A má vontade de ingleses e americanos

Na onda de tantos depoimentos sobre inibição em falar em inglês, quero deixar também o meu. Eu sou fluente em leitura, escrevo razoavelmente bem, entendo bastante (principalmente em situações em que não tenho que dialogar, como no cinema ou no teatro), mas falar é o meu pior desempenho. O que me desencoraja principalmente é a pouca disposição dos ingleses e dos americanos (e também de alguns brasileiros residentes no exterior, uns chatos, cá entre nós) em aceitar as tuas limitações, isto me desencoraja. Eles não são como os brasileiros que se esforçam para entendê-los quando eles falam mal o português, com misturas de italiano e espanhol. Por isso, nas vezes em que fui a UK e USA procurei falar sempre o mínimo possível, e nas situações triviais (hotel, restaurante etc.), o que é uma pena pois devo ter pedido boas experiências e oportunidades para aprimorar meu inglês.
Recentemente, ao ver o Joel Santana falando um inglês precário, mas na maior disposição, sem ligar para a atitude dos outros, confesso que morri de inveja.

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