Aprendendo idiomas: o início da jornada de Frank Flórida

Frank Florida: como aprendi 8 idiomasHi everyone! Depois de 16 artigos sobre as minhas viagens ao redor do mundo, eu ainda não toquei no assunto central desse site: nos estudos de idiomas. Eu contei de ilhas e navios, de milionários e de monges budistas, falei sobre trabalhos que você pode fazer “on the road” e também sobre as amizades que você pode fazer… Mas ainda não falei nada sobre todos os idiomas que aprendi nas minhas viagens.

E como esse assunto é talvez até mais importante para os iniciantes, vou escrever o artigo de hoje em português. E eu ainda lembro muito bem quando eu era iniciante, e quando comecei a aprender a minha primeira língua estrangeira. Hoje, aprender um novo idioma não é mais aquele mistério para mim… Eu sei o que eu preciso fazer para tornar-me fluente num novo idioma. Só que nem sempre foi assim.

Eu cresci numa cidade muito pequena no interior da Europa… Uma cidade de apenas doze mil habitantes. E falava apenas um idioma. Nunca consegui imaginar a vida fora daquela cidade. E foi só por causa dos idiomas que depois eu tive as oportunidades de viajar, de trabalhar em outros países, e de fazer amizades com pessoas de várias culturas ao redor do mundo.

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Minha primeira língua estrangeira: o inglês

Em 1990, eu aprendi a minha primeira língua estrangeira: o inglês. E como muitos, a aprendi numa escola pública. Uma escola que ensinou segundo o típico método tradicional que demora anos e anos. Nenhum dos meus professores era falante nativo, a gente tinha poucas aulas por semana. E as aulas não eram muito eficientes. Eu não conheci estrangeiros para praticar com eles, e na época nem existia a internet ainda para estudar em casa.

Muita gente reclama que demora cinco anos para aprender um idioma. Mas eu só fiquei fluente em inglês depois de oito anos mesmo!

Como a minha vida mudou

Ai, um dia aconteceu uma coisa que mudou a minha vida para sempre. Eu encontrei alguns amigos da minha família… Amigos de Guaiaquil, a maior cidade no Equador. E o Equador sempre me fascinou bastante… Eu sempre adorei ouvir as histórias que eles me contaram, do eterno verão, das praias maravilhosas, da comida, e das festas com Salsa, Cumbia e Merengue. Fiquei com muita vontade de conhecer o Equador… Mas então eu tinha que aprender espanhol também.

Eu fiquei com receio e pensei “aprender mais um idioma, vai demorar mais oito anos”. Isso me desanimou bastante. Eu queria conhecer o Equador naquele momento e não oito anos mais tarde! Mas eu estava motivado… E por isso decidi que iria achar um jeito de aprender espanhol, e rapidamente. E como o meu pai ainda tinha um curso de idiomas dos anos 70, eu comecei a ler esse curso, e comecei a estudar espanhol como autodidata.

Meus mentores

Inicialmente, o meu progresso foi muito lento, da mesma forma que tinha sido com o inglês. Mas eu tive a sorte de conhecer duas pessoas que acabaram me guiando nesse caminho. Um deles era o dono da livraria da minha cidade. Ele era um craque com livros e sabia tudo sobre cursos de dúzias idiomas. Por isso, ele conseguiu me explicar como escolher um bom curso e me indicou um curso de espanhol que era bem melhor do que aquele antigo curso do meu pai.

O outro mentor que eu conheci naquela época foi um professor chinês. Ele tinha passado os últimos 25 anos estudando a moderna ciência do cérebro. Colaborando com institutos na Itália, na Alemanha e na França… E sempre fazendo a seguinte pergunta: Qual é mesmo a diferença entre um gênio e uma pessoa normal? Já que cada ser humano tem o mesmo número de neurônios… Como é que qualquer pessoa pode aprender a utilizar o seu cérebro do mesmo jeito que um gênio o faz naturalmente?

Alguns anos mais tarde, eu conheci o Brasil. Na época, eu toquei numa banda que fez uma turnê pelo sul do Brasil, e a gente tocou em muitas cidades no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina. Mas também chegamos até São Paulo e o Rio de Janeiro. E me apaixonei pelo Brasil. Até hoje, depois de ter viajado o mundo inteiro várias vezes, é um dos meus países favoritos. Talvez até mais do que o Equador.

Então voltei a falar com o dono da livraria que me explicou como escolher um bom curso de português, e combinei as dicas dele com todas as coisas que tinha aprendido do meu professor chinês. E assim, consegui aprender português em apenas oito meses. E é óbvio que o meu português não é perfeito… Mas depois de estudar por seis meses com um livro e um CD, além de mais dois meses de imersão, consegui manter uma conversa com brasileiros, já entendi tudo e até comecei a usar mais gírias.

Mais um desafio

Depois de alguns meses no Brasil, eu decidi que também queria conhecer a Ásia, e não apenas América do Sul… E por isso resolvi falar com meu professor chinês, e perguntar se ele tem algumas dicas para mim. E esse telefonema foi mais um daqueles momentos que mudaram a minha vida completamente. Pois ele me chamou para morar na Indonésia, onde ele tinha uma escola. Só que ele me convidou sob uma condição: Eu tinha que aprender Bahasa, o idioma da Indonésia. O meu prazo era de apenas 4 meses.

Eu acho que o segredo da motivação é simplesmente saber POR QUE a gente quer alguma coisa… E a minha motivação era forte. Eu comecei a estudar por uma hora, todos os dias, e consegui cumprir a condição do meu professor. A partir desse momento, idiomas não eram mais um mistério para mim. Agora eu sei que aprender idiomas pode ser bem mais fácil do que a maioria das pessoas acham, e no final eu acabei aprendendo 8 idiomas diferentes.

Eu vou contar um pouco mais sobre os outros idiomas que eu aprendi no meu caminho num dos próximos artigos, e também vou te dar algumas dicas para acelerar os seus estudos também.

Aguardo comentários!

Grande abraço,

~ Frank Florida ~

Frank

Frank Florida

Frank Florida é professor de idiomas desde 1994 e fala oito línguas. Viajando o mundo por 11 anos, ele visitou umas 300 cidades em mais de 50 países. Ele se graduou da High School nos EUA, se formou em didática na Austrália e é criador do site Fórmula Fluente.

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