3 fatos sobre os EUA que todo Brasileiro deveria saber

Hello, guys! What’s up? Estou de volta com mais uma aventura emocionante dessa turminha que adora aprontar de montão! #sóquenão

Na semana passada eu escrevi a respeito das 15 curiosidades sobre os EUA que você deve saber antes de viajar, e recebi alguns (vários) e-mails pedindo mais informações sobre a cultura americana. Então, como sou uma pessoa muito convencida bacana, resolvi dar continuação e aprofundar mais no American Way of Life. Então prepara umas panquecas com bacon, coloca as crianças pra dormir para não dividir comida com ninguém, pegue um copo gigante de café pra te deixar mais ligado que rádio de preso e VEM COMIGO!

Conviver com uma cultura distinta da nossa faz com que sejamos capazes de perceber as diferenças existentes, assim, aprendemos com a singularidade do outro, trazendo para nossos costumes novos ensinamentos. O Jornal Nacional exibiu uma série de reportagens sobre as olimpíadas e iniciou falando justamente dos EUA, pois são campeões de medalhas. A matéria, que você pode conferir aqui , aborda alguns fatos sobre a cultura americana que me fez refletir: o que realmente difere do nosso jeito e o que podemos aprender (ou não!) com isso?

1. Independência

Os jovens americanos são educados para serem independentes o mais cedo possível. O sistema americano de ensino fornece uma base para que as crianças cresçam de maneira autônoma, sem que seja necessário o auxílio dos pais na vida adulta. Tudo isso é encarado com muita naturalidade: os alunos têm aulas de culinária, carpintaria, educação financeira e até aprendem a fazer suas próprias compras de supermercado! Desse modo, quando adultos, saberão lidar com algumas tarefas domésticas sem precisar de qualquer ajuda.

Esse processo de independência desenvolve um desejo muito forte dos adolescentes serem autônomos o mais cedo possível, pois isso é um sinal de maturidade, de que o jovem está realmente preparado para a vida adulta. Então é muito comum ver adolescentes trabalhando em alguns “bicos”: passeando com os cachorros dos vizinhos, ficando de babá à noite quando um casal sai para algum evento – quem nunca viu algum filme em que um adolescente trabalha de babá? –, lavam carros para ganhar seu próprio dinheiro e mostrar aos pais e amigos que já são capazes de ser independentes de alguma forma. E isso continua quando completam 18 anos, pois os jovens saem de casa e vão estudar em uma universidade longe de casa. A partir desse momento, eles já estão seguindo suas vidas longe dos seus pais, então trabalham em bares, cafés, livrarias para se sustentarem durante a vida acadêmica.

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Eu sei que pode soar estranho para muitos de nós, mas para os americanos, ficar na cidade natal após finalizar o ensino médio às vezes é sinal de fracasso. É algo como “sou tão loser que não fui capaz de sair da barra da saia da minha mãe.”. Em filmes, quando um adulto ainda mora com os pais, é retratado como uma pessoa perdedora, que não amadureceu.

Enquanto isso, no Brasil, estamos geralmente muito próximos do reduto familiar, normalmente saindo da casa dos pais apenas quando casamos ou temos que trabalhar e/ou estudar em outra cidade. Assim, para alguns brasileiros, a relação de dependência é alta, sendo comum que não saibam executar tarefas domésticas simples como lavar e passar roupa, cozinhar, arrumar a casa. Algo parecido com o que essa esquete do Porta dos Fundos soube retratar bem – e de maneira bem humorada: Morando sozinho.

Enquanto os americanos não utilizam empregada doméstica – considerado uma prestação de serviço de luxo –, pois a própria família consegue dividir as tarefas entre si, no Brasil algumas pessoas são dependentes dos pais, diaristas, bombeiros mecânicos, eletricistas e assim por diante.

2. A Valorização Do Esporte Como Liderança

Esporte é bom em todo lugar do mundo, não é? Quem não adora assistir uma partida de futebol ou acompanhar as Olimpíadas? Isso não é diferente nos Estados Unidos.

Na verdade, o que difere é a forma como os EUA lidam com os esportes. Esporte não é apenas lazer, a competição estimula o patriotismo, o senso de liderança, valoriza a inteligência e os estudos. Ouça o esse podcast que vai explicar bem detalhadamente de maneira divertida sobre a valorização do esporte, comece a ouvir a partir de 1hr28min e você entenderá do que estou falando!

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Estudar em uma universidade americana não é nada barato. Um curso fica a partir de 80 mil dólares. Enquanto alguns pais passam uma parcela da vida economizando para ajudar os filhos a pagar parte do curso – e a outra parte vira uma dívida que o estudante carrega por outra parcela da vida –, outros infelizmente não possuem esse privilégio. Contudo, ninguém deixa de estudar por causa disso!

Desde o ensino médio, os jovens conscientizam de sua realidade e começam a buscar formas de ingressar na Universidade sem ter que arcar com os altos custos, através de bolsas de estudo. As bolsas de estudo são para alunos excepcionais em ciência – que viram grandes cientistas e contribuem para a pesquisa e o desenvolvimento de novos remédios, produtos tecnológicos, novas descobertas de doenças e as respectivas curas –, computação e esportes.

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Quando se é um ótimo esportista, alguns “olheiros” de Universidades convidam esses jovens a estudar naquela instituição de ensino e, em troca, jogar pelo time da universidade durante todo o curso. Logo, jovens tornam-se jogadores de futebol americano, basquete, vôlei, natação, esgrima e o que mais seja possível imaginar!

