Sem interrogação?
Gostaria de saber por que a oração abaixo foi escrita sem interrogação, apesar de se tratar "aparentemente" de uma pergunta com o pronome interrogativo "why".
Why piping-hot food leaves me cold.
Ref. theguardian
Eu já vi isso acontecer e outra ocasião, todavia não me recordo se era o mesmo pronome. Como não deve ser uma situação comum, mas ela se repetiu para mim, fiquei curioso para saber o porquê dessa construção gramatical.
Why piping-hot food leaves me cold.
Ref. theguardian
Eu já vi isso acontecer e outra ocasião, todavia não me recordo se era o mesmo pronome. Como não deve ser uma situação comum, mas ela se repetiu para mim, fiquei curioso para saber o porquê dessa construção gramatical.
TESTE DE NÍVEL
6 respostas
Ordenar por: Data
Resposta mais votada
Colaborando...
Simon, pense na frase como um título ou tópico, desta forma: "This article explains why piping-hot food leaves me cold."
Esta frase não é uma interrogativa, mas essencialmente uma afirmação. Ela expressa ou introduz uma razão(ões) para uma afirmação em particular, estado ou sentimento.
Diferente da língua portuguesa e seus "4 porques", cada um com uma finalidade, em Inglês, temos que nos virar com os "2 porques" (why e because). Neste caso, por não se tratar de uma interrogativa, o why deverá ser usado na frase, sem o auxiliar DOES, e sem a pontuação(?).
* A equivalência na língua portuguesa é PORQUÊ (junto e com acento), o porquê ou os porquês. Que pode ser substituído por: O motivo, a causa, a razão.
Simon, pense na frase como um título ou tópico, desta forma: "This article explains why piping-hot food leaves me cold."
Esta frase não é uma interrogativa, mas essencialmente uma afirmação. Ela expressa ou introduz uma razão(ões) para uma afirmação em particular, estado ou sentimento.
Diferente da língua portuguesa e seus "4 porques", cada um com uma finalidade, em Inglês, temos que nos virar com os "2 porques" (why e because). Neste caso, por não se tratar de uma interrogativa, o why deverá ser usado na frase, sem o auxiliar DOES, e sem a pontuação(?).
* A equivalência na língua portuguesa é PORQUÊ (junto e com acento), o porquê ou os porquês. Que pode ser substituído por: O motivo, a causa, a razão.
MELHORE SUA PRONÚNCIA EM INGLÊS
Why piping-hot food leaves me cold.
Porque comida escaldante (super quente/pelando) não me "emociona" (não me interessa/não gosto/não me agrada/não me entusiasma). Tipo "me faz perder a fome, a vontade"...etc
Aqui se trata de uma técnica (muito usada no "jornalese" inclusive, mas não exclusiva deles) chamado "artifício retórico" (rethoricla device) ou "ferramenta retórica".
Ou seja, o autor - o intento de Torrry Naylor não é que o leitor responda o porquê ele 'perde a vontade', a 'gana' de se deliciar da comida oferecida, é uma pergunta retórica, pois ele vai explicar qual a razão disso acontecer com ele, e após a leitura do artigo todos vão saber que é especificamente quando a comida vem "pelando". O que é a sua "pet peeve" culinária e que o levou a escrever o artigo.
Em português também se usa este artifício em jornalismo, exemplo:
Por que não deixo mais meu filho assistir ao YouTube.
Rita Lisauskas
Ref. estadao.com
Mais um ponto, me parece que "why" não funciona como pronome no exemplo citado.
Ref. wordreference
Ref. egrammatics
Porque comida escaldante (super quente/pelando) não me "emociona" (não me interessa/não gosto/não me agrada/não me entusiasma). Tipo "me faz perder a fome, a vontade"...etc
Aqui se trata de uma técnica (muito usada no "jornalese" inclusive, mas não exclusiva deles) chamado "artifício retórico" (rethoricla device) ou "ferramenta retórica".
Ref. proofreading-courseThey are crafted to provoke thought, emphasize a statement, or engage the audience in a conversation. Unlike direct questions, which anticipate a response, rhetorical questions are designed to be answered implicitly through the context or the speaker's intended message.
