Olá, amigos do English Experts! Ao estudar uma segunda língua, você acaba passando por uma série de etapas e dificuldades até conseguir descobrir a melhor maneira de estudar – alguns infelizmente acabam não sabendo de um detalhe muito importante para o aprendizado de idiomas.
Trata-se de algo que pode proporcionar ganho de tempo, qualidade e até mesmo motivação, e não é só para quem está começando ou ainda tem um conhecimento básico – pode servir até para quem já dá aulas.
Todos sabem que para ter um bom desempenho, você vai precisar obviamente de um bom material, de tempo disponível, pôr em prática as quatro habilidades: ouvir, falar, ler e escrever e ter alguém que possa te auxiliar – mesmo que uma vez ou outra.
O assunto em questão hoje (e que pode fazer toda a diferença) é o de entender que as estruturas do português são, muitas vezes, bastante diferentes das estruturas do inglês. Há uma tendência natural de querermos falar o outro idioma com base no que sabemos da gramática e do vocabulário do português. É possível acertar? Sim, é possível. Porém, é fácil também criarmos algo que simplesmente não existe no inglês. Vejam a explicação a seguir.
Você decide dizer algumas frases, então pega um dicionário e as “monta”, ou, simplesmente, faz de cabeça.
- Eu estou a fim de viajar.
Palavra por palavra: Eu = I; estou = am; a = the ; fim = end ; de = of ; viajar = travel.
Montando: I am the end of travel. (Incorreto – não usado por nativos – frase baseada numa tradução ao pé da letra.)
Forma usada por falantes nativos: I feel like traveling.
- Ela está com febre.
Palavra por palavra: Ela = she; está = is; com = with ; febre= fever.
Montando: She is with fever. (Incorreto – não usado por nativos – frase baseada numa tradução ao pé da letra.)
Forma usada por falantes nativos: She has a fever.
- Tenho vergonha de falar.
Palavra por palavra: Tenho = I have ; vergonha = shyness ; de = of ; falar = speak.
Montando: I have shyness of speak. (Incorreto – não usado por nativos – frase baseada numa tradução ao pé da letra.)
Forma usada por nativos: I’m too shy to speak.
- Eu não faço a menor ideia.
Palavra por palavra: Eu: I ; não = don’t; fazer = make; a menor = the smaller; ideia = idea
Montando: I don’t make the smaller idea. (Incorreto – não usado por nativos – frase baseada numa tradução ao pé da letra.)
Forma usada por nativos: I have no idea.
O curioso é que em muitos casos, a preposição, frequentemente deixada de lado, acaba complicando as coisas. Vejam:
- Eu estou preocupado com você. [ I’m worried about you. -> Não diga “with you”. ]
- Pagar com cheque. [ Pay by check. -> Não diga “with check”. ]
- Não minta para mim! [ Don’t lie to me! > Não use “for”. ]
Então, muito cuidado nessas horas!
É claro, como foi mencionado anteriormente, isso não acontece em 100% dos casos. Há exceções – o inglês é cheio delas. Existem diversas situações onde você pode formar frases traduzindo palavra por palavra. Vejam alguns exemplos:
- Ele é casado: He is married.
- Eu estou morando com meus pais: I’m living with my parents.
- Leve as crianças para a escola: Take the children to the school.
- Venha para a loja: Come to the store.
- Eu faço o que eu posso: I do what I can.
- Onde há fumaça, há fogo: Where there is smoke, there is fire.
A dica é: você não deve correr o risco, o melhor mesmo é estar SEMPRE atento e se PERGUNTAR: posso dizer isto ao pé da letra ou a forma é totalmente diferente do que estou imaginando?
IMPORTANTE: não há uma regra para se saber quando algo é ao pé da letra e quando não é. Apenas o convívio e o estudo frequente podem dar as respostas, dia após dia.
Bom, em resumo é isso: além de ter um bom material, tempo disponível e força de vontade, você precisa estar atento ao fato de que uma ideia em português pode ser de forma completamente diferente e imprevisível no inglês. Levando isso em conta, você vai aprender muito mais e fazer bonito na hora de se comunicar.
Bons estudos!


Comentários (23)
Everytime i get the opportunity of giving an advice about the english learning proccess, i talk about those Collocations.
There are lots of books that try to teach that, but i don’t know anyone that make it.
The only way, as you said, is becoming familiar with. Listening a lot!
Great tips.
Achei muito interessante e bem escrito e concordo de coração. Só uma coisa: nos exemplos de sentenças iguais ao inglês, creio que cabe a seguinte correção:
Em vez de,
Take the children to the school,
O certo não seria,
Take the children to school
Pelo menos é o que a regra diz:
‘We use these nouns (school, university, college, hospital, church, prison, bed) without an article when we think about the main purpose of the place.’ (The Heinemann English Grammar)
Cheers
Pedro,
Primeiramente, obrigado pela participação.
Bom, o artigo “the” é possível em casos assim quando se fala de uma escola em específico.
Por exemplo: Leve as crianças para a escola em Los Angeles. [Take the children to the school in Los Angeles.]
Abs,
Espectacular, adorei realmente escrevendo em portugues e em Inglês, e pensando no que se está a escrever, dá um raciocínio melhor, são sempre excelentes as dicas do E.E.
Muito Obrigado a todos os que colaboram.
eu gostaria de saber se essas dicas sao diaarias
pq as vezes nao temos tempo de ficar entrando em aplicativos ke demoram pra carregar e nao ter dicas novas então eu quero saber pra nao perder tempo carregando algo ke nao precisa.
Mto obg.
Nós tentamos, mas nem sempre é possível.
I think. Listening and speaking is very important, to practice a lot, thanks.
Concordo. Aprender é tentativa e erro. Apos um ano de Australia me peguei falando pela segunda vez (!) “my computer is too heavy…” pra dizer que estava “pesado”. Fico meio down mas o importante é que posso usar isso pra aprender neh?
I would say: Take the kids to school – instead of: to the school.
Obrigado ai meu, gostei, sou Angolano e quero dicas como estas no meu correio, please
Eu acho o seguinte,
para ajudar, primeiramente deve-se corrigir a estrutura da frase, ou seja, retirando os vícios de linguagem. aí sim tentar traduzir.
Realmente, muito interessante!
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