro internalizar.

2. Um segundo caso seria as palavras emprestadas do inglês que são usadas no português com um sentido um pouco diferente. No Brasil dizemos o tempo todo que vamos ao shopping, palavra emprestada da língua inglesa, mas na verdade a palavra para shopping é “shopping center” ou “mall”.

3. Um terceiro caso bastante comum são as palavras do inglês que são parecidas com alguma palavra do português, mas não têm o mesmo sentido. Um exemplo típico seria usar actually como se fosse atualmente e não na verdade. Ou ainda,  usar parents como se fossem parentes e não pais.

Enfim, fiquem bem atentos ao vocabulário, o que parece óbvio pode não ser tão óbvio assim.

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Mônica Bicalho

Mônica Bicalho é brasileira. Além de 20 anos de experiência em sala de aula é examinadora certificada da Universidade de Cambridge.

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