Ou seja, o autor - o intento de Torrry Naylor não é que o leitor responda o porquê ele 'perde a vontade', a 'gana' de se deliciar da comida oferecida, é uma pergunta retórica, pois ele vai explicar qual a razão disso acontecer com ele, e após a leitura do artigo todos vão saber que é especificamente quando a comida vem "pelando". O que é a sua "pet peeve" culinária e que o levou a escrever o artigo.
Em português também se usa este artifício em jornalismo, exemplo:
Por que não deixo mais meu filho assistir ao YouTube.
Rita Lisauskas
Ref. estadao.com
Mais um ponto, me parece que "why" não funciona como pronome no exemplo citado.
Ref. wordreference
Ref. egrammatics
Detalhes da comunicação. Ótima explicação, PPAULO!
É bom se deparar com esses assuntos e aprofundá-los, porque se aprende numa via de mão dupla. Enquanto uma dúvida sobre uma idioma estrangeiro é esclarecida, entendemos mais as estruturas do nosso próprio idioma.
É bom se deparar com esses assuntos e aprofundá-los, porque se aprende numa via de mão dupla. Enquanto uma dúvida sobre uma idioma estrangeiro é esclarecida, entendemos mais as estruturas do nosso próprio idioma.
Concordo Simon, numa analogia (e guardadas a proporções) é como um aluno de Cálculo I estudando Derivadas, tendo que retornar à equação do 2o grau ou até outros tópicos do ensino médio ou do ensino fundamental. Ou seja, na medida que se estuda algo novo se é obrigado a revisitar os antigos conceitos aprendidos.
Aprender uma linguagem nos obriga a olhar para nós, nossos usos, nossa cultura. Assim é que alunos novos dizem que "em inglês se fala de trás pra frente" (a beautiful house vs uma casa bonita) ou os dizer que os espanhóis falam "primeiro que nada" ao invêz de "primeiro que tudo". Linuuagem se aprende assim, com comparações, analogias, experimentando encontrar associações conceituais, visuais, etc.
Um linguística já dizia que "linguagem é antes de tudo um fenônemo de vínculo", e se prova verdade quando ela nos liga aos nossos pais e familiares, nossa cidade e ao mundo. Um vínculo que nos liga a experiências, lugares, e pessoas que nos enriquecem a nossa história de vida.
A sabedoria popular também diz que aprendemos ensinando e vice versa, por que a gente "revisita" o assunto e vê em diferentes perspecttivas, com linguagens não é diferente!
Aprender uma linguagem nos obriga a olhar para nós, nossos usos, nossa cultura. Assim é que alunos novos dizem que "em inglês se fala de trás pra frente" (a beautiful house vs uma casa bonita) ou os dizer que os espanhóis falam "primeiro que nada" ao invêz de "primeiro que tudo". Linuuagem se aprende assim, com comparações, analogias, experimentando encontrar associações conceituais, visuais, etc.
Um linguística já dizia que "linguagem é antes de tudo um fenônemo de vínculo", e se prova verdade quando ela nos liga aos nossos pais e familiares, nossa cidade e ao mundo. Um vínculo que nos liga a experiências, lugares, e pessoas que nos enriquecem a nossa história de vida.
A sabedoria popular também diz que aprendemos ensinando e vice versa, por que a gente "revisita" o assunto e vê em diferentes perspecttivas, com linguagens não é diferente!
É isso mesmo! É uma pena que o emoji de palmas não fixa na mensagem depois que a enviamos.Um linguística já dizia que "linguagem é antes de tudo um fenônemo de vínculo", e se prova verdade quando ela nos liga aos nossos pais e familiares, nossa cidade e ao mundo. Um vínculo que nos liga a experiências, lugares, e pessoas que nos enriquecem a nossa história de vida.
COMO COMBINAR PALAVRAS EM INGLÊS
Relax man! I can see it resonates with you and you 100% agree.
-).
-).
COMO COMBINAR PALAVRAS EM INGLÊS