Autodidata em Inglês

Autodidata em Inglês

De forma geral, o autodidata (self-taught) é aquele indivíduo que tem a capacidade de aprender algo, sem o auxílio de um professor. A pessoa que com o próprio esforço, busca as fontes de conhecimento necessárias para sua aprendizagem. Quem realmente deseja ser fluente em Inglês, tem que entender um pouco sobre esse tema, principalmente aqueles que não dispõem de recursos financeiros para morar no exterior (situação ideal). Claro que o papel do professor é sempre muito importante e nunca deve ser menosprezado.

O aprendizado de idiomas é um processo onde o estudante faz o papel de protagonista, não de coadjuvante. O estudante é protagonista quando: tenta falar em inglês sobre temas do seu interesse, procura entender músicas e filmes em Inglês sem o auxílio de material de apoio (legendas), busca situações onde será obrigado a praticar o idioma que está aprendendo (ambiente com muitos estrangeiros), lê livros em Inglês (de qualquer tipo) e por aí vai (and so forth).

Fazendo o papel secundário ou aprendendo de forma passiva o máximo que o estudante vai conseguir é conhecimento em gramática normativa. Daí vem a importância de ser autodidata. Mas como ser autodidata?

Há quanto tempo você estuda inglês? Já passou por sua cabeça que você pode estar estudando de uma forma que dá pouco ou quase nenhum resultado? Que tal fazer um intensivo de inglês de 180 dias e recuperar o tempo perdido?
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Curiosidade

A principal característica do autodidata é a curiosidade. Qualquer pessoa que vai além do que é passado pelo professor, por simples prazer em aprender mais, já tem boas chances de ser um autodidata. Porém só a curiosidade não basta. Outros fatores importantes são: atitude e disciplina. A atitude nos tira da inércia e nos dá um gás para iniciar os estudos. É aquele momento que a gente sai do “eu gostaria de aprender Inglês” para o “eu estou aprendendo Inglês”. Já a disciplina é aquela força que nos mantém nos estudos dia após dia.

O livro: meu melhor amigo

Se você é curioso, tem atitude e é disciplinado, está no caminho certo. Mas por onde começar? Pelo fato do autodidata não seguir um plano de estudos pré-definido é muito fácil perder o foco. Para solucionar isso se lembre da famosa frase: dividir para conquistar.

Quando começamos os estudos de Inglês é normal surgir muitas dúvidas e aquela sensação de “eu não sei nada”. O segredo é administrar o que não sabe e focar em temas importantes do idioma como: vocabulário básico, frases úteis e combinações de palavras. Com o tempo você vai conseguir identificar as próprias deficiências e ir preenchendo essas lacunas através da pesquisa novas fontes de informação (internet, livros ou revistas).

No meu caso, sempre que quero aprender sobre um assunto novo, seja uma linguagem de programação de computador, um novo conceito na área de administração/business ou um assunto relacionado ao inglês. Eu compro um livro, normalmente o Best Seller do tema. Só para exemplificar: recentemente eu descobri que estudar Inglês através de possíveis combinações de palavras (collocations) é talvez uma das formas mais rápidas para se adquirir fluência, principalmente morando em um país onde o Inglês é pouco falado. O que eu fiz? Corri e comprei um dos melhores dicionários sobre o tema, o Oxford Collocations. Eu tinha um problema, não dominada muito bem as combinações de palavras, agora eu tenho uma solução de 900 páginas: o Livro. Que, aliás, está aqui do meu lado esperando para ser estudado.

Confira alguns livros que poderão servir de guia para você que está começando ou já estuda Inglês há algum tempo: Inglês na Ponta da Língua, Essential Grammar in Use, Como Não Aprender Inglês e Advanced Grammar in Use. Se você tem alguma sugestão de livro é só enviar nos comentários.

O livro é o melhor amigo do autodidata. Se você quer estudar por conta própria, compre livros. A Internet é fantástica, porém se você não for cuidadoso vai acabar se perdendo nesse oceano de informações.

A Internet e suas distrações

Depois de falar sobre a liberdade do autodidata em estudar o tema que mais lhe interessa, eu gostaria de alertar sobre os perigos que isso pode representar. A Internet é uma ferramenta fantástica para os estudantes de Inglês, isso não é nenhuma novidade, porém saber utilizá-la de forma adequada e racional é fundamental.

Uma busca rápida no Google por “dicas de inglês” retorna 1.470.000 resultados. Se a expressão de busca for “curso de inglês online” esse número passa para 2.110.000 resultados. Portanto é notório que o que não falta é fonte de informação para quem decide estudar Inglês pela Internet, com a vantagem do conteúdo gratuito. Nesse ponto muita gente se perde, o autodidata tem que ter foco, não adianta nada acessar dezenas de sites com dicas de Inglês e não dedicar um bom tempo lendo e relendo os textos. É isso mesmo “relendo”, a melhor maneira de aprender é revisar o que foi estudado, falarei mais sobre isso em outra oportunidade.

A dica que dou é a seguinte: escolha bem os sites, blogs e podcasts que servirão de base para os seus estudos.

Confira a seguir os sites que leio e “releio”:

Agora os blogs:

Os Podcasts que acompanho são os seguintes:

Isso não quer dizer que não faço uso de outras fontes na Internet, só que estes sites são o meu ponto de partida. Caso o tema que estou estudando ainda não tenha sido tratado em nenhum deles, aí sim parto para outras fontes.

Não se esqueça de relacionar o English Experts com fonte de seus estudos. Combinado?

O Professor de inglês

Gostaria de lembrar da importância do professor de Inglês. Quando eu decidi estudar Inglês por conta própria (self-taught), acreditava que seria possível ficar fluente sem a ajuda de nenhum professor. Com o tempo a gente descobre que as coisas não são bem assim, principalmente no que diz respeito ao aprendizado de idiomas.

Calma! Antes que vocês pensem que eu estou contradizendo o que eu falei no início da série, eu explico. Imagine que falar inglês fluentemente signifique 100%, você sozinho só conseguirá 80%. Os outros 20% só serão conseguidos com o auxílio de um profissional da área, é ele quem vai aparar as arestas do aprendizado e corrigir aquelas falhas que quem estuda por conta própria não percebe. Lógico que este entendimento só vale para quem estuda Inglês no Brasil. Quem mora na Inglaterra, por exemplo, vai aprender isso no dia-a-dia.

Um idioma é uma habilidade adquirida essencialmente por interação humana, ou seja, aprender inglês lendo textos via internet, ouvindo fitas ou mesmo conversando via Skype é ótimo, porém a fluência só é adquirida através da prática diária, através da comunicação entre pessoas. Se você já adquiriu os 80%, busque agora praticar o Spoken English na vida real, pode ser com um professor ou com estrangeiros. Talvez você tenha mais sorte do que eu, infelizmente na minha cidade eu não encontro muitas oportunidades de conversar com estrangeiros.

Happy studying!

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Alessandro

Alessandro Brandão

Alessandro é fundador do English Experts e do Fórum de idiomas. Trabalha também em projetos na área de Ensino a Distância (EaD).

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