Contudo, não é tão fácil assim: o aluno precisa apresentar bom desempenho nos esportes e o mais importante, precisa apresentar notas acima da média no curso que estuda. Dessa maneira, as universidades não formam apenas atletas, mas também profissionais capacitados a trabalhar na área em que obtiveram o diploma. Essa rotina exige do aluno esforço árduo, um forte senso de liderança e dedicação. Além disso, enquanto bolsistas, eles não podem ser pagos para jogar profissionalmente – portanto sempre jogam pelas Universidades, que oferecem toda a base de preparação –, caso façam isso, perdem a bolsa de estudos. Mesmo recebendo propostas fascinantes, a maioria dos alunos opta por continuar na universidade, pois foi graças a ela que eles tiveram a oportunidade de estarem ali.

Esses jovens, depois de formados, caso queiram seguir carreira esportiva, são os futuros nomes da NBA (National Basketball Association), NFL (National Football League) – que já ficam de olho neles desde a Universidade – e muitos são medalhistas olímpicos. É por treinarem desde cedo e terem toda a base estudantil bem formada que os EUA são os maiores campeões olímpicos. É quase imbatível. Além do mais, caso optem por não seguir a carreira de esportes, os formandos estão totalmente preparados para seguir carreira no curso pelo qual dedicaram seus estudos.

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A carreira estudantil aliada à esportiva tornam os jovens mais esforçados e vistos com “bons olhos” pelo mercado de trabalho, porque sabem trabalhar em equipe, tem espírito de liderança, possuem foco e conseguem atuar em mais de uma área sem deixar que uma interfira na outra.

Felizmente, em alguns esportes no Brasil, a valorização da carreira acadêmica existe, entretanto, sabemos que esse ponto de vista não é unânime. Percebemos isso em casos comuns disseminados na mídia sobre jovens jogadores de futebol, cuja glória fora alcançada às vezes tendo que abandonar os estudos, ou tendo que abdicar da vida acadêmica.

3. A Pouca Influência do Governo versus A Grande Influência das Empresas

Os EUA, assim como o Brasil, é um país federalista, no qual dá certa autonomia aos estados e é regido por um presidente. A grande diferença entre a ideia de política/economia dos EUA e do Brasil é como o poder funciona de maneira descentralizada, diminuindo a influência do governo e aumentando das empresas.

Como assim? A princípio pode soar meio estranho, mas já reparou que algumas leis são diferentes em cada estado americano? Em alguns, pode-se beber, em outros não; em outros estados, o aborto é permitido ou completamente proibido. A Constituição americana permanece praticamente inalterada desde sua criação e a defesa da liberdade de expressão, cidadania e um forte incentivo ao comércio – afinal, o país fora fundado por pensadores iluministas que saíram insatisfeitos da Inglaterra, querendo um “novo mundo” para gerenciar à sua maneira – são defendidos desde a instituição da república nos EUA.

Dessa maneira, o estado americano tem a função de gerenciar politicamente a nação: provém boa educação, saúde de qualidade, programas de aceleração econômica, proteção militar. Os demais serviços que aqui no Brasil são funções do estado, nos EUA ficam a cargo das empresas tomarem conta, assim, tem-se serviço rápido e eficiente e, no lugar das empresas dependerem do estado para investir, o país depende do crescimento das empresas para que possa crescer também.  Além disso, as empresas são prioridade nos EUA a ponto do estado americano pagar os salários dos funcionários até a empresa (que acabou de surgir) alcance estabilidade.

Como consequência, a cultura americana é fortemente influenciada pelo empreendedorismo, refletindo não somente no modo como as empresas são gerenciadas, mas como o modo de vida americano também é: uma busca constante por resultados, principalmente por resultados diretos. Podemos observar isso nos estudos, esportes, na carreira e até no comportamento das pessoas.

Quando constantemente ouço que “americano é um povo impaciente”, seja porque algum amigo foi a passeio para os EUA e via americanos apressados nas filas, caixas de lojas estressados e até mesmo pessoas nas ruas que, embora prestativas, sempre possuem uma resposta atravessada – extremamente óbvia e lógica – na ponta da língua, não deixo de lembrar que isso é reflexo do modo em que as empresas influenciam seu modo de vida.

Os americanos são extremamente objetivos, querem resultados rápidos e pouca desculpa, todos tentam ao máximo basear nas motivações do outro para obter melhores rendimentos e todos saem satisfeitos, afinal, uma pessoa consegue o que quer de forma rápida e clara e a outra oferece o que pode da mesma forma!

Pensar em longo prazo é bom, mas nos EUA pensar em curto prazo é primordial, pois fazem as pessoas se arriscarem mais, sem se preocuparem muito no resultado em longo prazo. Assim, surgem mais empresas inovadoras e pessoas inovadoras também!

E por arriscar ser uma característica comum entre os americanos, a falha vem junto. Falhar não é visto com maus olhos, pois quem arrisca muito erra muito também! Falhar, para as pessoas dos EUA, é sinal de que você tentou. Pode até que você não tenha obtido sucesso, mas tentou. Com isso, aprende-se uma lição que carregará por toda a vida, que agregará como experiência para que aquele erro não seja cometido normalmente. Logo, colocar a mão na massa e sair uma massa meio murcha é completamente louvável. É por isso que as pessoas não desistirão facilmente de seus objetivos, pois sabem que a falha faz parte do processo.

EUA

Apesar de fazermos parte de um mesmo continente e estarmos em constante contato com a cultura americana, percebemos que há muitos contrastes no modo de vida de cada país. E é conhecendo um pouco mais da cultura do outro que podemos lidar melhor com as diferenças, aprender e ensinar mais sobre o outro!

Referência

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Camila

Camila Oliveira

Camila gosta de viajar, conhecer lugares, pessoas e culturas, ouvir música, sentir aromas, degustar sabores, saborear a vida, aprender novos idiomas. Não quer criar raízes, pois sabe onde é o seu lugar: o mundo.

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